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14 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com realização de lucros e dados totais de esmagamento – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 03/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 03/09

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 1,18% ou $ -5,00 cents/bushel, a $418,00. A cotação para março fechou em baixa de 1,08% ou $ -4,75 cents/bushel, a $ 436,00.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. As cotações do cereal caíram depois de três sessões em alta. O mercado optou por realizar lucro, com o começo da colheita no sul dos EUA. O USDA reduziu a proporção de milho em boas/excelentes condições de 71% para 69%, o que limitou a tendência de baixa. O NASS apontou um uso de 11,3 MMT de milho em julho para a produção de etanol nos EUA, melhora de 2% em relação ao mês anterior, mas queda de 5,8% em relação ao ano anterior. O uso total no ano comercial 24/25 segue levemente abaixo do ano anterior.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho B3 fechou em baixa acompanhando dólar e Chicago

Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. As cotações da B3 fecharam novamente com ajustes pontuais, quase estável na grande maioria das posições. No entanto, quase todas as cotações foram negativas, acompanhando o dólar e a bolsa de Chicago.

Os preços no mercado interno e na bolsa seguem lateralizados, mas o país já apresenta preços mais competitivos nos portos asiáticos, o que pode melhorar as exportações e os prêmios no Brasil.

OS FECHAMENTOS DO DIA 03/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,31, apresentando alta de R$ 0,36 no dia e baixa de R$ 0,46 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,99, com baixa de R$ 0,16 no dia e baixa de R$ 0,90 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,87, com baixa de R$ 0,10 no dia e baixa de R$ 0,18 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PIORA NA SAFRA (altista)

Em seu relatório semanal, o USDA reduziu a proporção de milho em boas/excelentes condições de 71% para 69%, número que superou os 65% registrados no mesmo período do ano passado e ficou em linha com a previsão de 69% de empresas privadas. Os dois principais estados produtores, Iowa e Illinois, têm 84% e 55% de seu milho em boas/excelentes condições (84% e 61% na semana anterior), em comparação com 77% e 71% no mesmo período em 2024, respectivamente. Além disso, 90% das plantas já passaram da fase de grão leitoso; 58% das lavouras estão dentadas e 15% do milho está maduro.

Na próxima semana, o USDA divulgará seus primeiros dados sobre o andamento da colheita, que já está em andamento nos estados do Sul.

UCRÂNIA-EXPORTAÇÕES 63,88% MENORES (altista)

O Ministério da Política Agrária da Ucrânia informou hoje que, entre 1º e 3 de julho, o país exportou 886 mil toneladas de milho, 63,88% a menos que as 2.453.000 toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Isso está em linha com o divulgado ontem pela Comissão Europeia, que indicou que, entre julho e agosto, o bloco importou 600.621 toneladas da Ucrânia, volume bem inferior às 2.335.318 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

EUA-ESMAGAMENTO MAIOR PARA ETANOL (altista)

O relatório mensal de esmagamento de grãos da NASS mostrou que 11,58 milhões de toneladas de milho foram utilizados na produção de etanol em julho. Isso representou um aumento de 2% em relação a junho, mas uma queda de 5,8% em relação ao ano passado. Os embarques para o ano comercial completo nos primeiros 11 meses do ano fiscal estão em 4,978 barris de milho (bbu), 20 mbu abaixo do mesmo período do ano passado. Os dados semanais de etanol serão divulgados na quinta-feira, devido ao feriado de segunda-feira.

EUA-DESFAZER ACORDOS? (altista? Baixista?)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira à Reuters, que os EUA podem ter que “desfazer” os acordos comerciais que fecharam com a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul, entre outros, se perderem um processo na Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas comerciais.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

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Foto: Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.

Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.

De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.

  • Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
  • Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
  • Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
  • Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
  • Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.

As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.

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Sustentabilidade

Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

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Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).

A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).

Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Figura 1. Relação de cultivares de soja (hábito de crescimento indeterminado) com diferentes Grupos de Maturidade Relativa (GMR), semeados em Chapadinha/MA – Brasil (A), Sorriso/MT – Brasil (B), Passo Fundo/RS – Brasil (C), Pergamino/BA – Argentina (D) e North Platte/NE – EUA (E), com os seus respectivos fotoperíodos. A linha preta tracejada indica o fotoperíodo (horas) ao longo do período de cultivo. As colunas com diferentes cores representam as diferentes durações (dias) das fases do ciclo de desenvolvimento da soja. SE-R1: fase vegetativa, da semeadura (SE) até o aparecimento da primeira flor na haste principal (R1); R1-R3: início do florescimento (R1) ao início da formação de legumes (R3); R3-R5: início da formação de legumes (R3) ao início do enchimento de grãos (R5); R5-R7: início do enchimento de grãos (R5) até maturidade fisiológica (R7). O retângulo tracejado representa o período crítico para a cultura da soja de R3 a R6.


Referências:

FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.

WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

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Sustentabilidade

Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

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A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.

O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.

Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.

“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.

 A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.

O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.

Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.

“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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