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Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou a semana em alta, após contratos ficarem abaixo de US$ 10 bu – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 18/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 18/07/25

O contrato de soja para agosto, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,61%, ou $ 6,25 cents/bushel a $ 1027,75. A cotação de setembro fechou em alta de 0,89% ou $ 9,00 cents/bushel a $ 1021,00. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em alta de 1,97% ou $ 5,30/ton curta a $ 274,0 e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em baixa de -0,71% ou $ -0,40/libra-peso a $ 55,82.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em alta. O mercado segue comprando contratos de soja, depois da queda abaixo dos US$ 10 bushel registrados no começo da semana. A boa demanda interna por óleo de soja e o acordo comercial com a Indonésia, grande consumidor de farelo de soja, deram impulso a oleaginosa. Há rumores de compradores chineses buscando contação de navios no Golfo do México, o que indicaria algum movimento de compra, após um longo período que a China compra oficialmente soja americana.

Previsões climáticas mais secas para o Centro-Oeste dos EUA contribuíram para o movimento altista no dia. Com isso a soja fechou o acumulado da semana em alta de 2,34% ou $ 23,50 cents/bushel. O farelo de soja subiu 1,40% ou $ 3,70 ton curta. O óleo de soja subiu 3,85% ou 2,07 libra-peso no período.

Análise semanal da tendência de preços
FATORES DE ALTA

a) Altas no farelo de soja: Com a participação ativa de Fundos de investimento, a soja completou sua terceira sessão consecutiva de alta em Chicago e encerrou a semana com saldo positivo. Hoje, a oleaginosa foi sustentada pela recuperação do farelo, atrelada ao acordo comercial dos Estados Unidos com a Indonésia — o USDA projeta uma demanda de 6,10 milhões de toneladas pelo farelo 25/26 — país que pode ser um novo destino para este subproduto deprimido.

b) Altas no óleo de soja: Enquanto o óleo de soja também era negociado em alta no início do dia, espalhando entusiasmo pela soja, com o passar das horas, os Fundos realizaram a tomada de lucros no produto que vinha gerando os maiores e melhores resultados para eles, devido a medidas que impulsionariam a demanda da indústria de biodiesel. Além das altas e baixas diárias, o saldo semanal foi positivo para os contratos de óleo e farelo de agosto. O primeiro encerrou o segmento com alta de 3,85%, após variar de US$ 1.184,96 a US$ 1.230,60 por tonelada, e o segundo com alta de 1,37%, após subir de US$ 297,95 a US$ 302,03.

c) Rumores de prováveis compras chinesas: Embora não confirmados, rumores persistentes sobre o interesse chinês em finalizar as compras de nova soja americana contribuíram para a tendência de alta. Nesta semana a China comprou cerca de 30 cargos, dos quais 2 da Argentina e o restante do Brasil e nenhum dos EUA. Desde junho passado a China havia comprou 232 cargos, 151 do Brasil, 81 da Argentina e nenhum dos EUA. Na mesma época do ano passado, a China havia comprado 24 cargos dos EUA.

d) Chuvas abaixo do normal: assim como as previsões estendidas para os próximos 6 a 14 dias, que se tornaram um pouco mais secos no Centro-Oeste, com chuvas abaixo do normal em partes da região, em um momento em que as lavouras estão influenciando os níveis de produtividade futuros.

FATORES DE BAIXA

a) A ameaça de Trump de estabelecer tarifas recíprocas contra a União Europeia em mínimos de 15% a 20% em qualquer acordo firmado com as autoridades do bloco limitou a alta dos preços da soja e acentuou a realização de lucros no mercado de óleo.

b) Produção argentina de soja cresce um milhão de tons: A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua estimativa para o volume da colheita de soja argentina de 48,50 para 49,50 milhões de toneladas em seu relatório mensal de ontem, após elevar a produtividade média de 2940 para 3000 quilos por hectare. Na semana passada, o USDA elevou sua estimativa para a produção argentina de 49 para 49,90 milhões de toneladas.

c) Brasil, aumento entre 10-13 milhões de toneladas, para a próxima safra, segundo o mercado, para 180 milhões, contra as atuais 169,5 MT oficiais.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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ARROZ/CEPEA: Aumento pontual da demanda sustenta valor – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca permanecem firmes no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são sustentados pela demanda pontual para recomposição de estoques e pela oferta ajustada. O ritmo de negócios, contudo, segue lento. Isso porque ainda se verifica desacordo entre compradores e vendedores em um ambiente de cautela ao longo da cadeia.

Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que o comportamento dos produtores foi heterogêneo. Os agentes mais capitalizados optaram por postergar as vendas, à espera de condições mais favoráveis, enquanto outros direcionaram o cereal ao armazenamento, sobretudo diante da proximidade da safra 2025/26. Do lado da demanda, compradores consultados pelo Cepea ajustaram suas estratégias para garantir o abastecimento, sobretudo em regiões em que a oferta está mais limitada.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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ALGODÃO/CEPEA: Negócios são lentos em janeiro; mas preço médio mensal avança – MAIS SOJA

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O ritmo de negócios envolvendo algodão em pluma esteve lento ao longo de janeiro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário esteve atrelado à retomada gradual das atividades e ao desacordo entre compradores e vendedores ativos quanto aos preços. Pesquisadores do Cepea indicam que produtores estiveram atentos à semeadura e ao desenvolvimento das lavouras da temporada 2025/26, o que reduziu a disposição para vendas.

Do lado comprador, as indústrias seguiram utilizando estoques próprios e/ou volumes já programados, mantendo cautela nas aquisições. Quanto aos preços da pluma, estes se enfraqueceram em alguns momentos do mês, acompanhando a retração das cotações internacionais. No entanto, em boa parte de janeiro, os valores domésticos reagiram, com suporte vindo da postura firme dos vendedores. Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) teve média de R$ 3,5101/lp em janeiro, 1,08% acima da de dezembro/25.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Como melhorar os resultados financeiros na soja – MAIS SOJA

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O Rio Grande do Sul conta com a segunda maior área de cultivo com soja no Brasil, mas em volume de produção ficou na 4ª posição e em último lugar no quesito produtividade entre os 22 estados que produziram soja em 2025. Um dos principais motivos para o baixo desempenho das lavouras gaúchas são as perdas por frustrações climáticas. Entre os fatores que podem melhorar o retorno financeiro na soja está a escolha da biotecnologia e o investimento em semente de qualidade.

Biotecnologias na Soja

O mercado oferta diversas biotecnologias embarcadas na semente da soja, a maioria com base em eventos de transgenia, o que já representa 99% do mercado brasileiro.

A expansão da soja transgênica (Roundup Ready) aconteceu a partir da aprovação da Lei de Biossegurança, em 2005. As cultivares em uso estão voltadas à tolerância das plantas para a aplicação de inseticidas e herbicidas. Em ordem cronológica aproximada, os lançamentos em biotecnologia foram: soja RR (2003), Intacta RR2 PRO (2012), Intacta 2 Xtend (2021), Enlist (2021) e Conkesta Enlist (2021).

O custo estimado para colocação de uma planta transgênica no mercado alcança US$ 115 milhões, com tempo médio de 16,5 anos (CropLife 2022). “Na primeira onda de transgênicos foram introduzidas plantas capazes de tolerar a ação de herbicidas e o ataque de insetos, características que favorecem o manejo das lavouras e, em certas situações, reduzem os custos de produção. Em breve, estarão disponíveis outras características como tolerância a fungos, bactérias, vírus e estresses abióticos, como a seca”, explica o Chefe-Geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Cenário no RS

Conforme levantamento da Apassul, com base no histórico de comercialização e uso de semente de soja no Rio Grande do Sul (safra 2023/2024), as biotecnologias mais utilizadas nas lavouras são: Intacta RR2 PRO (IPRO), que representa 31% das sementes certificadas; Intacta 2 Xtend, com 11%; Roundup Ready (RR), com 6%; e as demais com 2% cada biotecnologia.

O leitor mais atento pode perceber que a soma dos percentuais não totaliza 100%, isso porque a taxa de uso de semente certificada no RS foi estimada em 42% na última safra e deve cair ainda mais em 2026. A média brasileira da Taxa de Utilização de Sementes de soja é 67%.  Conforme o histórico, a queda tem sido constante no RS nos últimos anos, o que pode sinalizar a descapitalização do produtor, muitas vezes associada às perdas por frustrações climáticas.

Fonte: MAPA/SFA-RS; Conab; APASSUL safra 2023/2024.

Segundo o diretor executivo da Apassul, Jean Cirino, o que preocupa não é a semente salva, autorizada pela legislação brasileira, mas a comercialização de semente pirata, prática ilegal de multiplicação de sementes sem controle genético ou sanitário, comercializadas sem garantias e, muitas vezes, com desempenho inferior. A semente pirata aumenta o risco de disseminação de pragas e doenças, com baixa taxa de vigor e germinação que leva à desuniformidade e falhas na lavoura. Pode, ainda, impedir acesso a seguros agrícolas e desestimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas cultivares. É importante destacar que, mesmo quando o agricultor utiliza seu grão como semente salva, deverá recolher a Taxa Tecnológica ao detentor do direito intelectual conferido pela patente.

Ainda, observando o gráfico com o histórico de comercialização de sementes de soja no RS, é possível verificar a gradativa queda no uso de soja RR. O pesquisador da Embrapa Trigo, Paulo Bertagnolli lembra que a patente da primeira geração da soja RR encerrou em 2010, quando deixou de ser cobrada a Taxa Tecnológica sobre a produção de sementes: “A patente de uma tecnologia expira em, aproximadamente, 10 anos após o lançamento. Assim, deixou de existir a taxa tecnológica da soja RR e está próximo ao vencimento da geração Intacta RR2”. Conforme o pesquisador, “o produtor sempre está atrás de inovações tecnológicas, mas quando os custos de produção sobem, é preciso adequar o investimento ao potencial de retorno da lavoura”. Jean Cirino, da Apassul, lembra que o RS foi o estado que manteve por mais tempo a participação da soja RR no mercado, justamente pela competitividade das cultivares.

De olho no resultado financeiro, o produtor de sementes Fernando Rossato, de Cruz Alta/RS, comparou uma cultivar de soja RR (BRS 6105RR) ao lado de uma cultivar IPRO na última safra. Em 35 hectares, as cultivares foram implantadas em safrinha, sob irrigação, para a produção de sementes. A semeadura em 28/01/25 e a colheita em 19/05/25. O rendimento da soja RR superou em 21 sacos a IPRO, mas o maior diferencial veio na margem de lucros. Veja na tabela abaixo:

O pesquisador Paulo Bertagnolli ressalta que a Embrapa Trigo é a única empresa de pesquisa que segue com o programa de melhoramento de soja RR no Brasil, justamente como opção ao produtor. Na última safra, foi inscrita no MAPA uma área de sementes de soja RR de 2.260 hectares com genética Embrapa, nas cultivares BRS 5601RR, BRS 5804RR, BRS 6105RR e BRS 6203RR.

Frustrações climáticas limitam produtividade

Passados mais de 20 anos desde a chegada da soja transgênica no Brasil, com a liberação das primeiras lavouras no Rio Grande do Sul na safra 2003/2004, a média de produtividade cresce lentamente apesar dos avanços da biotecnologia. Enquanto a área de soja cresceu 127,7% no Brasil, a produtividade média brasileira (kg/ha) cresceu 55,4% (CONAB 2003/2004 a 2024/2025). Em 50 anos, as perdas de produtividade na soja devido à seca são estimadas em 280 milhões de toneladas ou US$ 152 bilhões.

O Rio Grande do Sul é o estado mais afetado, especialmente pela ocorrência de episódios de La Niña, cuja redução nas chuvas afeta o rendimento da soja.  Nos últimos 10 anos, as perdas representam 36,5 milhões de toneladas, um prejuízo estimado em US$ 18,95 bilhões.

Para minimizar o impacto das perdas devido à seca na soja, conheça o programa de Tecnologias para o Enfrentamento da Seca na Soja (Tess), disponível nas publicações da Embrapa.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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