Sustentabilidade
Análise Ceema: Cotação do trigo cedeu nesta semana em Chicago – MAIS SOJA

Por Dr. Argemiro Luís Brum
A cotação do trigo em Chicago, para o primeiro mês cotado, cedeu nesta semana. O fechamento da quinta-feira (14) ficou em US$ 5,03/bushel, contra US$ 5,18 uma semana antes.
O relatório de oferta e demanda do USDA, para o ano 2025/26, apontou uma safra estadunidense do cereal em 52,4 milhões de toneladas e estoques finais em 23,6 milhões. Neste último caso, um leve recuo em relação a julho. Com isso, o preço médio ao produtor estadunidense, para o novo ano comercial, ficaria em US$ 5,30/bushel. Já a produção mundial do cereal recuou 1,6 milhão de toneladas, ficando em 806,9 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais ficariam em 260,1 milhões. A produção da Argentina foi reduzida em 300.000 toneladas, para 19,7 milhões de toneladas, enquanto a brasileira veio para 7,5 milhões, em linha com as últimas projeções que fazíamos. As exportações da Argentina poderão alcançar 13 milhões de toneladas, enquanto as importações brasileiras atingiriam a 7 milhões.
Dito isso, nos EUA, a colheita do trigo de inverno, no dia 10/08, atingia a 90% da área, contra 91% na média histórica. Já o trigo de primavera, na mesma data, havia sido colhido em 16% da área, contra 22% na média.

Enquanto isso, os embarques de trigo estadunidense, na semana encerrada em 07/08, atingiram a 365.486 toneladas, ficando um pouco acima do ponto mínimo esperado pelo mercado. No total do atual ano comercial, o volume exportado atinge a 4,4 milhões de toneladas, ou seja, 2% acima do volume embarcado na mesma época do ano anterior.
E na Argentina, os produtores locais encerraram o plantio da nova safra de trigo, na semana passada, com 6,7 milhões de hectares semeados, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Esta área ficou 400.000 hectares acima do que foi semeado no ano anterior. Por enquanto, as condições iniciais da safra são altamente favoráveis, com 99% do trigo classificado como “normal a excelente” em seus estágios vegetativos.
E no Brasil, o preço do trigo voltou a recuar no Paraná, com o produto de qualidade superior atingindo valores entre R$ 76,00 e R$ 77,00/saco junto às principais praças. E no Rio Grande do Sul o valor ficou mantido em R$ 70,00/saco nas principais praças, enquanto a média local é de R$ 69,93/saco.
Vale destacar que as importações nacionais de trigo continuam subindo. Nos 12 meses encerrados em julho, o volume aumentou 20% sobre o mesmo período do ano anterior. Somente no mês de julho o Brasil importou 616.910 toneladas de trigo, 26,7% a mais do que em junho/25, mas 4,3% a menos do que em julho/24, conforme dados da Secex. De agosto/24 a julho/25, foram importadas 6,83 milhões de toneladas.
Enfim, nestes primeiros 15 dias de agosto o mercado brasileiro continuou travado, sob forte influência dos preços mundiais. No Rio Grande do Sul, o trigo argentino, para entrega em dezembro, recuou R$ 3,14/saco. Já no mercado interno local, os compradores ofereciam R$ 1.350,00/tonelada posto moinho na região de Porto Alegre, Canoas e Serra, e R$ 1.320,00/tonelada no centro do estado, havendo negócios pontuais a R$ 1.280,00/tonelada (R$ 76,80/saco) para embarque em agosto. Para o trigo ração o deságio continua em 20%. E em Santa Catarina, igualmente o mercado está travado. Há excesso de trigo gaúcho por lá, o que mantém os preços entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00/tonelada FOB, mais frete e ICMS. A Conab prevê queda de 6,3% na produção de Santa Catarina, mesmo com aumento de área semeada. E no Paraná, o produto importado continua mais competitivo, favorecido pelo Real forte e o baixo preço do produto dos vizinhos países. O mercado à vista recuou para R$ 1.400,00/tonelada CIF e o futuro para R$ 1.300,00/tonelada CIF moinho, com alguns negócios envolvendo trigo paraguaio a R$ 1.440,00/tonelada CIF. Neste momento, o lucro do triticultor parananense subiu para 4,32%, porém, ainda muito abaixo das oportunidades oferecidas pelo mercado futuro, que chegaram a 32,1% de lucro ao longo do ano (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).
Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.
As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.
De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).
Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.
Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).
Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.
Fenômenos ENSO
Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.
Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.
IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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