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Preços de soja firmes nesta quarta-feira; saiba as cotações por região

O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços firmes nesta quarta-feira, com suporte vindo da valorização na Bolsa de Chicago e da leve alta do dólar. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário favoreceu a realização de bons volumes de negócios, principalmente nos portos, com alguns ajustes no interior.
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Os prêmios tiveram variações pontuais e, segundo Silveira, os preços no interior já operam acima da paridade, o que estimula o produtor a vender.
Confira as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 132,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 133,00
- Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 137,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
- Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta, impulsionados por uma cobertura de posições vendidas e pela expectativa de aumento da demanda externa, após anúncio de acordo comercial entre Estados Unidos e Indonésia. O presidente Donald Trump anunciou tarifa de 19% para produtos importados da Indonésia, enquanto os produtos norte-americanos ficariam isentos, favorecendo o escoamento da soja dos EUA.
Além disso, exportadores privados informaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para 2025/26. O relatório de esmagamento de junho veio levemente acima das expectativas, reforçando o sentimento positivo.
Contratos futuros de soja
O contrato agosto da soja em grão fechou a US$ 10,13 1/2 por bushel, alta de 18,50 centavos (1,87%). A posição novembro subiu 18,75 centavos (1,87%), encerrando a US$ 10,20 1/2 por bushel. No farelo, agosto fechou com valorização de US$ 3,10 (1,16%), a US$ 268,40 por tonelada. O óleo de soja para agosto subiu 0,26 centavo (0,47%), a 54,82 centavos de dólar por libra-peso.
Dólar
O dólar comercial fechou com leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,5609 para venda e R$ 5,5589 para compra. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre R$ 5,5408 e R$ 5,5943.
Agro Mato Grosso
Etanol hidratado mantém estabilidade em março, com compradores à espera da nova safra MT

Os preços do etanol hidratado estiveram praticamente estáveis no mercado spot do estado de São Paulo ao longo de março. Os indicadores semanais CEPEA/ESALQ do hidratado fecharam na casa dos R$ 2,90 por litro, registrando apenas pequenas variações no período.
Oferta restrita, mas comprador cauteloso
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora a disponibilidade de biocombustível esteja menor neste período de entressafra e algumas usinas tenham tentado elevar os valores de venda, os compradores seguiram cautelosos nas aquisições, aguardando a entrada de produto da nova temporada (2026/27) .
Moagem já começou, mas chuvas atrapalham
Acompanhamento do Cepea mostra que algumas usinas da região Centro-Sul já iniciaram as atividades envolvendo a nova safra. No entanto, as chuvas estão atrapalhando o andamento neste início de moagem em São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás, o que pode impactar o ritmo de oferta nas próximas semanas.
Petróleo no radar
Além do clima no Brasil, o setor sucroenergético nacional também está atento ao cenário externo. O elevado patamar de preço do petróleo, que impulsiona os valores da gasolina, pode gerar aumento da demanda por etanol, influenciando a dinâmica de preços do biocombustível nas próximas semanas.
O mercado segue monitorando as condições climáticas para a moagem e os desdobramentos geopolíticos que afetam o preço do petróleo, fatores determinantes para a evolução dos preços do etanol.
Agro Mato Grosso
Fretes sobem com avanço da soja e pressão logística no país, aponta Conab

Alta nas exportações, chuvas e expectativa de safra recorde mantêm custos de transporte em elevação, especialmente em Mato Grosso
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para risco jurídico em uso de dados ambientais como critério para crédito rural

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um ofício acompanhado de Nota Técnica em que alerta para riscos jurídicos, institucionais e econômicos relacionados ao uso automático de dados do PRODES/INPE como critério impeditivo para a concessão de crédito rural.
O documento foi direcionado ao presidente da FPA, Pedro Lupion, e aponta que mudanças recentes no Manual de Crédito Rural, especialmente após a Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional (CMN), teriam criado um cenário de insegurança jurídica no campo. Segundo a entidade, o impacto potencial pode atingir mais de 18 milhões de hectares, sem a observância de garantias constitucionais dos produtores.
A principal crítica recai sobre o uso do PRODES — sistema de monitoramento ambiental — como mecanismo automático para restringir o acesso ao crédito. A Aprosoja MT argumenta que, embora a ferramenta tenha relevância técnica, ela não possui natureza sancionatória nem estrutura de processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e instâncias recursais.
Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, a medida representa um desvio de finalidade. “Estamos diante de uma inversão perigosa. Um instrumento técnico, que foi criado para leitura macroterritorial, passa a produzir efeitos diretos sobre a vida do produtor, sem qualquer garantia de defesa”, afirmou.
Outro ponto destacado é o alcance da penalização. De acordo com a nota técnica, a norma não limita os efeitos à área específica onde teria ocorrido eventual irregularidade ambiental, permitindo que toda a operação de crédito seja comprometida. Isso pode resultar em perda de subvenções, aumento de juros e até vencimento antecipado de contratos.
A entidade também sustenta que a medida representa extrapolação do poder regulamentar do CMN, ao interferir diretamente na política agrícola nacional, que, conforme a Constituição, deve ser construída com participação do setor produtivo.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, reforçou a necessidade de debate institucional. “A política agrícola não pode ser redesenhada por resolução. O crédito rural é um instrumento constitucional essencial para a produção de alimentos e o desenvolvimento regional”, destacou.
Diante do cenário, a entidade solicitou atuação da FPA junto ao CMN e a avaliação de medidas legislativas para corrigir o que considera distorções na norma. Além disso, informou que mantém um canal de suporte técnico para orientar produtores que enfrentarem restrições indevidas ao crédito com base em dados do PRODES.
Ao final, Luiz Pedro Bier ressaltou a necessidade de equilíbrio entre preservação ambiental e segurança jurídica. Segundo ele, a proteção ao meio ambiente deve respeitar os princípios constitucionais, sem comprometer direitos dos produtores ou gerar instabilidade no setor agropecuário.
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