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12 de agosto de 2026

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Cosméticos e perfumes lideram lista de presentes, e comércio deve girar R$ 408 milhões

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O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) divulgou a “Intenção de Compras para o Dia dos Pais de 2025” e revelou que mais famílias pretendem presentear nesta data, que será comemorada no próximo domingo, dia 10.

O levantamento foi realizado entre os dias 28 de junho e 6 de agosto, e ouviu 594 pessoas em 32 municípios mato-grossenses. A margem de erro estimada na pesquisa é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os dados mostraram um salto de 38% em 2024 para 46% neste ano no índice de famílias que disseram que vão investir na data. No entanto, observou-se uma redução de 8,8% no tíquete médio, que passou a ser de R$ 334,89 — o que pode gerar uma movimentação financeira de até R$ 408 milhões para a economia do estado.

Ainda segundo análise do instituto da Fecomércio-MT, a movimentação financeira total se mostra 3% superior, diante do incremento dos que pretendem gastar em 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou mais um momento positivo para o comércio no estado, contemplando diversos segmentos do setor. “O comércio mato-grossense deve sentir um impacto positivo neste Dia dos Pais, com previsão de movimentar até R$ 408 milhões, mesmo diante da queda no tíquete médio. Ou seja, existem mais mato-grossenses dispostos a consumir nesta data, fomentando o comércio e serviços locais”.

Entre os produtos mais procurados, lideram cosméticos e perfumes, com 33% — diferente do ano passado, quando o foco eram roupas —, seguidos de roupas e acessórios, com 30%. Aparecem ainda sapatos (8%), eletrônicos (5%), kits de churrasco (4%) e, com 3% cada, ferramentas e viagens para fora do estado.

O estudo também mostrou que os locais de compra mais citados serão as lojas do centro da cidade, com 50% de participação. Sites ou aplicativos representam 16%, seguidos de lojas do bairro, com 12%, e shoppings centers, com 11%. Outros 10% vão procurar presentes com autônomos ou vendedores ambulantes, além de 1% que comprarão em supermercados.

Sobre isso, Wenceslau Júnior destacou que “embora o comércio eletrônico e os canais digitais estejam ganhando espaço, as lojas do centro da cidade seguem como o principal destino das compras, o que mostra a força do comércio físico tradicional em Mato Grosso”.

Como forma de pagamento mais citada, o cartão de crédito demonstra participação de 55%, acima do Pix, que soma 23%, depois o cartão de débito, com 12%, e, com 5% cada, o carnê e o dinheiro em espécie.

O presidente da federação concluiu, ainda, que “o cartão de crédito continua sendo o meio de pagamento mais utilizado, representando mais da metade das intenções de compra. Isso revela que o consumidor ainda recorre ao parcelamento para viabilizar o presente, gerando movimentação de crédito, sem necessariamente gerar inadimplência”.

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Na Assembleia, Wilson Santos defende Mauro Carvalho após Operação Heritage

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Parlamentar citou trajetória empresarial e afirmou não ver elementos suficientes contra o ex-secretário

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez um desagravo ao ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (12). O parlamentar afirmou ter dúvidas sobre o envolvimento de Carvalho nas suspeitas investigadas pela Operação Heritage, da Polícia Federal.

Wilson destacou a trajetória empresarial do ex-secretário e sua passagem pela Casa Civil. Segundo o deputado, Carvalho construiu seu patrimônio no setor privado antes de ingressar no serviço público e, até o momento, não haveria elementos que justificassem colocá-lo entre pessoas que considera desonestas.

“Ele fez carreira na vida privada, ganhou dinheiro honesto como empresário, gerou milhares de empregos no Estado de Mato Grosso, paga mais de R$ 400 milhões por ano de impostos”, afirmou.

Wilson também lembrou dos serviços prestados por Mauro Carvalho na Casa Civil. De acordo com Wilson, talvez Mauro tenha sido o melhor secretário a ocupar a pasta.

“Foi o mais longevo secretário-chefe da Casa Civil da história republicana de Mato Grosso. E eu tenho muita dúvida do envolvimento dele nisso. Um secretário exímio, educado, dinâmico, cumpridor dos compromissos”, comentou.

Mauro Carvalho deixou o comando da Casa Civil na terça-feira (11), cinco dias após ser alvo da Operação Heritage. Em carta publicada nas redes sociais, afirmou que pretende se dedicar à família, às empresas e ao esclarecimento dos fatos investigados. Ele também negou participação no acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.

A Operação Heritage investiga suspeitas de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro relacionadas ao acordo. A Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Entre os nomes citados estão o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União) e outros agentes públicos, empresários e advogados.

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Reinaldo Morais é convidado por Michelle Bolsonaro para ser vice de Wellington

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O produtor rural Reinaldo Morais (Novo) foi convidado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para concorrer como vice do senador Wellington Fagundes (PL) na chapa ao governo.

A intenção seria apaziguar a turbulência dentro do Partido Liberal (PL), especialmente entre a ala dos bolsonaristas mais “raiz”, que vê no empresário uma figura mais próxima de seus valores.

A estratégia teria começado a mostrar efeito. Fonte ouvida pelo Livre afirmou que, nos últimos dias, Reinaldo Morais passou a receber apoio do grupo de Wellington e dos bolsonaristas “raiz”.

O senador, no entanto, ainda não tomou sua decisão. Ela deve ser anunciada no fim de semana, quando se encerra o prazo para o registro de candidaturas. Oficialmente, o médico Alencar Farina continua como candidato a vice.

Michelle Bolsonaro ligou para Reinaldo Morais na semana passada. Ele já havia sido indicado por ela como o nome mais adequado para compor a chapa com Wellington.

A preferência teria relação com a aliança construída em 2021, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL para concorrer à reeleição. Reinaldo participou da campanha em Mato Grosso e, desde então, passou a ser visto como uma figura capaz de unir a corrente bolsonarista e o eleitorado geral.

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Mal-estar de líder petista adia projeto que reduz preço da gasolina diante de conflito EUA x Irã

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Pedro Uczai precisou de atendimento médico às pressas na Câmara. Pauta era prioridade do “esforço concentrado” antes das eleições

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), passou mal nesta terça-feira (11), durante reunião do Colégio de Líderes, e precisou de atendimento médico. Ele chegou a ser socorrido por outros parlamentares, incluindo o próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é médico, até ser conduzido ao Departamento Médico da Câmara, onde permaneceu sob cuidados da equipe de saúde. Em nota, a Liderança do PT informou que Uczai sentiu-se indisposto, desmaiou, mas em seguida recuperou os sentidos e foi estabilizado.

“Como medida preventiva e para realização de exames complementares mais aprofundados, ele foi transferido para o hospital DF Star, onde dará continuidade ao acompanhamento diagnóstico”, disse a Liderança petista, em nota.

Por causa do incidente, a ordem do dia no plenário da Câmara, que votaria medidas importantes de interesse do governo, acabou sendo adiada. A reunião de líderes discutia justamente o que iria à votação.

Mais cedo, antes do encontro com os líderes, Hugo Motta informou, em entrevista à imprensa, que a prioridade seria a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que autoriza redução ou isenção de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol em momentos de forte alta do petróleo no exterior.

O objetivo do projeto encaminhado pelo governo é diminuir o impacto de choques nos preços internacionais de petróleo sobre o consumidor brasileiro, em meio a conflitos em curso no Oriente Médio, com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, que fechou a principal rota estratégica de exportação do petróleo. A proposta é uma das prioridades nesta semana de esforço concentrado na Câmara.

Segundo o presidente da Câmara, a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), discute com a equipe econômica do governo para acertar os detalhes do texto, que deve incluir, além de subsídios aos combustíveis, estímulos à produção de fertilizantes, uma política de isenção fiscal para a exploração de minerais críticos e a antecipação de receitas para o Ministério da Defesa.

“Já conversamos com o Senado, e, se a Câmara avançar, o Senado ainda esta semana deverá se debruçar sobre esse tema. São temas consensuais, convergentes, temos que fazer todo o esforço para ter celeridade, diante do fato de não termos sessões nas próximas semanas”, disse Motta.

O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa essa semana, após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para votar proposições em plenário e nas comissões. De acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Nesses dois períodos, a expectativa é de serem votadas principalmente medidas provisórias (MPs) que abrem crédito extraordinário e que precisam de aprovação parlamentar para não perderem a validade ao longo das próximas semanas.

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