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30 de junho de 2026

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Seis mitos e verdades sobre os ovos que você precisa saber

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O ovo reúne muitos nutrientes essenciais em uma única porção. Versátil, acessível e de preparo rápido, ele está presente na rotina de milhões de brasileiros.

De acordo com a nutricionista do Instituto Ovos Brasil Lúcia Endriukaite, o ovo é um dos alimentos mais completos que existem à disposição das pessoas. Além de fornecer proteína de alto valor biológico, vitaminas, minerais e antioxidantes que contribuem para o bom funcionamento do organismo.

“Além disso, é acessível, versátil e pode ser incluído em diferentes preparações. O grande desafio ainda é combater os mitos e reforçar, com base em ciência, que seu consumo moderado é benéfico e seguro”, explica.

O alimento pode ser incluído em todas as fases da vida: auxilia no crescimento de crianças, na formação do tubo neural e da memória do bebê em gestantes, na preservação da massa muscular em idosos e na recuperação de atletas devido à rápida absorção da proteína.

Entre os nutrientes presentes estão colina (importante para o cérebro e memória), vitaminas A, D, E e do complexo B, além de minerais como ferro, selênio e potássio. Também possui antioxidantes como luteína e zeaxantina, relacionados à saúde ocular.

Mitos e verdades sobre o ovo

  1. Posso consumir ovos todos os dias?

    Verdade: o consumo diário é seguro para a maioria das pessoas, desde que inserido em uma dieta equilibrada.
  2. Gestantes e crianças podem comer ovos?

    Verdade: o ovo é considerado seguro. Para gestantes, o alimento contribui para a formação do tubo neural e da memória. Já nas crianças, auxilia no desenvolvimento físico e cognitivo.

  3. Ovo frito faz mal?

    Depende: o ovo não representa risco, mas o preparo com excesso de óleo vegetal rico em ômega 6 pode ser prejudicial. As versões cozida, pochê ou mexida com pouco óleo são as melhores opções.

  4. Ovo aumenta o colesterol?

    Mito: estudos indicam que o colesterol presente no alimento tem pouco impacto nos níveis de LDL (colesterol ruim). O maior fator de risco vem do consumo de gorduras saturadas e trans.
  5. Ovo branco é mais fraco que o marrom?

    Mito: a cor da casca está relacionada apenas à raça da galinha. Nutricionalmente, são equivalentes.
  6. Ovo é apenas proteína?

    Mito: além da proteína, o alimento fornece colina, vitaminas A, D, E e do complexo B, minerais como ferro e selênio, além de antioxidantes como luteína e zeaxantina.

O que dizem os estudos

Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition em 2020 não identificou relação entre o consumo de ovos (até sete ovos por semana) a alterações nos lipídios sanguíneos, mortalidade ou doenças cardiovasculares.

Os autores concluíram que o consumo moderado de ovos (1 por dia) é seguro e não aumenta o risco de doenças cardiovasculares ou morte.

A recomendação é variar o preparo e priorizar métodos mais saudáveis, combinando o alimento com vegetais, grãos integrais e fontes de gordura de boa qualidade.

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Plano Safra mantém juros elevados e deixa dúvidas sobre acesso ao crédito, avalia Federarroz

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O Plano Safra 2026/2027, anunciado nesta terça-feira (30) pelo governo federal, amplia em R$ 9 bilhões os recursos destinados à agricultura empresarial, que passam de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões.

Apesar do aumento no volume total de crédito, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avalia que as condições anunciadas ainda estão abaixo das necessidades do setor, especialmente em relação às taxas de juros, aos recursos para custeio e à situação financeira dos produtores.

Do total previsto para a nova safra, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização e R$ 140,2 bilhões aos investimentos. Na comparação com o ciclo anterior, os recursos para custeio e comercialização foram reduzidos em R$ 29,8 bilhões, enquanto os investimentos cresceram R$ 38,7 bilhões.

Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o setor esperava condições mais favoráveis para o financiamento da produção. “O Plano Safra veio com valor abaixo do que a gente pretendia. Os juros também não vieram como a gente pretendia. Nós pretendíamos abaixo de um dígito, e ele veio para a agricultura empresarial em 12,5%”, afirma.

Nunes ressalta que ainda é necessário conhecer detalhes da operacionalização dos recursos e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado estratégico para a atividade.

Segundo ele, também há preocupação com a capacidade das instituições financeiras de captar recursos suficientes para atender à demanda por crédito em um cenário econômico desafiador.

Outro ponto destacado pela entidade é a necessidade de uma solução para o endividamento dos produtores. Conforme Nunes, a definição sobre o Projeto de Lei nº 5.122 e as medidas que poderão ser adotadas pelo governo serão determinantes para que parte dos arrozeiros consiga acessar as linhas de financiamento da próxima safra.

“Nós também estamos na dependência das renegociações, de como vai ser resolvida essa questão do endividamento, até para que a gente consiga ter acesso ao crédito rural, porque senão vários produtores de arroz vão ficar alijados do Plano Safra”, afirma.

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Juros de custeio para produtos orgânicos são reduzidos no Plano Safra da Agricultura Familiar

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27, que destina o total de R$ 97,3 bilhões em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, anunciou redução dos juros no custeio para 1% ao ano na produção agroecológica e orgânica e para produtos da sociobiodiversidade.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), pasta do governo federal à frente da iniciativa, também destacou que foram aprimoradas as condições do Pronaf Agroecologia, com redução na taxa de juros de 3% para 2% ao ano.

Já o limite do Pronaf Bioeconomia foi ampliado de R$ 250 mil para R$ 450 mil para projetos voltados à silvicultura e sistemas agroflorestais. Segundo a pasta, desde 2023 já foram investidos mais de R$ 2 bilhões no financiamento de projetos agroecológicos em todas as linhas do Pronaf.

Novidade desta edição do Plano Safra foi o programa Da Terra à Mesa – Garantia-Safra, com mais de R$ 400 milhões destinados à inclusão produtiva, adaptação climática e fortalecimento da produção de alimentos para mais de 60 mil famílias do Semiárido brasileiro.

A iniciativa amplia o “Da Terra à Mesa Brasil”, que já beneficia 55 organizações e quase 29 mil famílias da agricultura familiar com ações de assistência técnica, capacitação e estruturação produtiva.

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Projeto Cacau 360° oferece bolsa pós-doutorado de R$ 12,5 mil mensais na UFSCar

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Foto: Freepik

Doutores em Produção Vegetal, Agronomia ou Ciências Florestais, com título obtido nos últimos cinco anos, podem se candidatar até 5 de julho para bolsa de pós-doutorado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ligada ao projeto Cacau 360° – Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em SP.

O selecionado deverá iniciar suas atividades em agosto no Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar, onde atuará por 24 meses com valor mensal de R$ 12.570 financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho abrange a implantação de experimentos com cacaueiro cultivado a pleno sol e em sistemas agroflorestais, com análise do impacto de diferentes práticas de manejo e do desempenho de variedades clonais.

“O bolsista também precisará conduzir avaliações ecofisiológicas, de produtividade de consorte e cacaueiro e fitossanitárias, além de estabelecer a linha de base de sequestro de carbono dos sistemas e ajudar na análise da qualidade físico-química das amêndoas fermentadas e secas de cacau”, detalha o supervisor do pós-doutorado, Anderson Ferreira da Cunha.

Inscrições

Para se candidatarem, os interessados devem ter experiência comprovada em fitotecnia, sistemas agroflorestais, ecofisiologia do cacaueiro e coleta, organização e interpretação de dados, incluindo indicadores de produtividade, rendimento agronômico e cálculos de eficiência.

Também é requisito a habilidade com planejamento e execução de experimentos de campo e casa de vegetação, dinâmica e monitoramento de sistemas agroflorestais com cacaueiro e/ou cultivo a pleno sol e avaliação do efeito de variáveis climáticas sobre o crescimento e a produção agrícola.

No edital publicado no site da Fapesp, estão detalhados ainda diferenciais desejáveis assim como a documentação necessária para participar do processo seletivo.

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