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12 de agosto de 2026

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Prefeito de MT sanciona leis que aumenta próprio salário, diárias e benefícios I MT

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O prefeito de Tabaporã, Carlão Borchardt (PL)sancionou três leis que ampliam os gastos públicos com salários, diárias e auxílios no município, localizado a 643 km de Cuiabá. As medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM-MT) na última terça-feira (5).

A reportagem entrou em contato com o prefeito, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Entre as mudanças está o reajuste salarial dele mesmo, além do vice-prefeito e dos secretários municipais. Com a aprovação, o salário de Borchardt passa a ser de R$ 29 mil mensais. De acordo com o Portal de Transparência, o valor recebido por ele era de R$ 19 mil.

Já o salário vice-prefeito passará de R$ 9,5 mil para R$ 19 mil, e os secretários municipais, que tinham média salarial de R$ 10 mil, agora receberão R$ 16 mil. A legislação também autoriza a abertura de crédito adicional no orçamento para cobrir as novas despesas.

Carlão Borchardt foi eleito em 2024 com 3.245 votos, o equivalente a 53,65% dos votos válidos. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época, o prefeito declarou patrimônio de R$ 135,9 milhões.

Aumentos para vereadores e servidores

Outras duas leis sancionadas no mesmo dia pelo prefeito impactam diretamente nos valores pagos a vereadores e servidores da Câmara Municipal.

A Lei Nº 1.513 reajustou os valores das diárias de viagens. Para deslocamentos dentro de Mato Grosso, vereadores passam a receber R$ 800, enquanto o presidente da Câmara terá direito a R$ 900. Os servidores da Casa recebem R$ 600. Já para viagens fora do estado, os valores sobem para R$ 1,2 mil (vereadores), R$ 1,4 mil (presidente) e R$ 900 (servidores).

Já a Lei Nº 1.511 instituiu dois auxílios mensais destinados a vereadores e servidores do Legislativo: um auxílio-alimentação de R$ 1,5 mil e um auxílio-saúde de R$ 1.518.

Contratos da prefeitura sob investigação

 

Em meio ao aumento de gastos com o funcionalismo, a gestão de Borchardt também enfrenta questionamentos na Justiça. Recentemente, a Justiça de Mato Grosso suspendeu contratos que somam R$ 499.990,06, firmados entre a prefeitura e um escritório de advocacia. A Promotoria de Justiça de Tabaporã alegou que os serviços contratados estariam sendo usados para fins pessoais pelo prefeito.

Os contratos suspensos previam pagamento em 12 parcelas mensais, com vigência de 11 de fevereiro de 2025 a 11 de fevereiro de 2026. A Ação Civil Pública (ACP) movida por improbidade administrativa aponta que, além da conduta do prefeito, a contratação foi realizada sem licitação e em desacordo com os princípios constitucionais da administração pública.

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Na Assembleia, Wilson Santos defende Mauro Carvalho após Operação Heritage

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Parlamentar citou trajetória empresarial e afirmou não ver elementos suficientes contra o ex-secretário

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez um desagravo ao ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (12). O parlamentar afirmou ter dúvidas sobre o envolvimento de Carvalho nas suspeitas investigadas pela Operação Heritage, da Polícia Federal.

Wilson destacou a trajetória empresarial do ex-secretário e sua passagem pela Casa Civil. Segundo o deputado, Carvalho construiu seu patrimônio no setor privado antes de ingressar no serviço público e, até o momento, não haveria elementos que justificassem colocá-lo entre pessoas que considera desonestas.

“Ele fez carreira na vida privada, ganhou dinheiro honesto como empresário, gerou milhares de empregos no Estado de Mato Grosso, paga mais de R$ 400 milhões por ano de impostos”, afirmou.

Wilson também lembrou dos serviços prestados por Mauro Carvalho na Casa Civil. De acordo com Wilson, talvez Mauro tenha sido o melhor secretário a ocupar a pasta.

“Foi o mais longevo secretário-chefe da Casa Civil da história republicana de Mato Grosso. E eu tenho muita dúvida do envolvimento dele nisso. Um secretário exímio, educado, dinâmico, cumpridor dos compromissos”, comentou.

Mauro Carvalho deixou o comando da Casa Civil na terça-feira (11), cinco dias após ser alvo da Operação Heritage. Em carta publicada nas redes sociais, afirmou que pretende se dedicar à família, às empresas e ao esclarecimento dos fatos investigados. Ele também negou participação no acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.

A Operação Heritage investiga suspeitas de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro relacionadas ao acordo. A Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Entre os nomes citados estão o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União) e outros agentes públicos, empresários e advogados.

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Reinaldo Morais é convidado por Michelle Bolsonaro para ser vice de Wellington

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O produtor rural Reinaldo Morais (Novo) foi convidado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para concorrer como vice do senador Wellington Fagundes (PL) na chapa ao governo.

A intenção seria apaziguar a turbulência dentro do Partido Liberal (PL), especialmente entre a ala dos bolsonaristas mais “raiz”, que vê no empresário uma figura mais próxima de seus valores.

A estratégia teria começado a mostrar efeito. Fonte ouvida pelo Livre afirmou que, nos últimos dias, Reinaldo Morais passou a receber apoio do grupo de Wellington e dos bolsonaristas “raiz”.

O senador, no entanto, ainda não tomou sua decisão. Ela deve ser anunciada no fim de semana, quando se encerra o prazo para o registro de candidaturas. Oficialmente, o médico Alencar Farina continua como candidato a vice.

Michelle Bolsonaro ligou para Reinaldo Morais na semana passada. Ele já havia sido indicado por ela como o nome mais adequado para compor a chapa com Wellington.

A preferência teria relação com a aliança construída em 2021, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL para concorrer à reeleição. Reinaldo participou da campanha em Mato Grosso e, desde então, passou a ser visto como uma figura capaz de unir a corrente bolsonarista e o eleitorado geral.

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Mal-estar de líder petista adia projeto que reduz preço da gasolina diante de conflito EUA x Irã

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Pedro Uczai precisou de atendimento médico às pressas na Câmara. Pauta era prioridade do “esforço concentrado” antes das eleições

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), passou mal nesta terça-feira (11), durante reunião do Colégio de Líderes, e precisou de atendimento médico. Ele chegou a ser socorrido por outros parlamentares, incluindo o próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é médico, até ser conduzido ao Departamento Médico da Câmara, onde permaneceu sob cuidados da equipe de saúde. Em nota, a Liderança do PT informou que Uczai sentiu-se indisposto, desmaiou, mas em seguida recuperou os sentidos e foi estabilizado.

“Como medida preventiva e para realização de exames complementares mais aprofundados, ele foi transferido para o hospital DF Star, onde dará continuidade ao acompanhamento diagnóstico”, disse a Liderança petista, em nota.

Por causa do incidente, a ordem do dia no plenário da Câmara, que votaria medidas importantes de interesse do governo, acabou sendo adiada. A reunião de líderes discutia justamente o que iria à votação.

Mais cedo, antes do encontro com os líderes, Hugo Motta informou, em entrevista à imprensa, que a prioridade seria a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que autoriza redução ou isenção de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol em momentos de forte alta do petróleo no exterior.

O objetivo do projeto encaminhado pelo governo é diminuir o impacto de choques nos preços internacionais de petróleo sobre o consumidor brasileiro, em meio a conflitos em curso no Oriente Médio, com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, que fechou a principal rota estratégica de exportação do petróleo. A proposta é uma das prioridades nesta semana de esforço concentrado na Câmara.

Segundo o presidente da Câmara, a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), discute com a equipe econômica do governo para acertar os detalhes do texto, que deve incluir, além de subsídios aos combustíveis, estímulos à produção de fertilizantes, uma política de isenção fiscal para a exploração de minerais críticos e a antecipação de receitas para o Ministério da Defesa.

“Já conversamos com o Senado, e, se a Câmara avançar, o Senado ainda esta semana deverá se debruçar sobre esse tema. São temas consensuais, convergentes, temos que fazer todo o esforço para ter celeridade, diante do fato de não termos sessões nas próximas semanas”, disse Motta.

O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa essa semana, após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para votar proposições em plenário e nas comissões. De acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Nesses dois períodos, a expectativa é de serem votadas principalmente medidas provisórias (MPs) que abrem crédito extraordinário e que precisam de aprovação parlamentar para não perderem a validade ao longo das próximas semanas.

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