Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve manter postura cautelosa e lentidão nos negócios – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira de lentidão nas negociações. A cautela deve seguir presente, tendo em vista que os principais formadores de preço operam em posições contrárias: a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar sobe frente ao real. O lento avanço da colheita da safrinha, por fim, também contribui para este quadro travado.
O mercado brasileiro de milho esteve travado nesta terça-feira, com consumidores e produtores atuando com cautela nas negociações. Os consumidores apostam em continuidade no movimento de queda com ingresso de maior volume de oferta no mercado em breve, com a colheita da safrinha. Por outro lado, os produtores diminuíram a fixação de oferta em algumas localidades, como no Paraná e São Paulo.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/68,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 56,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 64,00/66,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 67,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 47,00/52,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 48,00/52,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em setembro estão cotados a US$ 3,97 3/4 por bushel, baixa de 0,25 centavo de dólar, ou 0,06%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado acumula perdas pelo terceiro pregão seguido, em meio ao aumento das incertezas comerciais ligadas à política tarifária dos Estados Unidos e às previsões de clima favorável no país. O cereal já vinha sendo influenciado negativamente pelas projeções de uma safra abundante nos EUA e pela ampla oferta oriunda do Brasil.
* O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua ofensiva comercial nesta semana ao anunciar uma tarifa de 50% sobre o cobre importado e a imposição de tarifas sobre produtos de 14 países. Trump afirmou que novos anúncios tarifários serão feitos nesta quarta-feira (09). Em publicação na rede Truth Social, ele adiantou que ao menos sete países serão citados pela manhã, com mais medidas previstas para a tarde.
* Ontem (7), os contratos com entrega em setembro de 2025 fecharam com baixa de 5,50 centavos, ou 1,36%, cotados a US$ 3,98 por bushel. Os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com recuo de 6,50 centavos, ou 1,54%, cotados a US$ 4,14 1/4 por bushel.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera em alta de 0,51%, cotado a R$ 5,4731. O Dollar Index registra valorização de 0,08% a 97,60 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, -0,13%. Japão, +0,33%.
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, +1,31%. Frankfurt, +1,21%. Londres, +0,22%.
* O petróleo opera com preços mais altos. Agosto do WTI em NY: US$ 68,41 o barril (+0,11%)
AGENDA
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
– EUA: A ata da reunião dos dias 17 e 18 de junho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) será publicada às 15h pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
– Japão: A leitura do índice de preços ao produtor de junho será publicada às 20h50 pelo BOJ.
—–Quinta-feira (10/07)
– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e o INPC referentes a junho.
– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a junho.
– Atualização da safra brasileira de grãos em 2024/25 – Conab, 9h.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (11/07)
– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 3h pelo Destatis.
– Reino Unido: A leitura mensal do PIB de maio será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: A leitura da produção industrial de maio será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: O saldo da balança comercial de maio será publicado às 3h pelo departamento de estatísticas.
– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 4h pela AIE.
– Relatório de oferta e demanda mundial e norte-americana de grãos – USDA/Wasde, 13h.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
– China: O saldo da balança comercial de junho será publicado à meia-noite de sábado pela alfândega.
Fonte: Pedro Carneiro / Safras News
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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