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13 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Como melhorar os resultados financeiros na soja – MAIS SOJA

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O Rio Grande do Sul conta com a segunda maior área de cultivo com soja no Brasil, mas em volume de produção ficou na 4ª posição e em último lugar no quesito produtividade entre os 22 estados que produziram soja em 2025. Um dos principais motivos para o baixo desempenho das lavouras gaúchas são as perdas por frustrações climáticas. Entre os fatores que podem melhorar o retorno financeiro na soja está a escolha da biotecnologia e o investimento em semente de qualidade.

Biotecnologias na Soja

O mercado oferta diversas biotecnologias embarcadas na semente da soja, a maioria com base em eventos de transgenia, o que já representa 99% do mercado brasileiro.

A expansão da soja transgênica (Roundup Ready) aconteceu a partir da aprovação da Lei de Biossegurança, em 2005. As cultivares em uso estão voltadas à tolerância das plantas para a aplicação de inseticidas e herbicidas. Em ordem cronológica aproximada, os lançamentos em biotecnologia foram: soja RR (2003), Intacta RR2 PRO (2012), Intacta 2 Xtend (2021), Enlist (2021) e Conkesta Enlist (2021).

O custo estimado para colocação de uma planta transgênica no mercado alcança US$ 115 milhões, com tempo médio de 16,5 anos (CropLife 2022). “Na primeira onda de transgênicos foram introduzidas plantas capazes de tolerar a ação de herbicidas e o ataque de insetos, características que favorecem o manejo das lavouras e, em certas situações, reduzem os custos de produção. Em breve, estarão disponíveis outras características como tolerância a fungos, bactérias, vírus e estresses abióticos, como a seca”, explica o Chefe-Geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Cenário no RS

Conforme levantamento da Apassul, com base no histórico de comercialização e uso de semente de soja no Rio Grande do Sul (safra 2023/2024), as biotecnologias mais utilizadas nas lavouras são: Intacta RR2 PRO (IPRO), que representa 31% das sementes certificadas; Intacta 2 Xtend, com 11%; Roundup Ready (RR), com 6%; e as demais com 2% cada biotecnologia.

O leitor mais atento pode perceber que a soma dos percentuais não totaliza 100%, isso porque a taxa de uso de semente certificada no RS foi estimada em 42% na última safra e deve cair ainda mais em 2026. A média brasileira da Taxa de Utilização de Sementes de soja é 67%.  Conforme o histórico, a queda tem sido constante no RS nos últimos anos, o que pode sinalizar a descapitalização do produtor, muitas vezes associada às perdas por frustrações climáticas.

Fonte: MAPA/SFA-RS; Conab; APASSUL safra 2023/2024.

Segundo o diretor executivo da Apassul, Jean Cirino, o que preocupa não é a semente salva, autorizada pela legislação brasileira, mas a comercialização de semente pirata, prática ilegal de multiplicação de sementes sem controle genético ou sanitário, comercializadas sem garantias e, muitas vezes, com desempenho inferior. A semente pirata aumenta o risco de disseminação de pragas e doenças, com baixa taxa de vigor e germinação que leva à desuniformidade e falhas na lavoura. Pode, ainda, impedir acesso a seguros agrícolas e desestimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas cultivares. É importante destacar que, mesmo quando o agricultor utiliza seu grão como semente salva, deverá recolher a Taxa Tecnológica ao detentor do direito intelectual conferido pela patente.

Ainda, observando o gráfico com o histórico de comercialização de sementes de soja no RS, é possível verificar a gradativa queda no uso de soja RR. O pesquisador da Embrapa Trigo, Paulo Bertagnolli lembra que a patente da primeira geração da soja RR encerrou em 2010, quando deixou de ser cobrada a Taxa Tecnológica sobre a produção de sementes: “A patente de uma tecnologia expira em, aproximadamente, 10 anos após o lançamento. Assim, deixou de existir a taxa tecnológica da soja RR e está próximo ao vencimento da geração Intacta RR2”. Conforme o pesquisador, “o produtor sempre está atrás de inovações tecnológicas, mas quando os custos de produção sobem, é preciso adequar o investimento ao potencial de retorno da lavoura”. Jean Cirino, da Apassul, lembra que o RS foi o estado que manteve por mais tempo a participação da soja RR no mercado, justamente pela competitividade das cultivares.

De olho no resultado financeiro, o produtor de sementes Fernando Rossato, de Cruz Alta/RS, comparou uma cultivar de soja RR (BRS 6105RR) ao lado de uma cultivar IPRO na última safra. Em 35 hectares, as cultivares foram implantadas em safrinha, sob irrigação, para a produção de sementes. A semeadura em 28/01/25 e a colheita em 19/05/25. O rendimento da soja RR superou em 21 sacos a IPRO, mas o maior diferencial veio na margem de lucros. Veja na tabela abaixo:

O pesquisador Paulo Bertagnolli ressalta que a Embrapa Trigo é a única empresa de pesquisa que segue com o programa de melhoramento de soja RR no Brasil, justamente como opção ao produtor. Na última safra, foi inscrita no MAPA uma área de sementes de soja RR de 2.260 hectares com genética Embrapa, nas cultivares BRS 5601RR, BRS 5804RR, BRS 6105RR e BRS 6203RR.

Frustrações climáticas limitam produtividade

Passados mais de 20 anos desde a chegada da soja transgênica no Brasil, com a liberação das primeiras lavouras no Rio Grande do Sul na safra 2003/2004, a média de produtividade cresce lentamente apesar dos avanços da biotecnologia. Enquanto a área de soja cresceu 127,7% no Brasil, a produtividade média brasileira (kg/ha) cresceu 55,4% (CONAB 2003/2004 a 2024/2025). Em 50 anos, as perdas de produtividade na soja devido à seca são estimadas em 280 milhões de toneladas ou US$ 152 bilhões.

O Rio Grande do Sul é o estado mais afetado, especialmente pela ocorrência de episódios de La Niña, cuja redução nas chuvas afeta o rendimento da soja.  Nos últimos 10 anos, as perdas representam 36,5 milhões de toneladas, um prejuízo estimado em US$ 18,95 bilhões.

Para minimizar o impacto das perdas devido à seca na soja, conheça o programa de Tecnologias para o Enfrentamento da Seca na Soja (Tess), disponível nas publicações da Embrapa.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Mercado de defensivo agrícola brasileiro e área potencial tratada aumentam 62% em cinco anos – MAIS SOJA

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A área potencial tratada com defensivos no Brasil aumentou 62,5% em cinco anos, da safra de 2020/21 para a de 2025/26, segundo a consultoria internacional Kynetec, De acordo com a consultoria, em valores, esse mercado cresceu 62,9% entre os dois períodos. No caso dos fertilizantes, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que o consumo subiu 20,3% de 2020 a 2025. Dados do IBGE apontam que, nesse intervalo, de 2020 a 2025, houve alta de 17,1% na área plantada adubada no país.

A área potencial tratada (PAT) é um indicador que mede o volume acumulado de aplicação de defensivos, multiplicando a área plantada pelo número de aplicações e pela quantidade de produtos utilizados no ciclo. Como uma mesma área pode receber diferentes produtos ou várias aplicações ao longo da safra, ela pode ser contabilizada mais de uma vez.

A PAT saiu de 1,6 bilhão de hectares em 2020/21 para chegar a 2,6 bilhões de hectares em 2025/26), conforme a Kynetec, movimentando R$ 61,4 bilhões em 20/21 e alcançando R$ 100 bilhões em 25/26. A área plantada adubada era de 85,4 milhões de hectares em 2020 e alcançou 100 milhões de hectares no ano passado, conforme o IBGE. A Anda divulgou que o consumo brasileiro de fertilizantes passou de 40,8 milhões de toneladas em 2020 para 49,1 milhão de toneladas no ano passado.

“Por trás de cada alimento que chega à mesa existe uma lavoura que precisou ser protegida. O crescimento da área tratada e adubada mostra que os insumos agrícolas são aliados fundamentais do produtor na missão de preservar o trabalho de quem produz e garantir que alimentos de qualidade continuem chegando, com segurança e regularidade, às famílias brasileiras e aos mercados de todo o mundo/’, afirma o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion.

Centurion comenta que os defensivos são infraestrutura essencial de proteção do campo brasileiro e os números refletem uma agricultura mais intensiva, tecnológica e exposta a desafios climáticos e fitossanitários. “O manejo eficiente é decisivo para preservar produtividade, reduzir perdas e garantir o abastecimento regular de alimentos, fibras e matérias-primas para o Brasil e o mercado internacional”, diz. Ele destaca a importância do Congresso Andav, maior feira mundial de distribuição de insumos agropecuários, que acontece em São Paulo, de 11 a 13 de agosto.

A Ascenza Brasil, empresa de proteção de cultivos especializada em engenharia de formulação e em Processo de Aprimoramento de Tecnologia (ETP – Enhance Technology Process na sigla em inglês), leva ao Congresso Andav deste ano soluções mais eficientes, estáveis e sustentáveis desenvolvidas para atender a agricultores brasileiros de todos os tamanhos e diferentes cultivos. A participação da empresa na feira tem como tema “Eu Visto a Camisa do Agro”, para destacar a importância do produtor e de parcerias para o desenvolvimento do setor.

No congresso Andav, a Ascenza Brasil vai promover networking, troca de experiências e celebrar a agricultura nacional no estande N100, com a realização de happy hour nos dois primeiros dias. Centurion comenta que a Andav é uma grande vitrine e participar do evento pelo segundo ano consecutivo representa a oportunidade de fortalecer o relacionamento com distribuidores, consultores, pesquisadores e produtores rurais.

A empresa investe em inovação com soluções pensadas para a realidade do campo brasileiro, como a combinação de ingredientes ativos já consagrados em produtos mais eficientes, estáveis e sustentáveis, como o Asbelto Pro e o Squad; proteção biológica e botânica como o Timorex Gold; e ativos aperfeiçoados para demandas específicas, como o regulador vegetal Biseto e o fungicida Medeiro WG. Esses produtos serão apresentados durante a feira.

Relacionamentos

A Ascenza Brasil, braço brasileiro da multinacional portuguesa líder de mercado em países da Europa, conta com a expertise de manter relacionamento de qualidade com produtores, técnicos e outros agentes do agronegócio, independentemente do tamanho da lavoura. As soluções da empresa são baseadas em programas fitossanitários modernos e tecnológicos, que permitem maior estabilidade da produção e segurança alimentar em um cenário agrícola cada vez mais desafiador.

A engenharia de formulação e o Processo de Aprimoramento de Tecnologia são de grande relevância em um mercado cada vez mais competitivo. A Ascenza investe no desenvolvimento de sistemas de proteção inteligentes e novas tecnologias de formulação capazes de aumentar a eficiência agronômica, prolongar a vida útil dos produtos e contribuir para o manejo da resistência. O conceito de inovação da companhia é fazer a molécula trabalhar melhor.

“A inovação faz parte do DNA da Ascenza. Oferecemos um portfólio pensado para proteger os cultivos, aumentar a produtividade e contribuir para que o produtor entregue alimentos de alta qualidade, especialmente nas culturas de hortifrúti, onde a excelência é determinante”, afirma Centurion.

Hortifrúti

No Brasil, a Ascenza consolidou-se como referência no segmento de hortifrúti ao combinar um portfólio robusto de soluções registradas para frutas e hortaliças, assistência técnica de alta especialização e tecnologias que ajudam os produtores a aumentar produtividade, qualidade e competitividade em um dos setores mais exigentes e delicados do agronegócio brasileiro. A empresa possui um portfólio desenvolvido para atender a culturas de alto valor agregado, como tomate, batata, cebola, uva, citros, morango, melão, melancia, manga, mamão, hortaliças folhosas e outras frutas e legumes.

A companhia atua em um mercado historicamente carente de soluções registradas, onde ampliou sua presença justamente oferecendo produtos registrados para esse nicho, reduzindo uma lacuna técnica do setor e desenvolvendo programas de manejo voltados para o controle eficiente de pragas e doenças, ajudando produtores a atender mercados internos e de exportação.

A Ascenza Brasil também investe em geração de conhecimento técnico, ampliando sua equipe, promovendo treinamentos, conteúdos, programas de manejo específicos para diferentes culturas hortifrutícolas e fortalecendo canais de distribuição. Em 2025, a empresa registrou crescimento de 18% nas vendas e continua ganhando participação de mercado.

O head da Ascenza Brasil destaca que o agronegócio brasileiro é um dos grandes motores da economia nacional e o segmento de hortifrúti ocupa um papel estratégico nesse cenário. “O Brasil conquistou reconhecimento mundial pela capacidade de produzir com tecnologia, eficiência e responsabilidade, e temos convicção de que esse protagonismo continuará crescendo nos próximos anos”, afirma.

Centurion diz que o futuro do agro passa pela adoção de soluções cada vez mais inovadoras, sustentáveis e eficientes, capazes de elevar a produtividade, preservar recursos naturais e atender consumidores e mercados que exigem alimentos de qualidade produzidos de forma responsável. “É nesse futuro que a Ascenza acredita e para o qual trabalha todos os dias”, garante.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Colheita do milho chega à metade da área em MS, aponta SIGA-MS – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou metade da área acompanhada pelo Projeto SIGA-MS em Mato Grosso do Sul. O índice representa um avanço importante das operações, mas ainda está 6,4 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/2025.

A Região Norte apresenta o maior percentual de área colhida, com 60,1%. Na sequência aparecem a região Centro, com 48,3%, e a Sul, com 47,4%. A área colhida é estimada em aproximadamente 1,08 milhão de hectares.

De acordo com o levantamento, as condições climáticas contribuíram para ritmos diferentes de colheita entre as regiões. No Norte e Nordeste, mesmo com chuvas irregulares, as operações tiveram maior continuidade. Já nas regiões Centro-Sul e Sul, precipitações entre 5 e 50 milímetros, além de ventos fortes e chuvas isoladas de granizo, provocaram interrupções e atrasos nos trabalhos.

Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige atenção do produtor principalmente diante das condições climáticas e da necessidade de retirar o milho do campo no ponto adequado.

“Apesar do atraso no ritmo da colheita em relação à safra passada, os primeiros resultados mostram um bom potencial produtivo. Neste momento, é importante acompanhar as condições das lavouras e aproveitar a janela adequada para avançar com a colheita, reduzindo a exposição do milho a eventos climáticos que podem comprometer produtividade e qualidade dos grãos.”

Os primeiros levantamentos apontam produtividades entre 65,1 e 174,9 sacas por hectare. Os resultados indicam que, de maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento das lavouras e mantêm perspectivas positivas para a produção estadual.

A estimativa do SIGA-MS para a segunda safra de milho aponta área cultivada de 2,206 milhões de hectares, produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas.

Em comparação com a safra anterior, a área cultivada representa aumento de 3%, enquanto a produtividade média esperada apresenta redução de 22,4%. Com isso, a produção projetada é 20,1% menor que a registrada na segunda safra de 2024/2025.

Atenção também para a próxima safra de soja

Enquanto a colheita do milho avança, os produtores já iniciaram algumas operações voltadas para a próxima safra de soja, como dessecação e manejo de plantas daninhas. O levantamento destaca a elevada presença de buva nas áreas monitoradas.

A umidade do solo tem favorecido a eficiência das aplicações, mas os produtores demonstram preocupação com o intervalo de segurança dos herbicidas e o início do plantio da soja.

O cenário climático também exige atenção. Segundo o boletim, a influência do El Niño pode favorecer a ocorrência de chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados de granizo. Por isso, a recomendação é realizar a colheita assim que as lavouras atingirem o ponto ideal de maturação, reduzindo o tempo de exposição do milho no campo e os riscos de perdas de produtividade e qualidade.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Agronegócio gaúcho registra alta de 13,1% nas exportações em julho – MAIS SOJA

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O agronegócio gaúcho manteve seu protagonismo na balança comercial do Estado em julho de 2026, consolidando um desempenho positivo em valor e volume na comparação interanual. Segundo relatório da Assessoria Econômica da Farsul, o valor exportado pelo setor atingiu US$ 1,39 bilhão, um crescimento de 13,1% em relação a julho de 2025.

O resultado do mês foi sustentado, majoritariamente, pelo desempenho do complexo soja – que abrange grãos, óleo e farelo – e pela recuperação nas exportações de carne de frango in natura. Enquanto o valor exportado subiu 13,1%, o volume embarcado avançou 21,7%, totalizando 1,96 milhão de toneladas. Esse indicador de volume superior ao valor aponta uma expansão focada em escala física, com uma leve redução no valor médio por tonelada no período.

Destaques e vetores de mercado

O complexo soja foi o principal motor de julho, com alta de 67,7% em valor e 44,8% em volume, impulsionado por uma demanda chinesa firme pela soja em grãos e pela forte necessidade indiana por óleos vegetais, o que elevou drasticamente as exportações de óleo de soja em bruto.

No setor de proteínas animais, a carne de frango in natura também se destacou, crescendo 39,8% em valor e 25,5% em volume. O dado reflete um cenário de normalização de mercado após os desafios sanitários enfrentados no ano anterior. Já a carne bovina, embora tenha registrado queda pontual em julho devido à aproximação do limite de cota chinesa e ao redirecionamento de embarques, mantém um crescimento sólido de 27,7% no acumulado do ano.

Por outro lado, o setor de fumo não manufaturado manteve-se como o principal limitador do desempenho mensal, enfrentando um mercado global mais abastecido e competitivo, com o aumento da oferta por parte de concorrentes internacionais, especialmente países africanos.

Destinos e Cenário Acumulado

A Ásia, excluindo o Oriente Médio, reafirmou sua posição como o principal destino dos produtos gaúchos, absorvendo US$ 714,2 milhões. A China permanece como o parceiro comercial líder, responsável por 31,7% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em julho.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, as exportações do setor somam US$ 8,24 bilhões, um avanço de 9,2% frente ao mesmo período de 2025. “O acumulado de 2026 confirma uma pauta sustentada por soja e proteínas, evidenciando a força do agronegócio como base da economia gaúcha, mesmo diante dos desafios de competitividade em setores específicos como o fumo”, aponta a análise da Farsul.

Confira o relatorio completo

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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