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Batida entre ônibus e carreta deixa 11 mortos e mais de 40 feridos na BR-163 em MT

Dentre os feridos, 26 foram encaminhados a hospitais em estado moderado, 11 em estado grave e oito com ferimentos leves.
Uma batida entre uma carreta e um ônibus de turismo interestadual deixou 11 mortos e 46 feridos, no km 648 da BR-163, próximo a comunidade São Cristóvão, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, na noite dessa sexta-feira (8). As informações iniciais indicam que o ônibus tinha como destino a cidade de Sinop.
Dentre os feridos, 26 estão em estado moderado, 12 em estado grave, entre eles o motorista da carreta, e oito apresentam ferimentos leves, segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária que administra o trecho. A causa do acidente ainda será investigada pela Polícia Civil.
Em nota, a empresa de transportes Rio Novo, responsável pelo ônibus, lamentou o acidente e informou que equipes da empresa já estão no local e nos hospitais para prestar apoio às vítimas e familiares. A empresa também criou um canal exclusivo de atendimento para informações e suporte.
VIDEO:
Na manhã deste sábado (9), equipes da Nova Rota trabalham na remoção dos veículos e limpeza da pista. O ônibus foi reposicionado para a faixa de domínio — área lateral da rodovia sob responsabilidade da concessionária — e, no momento, a carreta está sendo removida.
Segundo a concessionária, o trabalho de retirada é considerado complexo devido à gravidade do acidente e à dimensão dos veículos envolvidos.
O trânsito na região segue parcialmente interditado, e a empresa orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho.
Histórico de acidentes
5 pessoas que morreram em acidente na BR-163 foram identificadas
A BR-163, uma das principais rodovias do país, é conhecida pelo histórico recorrente de acidentes de trânsito graves. Dados da concessionária Via Brasil revelam que em 2024 foram contabilizados 1.304 acidentes, sendo 65 deles resultaram em mortes.
De janeiro a junho deste ano, foram registradas 40 mortes em acidentes de trânsito na região, segundo dados da concessionária responsável pela rodovia, Nova Rota do Oeste.
Em abril, cinco pessoas morreram após uma batida entre um carro e uma carreta, entre os municípios de Matupá e Guarantã do Norte, a 696 km e 721 km de Cuiabá, respectivamente. Todas as vítimas estavam no veículo de passeio, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Já em fevereiro, uma avó e duas netas morreram após uma batida entre o carro que estavam e uma carreta, em Nova Mutum, a 240 km de Cuiabá.
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Acidente entre carreta e ônibus na BR-163, em Lucas do Rio Verde. — Foto: Cesar Torres
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Cuiabá registra aumento de 140% no saldo de empregos formais em julho

Cuiabá encerrou o mês de julho de 2025 com saldo positivo de 1.632 postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em relação a julho de 2024, o aumento foi de 140%.
No mês, foram registradas 12.383 admissões e 10.751 desligamentos em Cuiabá. Esse desempenho superou tanto as médias do estado (63,8%) e da região Centro-Oeste (42%) como do Brasil (-32%).
O saldo positivo em Cuiabá foi motivado principalmente por um acréscimo de contratações no setor de Serviços, que contribuiu com 56% do saldo. Ao todo, foram 921 novas vagas disponíveis ao mercado. Entre os destaques, estão as contratações em comércios, lojas e mercados, que injetaram 564 novos postos de emprego formal no mercado cuiabano.
“Além das férias escolares, julho foi um mês com eventos setoriais importantes e festas típicas, o que movimenta o setor de comércio e de serviços”, explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Júnior Macagnam. Atividades indiretas ligadas a obras, construção civil e logística da produção agropecuária também registraram aumento na empregabilidade, citou ele.
Em relação a junho deste ano, quando foram geradas 1.089 novas vagas formais de trabalho, Cuiabá ampliou em 49,86% o saldo positivo entre admissões e demissões.
Na análise estadual, Mato Grosso destacou-se em âmbito nacional como o segundo estado a mais gerar empregos formais em julho de 2025, ficando atrás apenas de São Paulo. Ao todo, foram 9.540 novos empregos com carteira assinada no mês. O destaque foi o setor de Agropecuária (3.805 novos postos), devido principalmente à intensificação da colheita de milho e algodão. Em seguida, estão Serviços (1.872), Construção (1.600), Indústria (1.539) e Comércio (724).
Agro Mato Grosso
Menor município de MT perde 9 habitantes e é o 4° menos populoso do Brasil; conheça

No último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Araguainha tinha 1.010. habitantes. Agora, esse número caiu para 997.
Araguainha, o menor município de Mato Grosso, perdeu nove habitantes em um ano e agora contabiliza 997 moradores, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nessa quinta-feira (28).
Localizada a 471 km da capital, a cidade se mantém como a quarta menor do país há três anos. No censo realizado pelo IBGE, em 2022, o município tinha 1.010 habitantes.
A cidade foi emancipada em fevereiro de 1964 e herdou o nome do Rio Araguainha, que corta o território e deságua no Rio Araguaia.
O município também é berço da maior cratera criada por um meteoro na América do Sul, o Domo de Araguainha. A cratera é um dos 100 principais sítios geológicos do mundo, com um diâmetro de 40 quilômetros e área total de aproximadamente 1,3 mil km², a cratera é maior que a cidade do Rio de Janeiro, que tem 1,2 mil km².
Conforme publicado no Diário Oficial da União, os cinco municípios menos populosos do Brasil são:
- Serra da Saudade (MG) com 856 habitantes,
- Anhanguera (GO) com 913 pessoas,
- Borá (SP) com 932 moradores,
- Araguainha (MT) com 997 habitantes,
- Nova Castilho (SP), com população estimada em 1.072
📝História do município
Araguainha foi colonizada nos anos 40, com a chegada de garimpeiros. Em 1947, o Prefeito do município de Alto Araguaia, requereu junto ao governo estadual a criação de um povoado para a região, que recebeu o nome de Couto Magalhães, em homenagem ao ex-presidente da Província.
A Lei estadual nº 1.964 de 11 de novembro de 1963 criou o município de Araguainha, desmembrando do município de Ponte Branca. O nome foi escolhido pela cidade estar situada à margem esquerda do rio Araguainha que deságua no rio Araguaia.
O território do município de Araguainha ocupa 690,35 Km. Geograficamente está a 400 metros de altitude, ao leste do estado, limitando-se com os municípios de Alto Garças (ao oeste), Ponte Branca (ao norte) e Alto Araguaia (ao sul). As principais vias de acesso são a rodovia MT 100 ligada à BR 364.
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Da bomba ao prato: cadeia do biodiesel transforma energia limpa em comida mais barata e empregos

O Livre esteve em Brasília para acompanhar de perto o seminário “Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo”, promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). No encontro, lideranças políticas e do setor produtivo defenderam a expansão da cadeia do biodiesel como solução não apenas para o transporte sustentável, mas também para a segurança alimentar e geração de renda no Brasil.
Meio ambiente e menos CO₂
Um dos principais impactos do biodiesel está no meio ambiente. O combustível reduz entre 70% e 94% das emissões de gases de efeito estufa, em comparação ao diesel fóssil. De 2008 a 2023, o país produziu 67 bilhões de litros de biodiesel, o que evitou a emissão de aproximadamente 127 milhões de toneladas de CO₂eq — efeito semelhante ao plantio de 930 milhões de árvores.
A cadeia também reaproveita resíduos que antes eram descartados. O uso de gordura animal e de óleo de fritura usado transforma passivos ambientais em energia limpa. Só a absorção de óleo de cozinha evita a contaminação de 3,8 trilhões de litros de água por ano.
“A cadeia do biocombustível é, sem dúvida, a grande aliada da descarbonização da matriz de transportes. É comprovado que o aumento de sua utilização promove efeitos benéficos para o meio ambiente e para a saúde pública”, afirmou João Henrique Hummel, diretor-executivo da FPBio, em entrevista ao Livre.
Do combustível à comida mais barata
A produção de biodiesel também tem reflexo direto no preço dos alimentos. Como cerca de 70% da matéria-prima usada vem do óleo de soja, o processo de esmagamento do grão resulta também em farelo, base da ração animal. Isso barateia a cadeia de proteínas (bovinos, suínos, aves e peixes), setor que responde por 26% das exportações brasileiras.
Somente em 2023, a redução de custos na produção de proteínas animais chegou a R$ 3,5 bilhões, ajudando a conter a inflação dos alimentos no Brasil.
“É possível dizer que não só o agro depende do complexo soja, como a economia brasileira pode ser transformada a partir do protagonismo das proteínas na cadeia global de comércio”, reforçou Hummel.

Empregos e renda no campo
Além do impacto ambiental e econômico, a cadeia do biodiesel gera renda para mais de 300 mil agricultores familiares, movimentando R$ 9 bilhões ao ano em compra de matérias-primas. É considerado o maior programa de inclusão produtiva privada do país.
Somando agricultura, esmagamento e usinas, o setor emprega mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, com remuneração média 16% superior à de outros segmentos da agroindústria. Cada ponto percentual a mais na mistura de biodiesel pode gerar até 37 mil novos empregos.

Mais biodiesel, menos diesel fóssil
Com a entrada em vigor da mistura obrigatória de 15% de biodiesel (B15) no diesel comercializado no país, em 2025, o Brasil dá mais um passo na substituição do combustível fóssil. A expectativa é reduzir em 300 milhões de litros a importação de diesel, o que representa uma economia de US$ 150 milhões só neste ano.
Atualmente, o Brasil ocupa a 3ª posição mundial na produção de biodiesel, com 7,5 bilhões de litros por ano, atrás apenas dos Estados Unidos e da Indonésia. A capacidade instalada permite atingir rapidamente o B20 (20% de mistura), ampliando a liderança do país na transição energética global.

Um importante avanço
O avanço da cadeia do biodiesel mostra que o agro brasileiro é muito mais do que fornecedor de commodities: é o principal protagonista de uma transformação que conecta meio ambiente, mesa do consumidor e emprego no campo.
Ao reduzir emissões, baratear alimentos e gerar renda, o setor prova que sustentabilidade e desenvolvimento caminham lado a lado — e que o Brasil, com Mato Grosso na linha de frente, tem todas as condições de liderar a transição energética no cenário global.
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