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12 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Brasil e Japão desenvolvem projeto para recuperação de pastagens degradadas

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Pesquisadores japoneses e brasileiros vão trabalhar juntos em projeto direcionado à recuperação de pastagens degradadas no Cerrado do Brasil, com foco em produtividade e sustentabilidade. A iniciativa foi apresentada no dia 1º de agosto na Sede da Embrapa, em encontro entre o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa brasileira (na iniciativa, presidente em exercício), Clenio Pillon, e representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e do Centro Internacional de Pesquisa do Japão para Ciências Agrícolas (Jircas), além de professores da Universidade de Hokkaido, pesquisadores da Embrapa Cerrados e consultores do lado asiático.

A parceria em curso tem origem em projeto liderado por equipe da Embrapa Cerrados, selecionado pela Jica em 2024. A proposta tinha o propósito inicial de monitoramento da intensificação agrícola e da recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro usando dados do satélite ALOS-4, a serem disponibilizados pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa).

A proposta avançadau e hoje inclui outras linhas de pesquisa, como a avaliação da saúde do solo (pela metodologia de Bioanálise do Solo – BioAS) e dinâmica de carbono, bem como a inserção de aspectos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a simulação de cenários de mudanças climáticas no contexto de recuperação de pastagens degradadas em longo prazo.

Proporção fungo-bactéria

Nenhum encontro, inicialmente, foi feito uma apresentação geral sobre a estrutura do projeto no curto e nos longos prazos pela consultora Ayana Katogi do Boston Consulting Group (BCG).

Em seguida, professores da Universidade de Hokkaido detalharam aspectos do projeto relacionados à avaliação da saúde do solo das pastagens degradadas. O objetivo é proporcionar um manejo sustentável das áreas por meio da criação de um novo indicador a ser integrado à tecnologia BioAS, desenvolvido pela equipe sob liderança da pesquisadora Ieda Mendes, da Embrapa Cerrados, e utilizado em escala comercial desde julho de 2020.

“Para o indicador de saúde do solo já existente, baseado na atividade enzimática, nossa proposta é acoplar a relação fungo-bactéria”, afirmou Shoichiro Hamamoto, professor daquela Universidade. Segundo ele, a literatura mostra que a forma de manejo de determinada área afeta essa proporção, o que interfere também na retenção de carbono e na ciclagem de nutrientes.

O novo indicador deverá ser integrado, ainda, um modelo que traga previsibilidade para o manejo do solo com suporte em métricas. “O objetivo é que esse indicador e esse modelo de previsibilidade possam ser combinados às avaliações da saúde dos solos por satélite e às análises socioeconômicas, de forma a serem aplicadas em áreas de pastagens degradadas e também de ILPF e de ILP.

O pesquisador Tetsuji Oya do Jircas propôs, ainda, o desenvolvimento de sistemas de cultivo que permitam a produção agrícola sustentável e regenerativa por meio da utilização intensiva de solos no bioma Cerrado.

O projeto está em fase de prova de conceito, o que deverá se estender até março de 2026, sob a coordenação do pesquisador Edson Eyji Sano, da Embrapa Cerrados. A partir de abril do ano que vem, será iniciada uma articulação com outras Unidades Descentralizadas, como por exemplo a Embrapa Agricultura Digital, durante a construção do projeto de cooperação técnica de longo prazo (dez anos).

Na perspectiva do longo prazo, a ideia é monitorar as mudanças do solo e também as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Trata-se, portanto, de acordo com os pesquisadores, do monitoramento químico, biológico e físico da saúde do solo; do próprio processo de manipulação – e de como ela afeta o solo e a emissão de GEE -; e da recuperação das pastagens. As áreas a serem alvo das ações do projeto como Unidades de Referência Tecnológica (URT) estão em processo de definição.

Ieda Mendes ressaltou a agenda, segundo ela, “desafiadora e inovadora”, e a metodologia “complexa e instigante”, enfatizando também a importância da observação da atividade enzimática em conjunto com a proporção fungo-bactérias nos solos. “Ao juntarmos, aos levantamentos em campo, as informações geradas por satélites na análise da saúde dos solos, e identificarmos novas tecnologias para recuperação, pretendemos contribuir para que os atuais 40 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil possam se transformar em áreas de solos saudáveis e produtivos”.

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Foto: Gabriel Faria

Pilares

O projeto está apoiado em quatro grandes pilares. O primeiro está centrado na identificação e monitoramento de áreas com pastagens degradadas, na coleta de amostras do solo, na análise de imagens de satélites, no levantamento de tecnologias para a recuperação das áreas, implantação de URTs, avaliações econômicas e na produção de dados. A Embrapa não está protagonizando essa fase, aprimorada por pesquisadores da Universidade de Hokkaido e do Jircas, bem como de outras instituições japonesas.

O segundo pilar trata do desenvolvimento de um sistema que dê suporte à tomada de decisão, inclusive de órgãos do governo, diminuindo onde investir e com qual tecnologia de recuperação de pastagens. O terceiro está relacionado à transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural (Ater) e ao acesso ao crédito por parte de produções rurais. O quarto é o desenvolvimento de tecnologias, que correrá em paralelo aos demais pilares.

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Foto: Paulo Lanzetta (arroz)

Parceria histórica e estratégica também para o futuro

No início do encontro, o diretor Clenio Pillon lembrou a importância histórica da parceria entre a Embrapa com as instituições japonesas. Registrou o papel de Jica no Programa de Desenvolvimento do Cerrado Brasileiro (Prodecer) e sua contribuição para a estruturação de laboratórios da Embrapa desde meados dos anos 1970. E ressaltou a relevância do projeto afinado com a política pública voltada à conversão de pastagens degradadas. Para ele, o trabalho conjunto pode trazer subsídios e ferramentas para a avaliação da própria efetividade daquela política.

Clenio Pillon enfatizou o interesse da Embrapa, tendo o projeto como oportunidade, na formalização de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Jica. Mencionou, ainda, o estreitamento de parcerias técnico-científicas com instituições japonesas de ciência e tecnologia e fomento, citando especialmente a Universidade de Hokkaido e o Jircas.

Fornecemos exemplos de possibilidades de pesquisa de interesse do Brasil e do Japão. Uma delas seria voltada para ampliar a resiliência climática dos cultivos. “A Embrapa tem hoje cerca de 90 projetos de melhoramento genético de espécies animais e vegetais. Praticamente a totalidade desses projetos tem direcionado a atenção à genética que busca maior grau de adaptação às mudanças climáticas. Nos interessa estabelecer colaboração mais eficaz focada nas espécies que temos em comum, como o arroz, e aos desafios envolvidos na sua tolerância a temperaturas extremas, sejam elas baixas ou altas”, disse Pillon.

Fruteiras de clima temperado e a redução da exigência de frio para sua produção, em função do aumento de temperatura, também foram mencionadas como possíveis conjuntas, assim como protocolos de produção, em sistemas de baixo carbono, de outras espécies que são comuns aos dois países.

Os representantes da Jica Matriz, Sota Koide, e da Jica Brasil, Akihiro Miyazaki, reforçaram a disponibilidade do Japão em cooperar com o Brasil no âmbito do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), que está sendo estruturado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Agro Mato Grosso

Pesquisa aponta linhagens de soja tolerantes a percevejos

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Materiais podem contribuir para cultivares mais resistentes e para o manejo integrado de pragas

Por meio de um programa de melhoramento genético, pesquisadores brasileiros identificaram quatro linhagens de sementes de soja tolerantes à infestação por percevejos. A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de uma cultivar capaz de reduzir a necessidade do uso de produtos químicos para controle dos insetos nas lavouras.

O grupo de trabalho, composto por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Botucatu, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), focou em duas linhagens parentais, uma tolerante e outra não tolerante a percevejos, além de 12 linhagens recombinantes – híbridos gerados a partir dos parentais, que se comportam ora tolerantes, ora suscetíveis à praga (doi.org/10.1002/ps.70904).

O experimento foi feito em duas regiões produtoras de soja, em cenários de manejo com e sem aplicação de inseticidas. Um dos campos de teste foi a Fazenda Lageado, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, em Botucatu. O outro foi a Estação Experimental do Departamento de Genética e Melhoramento de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Anhumas, no município de Piracicaba.

“Tentamos trabalhar em dois ambientes que têm certo contraste. Botucatu tem altitude mais elevada e clima mais ameno. Anhumas [Piracicaba], altitude mais baixa e ambiente mais quente. Tentamos representar um pouco da diferença de ambientes em que se cultiva soja no país”, explica Larissa Chamma, coautora do trabalho realizado durante seu doutorado no Departamento de Produção Agrícola da FCA-Unesp.

Ela ressalta que ainda se estuda muito pouco a qualidade das sementes sob ataque de pragas considerando a forma como a genética da planta reage a diferentes condições de clima e solo – embora a tolerância natural da soja seja um componente central para o manejo integrado de pragas. Essa estratégia agrícola sustentável combina diferentes métodos de controle, utilizando os agrotóxicos apenas como último recurso.

“O estudo conecta melhoramento genético a manejo de pragas e seu impacto está em não tratar apenas a tolerância ao percevejo, no sentido de aplicar ou não inseticida. Ele mostra que a resposta dos genótipos depende do ambiente e do regime de manejo. Começamos pensando sob a perspectiva do melhoramento genético e depois o artigo foi enquadrando também a questão do manejo e isso foi muito importante para que fosse publicado na PMS. A pergunta deixa de ser ‘qual linhagem é a melhor?’, e passa a ser ‘qual linhagem é mais estável e útil sob diferentes condições reais de cultivo?’”, sublinha o biólogo Rômulo Pedro Macêdo Lima, também autor do trabalho.

O professor da FCA-Unesp Edvaldo Aparecido Amaral da Silva, orientador de Chamma, ressalta que a estratégia não exclui a necessidade de fazer o manejo integrado de pragas. “A seleção e o melhoramento de sementes são parte de uma série de estratégias que podem ajudar o ambiente. Não vão eliminar completamente os inseticidas químicos, mas vão facilitar a vida do agricultor, reduzir os custos e os problemas ambientais.”

Segundo o pesquisador, 30% das lavouras de grãos – de todos os tipos, não apenas a soja – podem ser perdidas por conta de percevejos.

Quatro cenários

A equipe partiu de um estudo anterior do Programa de Melhoramento de Soja do Departamento de Genética da Esalq-USP, liderado pelo professor José Baldin Pinheiro, que abarcava inicialmente 180 linhagens endogâmicas (formadas a partir do cruzamento repetido entre indivíduos geneticamente semelhantes).

“Fizemos uma fenotipagem inicial, selecionando os materiais que continham as características que nos interessavam: resistência ao percevejo, alta produtividade e alta qualidade fisiológica de sementes. A partir dessa seleção, desenhamos um experimento para saber como esse material se comportaria em ambientes com o controle químico de percevejos e sem ele”, conta Chamma.

Em ambas as áreas experimentais foram realizadas, antes da semeadura, a calagem (adição de calcário na terra para diminuir a acidez e melhorar a absorção de nutrientes pelas raízes) e a adubação mineral de acordo com a análise do solo. O controle de plantas daninhas foi feito com herbicida e houve aplicação de fungicida quando necessário.

As sementes destinadas à exposição aos produtos químicos foram tratadas conforme as recomendações do fabricante, com fungicida, inseticida e inoculantes. As aplicações de inseticida foram realizadas com base no monitoramento de pragas: semanalmente, ou sempre que o método de “batida com pano” detectasse pelo menos um percevejo por metro quadrado.

“Nas lavouras comerciais, sabe-se quando aplicar o inseticida pelo seguinte método: eles colocam um pano no meio das plantas de soja e batem as plantas para ver quantos percevejos caíram. Se tem um percevejo por metro quadrado em uma lavoura direcionada ao cultivo de sementes, eles já sabem que têm de aplicar”, conta Chamma.

Ela lembra que as regiões de Anhumas e Botucatu apresentaram populações de percevejos acima desse limite, considerado o máximo tolerável para a produção de sementes de soja. Na região de Anhumas, a população atingiu um pico de cinco percevejos por metro quadrado, enquanto em Botucatu chegou a aproximadamente três percevejos por metro quadrado. As espécies detectadas em ambas as regiões foram Nezara viridula, Piezodorus guildinii, Diceraeus melacanthus e Euschistus heros.

Nas parcelas tratadas com inseticida, foram aplicados os compostos tiametoxam + lambda-cialotrina, clorantraniliprole + bifentrina, imidaclopride + beta-ciflutrina, deltametrina e imidaclopride + bifentrina. No tratamento sem inseticida, nenhum deles foi usado, mas o preparo do solo e o controle com herbicida e fungicida foram feitos.

“Nas duas áreas experimentais, tínhamos o grupo-controle, sem inseticida, e o outro grupo, com inseticida. Foram dois ambientes, mas tratamos como se fossem quatro, e isso foi importante, pois havia duas diferenças a considerar: a climática e a do grupo-controle. Percebemos que o ambiente em que não foi feita a aplicação de inseticida funciona melhor para filtrar os genótipos mais tolerantes à praga de percevejos, pois tem maior pressão de seleção”, detalha Lima.

Oito características fisiológicas das sementes relacionadas à germinação, ao vigor e à longevidade foram avaliadas para determinar as respostas da planta sob exposição aos percevejos. “Lançamos mão de um método robusto, com análises de interação genótipo-ambiente que incluem o uso de modelos estatísticos. Descobrimos que o fator genético tem forte influência na longevidade das sementes sob diferentes níveis de infestação por percevejos. Já o peso dos efeitos ambientais foi predominante para as características de vigor inicial da semente”, descreve Lima.

Longevidade

Em resumo, o estudo revelou que a longevidade é mais afetada pela genética do que pelos aspectos ambientais. Os cientistas, inclusive, sugerem que ela pode servir como um indicador para antecipar o desempenho geral das sementes sob estresse de pragas.

“A longevidade das sementes apresentou um controle genético comparativamente mais forte que o ambiental. Trata-se de uma característica associada à qualidade fisiológica da semente e que pode, quem sabe, um dia, ser adicionada aos programas de melhoramento genético”, estima Chamma.

“Atualmente, pouco se faz melhoramento com o objetivo de aprimorar a qualidade das sementes. Há uma demanda por outras coisas, como a tolerância da planta a doenças, ao estresse, à falta ou ao excesso de água, e a qualidade de sementes vai ficando para depois”, esclarece Amaral.

Segundo ele, a longevidade é importante porque uma semente mais longeva preserva o seu vigor, que é um componente de qualidade fisiológica. “Longevidade é tempo de prateleira, mas com vigor. Não basta a semente estar viva. Tem de estar viva e em boas condições. Quanto maior o vigor, mais capacidade de enfrentar as adversidades, germinar mais rápido, emergir, formar planta rapidamente e começar a fazer fotossíntese. É isso que o agricultor quer, porque isso traz ganhos.”

“Usar somente o manejo químico nessas grandes lavouras que temos no Brasil é insustentável, pois favorece a seleção de populações resistentes de insetos, e cria-se muita resistência. O ideal é o manejo integrado de pragas, uma combinação entre prática de melhoramento, que é o que estamos fazendo, com aplicação de inseticida, controle biológico e outras ferramentas. Assim, é possível só aplicar o inseticida químico quando realmente for necessário”, pondera Chamma.

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Agro Mato Grosso

Evandro Pellenz mantém vivo o legado da família na agricultura

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Em Sinop, o produtor rural dá continuidade à história iniciada pelo pai e já compartilha com as filhas o amor pela agricultura

O campo, para o produtor rural de Sinop, Evandro Pellenz, não é apenas o lugar onde a família produz. É também onde ele aprendeu valores que carrega para a vida e que hoje procura transmitir às próprias filhas. A história começou com o pai, que deixou o Rio Grande do Sul e chegou a Mato Grosso em 1981. Mais de quatro décadas depois, o legado construído ao longo desse caminho continua sendo cultivado pela família.

“Meu pai sempre falava que o lucro da lavoura está no capricho. Então, acho que é um ensinamento que eu sigo até hoje, que eu acho que faz sentido. E a gente vem buscando trabalhar da forma como ele ensinou a gente”, conta Evandro.

Antes de a agricultura se tornar a principal atividade da família, outros capítulos foram escritos. Ao chegar a Mato Grosso, o pai de Evandro trabalhou durante dez anos no setor madeireiro. Em 1990, deixou a atividade e passou a investir na pecuária, transformando em pastagens as áreas que antes eram utilizadas para a extração de madeira.

Foi somente nos anos 2000 que a agricultura voltou a fazer parte da trajetória da família. Mas a ligação de Evandro com a terra havia começado muito antes. Ainda criança, ele acompanhava o pai nas atividades da propriedade e, aos 12 anos, passou a viver na fazenda, onde começou a participar diretamente da rotina do campo.

“Desde pequenininho, a gente vinha no mato aqui, acompanhava, retirava de touro. Depois, nos anos 90, com a separação do meu pai e da minha mãe, a gente veio morar aqui na fazenda. Eu tinha 12 anos. Comecei a trabalhar na roça e ajudar, cuidar do gado, fazer cerca e mecanizar as áreas que a gente tem hoje”, relembra.

A convivência transformou o trabalho em aprendizado e, com o passar dos anos, o aprendizado virou profissão. Evandro encontrou na agricultura não apenas uma atividade econômica, mas uma forma de vida que passou a fazer parte de sua identidade.

“Eu acho que está no sangue essa paixão pela agricultura. Então, a gente está até hoje trabalhando na agricultura e tudo que a gente faz, a gente faz com amor. Eu acho que tudo que faz com amor tem a bênção de Deus”, afirma.

A sucessão também foi construída no cotidiano. Enquanto o pai acompanhava o desenvolvimento do trabalho dos filhos, Evandro passou a experimentar a responsabilidade de conduzir a atividade e, ao mesmo tempo, perceber o significado de ter ao lado alguém que havia sido seu primeiro exemplo no campo.

“Ele vinha e dava uma olhada nas lavouras, via como é que estava, se estava tudo bonito. Então, ele ficava contente, gostava de vir junto na colheitadeira, dar uma volta para ver como é que estava a produção. Então, eu acho que é muito gratificante para um pai ver os filhos seguindo os caminhos deles. Eu acho que é muito prazeroso”, recorda.

Hoje, essa mesma cena começa a ganhar novos personagens. As filhas de Evandro ainda são pequenas, mas já fazem parte da rotina da propriedade e encontram na época da colheita uma das maiores diversões.

Para ele, permitir que as meninas estejam perto da lavoura desde cedo é uma forma de apresentar a elas o mesmo universo que um dia lhe foi apresentado pelo pai. Mais do que ensinar sobre máquinas ou produção, é criar memórias e vínculos com o lugar onde a família construiu sua história.

“Eu acho que o caminho é trazer os filhos para junto. Igual eu sempre procuro fazer, trazer as minhas filhas junto aqui, que é a diversão delas: ir junto na colheitadeira, vir junto na roça. Então, eu acredito que, com isso, elas vão pegando amor pela agricultura e, se Deus quiser, vão seguir os passos do pai”, diz.

Na colheita, a presença delas já virou parte da rotina. Levar um lanche, acompanhar o pai na lavoura e andar na colheitadeira são momentos que, para as meninas, representam diversão. Para Evandro, pode significar o início de uma nova história.

“Sempre quando é época de colheita, a alegria para elas é estar junto na colheitadeira, indo na roça, levar lanche, participar das atividades. É uma alegria para elas. Apesar de serem pequenininhas ainda, mas a gente sente que, eu acho que essa paixão vai continuar”, conta.

Da madeira ao gado, do gado à agricultura e de uma geração à outra, a trajetória da família Pellenz é marcada por transformações. O que permanece, porém, são os valores aprendidos dentro de casa: o cuidado com o trabalho, a dedicação à propriedade e o amor pela atividade.

Foi assim que Evandro recebeu o legado do pai. E é assim que, todos os dias, ele começa a construir o próximo capítulo dessa história ao lado das filhas.

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Agro Mato Grosso

Syngenta fortalece aliança com distribuidores no 15º Congresso ANDAV e apresenta biológico AVAKITT® NEO

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Com o lançamento voltado à eficiência nutricional e hídrica, companhia investe no segmento de bioinsumos e reafirma o papel estratégico de distribuidores e cooperativas para o agronegócio

São Paulo (SP), 12 de agosto de 2026 — A Syngenta, empresa líder em tecnologia e inovação agrícola, participa do 15º Congresso ANDAV, realizado de 11 a 13 de agosto, em São Paulo (SP). Para sustentar sua posição de liderança, reforçar a longevidade das parcerias com a distribuição e reafirmar o compromisso com o movimento “Botina no Campo”, a companhia apresenta um portfólio focado em produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade. Além de consolidar a relação com a rede de distribuidores, a empresa marca a apresentação do AVAKITT® NEO, novo biológico desenvolvido para ampliar a eficiência nutricional e hídrica das lavouras.

 

Considerado um dos principais encontros do setor de distribuição de insumos agrícolas no Brasil, o evento reúne empresas, distribuidores e cooperativas para debater o futuro do agronegócio. Para a Syngenta, o Congresso ANDAV é o palco ideal para valorizar a atuação conjunta com a rede na entrega de conhecimento técnico e suporte especializado diretamente aos produtores rurais em todas as regiões brasileiras
Atuação no campo e longevidade da rede de distribuição

O compromisso da Syngenta com o desenvolvimento do setor ganha vida por meio do movimento “Botina no Campo”, uma iniciativa estratégica que reforça o propósito da companhia: impulsionar uma agricultura mais inovadora, produtiva e sustentável. Mais do que estar presente no dia a dia do agricultor, a atuação “Botina no Campo” simboliza a sinergia entre inteligência técnica, tecnologia e a força da rede de distribuição. Com presença constante nas lavouras brasileiras, a empresa e seus parceiros garantem atendimento especializado de ponta a ponta, assegurando que a inovação se converta em rentabilidade e resultados no campo.
Inovação contínua: AVAKITT® NEO amplia a eficiência nutricional e hídrica

Um dos principais lançamentos da Syngenta neste ano, o AVAKITT® NEO é baseado em fungos micorrízicos e foi formulado para aplicação no sulco de plantio em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.
Os fungos estabelecem uma relação simbiótica com as raízes, formando hifas fúngicas que expandem a área de exploração do solo. A tecnologia otimiza o aproveitamento de água e de nutrientes essenciais, como fósforo e nitrogênio, além de favorecer a estruturação e a saúde do solo.
Em testes de campo realizados no Brasil, a solução indicou ganho médio de até 15% em produtividade, com resultados superiores a cinco sacas de soja por hectare em avaliações específicas. O lançamento inaugura uma frente focada no aumento da eficiência nutricional e hídrica (NUE, na sigla em inglês para Nutrient Use Efficiency).
Portfólio reúne soluções químicas de alta performance para diferentes desafios do campo

Além do avanço na linha de biológicos, a Syngenta leva ao evento inovações tecnológicas que redefinem o manejo de proteção de cultivos no Brasil. Entre os destaques está a família PLINAZOLIN® technology, uma nova molécula pertencente ao Grupo 30 do IRAC (isocrazolinas) desenvolvida para o controle de pragas de difícil manejo.
Dentro dessa plataforma, a companhia apresenta o FRONDEO®, formulado para o combate à broca-da-cana com um período de controle residual de até 90 dias, reduzindo a necessidade de reentradas de máquinas na lavoura e otimizando os custos operacionais do produtor. A tecnologia também integra o VERDAVIS®, voltado ao manejo do complexo de percevejos e lagartas nas culturas de soja e milho, combinando alto efeito de choque e proteção estendida. Um dos lançamentos mais recentes com a tecnologia é o INVENCIS® – inseticida de última geração que combina PLINAZOLIN® e CLORFENAPIR e redefine o manejo de pragas no algodão. Com um novo modo de ação, ele estabelece um elevado patamar de controle contra bicudo, lagartas, ácaros e tripes, pragas que comprometem o potencial produtivo.
A sanidade de solo e o tratamento de sementes ganham protagonismo com a plataforma TYMIRIUM® technology, que dá vida ao VICTRATO®. Voltada para as culturas de soja, milho e algodão, a solução nematicida e fungicida blinda o sistema radicular desde o início do desenvolvimento da planta contra o ataque de nematoides e patógenos de solo complexos, como Fusarium spp.Macrophomina spp. e Sclerotinia spp., assegurando um arranque inicial vigoroso e o estabelecimento uniforme do estande.
Completando a estratégia de proteção radicular, a empresa destaca o VANIVA®, tecnologia nematicida e fungicida desenvolvida especificamente para o manejo da sanidade do solo e raízes em cultivos perenes e de alta intensidade operacional, com foco em cana-de-açúcar, café e hortifrúti.
Manejo integrado

A presença da Syngenta no evento reforça seu portfólio integrado, no qual soluções químicas e biológicas atuam de forma complementar: enquanto defensivos como VICTRATO® e a linha PLINAZOLIN® blindam a planta contra pragas e doenças, o bioestimulante AVAKITT® NEO potencializa a absorção de nutrientes do solo.

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