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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Focos de calor estão em 71% em apenas 31 cidades de MT

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Mais de 71% dos focos de calor registrados em Mato Grosso no primeiro semestre de 2025 estão concentrados em apenas 31 municípios, o que representa 21,8% do total de cidades do estado. Os dados fazem parte de um boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio do Programa Vigiar, e reforçam o alerta sobre os impactos das queimadas na qualidade do ar e na saúde da população.

Esses municípios foram classificados como “críticos” para os riscos de focos nesse ano. A classificação considera cinco faixas de risco — mínimo, baixo, médio, alto e crítico — e tem como base o volume de queimadas registradas entre janeiro e junho, que chegou a 3.538 focos de calor em todo o Estado. O boletim alerta que os meses de agosto e setembro historicamente concentram o maior número de focos de calor em Mato Grosso.

Por isso, mesmo os municípios que ainda não estão em nível crítico, podem ver o cenário agravar-se rapidamente caso não sejam adotadas medidas preventivas imediatas. Embora o número total de focos deste primeiro semestre represente uma redução de 59,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando houve 8.798 registros, a concentração das queimadas em determinadas regiões mantém a situação em nível crítico.

Somente os 31 municípios classificados como de ocorrência crítica somaram 2.530 focos. Apesar da diminuição nas estatísticas gerais, o desafio de combater as queimadas em Mato Grosso continua urgente, demonstrando que uma pequena parcela de municípios é responsável pela maior parte do problema. Especialista em saúde ambiental, Ricardo Batista reforça que a resposta aos riscos provocados pelas queimadas não deve esperar os meses mais críticos do ano.

Com o aumento progressivo dos focos de calor, especialmente nos municípios das regiões Norte e Centro-Sul de Mato Grosso, o momento é agora para antecipar ações preventivas. “O cenário indica que os próximos meses podem ser ainda mais desafiadores. Por isso, é fundamental mobilizar as comunidades, intensificar campanhas educativas e fortalecer a vigilância ambiental e sanitária para minimizar os impactos na saúde da população”.

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Agro Mato Grosso

Valtra; Além do etanol, a Valtra aposta nos motores biometano no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Agro Mato Grosso

Milho; A força de uma cultura que move Lucas do Rio Verde MT

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Da lavoura à mesa, a Festa do Milho traduz a potência econômica, social e cultural de um dos principais pilares do desenvolvimento regional, com protagonismo da Fundação Rio Verde

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Agro Mato Grosso

MT bate recorde histórico e se consolida como o maior produtor de biocombustíveis do Brasil

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Estado já responde por 26% do biodiesel brasileiro e produziu mais de 5,5 bilhões de litros de etanol de milho na última safra.

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Agro MT