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inseticida biológico da Embrapa amplia renda e preserva meio ambiente

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Lançado em 2012 pela Embrapa em parceria coma iniciativa privada, o inseticida Bovemax impactou de maneira positiva a cadeia da erva-mate. O impacto econômico para a cadeia produtiva foi de R$ 4,36 milhões no ano de 2024. O resultado veio uma vez que o produto atua no controle da broca-da-erva-mate (Hedypathes betulinus), principal praga que afeta o setor na região Sul do Brasil.

De acordo com uma análise realizada pela instituição, o produto contribuiu para que a perda média da produção diminuísse em cerca de 20%. Dessa forma, o resultado foi um ganho médio de R$1.925,75 por hectare para os produtores. A área total influenciada pelo produto alcançou os 4.530 hectares no acumulado de 2017 a 2024.

Tendo o lançamento oficial sido em 2012, o Bovemax utiliza o fungo Beauveria bassiana em sua composição. A pesquisadora Susete Chiarello Penteado, da Embrapa Florestas, “além do retorno financeiro, o uso do controle biológico reduz a aplicação de produtos químicos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, a manutenção da biodiversidade e maior segurança aos trabalhadores do campo”.

Sendo o Bovemax o único produto registrado para o controle da broca-da-erva-mate, os ervateiros consideram o produto essencial para manter a sanidade nos ervais. Ainda assim, apesar dos avanços os estudos mostram que ainda existe potencial para a ampliação da tecnologia, principalmente na divulgação e acesso dos pequenos produtores ao produto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Agro Mato Grosso

Rally da Safra percorre Mato Grosso para validar produtividade de 65 sacas por hectare

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A 23ª edição do Rally da Safra, a principal expedição técnica privada do país, concentra seus trabalhos no Sudeste de Mato Grosso nos próximos dias. Após avaliar o eixo da BR-163 e o Oeste do estado, as equipes percorrem agora regiões estratégicas como Campo Verde, Paranatinga, Primavera do Leste e Rondonópolis. O objetivo é monitorar o desenvolvimento das lavouras de soja e ajustar as estimativas para uma safra que, apesar do atraso inicial no plantio, projeta uma produtividade média de 65 sacas por hectare em solo mato-grossense, movimentando a economia regional.

Segundo André Debastiani, coordenador da expedição organizada pela Agroconsult, Mato Grosso registrou uma expansão de 277 mil hectares na área plantada em relação ao ciclo anterior. No cenário nacional, a estimativa é de uma produção histórica de 182,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,9%. O diferencial desta temporada é a ausência de quebras climáticas severas, mantendo o potencial produtivo dentro da média dos últimos cinco anos.


Mato Grosso: Tecnologia e Expansão de Área

Diferente das safras marcadas por quebras no Sul ou no próprio Centro-Oeste, o ciclo 25/26 apresenta um panorama equilibrado. O crescimento da área cultivada em Mato Grosso é impulsionado pela conversão de pastagens e pela solidez de grupos agrícolas que mantêm visão de longo prazo. Confira os números projetados:

  • Produtividade MT: Estimada em 65 sacas/ha (contra 66,5 na safra anterior);
  • Produtividade Brasil: Média de 62,3 sacas/ha;
  • Área Plantada Nacional: 48,8 milhões de hectares;
  • Investimento Técnico: Manutenção dos volumes de adubação e uso de tecnologia de ponta, essenciais para sustentar o potencial produtivo.

Monitoramento Climático e Manejo

As avaliações “in loco” permitem captar nuances que os satélites nem sempre registram, como o impacto do manejo de pragas e a resiliência das plantas ao veranico inicial. O setor produtivo em Mato Grosso segue investindo em tecnologia, com foco em alta performance, o que compensa a expansão de área mais moderada observada neste ano.

Logística do Rally: As equipes percorrerão mais de 100 mil km por 14 estados, cobrindo áreas que respondem por 97% da produção de soja e 72% da produção de milho no Brasil.

O percurso no Sudeste mato-grossense será concluído em Cuiabá no dia 26 de fevereiro.

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Agro Mato Grosso

Consórcio Agrícola dispara 58% em MT e vira “trunfo” contra juros altos

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O agronegócio brasileiro vive uma virada de chave no seu financiamento. Com a escalada das taxas de juros e o endurecimento das linhas de crédito rural tradicional, o produtor de Mato Grosso encontrou no consórcio uma via expressa para a modernização. O estado, que já detém o título de maior polo agrícola do país com 32% da produção nacional de grãos, agora lidera também o ranking de planejamento financeiro. Na safra 2024/25, Mato Grosso rompeu a barreira das 111,9 milhões de toneladas, exigindo frotas mais modernas e eficientes na economia do campo.

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o primeiro semestre de 2025 registrou a venda de 82 mil cotas no estado, uma alta de 11%. Os números da Ademicon, maior administradora independente do país, são ainda mais expressivos: a companhia comercializou R$ 1,7 bilhão em créditos em solo mato-grossense até dezembro de 2025, um crescimento vertical de 58% em apenas um ano.


Por que o produtor está trocando o banco pelo consórcio?

A migração para a modalidade não é por acaso. O consórcio agrícola oferece benefícios que se alinham ao ciclo de caixa do agronegócio. Confira as principais vantagens:

  • Ausência de Juros: O custo final é composto apenas pela taxa de administração, geralmente menor que as taxas bancárias atuais;
  • Poder de Barganha: Com a carta de crédito em mãos, o produtor negocia a compra de máquinas e implementos como se fosse à vista;
  • Flexibilidade de Pagamento: Planos que respeitam a sazonalidade da colheita, permitindo parcelas menores ou semestrais;
  • Modernização Programada: Facilita a renovação da frota de pesados sem descapitalizar o caixa imediato da fazenda.

Destaque em Feiras Tecnológicas

A consolidação do modelo é tão forte que grandes eventos de tecnologia agrícola, como o Show Safra Mato Grosso, passaram a dar protagonismo às administradoras de consórcio. O que antes era visto como um investimento imobiliário ou de veículos leves, hoje é o motor que financia colheitadeiras de última geração e sistemas de irrigação complexos.

Cenário 2026: Com 419 mil participantes ativos em Mato Grosso, o consórcio deixa de ser uma alternativa secundária para se tornar o pilar de investimento da nova geração de produtores rurais.

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Agro Mato Grosso

Área plantada de sorgo cresce 13,4% em MT e cereal consolida-se na safrinha 2026

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O cenário da segunda safra em Mato Grosso está ganhando uma nova coloração. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o sorgo vive um salto de expansão no estado, com área cultivada estimada em 108,9 mil hectares para o ciclo 25/26 — um incremento de 13,4% em relação à safra anterior. A produção acompanha o ritmo e deve atingir 388,7 mil toneladas, consolidando o cereal como uma alternativa robusta e rentável para a economia rural.

A tendência, reforçada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostra que o sorgo deixou de ser uma “cultura de cobertura” para ocupar um espaço estratégico. Sua maior tolerância ao estresse hídrico e a estabilidade produtiva, mesmo em janelas de plantio mais tardias, tornam o cereal o “novo milho safrinha” para produtores que buscam mitigar riscos climáticos e reduzir custos operacionais.


Baixo Custo e Alta Tecnologia: O Diferencial do Sorgo

Para Orlando Henrique Polato, CEO da Polato, o avanço tecnológico das sementes foi o divisor de águas para o setor. Pela primeira vez em 40 anos, a empresa incluiu híbridos de sorgo em seu catálogo, visando atender a demanda crescente em regiões como o Vale do Araguaia, Primavera do Leste e Vale do Guaporé.

  • Eficiência Financeira: Menor exigência de fertilidade do solo e baixo custo de implantação por hectare;
  • Resiliência Climática: Capacidade superior de suportar veranicos em comparação ao milho;
  • Qualidade Nutricional: Cultivares de baixo tanino, como o híbrido PO 25S60, oferecem alta digestibilidade para a pecuária;
  • Multifuncionalidade: Utilizado tanto para ração animal quanto como matéria-prima para a indústria de biocombustíveis.

Biocombustíveis: O Novo Motor da Demanda

Um dos fatores determinantes para a valorização do sorgo em Mato Grosso é a expansão das usinas de etanol de milho, que agora passam a processar o sorgo de forma semelhante. Essa integração com a tecnologia industrial garante liquidez ao produtor e fortalece a cadeia de biocombustíveis no estado, criando um mercado consumidor estável e competitivo.

Regiões em Destaque: A demanda disparou em municípios como Rondonópolis, Itiquira, Paranatinga e Primavera do Leste, áreas que enfrentaram atrasos no plantio da soja e viram no sorgo a solução ideal para a janela curta da segunda safra.

Com o fechamento da janela de plantio da safrinha, o sorgo confirma sua vocação como pilar de diversificação.

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