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22 de junho de 2026

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Semente de algodão comestível avança rumo à adoção comercial global I MT

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O Uzbequistão será o primeiro país a incorporar a tecnologia em variedades locais

Pesquisadores da Texas A&M AgriLife Research deram um passo decisivo para tornar a semente de algodão um ingrediente alimentar. O Uzbequistão será o primeiro país a incorporar em variedades locais a semente com baixo teor de gossipol, toxina natural que impede o consumo humano e por animais monogástricos.

O desenvolvimento da semente foi liderado pelo biotecnologista Keerti Rathore, que há mais de 30 anos trabalha para ampliar o valor da cultura do algodão. A inovação abre um novo mercado para o produto, além do uso tradicional por vacas leiteiras, permitindo a inclusão em dietas de aves, suínos, peixes e humanos.

A tecnologia, aprovada para cultivo e consumo nos Estados Unidos em 2018 e 2019, respectivamente, foi parcialmente financiada pela Cotton Incorporated com recursos de cotonicultores americanos. A planta de algodão produz 1,6 vez mais sementes que fibras, com alto teor de proteína e óleo.

A parceria com o Uzbequistão foi viabilizada por meio da Texas A&M Innovation e do Centro de Genômica e Bioinformática da Academia de Ciências uzbeque. O país busca segurança alimentar e adaptará a tecnologia às suas condições locais. O ex-aluno de Rathore e atual ministro da Agricultura do Uzbequistão, Ibrokhim Abdurakhmonov, articulou o acordo.

Com a incorporação do traço genético, o Uzbequistão espera repetir o sucesso obtido com cultivares de fibra longa desenvolvidas com a Texas A&M e o USDA. A expectativa é que o material genético e os avanços retornem aos EUA, beneficiando também os produtores locais.

Rathore defende o uso duplo do algodão: fibra e proteína. A adoção global da semente de algodão comestível pode ampliar a sustentabilidade da cultura e transformar 40 milhões de toneladas anuais de sementes em fonte de alimento.

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El Niño preocupa mercado do milho enquanto preços seguem pressionados pela segunda safra

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Milho

A confirmação da atuação do El Niño no Brasil acendeu um alerta para a próxima temporada de milho, ao mesmo tempo em que o avanço da colheita da segunda safra continua pressionando os preços do cereal no mercado interno.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o fenômeno climático pode comprometer o calendário de plantio em importantes regiões produtoras, enquanto a maior oferta mantém as cotações em baixa.

De acordo com o Cepea, a pressão exercida pelos compradores, tanto no mercado interno quanto nos portos, continua influenciando os preços do milho na maior parte das regiões acompanhadas pela instituição. Em algumas praças produtoras, as médias registradas até o dia 18 deste mês já são as menores de 2026 em termos nominais.

Os pesquisadores explicam que consumidores seguem abastecidos no curto prazo e acompanham o avanço da colheita da segunda safra antes de fechar novos negócios. Além disso, a recente queda dos preços internacionais reduziu a paridade de exportação, incentivando compradores a adiarem aquisições.

Do lado da oferta, produtores que não precisam gerar caixa imediatamente ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando as vendas, o que reduz o ritmo das negociações.

El Niño pode afetar o plantio

Na avaliação do Cepea, a atuação do El Niño pode trazer impactos importantes para a próxima safra.

O fenômeno tende a aumentar o volume de chuvas na região Sul, o que pode dificultar a semeadura do milho de verão. Já no Centro-Oeste, a previsão é de chuvas irregulares e temperaturas mais elevadas. Caso o plantio da safra de verão seja atrasado, a segunda safra de milho poderá ser semeada fora da janela considerada ideal, aumentando os riscos para a produção.

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Prêmios de exportação do óleo de soja seguem perto das mínimas históricas, aponta Cepea

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Freepik

Os prêmios de exportação do óleo de soja registraram recuperação na última semana, mas continuam em patamares historicamente baixos, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A avaliação considera a série histórica iniciada pela instituição em junho de 2004.

De acordo com os pesquisadores, o cenário é resultado da ampla oferta de óleo de soja na América do Sul e de uma demanda por biodiesel no Brasil abaixo das expectativas do mercado, fatores que seguem pressionando as cotações no mercado internacional.

Apesar desse contexto, o Cepea destaca que a queda dos prêmios também tem um efeito positivo para o setor exportador. Com preços mais competitivos, o óleo de soja brasileiro ganha espaço no mercado externo, impulsionando os embarques.

Na avaliação do centro de pesquisas, o maior volume exportado ajuda a reduzir a pressão sobre o mercado interno, limitando os impactos baixistas sobre os preços praticados no Brasil.

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Médio-norte lidera colheita do milho em MT, enquanto o sudeste engatinha

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso alcançou na última sexta-feira (19) 20,86% da área cultivada nesta temporada 2025/26. A liderança dos trabalhos segue com a região médio-norte, que já retirou das lavouras 29,92%, enquanto o sudeste do estado ainda engatinha com apenas 5,48%.

Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que a colheita, em comparação ao ciclo 2024/25, está 6,78 pontos percentuais à frente. Entretanto, segue atrás da média dos últimos cinco anos de 23,26%.

Em relação às demais regiões produtoras do estado, o norte mato-grossense já retirou das lavouras 22,79% do milho plantado, enquanto o noroeste 20,70% e o nordeste 19,59%.

Já as regiões oeste e centro-sul, conforme o Instituto, colheram 14,84% e 14,21% de suas respectivas áreas.

A projeção é que Mato Grosso colha 53,349 milhões de toneladas de milho na segunda safra e registre uma produtividade média de 120,28 sacas por hectare.


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