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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou baixo dos US$ 4 bushel para o contrato de setembro – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/07

Chicago: A cotação de setembro do milho em Chicago, referência para a nossa safrinha, fechou em baixa de -1,36% ou $ -5,50 cents/bushel a $ 398,00. A cotação para dezembro fechou em baixa de -1,54% ou $ -6,50 cents/bushel a $ 414,25.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. Assim como os demais grãos, a nova rodada de ameaças tarifarias, com possíveis 25% para grandes compradores de milho, como Japão e Coreia do Sul, adicionou uma pressão extra aos fatores sazonais. Os produtores americanos vão depender de um bom volume de exportação para a colheita recorde que se aproxima. Neste sentido, o USDA elevou 1 ponto. percentual, as lavouras em boa/excelente qualidade, superando o ano anterior e a média histórica para o período.

Assim como na soja, o mercado ignorou, pelo segundo dia consecutivo, uma grande venda extra de 112 mil toneladas de milho para o México. Com isso a cotação de setembro, a primeira disponível para negociação rompeu a linha de suporte dos US$ 4 bushel.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em alta com atraso na colheita brasileira

Os principais contratos de milho encerraram em alta nesta terça-feira. As cotações da B3 fecharam na contramão de Chicago e do dólar, registrando bons ganhos nas contações mais curtas. O movimento veio pelo lento avenço da colheita da safrinha. Segundo a Conab, em dados divulgados na segunda-feira, após o fechamento do mercado, 27,7% a área apta foi colhida ante 39,5% da média histórica. Vale o alerta que o atraso também é registrado no programa de exportação brasileiro, que cada vez mais se aproxima do momento de maior competitividade de preço com o grão americano.

Conforme o avanço da colheita se consolide, a pressão sobre os preços pode aumentar, e em um curto período.

OS FECHAMENTOS DO DIA 08/07

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 62,24, apresentando alta de R$ 0,63 no dia e baixa de R$ -0,74 na semana; setembro/25 fechou a R$ 62,45, alta de R$ 0,51 no dia e alta de R$ 0,88 na semana; o vencimento novembro/25 fechou a R$ 66,59, alta de R$ 0,37 no dia e alta de R$ 0,56 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
PIORA NAS RELAÇÕES COM COMPRADORES IMPORTANTES (baixista)

Os preços do milho fecharam novamente em baixa em Chicago, como resultado da tensão gerada pela falta de acordos entre os EUA e compradores de commodities agrícolas americanas, como Japão e Coreia do Sul, países muito importantes para a demanda por milho, aos quais o governo Trump decidiu aplicar tarifas recíprocas de 25% a partir de 1º de agosto, após não conseguir alcançar os acordos esperados.

TRUMP PÕE MAIS ÁGUA NA FOGUEIRA (baixista)

Em sua conta ativa no Truth Social, Trump escreveu hoje: “De acordo com cartas enviadas ontem a vários países, além das cartas que serão enviadas hoje, amanhã e nos próximos dias, as tarifas começarão a ser pagas em 1º de agosto de 2025. Não houve alterações nesta data, nem haverá. Em outras palavras, todos os valores serão devidos a partir de 1º de agosto de 2025. Nenhuma extensão será concedida. Obrigado pela atenção!” Além de os fatos não condizerem com esse tipo de anúncio oficial, as palavras ditas ou escritas pelo presidente acentuam a incerteza. Vale acrescentar que, segundo Trump, “uma carta significa um acordo”. Claro, esse acordo é unilateral.

OS MESES PASSAM E NADA SE RESOLVE (baixista)

Para acirrar ainda mais as tensões com os países que ainda esperam chegar a um acordo — agora, antes de 1º de agosto — Trump ameaçou hoje impor uma tarifa de 50% sobre as importações de cobre, o mesmo nível imposto ao aço e ao alumínio desde 4 de junho, e até 200% sobre as importações de produtos farmacêuticos. Assim, os meses passam e nada se resolve; pelo contrário, piora.

EUA-BOA CONDIÇÃO DAS LAVOURAS

O outro fator significativo de baixa foi a boa condição das safras americanas. Nesse sentido, o USDA elevou ontem a proporção de milho em boas/excelentes condições de 73% para 74%, número que superou os 68% no mesmo período do ano passado e a média de 73% prevista pelos produtores do setor privado. Ele acrescentou que 18% do milho é polinizado, em comparação com 8% na semana anterior; 22% no mesmo período em 2024; e a média de 15%. E que 3% das plantas estão no estágio de grão leitoso, em comparação com 3% há um ano e a média de 2%.

EUA-SAFRA RECORDE, MAS SEM COMPRADORES (baixista)

Em relação às culturas, e particularmente ao milho, que nos Estados Unidos prevê uma colheita recorde de quase 402 milhões de toneladas, há um debate entre os operadores americanos depois que um executivo da StoneX publicou ontem um modelo preditivo que indicava uma produtividade média de 11731 quilos por hectare para culturas forrageiras, muito superior à projeção do USDA de 11361 quilos por hectare.

EUA-AUMENTO DA CONFUSÃO-SEM UM DÓLAR DE RISCO CLIMÁTICO (baixista)

Diante desses dados e da confusão que eles podem gerar em um setor que prospera com a especulação sobre cenários futuros, outros operadores, mais cautelosos, sugeriram que não só é muito cedo para presumir que qualquer número específico seja plausível, mas também que a condição das plantas é muito heterogênea em todo o Centro-Oeste. O fato é que as condições ambientais atuais são propícias ao bom desenvolvimento das plantas e que os preços não têm um único dólar de prêmio de risco climático.

BRASIL-PRODUÇÃO ABUNDANTE (baixista para CBOT, altista para o Brasil)

Enquanto isso, no Brasil, a Conab divulgou ontem o avanço da colheita do milho safrinha em 27,7% da área apta, ante 17% na semana anterior; 61,1% na mesma época em 2024; e a média de 39,5% dos últimos cinco anos. Os trabalhos avançam mais lentamente do que o esperado, mas o mercado em breve começará a sentir a presença do novo — e abundante — grão no circuito comercial.

EUA-NOVA VENDA PARA O MÉXICO (altista)

Em seus relatórios diários, o USDA confirmou uma nova venda de milho americano 2025/2026 para o México, por 112.776 toneladas.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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