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22 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Mercosoja 2025 começa hoje em Campinas (SP)

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Terá início nesta segunda-feira (21), às 19h, a solenidade de abertura do X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Considerado o maior evento técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, a expectativa da comissão organizadora é reunir cerca de 2 mil participantes de diferentes segmentos

A cerimônia terá presença de autoridades como Alexandre Nepomuceno (Embrapa Soja), Silvia Massruhá (Embrapa), Fernando Henning (CBSoja) e Carlos Ernesto Augustin, representando o Ministério da Agricultura.

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Na sequência, será realizada a conferência “A soja no Mercosul, um século depois”, que discutirá a trajetória da cultura nos países sul-americanos. O debate reunirá nomes de destaque da pesquisa e do setor produtivo, como Romeu Kiihl, Tuneo Sediyama, Rodolfo Luis Rossi e Gerardo Bartolomé, com mediação do jornalista Giovani Ferreira.

Programação técnica

A programação técnica do evento começa na terça-feira, 22 de julho, às 8h30, com a conferência “A geopolítica da cultura da soja”, ministrada por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. Em seguida, três painéis simultâneos vão discutir temas estratégicos, como os impactos das mudanças climáticas, produção de soja irrigada e qualidade de sementes.

Entre os destaques da manhã, o painel sobre a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) vai tratar de temas como agricultura regenerativa, descarbonização da cadeia da oleaginosa e produção certificada de baixo carbono, com moderação de Carina Gomes Rufino, da Embrapa Soja.

Já o painel sobre produção irrigada contará com apresentações sobre sustentabilidade hídrica e automação, sob moderação de Fernando Campos Mendonça, da Esalq/USP. Em paralelo, o painel “Qualidade da semente e o sucesso da cultura da soja”, coordenado por Francisco Krzyzanowsky (Embrapa Soja), terá quatro palestras técnicas sobre o controle e o melhoramento da qualidade das sementes.

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Painéis

A programação da tarde começa às 14h com mais três painéis simultâneos. Um deles discute o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e seus níveis de manejo, com moderação do pesquisador José Renato Bouças Farias. Outro painel, conduzido por Fernando Adegas (Embrapa Soja), aborda os avanços na tecnologia de aplicação aérea, com destaque para o uso de drones e aspectos legais.

O terceiro painel será dedicado ao grão como matéria-prima para biocombustíveis, com apresentações sobre biodiesel, SAF (combustível sustentável de aviação), uso da terra e implicações econômicas, sob coordenação de Priscila Sabaini (Embrapa Meio Ambiente).

Das 16h às 17h, na Arena de Inovação, o público poderá acompanhar duas palestras: “Inovação e Mercado – Onde tudo se conecta” e “Inteligência Artificial e Imagens Espectrais para Avaliação de Sementes e Grãos”.

Encerrando a terça-feira, um painel sobre logística da exportação de soja no Mercosul vai debater os desafios enfrentados por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Serão discutidas as hidrovias como estrutura estratégica e o estado atual do armazenamento de grãos no Brasil. A moderação será de Marcelo Alvares de Oliveira (Embrapa Soja).

100 anos da soja no Brasil

Os eventos também marcam os 100 anos da oleaginosa no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja. Com o tema central “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”, o evento reunirá cerca de 2 mil participantes entre pesquisadores, técnicos, estudantes, produtores e representantes da indústria e do comércio.

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A programação conta com quatro conferências e 15 painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas nacionais e internacionais. Uma das novidades é o espaço Mãos à Obra, que abordará desafios práticos em temas como fertilidade do solo, manejo de nematoides, uso de bioinsumos e desenvolvimento radicular.

Também será realizado o workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, reunindo especialistas do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá para discutir os próximos dez anos das ferramentas biotecnológicas aplicadas à cultura.

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Sustentabilidade

Plantio da safra de verão de milho 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atinge 27%, indica Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 27% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (18), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 59,4% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 35,9% da área estimada de 597 mil hectares em Santa Catarina e a 30,8% da área prevista de 537 mil hectares no Paraná. Em São Paulo, 2,2% da área prevista de 293 mil hectares estava completa. Em Minas Gerais, a área prevista de 847 mil hectares estava 2,1% encerrada.

Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 29% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 25,3% no período.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Novas cultivares de algodão combinam sanidade e alta produtividade – MAIS SOJA

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Duas novas cultivares de algodão da Embrapa, em parceria com a Lyntera, chegam ao mercado este mês. A BRS 510 B2RF e a BRS 810 B3RF combinam alta produtividade e elevado nível de sanidade, com resistência múltipla às principais doenças da cultura e a nematoides.

Os materiais incorporam biotecnologia para resistência a lagartas e tolerância a herbicidas. Outro destaque é o desempenho no campo, com teto produtivo que chega a cerca de 7,6 t/ha na primeira safra e supera 5,3 t/ha na segunda.


Apresentação das cultivares

As cultivares serão apresentadas aos produtores durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

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A comercialização das sementes será realizada pela empresa Lyntera (veja mais informações no quadro no fim desta matéria).


As duas cultivares são transgênicas e incorporam tecnologias da Bayer para proteção contra as principais lagartas do algodoeiro e tolerância ao herbicida glifosato. A BRS 510 utiliza a Bollgard 2 RRFlex (B2RF), enquanto a BRS 810 conta com a Bollgard 3 RRFlex (B3RF), que acrescenta um mecanismo de ação e amplia a proteção contra lagartas. As tecnologias também facilitam o manejo de plantas daninhas.

“Com essas cultivares esperamos proporcionar redução nas perdas por nematoides; maior controle de lagartas; tolerância ao herbicida glifosato, o que facilita o manejo de plantas daninhas; e resistência a doenças importantes, como ramulária, mancha-angular e doença-azul. Enfim, uma melhoria da sanidade geral da lavoura, reduzindo riscos produtivos e, potencialmente, os custos com defensivos”, destaca o pesquisador Camilo Morello, coordenador do programa de melhoramento genético do algodoeiro da Embrapa Algodão (PB).

Ambas as variedades têm resistência ao nematoide das galhas (Meloidogyne incognita). Esse nematoide causa perdas de até 50% na produtividade da lavoura de algodão, o que compromete o sistema radicular e o desenvolvimento das plantas. Além disso, apresentam resistência múltipla às principais doenças da cultura, como bacteriose, doença-azul e, principalmente, mancha de ramulária (causada pelo fungo Ramulariopsis pseudoglycines), presente nas principais regiões produtoras de algodão do País com perdas de produtividade de 25% a 35% em condições normais e até superiores a 70% em casos de alta severidade. Ambas são adaptadas a solos arenosos. Apesar das características em comum, as duas cultivares apresentam diferenças que podem orientar sua indicação para distintas condições de cultivo:

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 Resistência também ao nematoide reniforme

Além do nematoide das galhas, a BRS 510 B2RF é também resistente ao nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis), causador de prejuízos superiores a 60% na produtividade do algodão em áreas com altas infestações. Os nematoides são vermes microscópicos que estão entre os principais desafios fitossanitários à cotonicultura brasileira, pois parasitam as raízes das plantas e provocam prejuízos bilionários ao setor.

A produtividade média da cultivar atinge cerca de 7,6 t/ha na primeira safra e supera 5,3 t/ha na segunda safra. É indicada para áreas comerciais de alto rendimento, inclusive onde há histórico de pressão por nematoides e doenças, nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Tocantins e Paraná.


Qualidade da fibra e estabilidade produtiva

A BRS 810 B3RF não só apresenta resistência a bacteriose, doença-azul, mancha de ramulária e nematoide das galhas, mas também se destaca por possuir fibras que superam as exigências da indústria têxtil: alcança produtividade média de cerca de 7,3 t/ha na primeira safra e 5,2 t/ha na segunda.

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É indicada para cultivo em primeira safra ou abertura de segunda safra no Cerrado e outras regiões consideradas aptas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – como Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Minas Gerais e Paraná –, assim como para cultivo irrigado no Semiárido.


Aliadas importantes no manejo integrado

Nelson Suassuna, fitopatologista da Embrapa Algodão e um dos responsáveis pelo desenvolvimento das cultivares, explica que a ramulária ocorre em todo o Brasil e é a doença que demanda mais aplicações de fungicidas: 8 a 10 por safra. Já os nematoides, apesar de estarem disseminados em quase todas as regiões produtoras, têm impacto maior em áreas específicas do Cerrado, como o oeste da Bahia e Mato Grosso. “Essas cultivares podem ser aliadas importantes nessas regiões de alta pressão de nematoides e doenças”, afirma.

Além do uso de cultivares resistentes ou tolerantes, as estratégias de manejo dos nematoides e da ramulária incluem rotação de culturas com plantas não hospedeiras, aplicação de nematicidas e fungicidas químicos ou biológicos, bem como a limpeza de equipamentos e maquinas agrícolas para evitar a contaminação de novas áreas, no caso dos nematoides.

Onde encontrar?

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As sementes das novas variedades podem ser adquiridas na empresa Lyntera.

Telefone: 61 99937-4526

Endereço: BR 020, KM 6, St. Industrial, Formosa – GO

E-mail: contato@lyntera.com.br

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Edna Santos (MTb 1700/CE) Embrapa Algodão

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Preços de soja sobem de R$ 1 a R$ 2 por saca nas praças do Brasil; confira as cotações do dia

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais altos, acompanhando os fortes ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionados pela valorização do farelo. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que, no físico, as cotações melhoraram, com avanços entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca nos portos, dependendo do momento.

Os prêmios e o dólar recuaram um pouco, mas o movimento de Chicago teve maior peso na formação dos preços. Apesar das cotações ainda fortes, o mercado interno permaneceu bastante calmo para negócios.

“O produtor espera que o porto chegue a R$ 170,00 por saca. Então, temos preços ainda bem fortes, mas o mercado disponível segue bastante travado”, destaca Silveira.

Na safra nova, os preços também avançaram, com boas ofertas nos portos e cotações mais fortes em Minas Gerais e Goiás. “O produtor aproveitou o movimento para fechar custos da safra nova”, acrescenta o analista.

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Mercado de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira (21). O mercado foi sustentado pelas expectativas em torno das negociações comerciais entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previstas para esta semana.

As compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e uma possível redução da tarifa chinesa de 10% sobre a oleaginosa e outros grãos dos Estados Unidos estão entre os principais temas esperados nas discussões. Apesar da queda de 12% nas importações de soja dos Estados Unidos pela China em agosto, para 10,66 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto, o país já ultrapassou a metade da meta de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana prevista para este ano.

USDA

Na sexta-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma venda privada de 111 mil toneladas de soja para a China, com entrega no ano comercial 2026/27. As inspeções de exportação de soja somaram 759.193 toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, acima das 680.252 toneladas da semana anterior e das 565.630 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Desde o início do ano-safra, em 1º de setembro, o volume inspecionado chega a 1,68 milhão de toneladas, contra 1,65 milhão de toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 24,50 centavos de dólar ou 1,87%, a US$ 13,28 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,44 por bushel, com avanço de 24,00 centavos de dólar ou 1,81%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,80 ou 2,73%, a US$ 368,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,85 centavos de dólar, com ganho de 0,63 centavo ou 0,92%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,1069 para a venda e a R$ 5,1049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1024 e a máxima de R$ 5,1379.

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