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Senar-MT participa do Simbov na UFMT e reafirma compromisso com ciência e educação

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) marcou presença nesta quinta-feira (28/08) na abertura da 7ª edição do Simpósio Mato-grossense de Bovinocultura de Corte (Simbov), realizado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O superintendente Marcelo Lupatini representou a instituição e destacou a importância da parceria entre a ciência, a academia e o setor produtivo para o fortalecimento da pecuária de corte no estado. O evento, que segue até o dia 30 de agosto, reúne pesquisadores, estudantes, produtores rurais e profissionais da área para debater avanços tecnológicos, práticas de manejo e inovações que podem transformar o setor.

O Senar-MT reafirma seu papel como agente de transformação do campo. A instituição oferece formação profissional, cursos, treinamentos e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com técnicos especializados que acompanham mensalmente produtores de bovinocultura de corte em todo o estado. O trabalho é direcionado à realidade de cada propriedade, levando soluções práticas que elevam produtividade, renda e qualidade de vida no meio rural.

Na abertura do Simbov, o superintendente do Senar-MT, Marcelo Lupatini, apresentou o Sistema Famato e destacou as frentes de atuação das instituições que o compõem. Ele ressaltou o trabalho da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), responsável pela representação política do setor; do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), referência em levantamentos de dados e estudos de mercado; do AgriHub, que conecta o produtor rural às inovações tecnológicas; e do Senar, voltado à capacitação profissional e à assistência social. Também lembrou o papel dos Sindicatos Rurais, presentes em 95 municípios do estado e suas extensões de base, que fortalecem a representatividade no campo.

Para Lupatini, estar ao lado da academia, da ciência e dos estudantes é fundamental para o Sistema Famato. “Essa aproximação com a UFMT era um desejo antigo do nosso presidente, Vilmondes Tomain. O setor produtivo rural precisa caminhar junto com a universidade, a pesquisa e o conhecimento. Para os estudantes, o agro representa muitas oportunidades de emprego, com boas remunerações. E o Senar está de portas abertas, oferecendo inúmeros cursos de qualificação”, afirmou.

O superintendente também destacou o alcance das ações do Senar-MT. Somente nos primeiros seis meses de 2025, 460 mil pessoas foram impactadas por algum tipo de atendimento da instituição. “Isso é gratificante para nós. Em um estado com pouco mais de 3 milhões de habitantes, imaginem o impacto que o Senar Mato Grosso tem por meio dos recursos que vêm do próprio produtor rural. Muitas vezes as pessoas não sabem que tudo isso é investimento do produtor que retorna diretamente para a sociedade”, completou.

Lupatini ressaltou ainda que a ATeG tem sido um diferencial para os pecuaristas, por oferecer acompanhamento gratuito, com foco em gestão e melhoria contínua. “Os resultados mostram que, quando o produtor tem acesso à informação, orientação técnica e planejamento, ele ganha segurança, aumenta a produtividade e consegue avançar com sustentabilidade”, concluiu.

Entre os presentes, estiveram os presidentes dos sindicatos rurais Ricardo Arruda (Poconé) e Celso Nogueira (Cuiabá). Do Senar-MT também participaram o diretor financeiro, Allan Paulino, e o supervisor da ATeG, Marcelo Nogueira.

Ricardo Arruda, Celso Nogueira, Vicente Falcão, Mauren Lazaretti, Allan Paulino e Marcelo Lupatini
O evento contou ainda com a presença da professora Ivana Ferrer Silva, representando a reitora Marluce Silva; do secretário de Agricultura do município de Cuiabá, Vicente Falcão; da secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazaretti; e do professor e coordenador da 7ª edição do Simbov, Joanis Tilemanhos.

Ao longo dos três dias, serão abordados temas como regularização ambiental, mudanças climáticas, manejo de pastagens, reprodução, nutrição animal e tecnologias digitais aplicadas à pecuária. Também estão previstas apresentações de mais de 130 trabalhos científicos, reforçando a contribuição da pesquisa acadêmica para o desenvolvimento do setor. No espaço do Sistema Famato, colaboradores e técnicos estarão à disposição para atender o público, tirar dúvidas e levar informações sobre os produtos do Senar-MT.

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Ritmo nas lavouras de soja se intensifica em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O ritmo da colheita da soja em Mato Grosso se intensificou na última semana e alcançou 24,97% da extensão cultivada nesta temporada 2025/26. Isso representa um avanço semanal de 11,09 pontos percentuais em relação à semana anterior, além de 12,77 pontos percentuais à frente do observado na última semana de janeiro do ano passado na safra 2024/25.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mesmo com volumes de chuvas ao longo da semana, os produtores mantiveram os trabalhos aproveitando o máximo das janelas de tempo mais firmes e maior presença de sol em algumas regiões, o que permitiu, inclusive, que as máquinas estejam à frente da média dos últimos cinco anos de 12,57% da produção colhida.

Médio-norte perde a liderança na colheita

Na última semana de janeiro o médio-norte perdeu a liderança na colheita da soja para o oeste mato-grossense. Segundo o Imea, na região oeste 36,70% do grão havia sido colhido até o dia 30 de janeiro, enquanto no médio-norte 35,41%.

No noroeste do estado 30,08% da soja já foi colhida e no norte 28,54%. No centro-sul 22,23%. As regiões mais “atrasadas” seguem sendo o nordeste com 14,01% e o sudeste com 11,46%.


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Crédito rural com potencial sustentável tem queda no 1º semestre, aponta consultoria

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Foto: Pixabay

O crédito rural com potencial de promover a sustentabilidade na agropecuária fechou o primeiro semestre do Plano Safra 2025/2026 com desempenho inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior.

Entre julho e dezembro de 2025, foram contratados R$ 33,3 bilhões em recursos de custeio e investimento enquadrados na jornada de sustentabilidade, segundo o Boletim Trimestral Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade, da consultoria Agroicone.

O volume corresponde a 22,5% do total desembolsado nessas finalidades e representa queda de quase R$ 10 bilhões em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando somou R$ 43,1 bilhões.

Juros elevados e endividamento explicam recuo

De acordo com os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari, responsáveis pelo levantamento, o resultado acompanha o desempenho geral do Plano Safra. No primeiro semestre da safra 2025/26, as contratações totalizaram R$ 189,7 bilhões, R$ 30,6 bilhões a menos, ou 16%, em relação ao mesmo período de 2024.

Segundo Lobo, o cenário de juros elevados, avanço do endividamento e renegociações de dívidas tem aumentado a aversão ao risco, tanto por parte dos produtores quanto das instituições financeiras.

O boletim aponta ainda que, em novembro de 2025, 15% do crédito rural ativo apresentava algum tipo de estresse financeiro, somando R$ 123,6 bilhões, R$ 51,4 bilhões acima do registrado em julho de 2024. Para Vicari, o custo elevado das renegociações amplia o risco de agravamento do endividamento.

Investimentos lideram queda na sustentabilidade

A retração foi mais forte nos recursos destinados a investimento. O volume contratado caiu de R$ 59,7 bilhões para R$ 43,3 bilhões, redução de 27,5%. Os recursos de investimento alinhados à sustentabilidade recuaram 35,1%, enquanto o custeio teve queda de 12,9%.

Na avaliação dos pesquisadores, o movimento reflete o impacto do ambiente macroeconômico nas decisões produtivas, reduzindo a disposição dos produtores em realizar melhorias nas propriedades.

Por atividade, agricultura e pecuária apresentaram comportamentos semelhantes, com quedas de 22,4% e 23,4%, respectivamente. No período, a agricultura concentrou R$ 29,8 bilhões dos recursos sustentáveis, enquanto a pecuária respondeu por R$ 3,6 bilhões.

Pronaf se mantém; médios e grandes recuam

No recorte por programas, o Pronaf manteve estabilidade. As contratações de linhas sustentáveis pela agricultura familiar somaram cerca de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre da safra, mesmo patamar do ano anterior. O destaque foi o Pronaf Bioeconomia, com R$ 1,3 bilhão contratado no período.

Já entre médios e grandes produtores, houve queda nas contratações de subprogramas rotulados, especialmente no RenovAgro, indicando menor adesão a investimentos alinhados à sustentabilidade.

Correção de solo perde espaço

Outro ponto de atenção foi a queda nas contratações para correção intensiva do solo. O volume contratado no semestre foi de R$ 3,4 bilhões, retração de 38,2% frente ao mesmo período da safra anterior.

Para os pesquisadores, o movimento é um sinal relevante para a agenda de sustentabilidade, considerando o papel do solo na produtividade e na estocagem de carbono.

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Café sobe mais de 40% no país em um ano, aponta pesquisa; legumes lideram altas no Sudeste

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Foto: Pixabay.

O café em pó e em grãos ficou 40,7% mais caro no Brasil entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid. No período, o preço médio passou de R$ 53,58 para R$ 76,36, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias.

O aumento ocorreu mesmo com produção elevada. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira foi estimada em 56,5 milhões de sacas, crescimento de 4,3% em relação a 2024.

Ainda assim, a colheita de café arábica recuou 9,7%, impactada por baixa produtividade e por condições climáticas, o que reduziu a oferta da variedade mais consumida no mercado interno e refletiu nos preços.

Outros itens com alta em 2025

Além do café, outros produtos registraram elevação ao longo do ano. Os queijos subiram 12,4% no preço médio nacional, seguidos por margarina (12,1%), creme dental (11,7%) e cerveja (6,2%), segundo a Neogrid.

Apesar do avanço acumulado, dezembro apresentou recuo em alguns itens básicos. Leite UHT caiu 5,3%, ovos recuaram 3,6% e arroz teve redução de 2,2% no fechamento de 2025, movimento que ajudou a conter a inflação de alimentos no curto prazo.

No mesmo mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% na comparação com novembro, indicando manutenção de um ambiente inflacionário, com comportamentos distintos entre as categorias de consumo.

Altas no fechamento do ano

Em dezembro de 2025, o sabão para roupa liderou as altas no país, com variação de 2,4% na comparação mensal, passando de R$ 14,58 para R$ 14,94. Na sequência, apareceram carne bovina (2,3%), carne suína (2,2%), creme dental (1,5%) e cerveja (1,3%).

“O ano foi marcado por pressões relevantes em categorias estratégicas, como café e carnes, impulsionadas por custos elevados, oferta mais restrita e forte demanda externa, o que pressionou diretamente o orçamento do consumidor”, afirma Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid, em comunicado.

Ela acrescenta que o próximo ano tende a apresentar oscilações mais contidas. “Para 2026, a expectativa é de uma oscilação mais moderada nos alimentos, com itens ainda sensíveis ao câmbio e à conjuntura global seguindo em alta, enquanto mercadorias básicas tendem a apresentar maior estabilidade, diminuindo o risco de uma inflação disseminada, embora fatores climáticos e macroeconômicos continuem exigindo atenção.”

Sudeste registra pressão em legumes e carnes

Na região Sudeste, os legumes fecharam dezembro com alta de 3,5%. Em seguida vieram creme dental (2,2%), sabão para roupa e carne bovina (ambos com 1,7%) e detergente líquido (1,6%).

As principais quedas ocorreram em leite UHT (-7,6%), ovos (-4,6%), arroz (-2,8%), óleo (-1,7%) e leite em pó (-1,5%).

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