Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou em baixa com bom andamento da safra americana – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 19/08/2025
FECHAMENTOS DO DIA 19/08
O contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, recuou -0,76% ou $ -7,75 cents/bushel, a $ 1.013,00. A posição de novembro caiu -0,82% ou $ -7,50 cents/bushel, a $ 1.033,75. O contrato de farelo de soja para setembro fechou em alta de 2,53% ou $ 7,00/ton curta, a US$ 287,50; já o contrato de óleo de soja para setembro caiu -2,98% ou $ -1,59/libra-peso, a $ 51,68.
ANÁLISE DA BAIXA
A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. As cotações da oleaginosa caíram após o USDA manter a classificação das lavouras americanas e a primeira rodada da ProFarmer, indicar uma boa safra na Dakota do Sul e Ohio. Com a colheita da grande safra se aproximando, aumenta a preocupação os produtores e exportadores americanos que não estão vendendo soja para os EUA. Em carta ao presidente Donald Trump, a Associação Americana de Soja pediu que a Casa Branca priorize negociações com Pequim, buscando eliminar tarifas retaliatórias de 20% e assegurar compromissos de compra. O grupo alertou que os produtores americanos enfrentam “um abismo comercial e financeiro”, já que a China contratou volumes expressivos do Brasil e se mantém fora do mercado norte-americano às vésperas da colheita. As vendas para a nova temporada seguem 19% abaixo mesmo período do ano comercial vigente.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
PROFARMER BAIXISTA (baixista)
A soja está sendo negociada com preços em queda no pregão diário de Chicago, após os primeiros dados publicados pela ProFarmer mostrarem perspectivas favoráveis para as safras da nova temporada.
PROFARMER-PRODUÇÃO MAIOR (baixista)
Após o primeiro dia da visita à safra, a ProFarmer estimou uma contagem de vagens de 1.188,45 vagens em talhões de 90×90 cm na Dakota do Sul, em comparação com 1.025,89
vagens na visita de 2024 e a média de 970,10 vagens nas três visitas anteriores. Em Ohio, a contagem de vagens foi de 1.287,28, em comparação com 1.229,93 em 2024 e a média de 1.204,83. Hoje, os participantes do tour visitaram campos em Nebraska, no Oeste e Indiana, no Leste.
EUA-SAFRA EM BOAS CONDIÇÕES (baixista)
Ontem, o USDA manteve a proporção de soja em boas/excelentes condições em 68%, número semelhante aos 68% registrados no mesmo período em 2024 e acima dos 67% previstos por empresas privadas. O USDA acrescentou que 95% das plantas completaram a floração e 82% da soja está formando vagens.
BRASIL-PREÇO CONTINUA SUBINDO
A pesquisa diária do CEPEA registrou, até o dia de ontem, alta de 0,69% no dia e 2,71% no mês nos preços da soja no porto brasileiro de Paranaguá, no Paraná, para R$ 141,96/saca, fruto da demanda chinesa sobre a soja brasileira. Como reflexo, as cotações do interior subiram 0,03% no dia e 1,16% no mês, para R$ 134,42/saca.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.
A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.
Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.
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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.
O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.
Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
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