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Sustentabilidade

Drones são eficientes para o controle da cigarrinha-do-milho? – MAIS SOJA

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As cigarrinhas-do-milho (Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera) são os principais vetores responsáveis pela transmissão dos enfezamentos na cultura do milho. Essas doenças, causadas por microrganismos fitopatogênicos, prejudicam o crescimento das plantas, reduzindo significativamente a produtividade da lavoura. Em situações severas, os enfezamentos podem até inviabilizar economicamente o cultivo.

Figura 1.  Cigarrinhas  Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera.
Fonte: Ferreira et al. (2023)

A cigarrinha apresenta um curto ciclo de vida, o período de ovo a adulto varia normalmente entre 15 a 27 dias dependendo das condições ambientais. Já o ciclo total de vida, normalmente é inferior a 80 dias, variando normalmente entre 51 a 77 dias. Embora com um curto ciclo de vida, a praga apresenta alta capacidade reprodutiva, cada fêmea pode depositar de 400 a 600 ovos, além disso, sob condições adequadas, a cigarrinha-do-milho pode ter mais de duas gerações durante o período de cultivo do milho (Ávila et al., 2022).

Esse curto ciclo de vida atrelado a alta prolificidade da praga torna necessário intervenções frequentes de manejo para um controle eficiente da praga, com intervalos entre aplicação de inseticidas de 5 a 7 dias, especialmente durante o período crítico do milho a ocorrência da cigarrinha, período esse que se estende de VE a V5.

Considerando a necessidade da reentrada frequente em lavouras de milho para o controle químico da cigarrinha-do-milho, condições ambientais como a umidade elevada do solo podem ser um empecilho para a pulverização, especialmente se tratando de pulverizações terrestres, dificultando a entrada de máquinas na lavoura e o controle efetivo da praga, prejudicando o posicionamento dos inseticidas quanto ao momento de aplicação.

Em cenárias como esse, aplicações aéreas tem-se mostrado importantes para o manejo da cigarrinha-do-milho. Além dos tradicionais aviões agrícolas, os drones tem ganhado espaço e participação no manejo fitossanitário das lavouras, possibilitando a entrada para a pulverização das áreas, mesmo sob condições consideradas inadequadas de umidade do solo para a pulverização terrestre.

Drones são eficientes para o controle da cigarrinha-do-milho?

Com relação ao manejo de doenças, estudos demonstram que as pulverizações via drone são eficazes para o controle de doenças fungicidas como a ferrugem-asiática da soja, demonstrando inclusive, maior capacidade de distribuir defensivos no terço inferior da planta (Soares et al., 2023). E para o controle de insetos como a cigarrinha-do-milho?

Analisando a eficiência da aplicação de inseticida químico (acefato) via pulverização com drone no controle da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), Bortolotto et al. (2025) constataram que  o uso do drone agrícola para aplicação de inseticidas no manejo  da  cigarrinha-do-milho  demonstrou  ser  uma  tecnologia  eficaz  na  fase inicial de desenvolvimento da cultura (Figuras 2 e 3) e também quando o milho atingiu maior porte (Figura 4).

Figura 2. Eficácia de controle (%) de cigarrinha-do-milho em diferentes dias e métodos de aplicação. DAA = dias após a aplicação.
Fonte: Bortolotto et al. (2025)
Figura 3. Eficácia de controle (%) de cigarrinha-do-milho em diferentes dias e métodos de aplicação. DAA = dias após a aplicação
Fonte: Bortolotto et al. (2025)
Figura 4. Eficácia de controle (%) de cigarrinha-do-milho em diferentes métodos de aplicação. DAA = dias após a aplicação.
Fonte: Bortolotto et al. (2025)

De acordo com Bortolotto et al. (2025), a aplicação com drone apresentou qualidade semelhante à aplicação com pulverizador costal, sendo portanto eficiente para o manejo da cigarrinha do milho como método de pulverização. Resultados similares demonstrando a eficiência dos drones no controle de pragas também foram observados por outros autores, especialmente para a cultura da soja, fato que demonstra a aptidão do drone como meio de pulverização para o manejo de pragas.

Contudo, é importante destacar que drones operam com volumes de calda consideravelmente menores, o que demanda atenção redobrada às condições climáticas e ambientais no momento da pulverização. Dessa forma, o uso dessa tecnologia requer criterioso planejamento e monitoramento das condições de aplicação, a fim de garantir eficiência e minimizar riscos de perdas ou deriva.

Confira o trabalho completo desenvolvido por Bortolotto e colaboradores (2025) clicando aqui!

Referências:

BORTOLOTTO, O. C. et al. USO DE DRONE AGRÍCOLA NO MANEJO DA CIGARRINHA DO MILHO. Revista Caderno Pedagógico, 2025. Disponível em: < https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/15540/8696 >, acesso em: 13/08/2025.

FERREIRA, K. R. et al. FIRST RECORD OF THE AFRICAN SPECIES Leptodelphax maculigera (Stål, 1859) (Hemiptera: Delphacidae) IN BRAZIL. Research Square, 2023. Disponível em: < https://www.researchsquare.com/article/rs-2818951/v1 >, acesso em: 13/08/2025.

SOARES, R. M. et al. COBERTURA E DEPÓSITO DE FUNGICIDA PULVERIZADO COM DRONE NA CULTURA DA SOJA. Embrapa, 2023. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/377489959_COBERTURA_E_DEPOSITO_DE_FUNGICIDA_PULVERIZADO_COM_DRONE_NA_CULTURA_DA_SOJA_COVERAGE_AND_DEPOSIT_OF_FUNGICIDE_SPRAYED_WITH_DRONE_IN_SOYBEAN_CULTURE >, acesso em: 13/08/2025.

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Sustentabilidade

Números do USDA adicionam pressão às cotações de soja; como o mercado se comportou na semana?

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Divulgação CNA

O principal destaque da semana no mercado internacional de soja foi a divulgação do relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresentado na segunda-feira. Com viés predominantemente baixista, o documento adicionou pressão às cotações domésticas e manteve o ritmo lento dos negócios no Brasil neste início de ano.

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O órgão americano indicou safra e estoques dos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado, o que reforçou a percepção de oferta confortável. Ao mesmo tempo, ajustou projeções que colocam em discussão o ritmo das compras chinesas de soja americana, mesmo após o acordo firmado entre Pequim e Washington no fim de outubro.

No cenário global, outro fator de pressão veio da revisão para cima da safra brasileira. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, e o início da colheita aponta para bom potencial produtivo, sinalizando a entrada de volumes expressivos no mercado mundial nos próximos meses.

Para o ciclo 2025/26, o USDA projeta produção norte-americana de 4,262 bilhões de bushels, equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade média de 53 bushels por acre, ligeiramente acima do relatório anterior e também acima das expectativas dos analistas.

Os estoques finais dos Estados Unidos foram elevados para 350 milhões de bushels, bem acima da estimativa de dezembro e também acima do que o mercado aguardava. O órgão trabalha ainda com esmagamento interno de 2,570 bilhões de bushels e exportações de 1,575 bilhão.

No balanço mundial, a safra global de soja para 2025/26 foi estimada em 425,68 milhões de toneladas, com estoques finais projetados em 124,41 milhões de toneladas, patamar considerado confortável.

USDA e Brasil

Para o Brasil, o USDA elevou a estimativa de produção para 178 milhões de toneladas, reforçando a visão de oferta abundante. A projeção para a Argentina permaneceu inalterada em 48,5 milhões de toneladas.

As importações chinesas seguem projetadas em 112 milhões de toneladas para a temporada atual, sem mudanças em relação ao relatório anterior.

Por fim, os estoques trimestrais de soja em grão nos Estados Unidos, na posição de 1º de dezembro, somaram 3,29 bilhões de bushels, alta anual de 6% e ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado.

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Sustentabilidade

Secretaria da Agricultura RS amplia calendário de plantio da soja 

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Reprodução Canal Rural

O Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta quarta-feira (14/1), a ampliação do prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul até 15 de fevereiro.

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Os produtores que necessitarem realizar, de forma excepcional, o plantio da soja fora do calendário oficial do Estado deverão solicitar autorização à Seapi, por meio de formulário on-line disponível aqui.

O calendário de semeadura da soja estabelecido pelo Mapa para a safra 2025/2026 vai de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Entre os fatores que motivaram o pedido de ampliação estão as condições climáticas adversas e o plantio tardio da cultura do milho no Estado. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, destaca o secretário da Agricultura, Edivilson Brum. 

De acordo com o documento encaminhado ao Mapa, o atraso no plantio das lavouras de milho, em razão das condições climáticas, assim como as chuvas ocorridas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, tendem a retardar a colheita da cultura em algumas situações. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.

O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e defesavegetal@agricultura.rs.gov.br

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Preços do milho caem no mercado internacional e Brasil também apresenta baixas no início de 2026 – MAIS SOJA

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O mercado internacional de milho apresentou preços em queda na semana e na primeira quinzena de 2026, tomando por base o comportamento da Bolsa de Chicago. O mercado brasileiro também registrou quedas, refletindo uma melhora na oferta regionalmente e o cenário desfavorável de cotações globais, além do dólar fraco.

O destaque globalmente esteve para a divulgação, na segunda-feira, dia 12, do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o primeiro do ano, e que trouxe um substancial aumento no número da produção dos Estados Unidos 2025/26.

O USDA apontou uma safra de 17,021 bilhões de bushels (432,3 milhões de toneladas), recorde absoluto, contra os 16,752 bilhões de bushels (425,5 milhões de toneladas) indicados em dezembro, enquanto o mercado na média trabalhava com uma estimativa de 16,544 bilhões de bushels (420,2 milhões de toneladas). Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,227 bilhões de bushels, acima dos 2,029 bilhões de bushels indicados em dezembro, enquanto o mercado indicava estoques de 1,982 bilhões de bushels.

A estimativa foi extremamente baixista e as cotações despencaram para o milho na Bolsa de Chicago. No balanço entre as quintas-feiras, 08 e 15 de janeiro, o contrato março caiu de US$ 4,46 por bushel para US$ 4,20 ¼, acumulando baixa de 5,8%.

O mercado brasileiro de milho também teve uma primeira quinzena de janeiro de baixas, com a oferta regionalmente melhorando, refletindo a entrada da safra de verão. Como destaca o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a transição de ano foca também a transição de safra, no caso brasileiro. “Apesar de janeiro ser ainda um mês sem grandes ofertas de verão, alguns polos de colheita mais precoce começam a fundamentar este quadro de finalização do ano comercial 2025/26 (fevereiro/janeiro) e início de 2026/27. Este início de janeiro vai sendo marcado por uma situação específica de 2026, ou seja, a falta de liquidez interna, aperto de crédito e passivos altos pelo lado do vendedor”, avalia.

Molinari indica que as necessidades de vendas por parte do produtor são óbvias e há pouco espaço para grandes retenções às vésperas da colheita da soja. “As recuperações judiciais persistem no setor, o que aponta restrições gerais de prorrogações de dívidas de safra e demais situações financeiras. Então, o mercado entra 2026 com esta característica, ou seja, a capacidade de retenção pelo produtor mais limitada. Talvez, por isso, as exportações 2025/26 já estejam atingindo 42 milhões de toneladas, na busca pela liquidez que talvez o mercado interno não tenha conseguido oferecer no fechamento de 2025”, comenta.

Para ele, agora teremos situações características do primeiro semestre, ou seja, elevação de fretes com a entrada de uma nova safra recorde de soja, necessidades de espaço, pressão inicial de venda de milho por caixa e/ou por espaço, paralisação de vendas de milho em meio a colheita da soja, foco no clima de safrinha e derivações que seguem com câmbio e safra norte-americana 2026. “No curto prazo, o fechamento da safra dos Estados Unidos neste dia 12, o início da colheita da safra do Rio Grande do Sul e o clima da Argentina preponderam como pontos de atenção”, salienta.

Em suma, com necessidade de caixa, dificuldade de crédito e precisando liberar espaço para a colheita da soja, com boa oferta na safra de verão, a tendência é de venda do milho e pressão sobre as cotações. O que deve aliviar esse movimento, segundo Molinari, é justamente a entrada da safra da soja, quando o produtor tende a deixar o milho mais de lado focando na colheita e comercialização da oleaginosa, o que tende a limitar a oferta do cereal.

O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro, caiu de R$ 5,3899 para R$ 5,367, acumulando baixa de 0,4% no período. Isso também foi aspecto negativo para a formação de preços nos portos e de estímulo às vendas externas.

No balanço da última semana, entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, recuou de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca, baixa de 1,5%. Em Campinas/CIF, o milho caiu na base de venda neste intervalo de R$ 72,00 para R$ 68,50 a saca, -4,9%. Na região Mogiana paulista, o cereal baixou de R$ 69,00 para R$ 66,00 a saca, queda de 4,35%.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou um pouco de R$ 64,00 para R$ 64,50, alta de 0,8%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu na semana de R$ 70,00 para R$ 68,00 a saca na base de venda, queda de 2,9%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 66,00 para R$ 64,50 a saca (-2,3%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda baixou de R$ 63,00 para R$ 62,00, queda de 1,6%.

No Porto de Paranaguá/Paraná, preço recuando na base de venda na semana de R$ 73,00 para R$ 72,00 a saca, baixa de 1,4%. No Porto de Santos/São Paulo, cotação baixando de R$ 74,00 para R$ 72,00 (-2,7%).

Autor/Fonte: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

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