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22 de junho de 2026

Business

Estudo revela força das cooperativas do Brasil no campo e nas redes sociais

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Uma em cada oito pessoas no mundo está vinculada a alguma forma de cooperativa, o que representa 12% da população global. Tal ecossistema movimenta US$ 2,17 trilhões anualmente, sendo responsável por 280 milhões de empregos.

Os dados fazem parte de estudo inédito conduzido pela Macfor, que mapeou dados globais, nacionais e comportamentais sobre o tema.

No Brasil, o impacto maior do cooperativismo é no agronegócio, com mais de 12 milhões de associados organizados em aproximadamente 1.200 entidades espalhadas pelo território
nacional. Contudo, o comportamento digital das pessoas mostra que o termo “cooperativa” furou a bolha, ganhando ainda mais expressividade.

Prova disso é que em 2025, a palavra registrou cerca de 25 milhões de buscas no Google, sendo 20% delas originadas no Brasil. Esse desempenho coloca o país à frente até mesmo de mercados tradicionais do cooperativismo, como os Estados Unidos, onde o termo teve pouco mais de 23 milhões de buscas.

Essa alta expressividade digital revela o interesse crescente do brasileiro em compreender o tema. As buscas mais frequentes giram em torno de perguntas básicas, como “o que é cooperativa” e “como funciona”.

De acordo com o estudo, as pesquisas no buscador evidenciam que, embora o setor esteja consolidado em diversas regiões, ainda há um espaço relevante para ações de esclarecimento e aproximação do público.

Debate nas redes sociais

As redes sociais também se mostram um terreno fértil para o debate cooperativista, traça o levantamento da Macfor. Facebook, Instagram e TikTok despontam como os principais canais de discussão, ampliando o alcance das cooperativas para além dos círculos tradicionais e conectando o tema a públicos mais jovens e diversificados.

E o tom desse debate digital é, majoritariamente, positivo. De acordo com o monitoramento
da empresa, 76% das emoções expressas nas redes sobre cooperativas são positivas, com destaque para sentimentos de amor e alegria (uma percepção rara em debates econômicos
e que reforça o caráter comunitário), humano e transformador do cooperativismo.

De acordo com a análise, a alta parcela de comentários neutros, por sua vez, confirma o espaço para ampliar o conhecimento e o engajamento das pessoas.

Potencial das cooperativas

O estudo também chama atenção para a queda nas buscas pelo termo “cooperativa” no final de dezembro, que se explica pela migração do interesse coletivo para temas festivos, pelo recesso institucional, pela pausa no ciclo agrícola e pela redução dos estímulos de mídia no período.

Contudo, o levantamento da Macfor mostra que o Natal representa uma janela estratégica para as cooperativas criarem campanhas alinhadas aos seus valores de solidariedade e coletividade, ampliando sua visibilidade e conexão emocional com a sociedade.

Indicadores socioeconômicos

Além do potencial nas redes, o estudo mostra que o cooperativismo brasileiro se concentra, sobretudo, em regiões historicamente associadas ao agronegócio e ao desenvolvimento rural.

Nessa esfera, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Espírito Santo lideram o ranking de interesse e presença de cooperativas.

E essa presença não é apenas quantitativa, já que municípios com atuação estruturada de cooperativas apresentam indicadores sociais e econômicos consistentemente superiores.

Segundo o estudo, essas localidades possuem melhores taxas de alfabetização e saneamento básico, renda domiciliar per capita mais elevada e PIB per capita 21,67% acima da média nacional.

Além disso, é possível observar que municípios que contam com agro cooperativas possuem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) equivalentes à média do país, de 0,78, ou seja, esses estabelecimentos aproximam áreas rurais mais afastadas da média nacional, que considera desde as metrópoles com mais infraestrutura às cidades mais carentes.

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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística agenda reuniões sobre Censo Agropecuário e estatísticas do setor

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (22), às 9h, a agenda institucional da semana entre os dias 22 e 26 de junho. Entre os compromissos listados, o calendário inclui reuniões ligadas ao 12º Censo Agropecuário, workshop sobre indicadores em agricultura, pecuária, pesca e florestas e encontro municipal de estatísticas agropecuárias. A programação reúne atividades da Presidência, diretorias, assessorarias, superintendências estaduais e da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).

Na agenda da Presidência, estão previstas duas reuniões diretamente relacionadas ao 12º Censo Agropecuário. Na terça-feira (23), às 14h, representantes da área participam de reunião de cronograma do 12º Censo Agro. Já na quinta-feira (25), às 14h, haverá reunião semanal de alinhamento técnico sobre o mesmo tema.

Ainda na programação da semana, a Diretoria de Pesquisas (DPE) participa na segunda-feira (22), às 14h, de reunião virtual de alinhamento do workshop internacional sobre indicadores de ciência, tecnologia e inovação em agricultura, pecuária, pesca e florestas, com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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No âmbito das superintendências estaduais, a agenda informa que a Superintendência Estadual do Rio Grande do Sul (SES/RS) participa na quinta-feira (25), às 8h30, da 27ª Reunião Municipal de Estatísticas Agropecuárias.

O cronograma semanal também traz outras atividades do instituto, como divulgação da Pesquisa Industrial Anual: Empresa 2024, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal. O material divulgado pelo IBGE, no entanto, não detalha os temas específicos a serem tratados nas reuniões do Censo Agropecuário nem informa prazos, metodologia ou etapas operacionais adicionais.

A agenda publicada pelo IBGE indica a manutenção de compromissos técnicos e administrativos ligados à produção de estatísticas e ao 12º Censo Agropecuário ao longo da semana. O conteúdo disponível não informa desdobramentos práticos, cronograma ampliado ou impactos diretos para produtores e demais agentes do setor.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) eleva projeção da safra 2025/26 e estima exportação recorde em 2026

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A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a estimativa da safra brasileira de algodão 2025/26, que passou de 3,955 milhões para 4,006 milhões de toneladas, segundo balanço divulgado em São Paulo, no dia 22. A entidade também elevou a projeção de exportações de 2026 para 3,359 milhões de toneladas, acima das 3,21 milhões previstas em abril. Se confirmados, os embarques representarão novo recorde para o setor.

Segundo a Anea, o ajuste na produção foi sustentado pelas condições climáticas favoráveis nos últimos meses, especialmente em Mato Grosso e Bahia. De acordo com a entidade, esse cenário explica o incremento de aproximadamente 51 mil toneladas na projeção da safra 2025/26. Se o volume se confirmar, será a segunda maior safra da série mencionada no balanço, atrás apenas das 4,260 milhões de toneladas registradas em 2024/2025.

No comércio exterior, a entidade revisou a estimativa de exportações do primeiro semestre de 2026 de 1,600 milhão para 1,827 milhão de toneladas. Em nota, o presidente da Anea, Dawid Wajs, afirmou: “Nunca tivemos um semestre tão forte na história, como este agora, e junho ainda não acabou”.

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Para o segundo semestre de 2026, a projeção foi ajustada de 1,61 milhão para aproximadamente 1,557 milhão de toneladas. Mesmo com a redução nessa etapa do ano, o total projetado para 2026 foi elevado para 3,359 milhões de toneladas.

O balanço também aponta estoques de passagem menores. A estimativa para o fim de junho de 2026 caiu de 934 mil para 708 mil toneladas. Para dezembro de 2026, o estoque final foi revisado de 2,910 milhões para 2,794 milhões de toneladas. Segundo Wajs, a redução mostra competitividade do algodão brasileiro nos destinos de exportação e forte demanda pelo produto.

Para a safra 2026/27, a Anea elevou a projeção de produção de 3,870 milhões para 3,960 milhões de toneladas. Segundo o presidente da entidade, os números são sustentados por preços “mais interessantes” e por uma aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes. A Anea estima exportações de 1,667 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2027 e de 1,563 milhão no segundo.

Os dados divulgados pela Anea indicam revisão positiva para produção e embarques de algodão, além de estoques menores ao longo de 2026. O material fornecido não detalha preços internos, áreas plantadas ou estimativas regionais além da referência a Mato Grosso e Bahia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Companhia Nacional de Abastecimento investe R$ 3,1 milhões em aquisição de alimentos no Pará

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta quinta-feira (18), em Belém (PA), uma série de ações voltadas ao abastecimento e à agricultura familiar no Pará. A programação incluiu investimento de R$ 3,1 milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), entrega de oito mini colheitadeiras, quatro kits de maquinários agrícolas e a conclusão de obras na Unidade Armazenadora (UA) Ananindeua. Segundo a estatal, a modernização recuperou 17,5 mil toneladas de capacidade de armazenagem.

De acordo com a Conab, os recursos do PAA serão usados na destinação de 147,2 toneladas de alimentos, além de 23,5 mil mudas frutíferas e 18,8 toneladas de sementes crioulas para comunidades quilombolas e assentados da reforma agrária. A estatal informou que, desde 2023, aprovou 328 projetos no Pará, com mais de R$ 96,3 milhões em investimentos, atendimento a mais de 8,3 mil famílias produtoras e estimativa de aquisição de cerca de 12,2 mil toneladas de alimentos em 94 municípios.

Entre os atos formalizados, a Associação Estadual de Agricultores e Guardiões da Agrobiodiversidade na Amazônia (Aefaga), de Igarapé-Açu, assinou termo de pactuação de aproximadamente R$ 615 mil para fornecer 18,7 toneladas de sementes crioulas e 23,5 mil mudas. A ação, segundo a fonte, atenderá 385 famílias agricultoras em Ananindeua, Santa Luzia do Pará e Viseu.

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Na mecanização, a Conab entregou oito mini colheitadeiras do Programa Arroz da Gente e quatro kits do Programa Mecaniza+ para organizações de agricultores familiares, assentados, ribeirinhos e agroextrativistas em municípios como Belém, Cametá, Altamira e Marabá. Segundo o material divulgado, os equipamentos do Mecaniza+ têm potencial para elevar em até 30% a produtividade no campo.

Na armazenagem, a estatal informou investimento de R$ 4,6 milhões, desde 2023, na UA Ananindeua. A fonte afirma que a capacidade passou de 2,5 mil toneladas para 21 toneladas após as intervenções, mas também registra recuperação de 17,5 mil toneladas, sem detalhar esse dado de forma consistente. A Conab também anunciou pregão eletrônico para obras de pavimentação no local.

O material ainda informa que, entre 2023 e 2026, o Programa de Venda em Balcão comercializou cerca de 3,6 toneladas de milho no Pará, com aproximadamente 1,3 mil atendimentos a cerca de 190 clientes.

Segundo a Conab, os investimentos também preveem quase R$ 500 mil para pavimentação e instalação de 127 placas fotovoltaicas na unidade de Ananindeua. O material divulgado não detalha prazos de conclusão dessas etapas nem esclarece a divergência numérica sobre a capacidade final de armazenagem.

Fonte: gov.br

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