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22 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Com safra recorde e avanço do processamento, PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve ter forte expansão em 2025 – MAIS SOJA

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O PIB da cadeia de soja e do biodiesel pode crescer quase 11% em 2025, segundo apontam estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). Diante disso, o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode representar, neste ano, 21,7% do PIB do agronegócio e expressivos 6,4% do PIB nacional.

De acordo com pesquisadores do Cepea/Abiove, o forte avanço no PIB da cadeia está atrelado à safra recorde no Brasil (que pode somar 169,7 milhões de toneladas, segundo a Abiove) e ao aumento no processamento da oleaginosa. Estamos diante de um cenário favorável para o processamento de soja, com perspectiva de desempenho recorde. Esse movimento acompanha a elevação da mistura obrigatória de biodiesel, que passou a incluir B14 e B15 em 2024. A demanda consistente por óleo também tem contribuído para manter a atividade industrial em patamares elevados.

Dentro da porteira, espera-se importante crescimento de 24,11% no PIB e, na agroindústria, o aumento deve ser de 3,21%. Por sua vez, refletindo esse excelente desempenho a montante, com a volumosa produção do grão e as expectativas de ampliação do processamento, levantamento do Cepea/Abiove mostra que o PIB dos agrosserviços também avança com força: 8,24%. O segmento de insumos apresenta a alta mais modesta, de 3,17%.

Quanto aos preços, ao longo do primeiro trimestre de 2025, caíram, mas, ainda assim, estiveram acima dos observados no mesmo período de 2024. Pesquisadores do Cepea/Abiove destacam que, diante da expansão produtiva e do avanço nos preços, a renda da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer após três anos de queda – a estimativa atual aponta aumento de 18,24%.

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Nesse contexto, a partir de informações levantadas até o primeiro trimestre de 2025, estima-se que o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,4 vezes o PIB gerado pela soja produzida e exportada diretamente.

MERCADO DE TRABALHO

No primeiro trimestre de 2025a cadeia produtiva da soja e do biodiesel registrou aumento de 7,46% no número de pessoas ocupadas frente ao mesmo período do ano passado, totalizando 2,44 milhões de trabalhadores. A participação da cadeia produtiva na economia brasileira (2,38%) e no agronegócio (10,40%) cresceu em relação ao verificado em 2024.

De acordo com pesquisadores do Cepea/Abiove, em decorrência do aumento da área destinada à soja e do crescente uso de tecnologia, o segmento de insumos teve incremento de 5.971 pessoas ocupadas. Dentro da porteira, houve avanço de 23.031 pessoas ocupadas, acompanhando a expansão da área e da produção do grão. Os agrosserviços apresentaram aumento de 142.548 pessoas ocupadas, respondendo ao aumento de produção e do processamento de soja, que gera demanda neste segmento. A exceção foi a agroindústria que, influenciada pela queda no subsegmento de esmagamento e refino, apresentou redução de 2.211 pessoas ocupadas.

COMÉRCIO EXTERIOR

As exportações da cadeia de soja e do biodiesel totalizaram 27,91 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, com aumento de 1,15% frente ao mesmo período do ano passado. Já o valor exportado recuou 11,46%, totalizando US$ 11 bilhões nos três primeiros meses deste ano. Pesquisadores do Cepea/Abiove indicam que a queda no valor se deve aos menores preços de exportação, o que reflete, sobretudo, a perspectiva de safra global recorde em 2024/25.

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A China segue sendo destaque e o principal destino das exportações brasileiras de soja em grão. O volume escoado ao país asiático no primeiro trimestre deste ano cresceu 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o farelo de soja, a União Europeia e Sudeste Asiático foram destinos importantes e impulsionaram o avanço nos volumes enviados. No caso do óleo, a Índia é o principal mercado, recebendo 67,74% do total do derivado escoado pelo Brasil no primeiro trimestre de 2025.

Fonte: CEPEA, disponível em SNA



 

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Sustentabilidade

Plantio da safra de verão de milho 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atinge 27%, indica Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 27% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (18), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 59,4% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 35,9% da área estimada de 597 mil hectares em Santa Catarina e a 30,8% da área prevista de 537 mil hectares no Paraná. Em São Paulo, 2,2% da área prevista de 293 mil hectares estava completa. Em Minas Gerais, a área prevista de 847 mil hectares estava 2,1% encerrada.

Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 29% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 25,3% no período.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Novas cultivares de algodão combinam sanidade e alta produtividade – MAIS SOJA

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Duas novas cultivares de algodão da Embrapa, em parceria com a Lyntera, chegam ao mercado este mês. A BRS 510 B2RF e a BRS 810 B3RF combinam alta produtividade e elevado nível de sanidade, com resistência múltipla às principais doenças da cultura e a nematoides.

Os materiais incorporam biotecnologia para resistência a lagartas e tolerância a herbicidas. Outro destaque é o desempenho no campo, com teto produtivo que chega a cerca de 7,6 t/ha na primeira safra e supera 5,3 t/ha na segunda.


Apresentação das cultivares

As cultivares serão apresentadas aos produtores durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

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A comercialização das sementes será realizada pela empresa Lyntera (veja mais informações no quadro no fim desta matéria).


As duas cultivares são transgênicas e incorporam tecnologias da Bayer para proteção contra as principais lagartas do algodoeiro e tolerância ao herbicida glifosato. A BRS 510 utiliza a Bollgard 2 RRFlex (B2RF), enquanto a BRS 810 conta com a Bollgard 3 RRFlex (B3RF), que acrescenta um mecanismo de ação e amplia a proteção contra lagartas. As tecnologias também facilitam o manejo de plantas daninhas.

“Com essas cultivares esperamos proporcionar redução nas perdas por nematoides; maior controle de lagartas; tolerância ao herbicida glifosato, o que facilita o manejo de plantas daninhas; e resistência a doenças importantes, como ramulária, mancha-angular e doença-azul. Enfim, uma melhoria da sanidade geral da lavoura, reduzindo riscos produtivos e, potencialmente, os custos com defensivos”, destaca o pesquisador Camilo Morello, coordenador do programa de melhoramento genético do algodoeiro da Embrapa Algodão (PB).

Ambas as variedades têm resistência ao nematoide das galhas (Meloidogyne incognita). Esse nematoide causa perdas de até 50% na produtividade da lavoura de algodão, o que compromete o sistema radicular e o desenvolvimento das plantas. Além disso, apresentam resistência múltipla às principais doenças da cultura, como bacteriose, doença-azul e, principalmente, mancha de ramulária (causada pelo fungo Ramulariopsis pseudoglycines), presente nas principais regiões produtoras de algodão do País com perdas de produtividade de 25% a 35% em condições normais e até superiores a 70% em casos de alta severidade. Ambas são adaptadas a solos arenosos. Apesar das características em comum, as duas cultivares apresentam diferenças que podem orientar sua indicação para distintas condições de cultivo:

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 Resistência também ao nematoide reniforme

Além do nematoide das galhas, a BRS 510 B2RF é também resistente ao nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis), causador de prejuízos superiores a 60% na produtividade do algodão em áreas com altas infestações. Os nematoides são vermes microscópicos que estão entre os principais desafios fitossanitários à cotonicultura brasileira, pois parasitam as raízes das plantas e provocam prejuízos bilionários ao setor.

A produtividade média da cultivar atinge cerca de 7,6 t/ha na primeira safra e supera 5,3 t/ha na segunda safra. É indicada para áreas comerciais de alto rendimento, inclusive onde há histórico de pressão por nematoides e doenças, nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Tocantins e Paraná.


Qualidade da fibra e estabilidade produtiva

A BRS 810 B3RF não só apresenta resistência a bacteriose, doença-azul, mancha de ramulária e nematoide das galhas, mas também se destaca por possuir fibras que superam as exigências da indústria têxtil: alcança produtividade média de cerca de 7,3 t/ha na primeira safra e 5,2 t/ha na segunda.

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É indicada para cultivo em primeira safra ou abertura de segunda safra no Cerrado e outras regiões consideradas aptas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – como Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Minas Gerais e Paraná –, assim como para cultivo irrigado no Semiárido.


Aliadas importantes no manejo integrado

Nelson Suassuna, fitopatologista da Embrapa Algodão e um dos responsáveis pelo desenvolvimento das cultivares, explica que a ramulária ocorre em todo o Brasil e é a doença que demanda mais aplicações de fungicidas: 8 a 10 por safra. Já os nematoides, apesar de estarem disseminados em quase todas as regiões produtoras, têm impacto maior em áreas específicas do Cerrado, como o oeste da Bahia e Mato Grosso. “Essas cultivares podem ser aliadas importantes nessas regiões de alta pressão de nematoides e doenças”, afirma.

Além do uso de cultivares resistentes ou tolerantes, as estratégias de manejo dos nematoides e da ramulária incluem rotação de culturas com plantas não hospedeiras, aplicação de nematicidas e fungicidas químicos ou biológicos, bem como a limpeza de equipamentos e maquinas agrícolas para evitar a contaminação de novas áreas, no caso dos nematoides.

Onde encontrar?

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As sementes das novas variedades podem ser adquiridas na empresa Lyntera.

Telefone: 61 99937-4526

Endereço: BR 020, KM 6, St. Industrial, Formosa – GO

E-mail: contato@lyntera.com.br

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Edna Santos (MTb 1700/CE) Embrapa Algodão

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Preços de soja sobem de R$ 1 a R$ 2 por saca nas praças do Brasil; confira as cotações do dia

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais altos, acompanhando os fortes ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionados pela valorização do farelo. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que, no físico, as cotações melhoraram, com avanços entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca nos portos, dependendo do momento.

Os prêmios e o dólar recuaram um pouco, mas o movimento de Chicago teve maior peso na formação dos preços. Apesar das cotações ainda fortes, o mercado interno permaneceu bastante calmo para negócios.

“O produtor espera que o porto chegue a R$ 170,00 por saca. Então, temos preços ainda bem fortes, mas o mercado disponível segue bastante travado”, destaca Silveira.

Na safra nova, os preços também avançaram, com boas ofertas nos portos e cotações mais fortes em Minas Gerais e Goiás. “O produtor aproveitou o movimento para fechar custos da safra nova”, acrescenta o analista.

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Mercado de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira (21). O mercado foi sustentado pelas expectativas em torno das negociações comerciais entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previstas para esta semana.

As compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e uma possível redução da tarifa chinesa de 10% sobre a oleaginosa e outros grãos dos Estados Unidos estão entre os principais temas esperados nas discussões. Apesar da queda de 12% nas importações de soja dos Estados Unidos pela China em agosto, para 10,66 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto, o país já ultrapassou a metade da meta de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana prevista para este ano.

USDA

Na sexta-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma venda privada de 111 mil toneladas de soja para a China, com entrega no ano comercial 2026/27. As inspeções de exportação de soja somaram 759.193 toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, acima das 680.252 toneladas da semana anterior e das 565.630 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Desde o início do ano-safra, em 1º de setembro, o volume inspecionado chega a 1,68 milhão de toneladas, contra 1,65 milhão de toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 24,50 centavos de dólar ou 1,87%, a US$ 13,28 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,44 por bushel, com avanço de 24,00 centavos de dólar ou 1,81%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,80 ou 2,73%, a US$ 368,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,85 centavos de dólar, com ganho de 0,63 centavo ou 0,92%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,1069 para a venda e a R$ 5,1049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1024 e a máxima de R$ 5,1379.

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