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5 de maio de 2026

Business

Mato Grosso amplia área de eucalipto, mas corre risco de déficit energético

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A área de eucalipto plantada em Mato Grosso registrou em 2024 um aumento de 21,03% em relação a 2023 e a projeção para 2025 é que haja um incremento de 11,40% em relação ao ano anterior. Apesar dos crescimentos observados nos últimos anos, ainda é insuficiente para atender a demanda industrial no estado, em especial a de etanol de milho que prevê uma alta na produção do bicombustível de 133,78% entre as safras 2025/26 e 2033/24.

Segundo especialistas, atualmente Mato Grosso enfrenta dois problemas na cadeia produtiva do eucalipto: o resgate do produtor desestimulado antes de 2017, ano em que iniciou o uso da biomassa para a produção de etanol de milho no estado, e uma cadeia financeira para apoiar e financiar o produtor.

“Eu entrei neste mercado em 2004. Plantei bastante até 2010 e quando comecei a colher não tinha quem comprava. Isso traumatizou o produtor. Agora está difícil resgatar essas pessoas, porque é um investimento de longo prazo”, salientou Clair Bariviera, presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta).

Foto: Reprodução

Crescimento positivo, mas ainda insuficiente no curto prazo

Em 2025, Mato grosso deve alcançar uma área total de eucalipto de 165 mil hectares pautado pela viabilidade da expansão da oferta, conforme dados apresentados pelo superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer, durante o painel “Diagnóstico – oferta e demanda: desafios do abastecimento e oportunidades no cultivo do eucalipto”, no Florestar 2025, promovido pela Arefloresta, em Sinop, nesta quinta-feira (28).

De acordo com ele, em 2024 o estado contava com 148,12 mil hectares e em 2023 uma extensão de 122,38 mil hectares.

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No que tange a produção de etanol de milho, a produção na safra 2025/26 está prevista em 5,62 milhões de litros e para 2033/24 é de 13,14 milhões de litros no estado. Cleiton Gauer destacou ainda que no mesmo período analisado em relação ao esmagamento de soja, cujas indústrias também demandam biomassa, a previsão é de crescimento de 39,50%.

Apesar do crescimento observado, na avaliação do gerente executivo de biomassa da FS Florestal, Leonardo Pacheco, ainda é insuficiente. “O milho chegou a 54 milhões de toneladas e tem capacidade para expandir ainda mais, mas a biomassa não acompanhou”.

Leonardo pontuou que ao se olhar para Mato Grosso a moagem de milho para a produção de etanol e seus coprodutos, como o DDG, já está na casa das 15 milhões de toneladas e a previsão para 2027 é de aproximadamente 22 milhões de toneladas.

“Já em 2027 nós precisaríamos estar com uma base florestal plantada de 500 mil hectares. Nós como agroindústria plantamos 86 mil hectares. No início tínhamos que trazer a biomassa do sul do estado para o norte, mas agora o fluxo vai ter que ser o inverso para atender a demanda das esmagadoras do sul do estado. Cada vez maior a distância. Então, o estado tem que acordar. A agroindústria vai ter que fazer o dever de casa, se não fizer ela está sujeita a ter um bom problema que é um monte de ferro velho parado. Vai ter milho para esmagar, mas não vai ter energia para rodar”, alertou Leonardo.

De acordo com o gerente executivo de Biomassa da FS Florestal, o Brasil passa por um momento interessante na questão da agroindústria, da demanda pela biomassa, inclusive quanto a viabilidade econômica para a sua produção. “Mas, se não vier uma política governamental de estímulo para essa cadeia… Esse momento de base florestal não vai vir do produtor independente. Vai vir pelos Fundos ou pelas indústrias”.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

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Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

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Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

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Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

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Business

Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

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Foto: Agência Brasil

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.

“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.

A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.

A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.

Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.

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Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.

Quem pode aderir ao programa?

Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.

As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:

  • Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
  • Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
  • Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.

Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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