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MT registra redução de 71% nas áreas afetadas pelo fogo; Pantanal é área mais preservada

Mato Grosso registrou uma redução de 71% nas áreas afetadas por incêndios florestais neste ano, de acordo com dados do Instituto Centro de Vida (ICV), baseados na plataforma Amazon Fire Dashboard, da NASA. Entre janeiro e agosto, aproximadamente 859,5 mil hectares foram atingidos pelo fogo no estado, sendo que menos de 1% dessa área corresponde ao Pantanal mato-grossense.
Os dados reforçam a eficácia das políticas públicas implementadas pelo Governo de Mato Grosso no enfrentamento aos incêndios florestais, tanto na prevenção quanto no combate. Além disso, as condições climáticas mais favoráveis, com temperaturas mais amenas e volume de chuvas acima da média, colaboraram para os resultados positivos observados no período.
De acordo com Vinicius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, as condições naturais contribuíram para manter o solo e a vegetação mais úmidos. No entanto, ele ressalta que “o aumento da fiscalização e o reforço das políticas de combate ao desmatamento surtiram efeito nas queimadas, que são frequentemente utilizadas após o corte da vegetação nativa”.
No bioma Pantanal, por exemplo, onde historicamente o fogo se propaga com facilidade devido às características da vegetação e aos períodos de estiagem, as áreas queimadas neste ano representaram menos de 1% do registrado em anos anteriores, com 5.800 hectares atingidos. Esse resultado está diretamente ligado ao fortalecimento das estratégias de prevenção e resposta rápida adotadas na região.
Entre essas medidas, destaca-se a antecipação do início do período proibitivo para o uso e manejo do fogo no bioma Pantanal, que passou a valer a partir de 1º de junho, enquanto na Amazônia e no Cerrado a proibição teve início em 1º de julho. Outra iniciativa importante foi a instalação da Sala de Situação Descentralizada do Pantanal, em Poconé, criada para monitorar continuamente os focos de calor no bioma.
Com essas informações em tempo real, torna-se possível agir rapidamente na contenção dos focos ainda em estágio inicial, evitando que se transformem em incêndios florestais de grandes proporções, conforme explica o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). “Não apenas no Pantanal, mas em todos os biomas, as ações e os investimentos realizados em Mato Grosso, aliados a condições climáticas favoráveis, resultaram em uma melhora significativa nos índices, alcançando recordes históricos durante o período proibitivo”, reforçou.
Apesar dos resultados obtidos, o comandante do BEA assegura que as ações serão intensificadas em todos os biomas, incluindo as áreas de jurisdição federal. Para isso, já foi solicitado apoio aos órgãos federais para atuação nessas regiões. Ele destaca que a cooperação entre os entes estaduais e federais é essencial para fortalecer a fiscalização, o monitoramento e o combate aos incêndios florestais.
“É importante destacar que aproximadamente 56% de eventos de fogo registrados durante o período proibitivo ocorrem em áreas federais, territórios indígenas e assentamentos federais, que não estão sob jurisdição do estado. Nesses locais, o número de queimadas tende a ser maior e mais crítico devido às condições climáticas, que costumam ser mais secas e favoráveis à propagação do fogo”, encerrou o tenente coronel Marcondes.
Investimentos
Para este ano, o CBMMT dispõe de uma estrutura operacional robusta, com um efetivo de 1.420 bombeiros militares prontos para atuar durante a temporada de estiagem. Esse contingente é reforçado por 150 brigadistas estaduais temporários e 100 brigadistas municipais.
A corporação também conta com 80 viaturas especializadas no combate a incêndios florestais, além de uma frota aérea ampliada, com até oito aeronaves operando simultaneamente, sendo duas próprias do CBMMT e seis contratadas pela Defesa Civil Estadual.
A atuação conjunta entre os bombeiros e parceiros também tem fortalecido a capilaridade e a eficiência da resposta. Um dos principais instrumentos dessa integração é o Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que permite a mobilização rápida e eficaz de brigadistas, maquinários, propriedades, equipamentos e aeronaves. Atualmente, o sistema já conta com aproximadamente oito mil recursos cadastrados.
Todas essas medidas fazem parte do investimento de R$ 78 milhões que o Governo de Mato Grosso está destinando ao Corpo de Bombeiros Militar, com foco no fortalecimento da estrutura e da capacidade operacional da corporação. Esse aporte integra o total de R$ 125 milhões investidos pelo Estado em ações de combate aos incêndios florestais e de enfrentamento ao desmatamento ilegal em todo o território mato-grossense.
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Onda de calor chega ao Brasil e eleva termômetros aos 40°C

A primeira onda de calor de 2026 já liga o sinal de alerta nas lavouras de soja, especialmente no interior da região Sul e em Mato Grosso do Sul. As temperaturas máximas devem ficar acima dos 35°C, podendo alcançar os 40°C em algumas áreas.
O cenário preocupa principalmente os produtores que ainda estão no plantio do milho segunda safra, já que o calor excessivo eleva a temperatura do solo e compromete a germinação. A recomendação, neste momento, é aguardar a passagem desse período mais crítico antes de avançar com a semeadura.
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Enquanto o calor domina parte do Centro-Sul, a chuva ganha força no Norte do país. Nos próximos dias, os maiores volumes devem se concentrar no Acre, norte do Pará e centro-norte do Maranhão, com acumulados entre 50 e 70 mm em apenas cinco dias. Esse padrão reforça o contraste climático entre as regiões e mantém o produtor atento às janelas ideais de manejo.
Como fica o tempo?
A mudança começa a aparecer na próxima semana. Com o enfraquecimento da onda de calor, a chuva volta gradualmente para a região Sul a partir de quarta e quinta-feira, com volumes entre 40 e 45 mm. Esse retorno também deve alcançar áreas de São Paulo e o centro-sul de Minas Gerais, ajudando na recomposição da umidade do solo e criando melhores condições para o avanço das atividades no campo.
7 a 11 de abril
Já no período entre 7 e 11 de abril, a tendência é de intensificação das chuvas no Norte e no Matopiba, com volumes mais expressivos. Os acumulados podem ultrapassar os 70 mm em cinco dias no norte de Minas Gerais e no norte de Mato Grosso, reforçando um cenário de maior regularidade hídrica nessas regiões e exigindo atenção redobrada dos produtores quanto ao manejo e ao planejamento da safra.
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Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em comparação à safra passada

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 71,5% da área plantada até o dia 27 de março, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Apesar do avanço semanal, o ritmo dos trabalhos no campo ainda segue abaixo do registrado em anos anteriores.
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Na semana anterior, o índice era de 63,8%, indicando progresso nas operações. No entanto, em igual período do ano passado, a colheita já atingia 83,1% da área, enquanto a média histórica para o período é de 77,5%, o que reforça o atraso atual.
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‘Expectativas são boas, mas margens apertadas exigem eficiência no campo’, diz sojicultor de RR

Com a liberação do plantio da soja em Roraima a partir de 18 de março, os produtores dão início a uma nova safra em um cenário que mistura desafios financeiros e expectativa positiva. O estado segue um calendário diferente de semeadura e vazio sanitário, o que exige organização e estratégia. Mesmo diante das dificuldades, o sentimento no campo é de resiliência.
O Soja Brasil conversou com o produtor rural Leonardo Vendruscolo, de Alto Alegre, que detalha o momento vivido no estado. ”As expectativas são muito boas, por mais que o produtor esteja passando por dificuldades com margens apertadas. A gente segue sempre otimista, uma nova safra começa e o nosso papel é buscar uma boa produtividade”, afirma.
Segundo ele, o produtor está mais cauteloso, mas não perde o foco. “Acredito que o produtor está mais cauteloso pelo momento da agricultura no Brasil, mas ao mesmo tempo otimista, esperando uma melhora no preço até a colheita.”
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No campo, o clima tem dado algum suporte. Chuvas pontuais ajudam no preparo das áreas e na dessecação, enquanto a expectativa é de que o período chuvoso se consolide a partir de 20 de abril, marcando o início efetivo do plantio. Outro ponto positivo é a palhada formada ao longo de 2025. “Uma das principais estratégias nesta safra é a boa palhada que conseguimos construir. Isso vai ser muito positivo para a safra 26”, destaca Vendruscolo.
Por outro lado, o peso dos custos é um dos maiores desafios, principalmente para quem busca expandir a área. “O maior impacto que vejo aqui em Roraima é a abertura de novas áreas, porque demanda mais corretivos e fertilizantes. Isso exige crédito, e hoje o crédito está mais limitado, com juros elevados”, explica. Mesmo com parte dos insumos adquiridos antecipadamente, o cenário ainda preocupa. “Conseguimos comprar fertilizantes entre outubro e dezembro com preços melhores, mas hoje os custos estão muito elevados.”
Diante desse cenário, a saída tem sido investir em eficiência. “O produtor está cada vez mais tecnificado. É usar semente de qualidade, agricultura de precisão, colocar só o necessário, principalmente porque os fertilizantes estão caros”, afirma. Para ele, o momento exige decisões mais assertivas. “Agora é produzir bem, fazer o básico bem feito e esperar que o preço da soja melhore até a colheita, para termos um cenário mais animador.”
Mesmo com os desafios, o sentimento predominante ainda é de esperança. “As expectativas são muito boas. Mesmo com as dificuldades, o produtor segue otimista e focado em fazer o seu papel dentro da porteira”, conclui.
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