Sustentabilidade
Temperaturas amenas e maior radiação solar beneficiam lavouras de trigo no RS – MAIS SOJA

As lavouras de trigo apresentam evolução satisfatória, beneficiada por boa disponibilidade hídrica no solo, temperaturas amenas e maior incidência de radiação solar nas últimas semanas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21/08), a maioria das lavouras encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo (92%), com avanço gradual para alongamento do colmo e início de florescimento (8%) em algumas regiões, especialmente a Oeste do Estado.
As plantas apresentam coloração verde intensa, folhas bem expandidas e apropriada densidade de estande, indicando desempenho adequado. As condições atuais favorecem o perfilhamento e a manutenção da sanidade, embora haja registros pontuais de oídio e manchas foliares em áreas suscetíveis, já sob manejo preventivo com fungicidas.
De modo geral, a expectativa de rendimento segue positiva, especialmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. Entretanto, em regiões com lavouras de menor investimento, persistem estandes desuniformes e ocorrência de plantas invasoras de folhas estreitas, que exigem controle mais oneroso.
A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Aveia Branca
A cultura da aveia branca apresenta desenvolvimento satisfatório, beneficiado pelas condições climáticas das últimas semanas – temperaturas amenas, radiação solar adequada e precipitações moderadas. Em termos gerais, as lavouras encontram-se em estádios que variam do perfilhamento ao enchimento de grãos, mas predominam áreas em fase reprodutiva. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.
Canola
A canola apresenta desenvolvimento heterogêneo, refletindo tanto as diferenças no período de implantação das lavouras quanto os impactos localizados de adversidades climáticas, como geadas em julho e precipitações excessivas no momento do plantio em algumas áreas. Apesar das perdas pontuais, a expectativa de safra é considerada positiva, com manutenção do potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.
Cevada
A cultura da cevada apresenta desempenho elevado, favorecida pelas condições climáticas recentes, como temperaturas amenas e disponibilidade hídrica e radiação solar adequadas. Esses fatores têm contribuído para a uniformização dos estandes, para a boa coloração e desenvolvimento equilibrado, criando cenário positivo para a manutenção do potencial produtivo.
Milho
O início da Safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, e a implantação das lavouras tem sido conduzida em conformidade com as condições climáticas vigentes e em observância às recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. Porém, a semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas.
As condições observadas recentemente – tempo seco, insolação e a elevação gradual das temperaturas do solo – têm favorecido o avanço da semeadura, criando ambiente adequado para o estabelecimento inicial das plantas. De forma preliminar, observa-se tendência de expansão da área cultivada em relação à safra anterior, movimento impulsionado pelos resultados satisfatórios alcançados na última safra, pelos programas estatais de fomento, pela necessidade de rotação de culturas e pela adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação dos efeitos da variabilidade climática, registrada nos últimos anos.
A produtividade estadual do milho, segundo o IBGE da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares. A Emater/RS-Ascar está em processo de levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo do trigo e demais das culturas de verão. As informações consolidadas serão divulgadas no início de setembro (02/09), durante a 48ª Expointer, em Esteio.
Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação
Sustentabilidade
Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.
A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.
Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.
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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.
O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.
Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
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