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Seguro rural enfrenta desafios e carece de maior proteção, diz secretário

O seguro rural no Brasil enfrenta dificuldades estruturais, com modelos isolados e vulneráveis a cortes orçamentários, avaliou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos Júnior.
Durante participação no 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo, ele destacou que o setor carece de propostas mais robustas e inteligentes para proteger os produtores.
Na avaliação do secretário, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) estão “isolados” e precisam de uma reformulação que ofereça proteção efetiva ao produtor rural.
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Segundo ele, o setor perdeu oportunidades de avanço legislativo ao longo do ano. “O seguro está passível de corte orçamentário”, disse.
Campos Júnior ressaltou a importância de garantir valores mais expressivos e segurança jurídica. “Precisamos criar uma segurança do projeto para todos os setores seguros na hora de conceder e vender esse produto no mercado.” Ele concluiu que, sem essas mudanças, o setor continua vulnerável, prejudicando a atividade rural como um todo.
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Produtividade de cereais no Reino Unido fica abaixo da média histórica

A colheita de grãos de 2026 no Reino Unido foi praticamente concluída com rendimentos médios abaixo do histórico recente para as principais culturas de cereais. Segundo relatório final de safra do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura (AHDB), divulgado nesta sexta-feira (25), a escassez de chuvas desde a primavera local comprometeu a produtividade em parte relevante das lavouras.
O trigo de inverno encerrou o ciclo com produtividade média de 6,9 toneladas por hectare, resultado 11% inferior à média dos últimos cinco anos. O levantamento aponta que o avanço acelerado da colheita na Inglaterra e no País de Gales e um alívio pontual nos rendimentos do norte da Escócia não foram suficientes para reverter o quadro geral.
A cevada de primavera registrou um dos piores desempenhos da temporada, com média de 4,8 toneladas por hectare, queda de 17% ante a média quinquenal do país. A aveia teve produtividade de 4,6 toneladas por hectare, 14% abaixo do histórico de cinco anos.
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Em sentido oposto, a cevada de inverno ficou alinhada ao padrão recente, com 6,9 toneladas por hectare. A colza apresentou o melhor resultado relativo, ao atingir 4,0 toneladas por hectare, volume 19% superior à média de cinco anos do Reino Unido.
A AHDB também informou que a qualidade dos grãos colhidos variou de forma expressiva entre as regiões, o que adiciona complexidade às decisões de armazenagem e comercialização nos próximos meses. Em nota, a analista-chefe de Cereais e Oleaginosas da entidade, Helen Plant, afirmou que fatores como tipo de solo, data de semeadura e retenção de umidade ampliaram as diferenças entre propriedades.
O diretor do setor, Anthony Hopkins, declarou que a sequência de adversidades climáticas ao longo de duas ou três safras, somada aos custos operacionais elevados, amplia a pressão financeira sobre os agricultores, especialmente nas áreas mais atingidas pela estiagem.
O balanço final da safra de 2026 no Reino Unido indica perdas de produtividade em parte central das culturas de cereais, com desempenho melhor apenas em segmentos específicos, como colza e cevada de inverno, em um cenário marcado por restrição hídrica e variação regional na qualidade dos grãos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Chuva avança sobre o interior do Nordeste e alcança o Matopiba nesta sexta-feira

As chuvas avançam pelo interior do Nordeste nesta sexta-feira (25) e chegam à região agrícola do Matopiba, entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica muitas nuvens em toda a região, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas entre Maranhão e Piauí.
No centro-sul da Bahia, o Inmet emitiu aviso amarelo de perigo potencial para tempestade. No oeste baiano, a chuva ocorre de forma isolada. Também há previsão de chuva isolada no oeste e norte do Maranhão, no norte e sul do Piauí, no centro, sul e leste da Bahia, no litoral oeste do Ceará e na faixa litorânea entre Sergipe e Rio Grande do Norte.
Nas capitais do Nordeste, as temperaturas seguem elevadas, com mínima de 20°C em Maceió e máxima de 37°C em Teresina.
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No Norte do país, há alerta amarelo de perigo potencial para chuvas intensas no centro, oeste e noroeste do Amazonas e no sudoeste de Roraima. No restante desses dois estados, no sul do Pará e no Tocantins, a previsão é de chuva com trovoadas. Entre as capitais da região, a mínima esperada é de 22°C em Rio Branco e a máxima chega a 37°C em Porto Velho.
No Sul, o sol predomina na maior parte da região. A exceção é o sul do Rio Grande do Sul, onde há aviso amarelo de perigo potencial para tempestade com queda de granizo. No restante do estado, há possibilidade de chuva isolada. A temperatura sobe e não há previsão de geada. Nas capitais, a mínima será de 10°C em Curitiba e a máxima de 26°C em Porto Alegre.
No Sudeste, o céu fica com muitas nuvens em grande parte da região, com chuvas isoladas no noroeste, oeste, centro e sudeste de Minas Gerais, além de Rio de Janeiro e Espírito Santo. No Centro-Oeste, as áreas de instabilidade se concentram entre o norte e leste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
As temperaturas seguem em elevação no Sudeste e no Centro-Oeste. Nas capitais, os termômetros chegam a 29°C no Rio de Janeiro e a 40°C em Cuiabá, enquanto as mínimas previstas são de 15°C em São Paulo e 18°C em Campo Grande.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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Setor e Mapa discutem abertura de mercados para suco de laranja

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se na quarta-feira (23), em Brasília (DF), com o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, Ibiapaba Netto. O encontro tratou dos desafios do setor brasileiro de suco de laranja e das perspectivas de abertura de novos mercados.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a reunião discutiu estratégias para ampliar a presença de produtos brasileiros em mercados considerados estratégicos. André de Paula afirmou que o ministério quer manter o diálogo com o setor e atuar de forma conjunta na conquista de novos mercados.
Ibiapaba Netto destacou o interesse da citricultura em novas oportunidades comerciais, com atenção a mercados abrangidos por negociações como Mercosul-Japão e Mercosul-Coreia do Sul. Segundo ele, Japão e Coreia do Sul são estratégicos para produtores brasileiros que buscam ampliar alternativas de exportação.
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O representante do setor afirmou que a cadeia registrou recordes em 2022, 2023, 2024 e 2025, mas agora enfrenta queda no consumo. Também disse que o principal desafio para o avanço comercial está nas barreiras tarifárias. De acordo com Netto, o produto brasileiro não enfrenta entraves sanitários de acesso e pode ser comercializado em praticamente qualquer país.
O Brasil é o maior produtor mundial de laranja, com 13,5 milhões de toneladas. Grande parte da produção e da industrialização está concentrada no estado de São Paulo. O país também lidera a produção e a exportação de suco de laranja, com 1,032 milhão de toneladas produzidas e 973 mil toneladas exportadas.
Na safra 2026/27, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) reestimou a produção em 263,15 milhões de caixas para São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, volume 3,1% acima da previsão inicial por causa das chuvas.
Apesar da revisão para cima na safra 2026/27, o volume ainda representa queda de cerca de 10% frente às 292,9 milhões de caixas da temporada anterior. As chuvas elevaram peso e tamanho dos frutos, mas também podem reduzir o brix e o rendimento industrial, além de dificultar a colheita.
Fonte: Estadão Conteúdo
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