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12 de agosto de 2026

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Tarifaço: PIB de Mato Grosso deve encolher R$ 648 milhões com taxa extra sobre exportações

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O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso deve reduzir em R$ 648 milhões com o tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. A taxa extra de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump entra em vigor no dia 6, próxima quarta-feira.

O número é de uma sondagem divulgada esta semana pela Conferência Nacional da Indústria (CNI). O PIB é a soma dos bens e serviços produzidos numa região, e Mato Grosso está dentre menos impactados. A dependência da economia do Estado das exportações aos EUA representa 1,5% das negociações.

Recentemente, o governador Mauro Mendes disse que vários setores devem sofrer algum impacto, de maior ou menor efeito, e alguns vão conseguir se recuperar a médio prazo, com a troca de mercado.

A CNI diz que a perda para os Estados brasileiros deve superar R$ 19 bilhões. Ceará e o Espírito Santo têm alta dependência do mercado americano, quase a metade das exportações cearenses vão para os EUA, e um terço das capixabas. Em outros 11 estados, os EUA têm participação entre 10 e 20%.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul acumulam 10% dessa quantia (R$ 1,9 bilhão). A CNI aponta que a perda de R$ 648 milhões representará uma variação para baixo de 0,21% no PIB de Mato Grosso em 2025.

Os setores mais atingidos devem ser de alimentos com perda de US$ 193,1 milhões, metalurgia com US$ 147,1 milhões e produção animal, vegetal e caça com US$ 41,4 milhões.

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Meta 100%: Escola reúne professores para traçar novas estratégias de alfabetização

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Profissionais da EMEB Profª Líbia da Costa Rondon passaram por formação para atacar as dificuldades de aprendizagem dos alunos

A direção da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Profª Líbia da Costa Rondon promoveu, na noite desta terça-feira (11), uma formação continuada para professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs) e Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs). O encontro teve como objetivo avaliar e debater os resultados das avaliações do programa Criança Alfabetizada.

A formação foi conduzida pelas profissionais da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMCEL), Fabiane Passarini e Jaqueline Freire.

“Essa formação foi essencial para que pudéssemos observar, de forma mais atenta, onde os alunos estão tendo maior dificuldade de aprendizagem e onde podemos atuar de maneira mais incisiva. Durante o encontro, as formadoras nos orientaram em diversos pontos para o alinhamento das intervenções pedagógicas”, destacou a diretora da unidade escolar, Vânia Mendes.

Segundo a diretora, além da análise dos dados, o encontro promoveu uma articulação direta entre a gestão escolar e o corpo docente, contribuindo para unificar as estratégias e as práticas de ensino.

“O nosso objetivo maior é garantir que 100% dos alunos alcancem a alfabetização plena na idade certa, meta que está alinhada ao programa estadual Alfabetiza MT e ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada”, completou.

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Sebrae leva palestra sobre Inteligência Artificial para pequenos negócios em Juína

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Evento gratuito será realizado no dia 25 de agosto e vai apresentar aplicações práticas da IA para aumentar a produtividade, otimizar processos e melhorar os resultados das empresas

Empreendedores de Juína terão a oportunidade de conhecer, na prática, como a Inteligência Artificial (IA) pode ser utilizada para facilitar a rotina dos pequenos negócios, aumentar a produtividade e apoiar decisões mais estratégicas no dia a dia. No dia 25 de agosto, o Sebrae/MT (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso) realiza a palestra “IA Aplicada ao seu Negócio”, com participação gratuita.

A palestra foi pensada para aproximar a tecnologia dos empreendedores e mostrar, de forma simples e prática, que o uso da Inteligência Artificial não é exclusividade de grandes empresas. Nos pequenos negócios, a ferramenta também pode contribuir para organizar tarefas, aprimorar o atendimento, economizar tempo, tornar os processos mais eficientes.

De acordo com a analista do Sebrae/MT em Juína, Adriana Barbosa, conhecer as possibilidades oferecidas pela IA é cada vez mais importante para quem empreende. “A proposta da palestra é justamente aproximar essa tecnologia da rotina empresarial, mostrando, de forma prática, como ela pode ajudar a ganhar tempo, organizar processos e buscar melhores resultados. Não é preciso ser especialista em tecnologia para começar a utilizar esses recursos”, destaca Adriana.

Durante o encontro, os participantes terão contato com ferramentas e aplicações práticas de Inteligência Artificial que podem ser utilizadas para aumentar a produtividade e reduzir custos. Segundo a analista, a proposta é apresentar exemplos que possam ser adaptados à realidade dos pequenos negócios e colocados em prática de forma imediata.

“Além de conhecer novas possibilidades, os empreendedores poderão ampliar a visão sobre como a tecnologia pode se tornar uma aliada na busca por mais eficiência, inovação e crescimento”, destaca Adriana.

A palestra será conduzida por Juliano Kimura, palestrante nacional e referência em Inteligência Artificial, redes sociais, Nova Economia, inovação digital e empreendedorismo. Com 20 anos de atuação, Kimura tem se dedicado a inspirar profissionais e empresas na busca por novos resultados por meio da tecnologia e da transformação digital.

A ação é gratuita para os empresários e integra as ações do Sebrae Mato Grosso ao fortalecimento dos pequenos negócios e do comércio local.

O evento será realizado a partir das 18h30, na Fábrica Doralice, localizada na Avenida JK, nº 1228W, no Setor de Serviços, em Juína.

Com Assessoria 



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Brasil melhora em 71% dos indicadores sociais, mas abismo de renda e gênero avança

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Relatório 2026 aponta avanços na redução da pobreza e desemprego, mas alerta que mulheres e negros continuam sendo os mais prejudicados

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no último ano, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades.

Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação – como queda do analfabetismo; e segurança, – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram.

Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão:

  • ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens;
  • agravamento da concentração da renda;
  • tributação menor conforme a renda é maior;
  • condições mais desfavoráveis à população negra;
  • aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.

Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.

“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.

O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente.

Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.

Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.

“Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo.  Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.

No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.

“Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.

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