Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para risco jurídico em uso de dados ambientais como critério para crédito rural

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um ofício acompanhado de Nota Técnica em que alerta para riscos jurídicos, institucionais e econômicos relacionados ao uso automático de dados do PRODES/INPE como critério impeditivo para a concessão de crédito rural.
O documento foi direcionado ao presidente da FPA, Pedro Lupion, e aponta que mudanças recentes no Manual de Crédito Rural, especialmente após a Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional (CMN), teriam criado um cenário de insegurança jurídica no campo. Segundo a entidade, o impacto potencial pode atingir mais de 18 milhões de hectares, sem a observância de garantias constitucionais dos produtores.
A principal crítica recai sobre o uso do PRODES — sistema de monitoramento ambiental — como mecanismo automático para restringir o acesso ao crédito. A Aprosoja MT argumenta que, embora a ferramenta tenha relevância técnica, ela não possui natureza sancionatória nem estrutura de processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e instâncias recursais.
Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, a medida representa um desvio de finalidade. “Estamos diante de uma inversão perigosa. Um instrumento técnico, que foi criado para leitura macroterritorial, passa a produzir efeitos diretos sobre a vida do produtor, sem qualquer garantia de defesa”, afirmou.
Outro ponto destacado é o alcance da penalização. De acordo com a nota técnica, a norma não limita os efeitos à área específica onde teria ocorrido eventual irregularidade ambiental, permitindo que toda a operação de crédito seja comprometida. Isso pode resultar em perda de subvenções, aumento de juros e até vencimento antecipado de contratos.
A entidade também sustenta que a medida representa extrapolação do poder regulamentar do CMN, ao interferir diretamente na política agrícola nacional, que, conforme a Constituição, deve ser construída com participação do setor produtivo.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, reforçou a necessidade de debate institucional. “A política agrícola não pode ser redesenhada por resolução. O crédito rural é um instrumento constitucional essencial para a produção de alimentos e o desenvolvimento regional”, destacou.
Diante do cenário, a entidade solicitou atuação da FPA junto ao CMN e a avaliação de medidas legislativas para corrigir o que considera distorções na norma. Além disso, informou que mantém um canal de suporte técnico para orientar produtores que enfrentarem restrições indevidas ao crédito com base em dados do PRODES.
Ao final, Luiz Pedro Bier ressaltou a necessidade de equilíbrio entre preservação ambiental e segurança jurídica. Segundo ele, a proteção ao meio ambiente deve respeitar os princípios constitucionais, sem comprometer direitos dos produtores ou gerar instabilidade no setor agropecuário.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).
Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.
“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.
Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.
Rei do Rio
Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.
Lei do Transporte Zero
Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.
- Cachara
- Caparari
- Dourado
- Jaú
- Matrinchã
- Pintado/Surubin
- Piraíba
- Piraputanga
- Pirara
- Pirarucu
- Trairão
- Tucunaré
🎣 Quem pode pescar?
- Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
- Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Agro Mato Grosso
Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.
A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.
A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.
Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.
É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.
Agro Mato Grosso
Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

Segundo estimativa calculada pelo professor Maicon Marinho Vieira Araújo, da UFMT, a projeção para a safra 2025/26 de soja em Mato Grosso geraria uma fila de caminhões com cerca de 31 mil km.
A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso, a maior produção de soja da história, seria de capaz encher 1 milhão de cargas de caminhão e dar cerca de sete voltas no país, conforme cálculo feito pelo professor de Engenharia Agrícola Maicon Marinho Vieira Araújo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). (entenda os números abaixo).
O estado produziu cerca de 51,6 milhões de toneladas e manteve a liderança nacional de produção da oleaginosa, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Maicon apresentou como os números da produção de soja em Mato Grosso podem ser convertidos em uma dimensão logística de forma hipotética.
“Se considerarmos as 51,6 milhões de toneladas de soja produzidas em Mato Grosso distribuídas em caminhões com cargas de até 50 toneladas, seriam necessárias pouco mais de 1 milhão de viagens para o transporte desse volume”, calculou.
Segundo ele, a conversão pode ser representada em uma divisão simples.
- 51,6 toneladas ÷ 50 toneladas = 1.032.000 km
🚚 A volta ao Brasil
O professor destacou que caminhões com carga de até 30 metros de comprimento, se enfileirados, gerariam uma fila única com cerca de 31 mil quilômetros de extensão. Ele também considerou para a esquematização a distância de norte a sul do Brasil, de 4.394 km.
Na prática, usamos a fórmula para representar a extensão de uma fila única de cargas de caminhão capaz de gerar uma distância suficiente para atravessar o país de norte a sul em sete vezes”, detalhou.
- 1.032.000 × 30 m = 30.960.000 m
- 30.960 ÷ 4.394 = 7, 05 voltas

Produção da safra de soja em MT foi estimada em mais de 51,6 milhões de toneladas
🌾 Destaque de produção
A safra 2025/26 de 51,56 milhões de toneladas representou papel de destaque para Mato Grosso na produção brasileira de soja. Segundo a coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, esse número é responsável por 28,57% da produção nacional.
“O volume reforça a importância de Mato Grosso para o cenário brasileiro, que atualmente, é o maior produtor mundial de soja”, ressaltou.
Ela ressaltou que, no mercado externo, a relevância do estado é ainda maior. Mato Grosso é responsável por 34% das exportações brasileiras de soja, com cerca de 28 milhões de toneladas embarcadas e reafirma a posição do país como um gigante exportador.
Entre janeiro e julho de 2026, o estado respondeu por 34% das exportações do Brasil. A China foi o principal destino, com 17 milhões de toneladas. Ou seja, além de liderar a produção nacional, Mato Grosso também exerceu papel estratégico no abastecimento do mercado de soja global.
🌀 Super El Niño apresenta riscos à safra
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou, em junho, a previsão de permanência do fenômeno El Niño até o início de 2027. Com possibilidade de chuvas irregulares, temperaturas elevadas e menor umidade do solo, os custos maiores e as condições climáticas adversas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.
De acordo com dados do Imea para a projeção da safra de soja 2026/27, a produção de soja do estado deve recuar 5,43% em relação à safra anterior, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e gestão de riscos por parte dos produtores.
Veja a tabela de projeção da produção de soja em Mato Grosso para as safras 2025/26 e 2026/27.
Tabela de comparação da safra de soja em MT
| Safra | Estimativa de Produção | Estado/Âmbito |
| Safra 25/26 | 51,6 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
| Safra 26/27 | 48,8 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
*Sob supervisão de Kessillen Lopes
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