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Sustentabilidade

Abrapa reforça protagonismo do Brasil em encontro latino-americano sobre o algodão – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) representou o Brasil na VIII edição do Encuentro de Organizaciones Gremiales, realizada na última sexta-feira,29 de agosto. O encontro faz parte do Projeto +Algodón e da Cooperação Sul-Sul Brasil–FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Participaram do evento representantes dos principais países produtores de algodão da América Latina, como Paraguai, Peru, Bolívia e Brasil. O tema central foi “Oportunidades para a Valorização do Algodão Latino-Americano e Contribuições para o Dia Mundial do Algodão 2025”.

Dia Mundial do Algodão 2025

O evento teve como objetivo preparar uma agenda comum para o Dia Mundial do Algodão (World Cotton Day – WCD 2025), que será celebrado em 7 de outubro, em Roma, sob coordenação da FAO, do ICAC (International Cotton Advisory Committee) e do ITC (International Trade Centre).

Desde 2019, o WCD se consolidou como fórum global de debate sobre o futuro da cotonicultura, com foco em sustentabilidade, inovação e no papel dos países em desenvolvimento na cadeia mundial da fibra.

Brasil apresenta Sou de Algodão e Programa ABR

O Brasil se destacou nas discussões por meio das apresentações da Abrapa. A diretora de Relações Institucionais, Silmara Ferraresi, falou sobre o movimento Sou de Algodão, campanha lançada em 2016 que conecta toda a cadeia produtiva ao consumidor final e reforça o valor da fibra nacional como sustentável e de alta qualidade.

Já o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, apresentou o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que através de um processo de certificação garante rastreabilidade, boas práticas de cultivo e respeito a critérios sociais, ambientais e trabalhistas. Segundo Portocarrero, o principal objetivo da apresentação foi mostrar aos outros países participantes o quanto que o processo de certificação é importante para agregar valor à pluma. “O programa ABR é reconhecido como referência internacional, e foi um dos fatores que serviram para consolidar o Brasil como líder mundial em sustentabilidade na produção de algodão.

O papel do Brasil na cotonicultura latino-americana

Maior exportador global de algodão nos últimos dois anos, e único país da América do Sul a assegurar 100% de rastreabilidade da produção, o Brasil assumiu papel central no encontro. A presença da Abrapa reforçou a imagem do país como principal articulador da agenda latino-americana, com capacidade de levar contribuições sólidas para o cenário internacional.

Ao promover o encontro, a FAO buscou alinhar propostas regionais que possam ser apresentadas de forma conjunta durante o WCD 2025. A estratégia é fortalecer a representação da América Latina no debate global, valorizando o algodão regional não apenas como produto agrícola, mas como ativo econômico e social de grande relevância.

O Encuentro de Organizaciones Gremiales, em sua oitava edição, reforçou a importância da cooperação técnica entre países e a construção de uma narrativa comum que consolide o protagonismo da América Latina nos rumos da cotonicultura mundial.

Fonte: Abrapa 



 

FONTE

Autor:Abrapa

Site: ABRAPA

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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