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Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou baixo dos US$ 4 bushel para o contrato de setembro – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/07

Chicago: A cotação de setembro do milho em Chicago, referência para a nossa safrinha, fechou em baixa de -1,36% ou $ -5,50 cents/bushel a $ 398,00. A cotação para dezembro fechou em baixa de -1,54% ou $ -6,50 cents/bushel a $ 414,25.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. Assim como os demais grãos, a nova rodada de ameaças tarifarias, com possíveis 25% para grandes compradores de milho, como Japão e Coreia do Sul, adicionou uma pressão extra aos fatores sazonais. Os produtores americanos vão depender de um bom volume de exportação para a colheita recorde que se aproxima. Neste sentido, o USDA elevou 1 ponto. percentual, as lavouras em boa/excelente qualidade, superando o ano anterior e a média histórica para o período.

Assim como na soja, o mercado ignorou, pelo segundo dia consecutivo, uma grande venda extra de 112 mil toneladas de milho para o México. Com isso a cotação de setembro, a primeira disponível para negociação rompeu a linha de suporte dos US$ 4 bushel.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em alta com atraso na colheita brasileira

Os principais contratos de milho encerraram em alta nesta terça-feira. As cotações da B3 fecharam na contramão de Chicago e do dólar, registrando bons ganhos nas contações mais curtas. O movimento veio pelo lento avenço da colheita da safrinha. Segundo a Conab, em dados divulgados na segunda-feira, após o fechamento do mercado, 27,7% a área apta foi colhida ante 39,5% da média histórica. Vale o alerta que o atraso também é registrado no programa de exportação brasileiro, que cada vez mais se aproxima do momento de maior competitividade de preço com o grão americano.

Conforme o avanço da colheita se consolide, a pressão sobre os preços pode aumentar, e em um curto período.

OS FECHAMENTOS DO DIA 08/07

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 62,24, apresentando alta de R$ 0,63 no dia e baixa de R$ -0,74 na semana; setembro/25 fechou a R$ 62,45, alta de R$ 0,51 no dia e alta de R$ 0,88 na semana; o vencimento novembro/25 fechou a R$ 66,59, alta de R$ 0,37 no dia e alta de R$ 0,56 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
PIORA NAS RELAÇÕES COM COMPRADORES IMPORTANTES (baixista)

Os preços do milho fecharam novamente em baixa em Chicago, como resultado da tensão gerada pela falta de acordos entre os EUA e compradores de commodities agrícolas americanas, como Japão e Coreia do Sul, países muito importantes para a demanda por milho, aos quais o governo Trump decidiu aplicar tarifas recíprocas de 25% a partir de 1º de agosto, após não conseguir alcançar os acordos esperados.

TRUMP PÕE MAIS ÁGUA NA FOGUEIRA (baixista)

Em sua conta ativa no Truth Social, Trump escreveu hoje: “De acordo com cartas enviadas ontem a vários países, além das cartas que serão enviadas hoje, amanhã e nos próximos dias, as tarifas começarão a ser pagas em 1º de agosto de 2025. Não houve alterações nesta data, nem haverá. Em outras palavras, todos os valores serão devidos a partir de 1º de agosto de 2025. Nenhuma extensão será concedida. Obrigado pela atenção!” Além de os fatos não condizerem com esse tipo de anúncio oficial, as palavras ditas ou escritas pelo presidente acentuam a incerteza. Vale acrescentar que, segundo Trump, “uma carta significa um acordo”. Claro, esse acordo é unilateral.

OS MESES PASSAM E NADA SE RESOLVE (baixista)

Para acirrar ainda mais as tensões com os países que ainda esperam chegar a um acordo — agora, antes de 1º de agosto — Trump ameaçou hoje impor uma tarifa de 50% sobre as importações de cobre, o mesmo nível imposto ao aço e ao alumínio desde 4 de junho, e até 200% sobre as importações de produtos farmacêuticos. Assim, os meses passam e nada se resolve; pelo contrário, piora.

EUA-BOA CONDIÇÃO DAS LAVOURAS

O outro fator significativo de baixa foi a boa condição das safras americanas. Nesse sentido, o USDA elevou ontem a proporção de milho em boas/excelentes condições de 73% para 74%, número que superou os 68% no mesmo período do ano passado e a média de 73% prevista pelos produtores do setor privado. Ele acrescentou que 18% do milho é polinizado, em comparação com 8% na semana anterior; 22% no mesmo período em 2024; e a média de 15%. E que 3% das plantas estão no estágio de grão leitoso, em comparação com 3% há um ano e a média de 2%.

EUA-SAFRA RECORDE, MAS SEM COMPRADORES (baixista)

Em relação às culturas, e particularmente ao milho, que nos Estados Unidos prevê uma colheita recorde de quase 402 milhões de toneladas, há um debate entre os operadores americanos depois que um executivo da StoneX publicou ontem um modelo preditivo que indicava uma produtividade média de 11731 quilos por hectare para culturas forrageiras, muito superior à projeção do USDA de 11361 quilos por hectare.

EUA-AUMENTO DA CONFUSÃO-SEM UM DÓLAR DE RISCO CLIMÁTICO (baixista)

Diante desses dados e da confusão que eles podem gerar em um setor que prospera com a especulação sobre cenários futuros, outros operadores, mais cautelosos, sugeriram que não só é muito cedo para presumir que qualquer número específico seja plausível, mas também que a condição das plantas é muito heterogênea em todo o Centro-Oeste. O fato é que as condições ambientais atuais são propícias ao bom desenvolvimento das plantas e que os preços não têm um único dólar de prêmio de risco climático.

BRASIL-PRODUÇÃO ABUNDANTE (baixista para CBOT, altista para o Brasil)

Enquanto isso, no Brasil, a Conab divulgou ontem o avanço da colheita do milho safrinha em 27,7% da área apta, ante 17% na semana anterior; 61,1% na mesma época em 2024; e a média de 39,5% dos últimos cinco anos. Os trabalhos avançam mais lentamente do que o esperado, mas o mercado em breve começará a sentir a presença do novo — e abundante — grão no circuito comercial.

EUA-NOVA VENDA PARA O MÉXICO (altista)

Em seus relatórios diários, o USDA confirmou uma nova venda de milho americano 2025/2026 para o México, por 112.776 toneladas.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Preços do milho avançam em agosto no Brasil, com demanda externa aquecida – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho vai chegando ao final de agosto com cotações mais altas. De acordo com a Safras Consultoria, a demanda mais firme voltada ao cenário internacional e a retenção de oferta por parte dos produtores, em meio a uma procura mais firme pelos consumidores, contribuíram para o avanço nos preços.

De modo geral no cenário doméstico as negociações evoluíram muito pouco ao longo do mês, com os produtores acreditando que as cotações possam subir mais à frente. A colheita da safrinha está praticamente concluída no Brasil e o ritmo de negócios tende a ser ditado pelos produtores. Os consumidores, por sua vez, estão mais ativos nas consultas por lotes, mas efetivamente seguem avançando nas compras apenas de forma pontual, em meio ao cenário de preços elevados dos fretes para deslocamento do cereal a grandes distâncias.

Nas exportações, apesar do dólar seguir operando na casa de R$ 5,40, os negócios seguem avançando. Os line-ups, a programação de embarques dos portos brasileiros, aponta que poderão ser embarcados volumes próximos de oito milhões de toneladas de milho até o final de agosto, com uma expectativa de que em setembro o país possa exportar quatro milhões de toneladas.

No cenário internacional, o mês de agosto foi marcado por grandes oscilações de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Fatores conflitantes para um direcionamento das cotações, como a demanda aquecida para o cereal norte-americano e a expectativa de uma grande safra no país estiveram no radar do mercado.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 62,42 no dia 28 de agosto, alta de 1,82% frente aos R$ 61,30 registrados no fechamento de julho. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 60,00, avanço de 2,56% frente aos R$ 58,50 praticados no encerramento do mês passado.

Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 66,00, baixa de 1,49% frente aos R$ 67,00 registrados no fim de julho. Na região da Mogiana paulista, o cereal se manteve em R$ 60,00 ao longo do mês.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 57,00, inalterada ante o fechamento do mês passado. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 71,00, aumento de 1,43% frente aos R$ 70,00 do final do mês anterior.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca subiu 5,00% na semana, de R$ 60,00 para R$ 63,00. Já em Rio Verde, Goiás, a saca seguiu em R$ 55,00.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,010 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 63,178 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 4,960 milhões de toneladas, com média de 310,027 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 203,80.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 18,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,5% na quantidade média diária exportada e valorização de 5,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Arno Baasch / Safras News



 

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Sustentabilidade

Mercado interno do trigo encerra agosto com baixa liquidez, entre concorrência externa e resistência de agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou agosto com baixa liquidez e negociações pontuais. O mês foi marcado pela concorrência do cereal importado e pela resistência dos produtores em aceitar os preços ofertados pelos moinhos.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a falta de liquidez esteve ligada à “combinação de oferta interna limitada e forte concorrência do trigo importado”. Apesar da menor disponibilidade de trigo nacional, os vendedores enfrentaram dificuldades para elevar as pedidas, devido à atratividade dos preços externos, favorecidos pelo câmbio.

No levantamento de julho, consolidado em agosto, as importações somaram 7,22 milhões de toneladas (alta de 32% sobre o ciclo anterior), enquanto as exportações caíram para 2 milhões de toneladas (queda de 29%). O déficit da balança comercial cresceu para 5,214 milhões de toneladas, equivalente a 98%, destacou Bento.

No mercado interno, os preços oscilaram pouco ao longo do mês.

Paraná: indicações de R$ 1.450/tonelada para safra velha (CIF moinhos) e entre R$ 1.300-1.350/tonelada para safra nova.

Rio Grande do Sul: moinhos ofertaram entre R$ 1.250-1.280/tonelada (FOB interior), enquanto produtores pediram até R$ 1.350. Negócios pontuais ocorreram em torno de R$ 1.280.

Mato Grosso do Sul: ofertas de safra nova variaram de R$ 1.300 a R$ 1.400/tonelada, enquanto trigo paraguaio chegou a cerca de R$ 1.400/tonelada ao câmbio atual.

Bento ressaltou que a paridade de importação seguiu como principal referência de preços, reforçada pela ampla oferta da Argentina e de outros grandes exportadores. A boa disponibilidade externa manteve os moinhos abastecidos e reduziu a urgência por compras domésticas.

O cenário internacional também exerceu forte influência. O dólar variou entre R$ 5,40 e R$ 5,50, mas não foi suficiente para compensar a pressão das cotações externas, em meio à expectativa de safra mundial recorde e à forte colheita de milho. “Esse trigo terá que competir com uma safra de milho que deve superar as expectativas iniciais, já altas”, explicou o analista.

No campo, agosto foi marcado pela preocupação com o clima. Geadas atingiram lavouras no Paraná e em São Paulo, mas, até o fim do mês, não havia contabilização oficial de perdas relevantes. No Rio Grande do Sul, o plantio atrasado resultou em desenvolvimento mais lento, embora as condições climáticas tenham sido favoráveis.

No Paraguai, entretanto, as geadas devem reduzir a produção entre 200 mil e 250 mil toneladas, o que impacta o Brasil, já que o país exportou 709 mil toneladas na temporada 2024/25.

Emater/RS

De acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (28), na última semana, houve chuva forte e retorno do frio intenso ao Rio Grande do Sul. As precipitações do período ocorreram de forma irregular no Estado, acumulando volumes elevados na Região Sul, que causaram danos em algumas áreas.

No Noroeste e no Planalto, onde se localiza a maior extensão de cultivo de trigo, as chuvas foram moderadas, sem provocar prejuízos ao desenvolvimento das lavouras.

De modo geral, as operações de pulverização foram interrompidas devido ao excesso de umidade no solo, para evitar compactação e danos às plantas. Os produtores seguem monitorando pragas e doenças, e devem retomar as aplicações de fungicidas, assim que melhorarem as condições de trânsito nas lavouras.

Atualmente, os cultivos apresentam a seguinte distribuição fenológica: 82% em fase vegetativa; 15% em floração; e 3% em enchimento de grãos. Em relação às condições de desenvolvimento, de modo geral, o vigor vegetativo e a sanidade das plantas estão satisfatórios com expectativa positiva de rendimento.

Contudo, ainda há preocupação por parte dos produtores com a ocorrência de doenças fúngicas em áreas de maior umidade e no período crítico de floração. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

Deral

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal de agosto, que a safra 2025 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 2,624 milhões de toneladas, 13% acima das 2,324 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024.

A área cultivada deve ficar em 820,4 mil hectares, contra 1,106 milhão de hectares em 2025, baixa de 26%. A produtividade média é estimada em 3.204 quilos por hectare, acima dos 2.139 quilos por hectare registrados na temporada 2024.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

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Sustentabilidade

vem chuva por aí! Confira como fica o tempo no começo de setembro

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O final de semana terá tempo firme na maior parte das áreas produtoras de soja do país. No entanto, de domingo (31) para segunda-feira (1º), estão previstos temporais no Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, com risco de granizo e rajadas de vento fortes. Apesar disso, não se esperam chuvas volumosas que possam impactar o plantio de soja.

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No município de Sinop, em Mato Grosso, a previsão indica que as chuvas só começarão a se intensificar na última semana de setembro e início de outubro. Por isso, mesmo com a liberação do plantio a partir do dia 7, os produtores devem aguardar para não comprometer a germinação das sementes devido ao tempo quente e seco.

Em Primavera do Leste, também em Mato Grosso, a chuva deve chegar entre os dias 20 e 25 de setembro, reforçando a orientação para que o plantio seja iniciado somente no final do mês ou início de outubro.

No Centro-Oeste, de 4 a 8 de setembro, Rondônia poderá registrar volumes próximos de 50 mm, beneficiando a reposição hídrica do solo. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ultrapassar 200 mm, configurando uma semana muito úmida, mas garantindo boa reserva de água para o início da semeadura em outubro.

O tempo entre 9 a 13 de setembro

Entre os dias 9 e 13 de setembro, algumas pancadas de chuva atingem o Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e norte do Paraná, mas os volumes devem ser baixos, entre 10 e 15 mm. Chuvas mais significativas, acima de 50 a 100 mm na semana, são esperadas apenas a partir de outubro na região Centro-Oeste.

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