Connect with us
5 de maio de 2026

Business

Tecnologia embarcada ganha espaço em transporte do agronegócio em MT

Published

on

De acordo com Anfavea, 60% dos produtores brasileiros já enxergam a tecnologia embarcada como um fator vital em suas operações
O uso de tecnologias embarcadas no transporte agrícola tem apresentado avanços significativos em indicadores de precisão, segurança e conectividade, resultando em previsões positivas para o desenvolvimento de maquinário para o setor no próximo ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Esse avanço tem se materializado com a consolidação de rotogramas inteligentes e sistemas de navegação offline, capazes de mapear trajetos no interior de fazendas com base em imagens de drones ou georreferenciamento proprietário — etapas planejadas previamente na logística e transmitidas automaticamente ao veículo, sem depender de conexão ou intervenção manual durante o percurso.
De acordo com dados da pesquisa SAE Brasil Caminhos da Tecnologia no Agronegócio, da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 60% dos produtores brasileiros já enxergam a tecnologia embarcada como um fator vital em suas operações, enquanto a indústria carrega 38% desta percepção. Entre os agricultores, o uso da tecnologia embarcada está em terceiro lugar em nível de importância de temas para fabricantes, à frente de aspectos tradicionais como serviços de pós-venda e custos de aquisição.

Para Braulio de Carvalho, CEO da Maxtrack, companhia mineira que trabalha no desenvolvimento de tecnologias para transportes de passageiros há mais de 25 anos, o uso destes dispositivos de monitoramento será cada vez mais demandado, considerando as particularidades do cenário rural.
Na visão do especialista, a importância da tecnologia embarcada se torna evidente ao permitir que o motorista receba instruções em tempo real, alertas de desvios, orientação por voz e textos, além de cálculos automáticos de velocidade segura em curvas sinuosas, que são recursos essenciais para evitar tombamentos, otimizar consumo de combustível e reduzir quilometragem desnecessária.

“Até pouco tempo atrás, os motoristas ficavam vulneráveis em regiões mais rurais, diante da precariedade de sinalização física e falta de conexão, que os deixavam desorientados. Dessa forma, o desenvolvimento de novas tecnologias colabora para que esses desafios sejam superados, pois o processamento de dados de forma embarcada, com o apoio de I.A, não demanda ação de motoristas enquanto dirige, por exemplo”, explica.

Copiloto automatizado
Os dispositivos têm se comportado como um copiloto automatizado dentro dos veículos, detectando também comportamentos dos motoristas, prevenindo fraudes em cargas, monitorando consumo de combustível e potenciais falhas mecânicas, por meio do processamento de dados e análise em tempo real. “Esse salto tecnológico coloca as operações agropecuárias numa nova era, em que dados, inteligência artificial e conectividade convergem para tornar o transporte mais seguro, eficiente e sustentável”, reforça Braulio.
Outros fatores também seguem colaborando para a adesão acelerada de dispositivos em caminhões e tratores. A correção de sinal GPS por satélite, por exemplo, passou a garantir uma precisão centimétrica, permitindo que implementos agrícolas sigam na lavoura exatamente pelo mesmo traço, reduzindo desperdício de insumos, diesel, horas de operação e mão de obra. Além disso, soluções que centralizam o monitoramento de diferentes maquinários, a partir da coleta de dados em tempo real, agendamento de manutenção e relatórios operacionais, contribuem para uma maior previsibilidade das operações e redução de interrupções produtivas.
Neste contexto, empresas especializadas no desenvolvimento dos computadores embarcados, como a Maxtrack, já reportam resultados expressivos desde a adequação de frotas em parceria com grandes operadores até o uso constante dessa navegação inteligente para transportes agropecuários. “Em um setor competitivo, que responde a demandas globais, a tecnologia embarcada no agro não é apenas uma vantagem competitiva, mas um fator imprescindível para manter a produtividade e a segurança nas estradas em todo o Brasil”, conclui Braulio.

Advertisement

Sobre a Maxtrack
Com 25 anos de mercado, a Maxtrack é referência em tecnologia para rastreamento de alto valor agregado na América Latina. Atua nas verticais de transporte de passageiros e transporte e logística de cargas. Oferece soluções tecnológicas de monitoramento e inteligência de dados de ponta a ponta, desde o planejamento e fabricação do hardware com foco na inteligência do negócio e no tratamento dos dados coletados, transformando-os em valor de diferentes maneiras para o cliente. Hoje a empresa é a maior produtora de rastreadores da América Latina, responsável pela inteligência e eficiência logística de grandes empresas e monitorando em tempo real mais de 3 milhões de veículos em vários países do mundo e mais de 20 mil pessoas em plantas conectadas de clientes. A Maxtrack conta com filiais em Beijing e Hong Kong focadas em desenvolvimento de novas tecnologias, logística e suprimentos, que colocam a companhia à frente no setor brasileiro, com um olhar diferenciado para a criação de equipamentos e sistemas que atendam às necessidades dos clientes mais exigentes. Saiba mais em: https://www.maxtrack.com.br/

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

Published

on

Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

Advertisement

Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

Advertisement

Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

Continue Reading

Business

Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

Published

on


Foto: Agência Brasil

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.

“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.

A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.

A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.

Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.

Advertisement

Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.

Quem pode aderir ao programa?

Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.

As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:

  • Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
  • Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
  • Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.

Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.

Advertisement

O post Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Published

on


Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

Advertisement

Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

Advertisement

O post Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT