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Sustentabilidade

Mercado de arroz estanca movimento de queda, mas junho ainda é muito negativo – MAIS SOJA

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O ajuste brutal visto desde o pico de 2023/24 confirma o caráter cíclico do arroz: preços de R$ 120–130 por saca de 50 quilos, alimentados por restrições externas e euforia especulativa, atraíram produtores novatos e estimularam expansão de área. “A colheita volumosa de 2024/25, somada ao consumo doméstico estagnado e a exportações aquém do necessário, gerou superoferta e derrubou cotações muito além do esperado”, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Nas principais praças do Sul, a saca em casca retornou à faixa de R$ 65–70. “Fora da região, onde os custos ultrapassam os R$ 100 por saca, o valor ainda é considerado inviável, provocando forte desmotivação no campo”, lamenta o analista.

Nas últimas semanas, um leve desequilíbrio entre maior presença compradora e oferta deliberadamente contida vem abrindo espaço para recuperação gradual dos preços – ainda que junho tenha perdas acumuladas significativas. “Esse movimento de reação, porém, não afasta o fato de que as cotações seguem coladas ao preço mínimo oficial e abaixo do custo operacional em várias regiões”, lembra Oliveira.

Sem margem, o produtor posterga vendas, enquanto a indústria repõe apenas o necessário, mantendo o mercado em ritmo lento. “A atual sensação de firmeza depende mais da retração vendedora do que de um real aquecimento da demanda”, pondera o consultor.

Para o analista, o risco estrutural se projeta para a próxima safra: a combinação de margens negativas, carga tributária pesada e custos crescentes (insumos, energia, frete) indica provável corte de área, sobretudo entre produtores pouco capitalizados ou sem gestão de risco eficiente.

“Caso o plantio encolha de forma expressiva, a cadeia poderá experimentar um novo ciclo de escassez e alta generalizada de preços no varejo nas próximas temporadas, mas apenas depois de um período traumático de descapitalização no campo”, projeta Oliveira.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira em R$ 65,87, alta de 0,43% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo foi de 9,28%, enquanto, em relação a 2024, a desvalorização atingiu 42,86%.

Veja mais sobre o mercado de arroz no vídeo abaixo:

Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News



 

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Sustentabilidade

Soja avança com Chicago e dólar, melhora preços e reativa negócios no Brasil; confira cotações

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O mercado brasileiro de soja registrou melhora nas cotações ao longo desta quinta-feira (26), impulsionado pela alta na Bolsa de Chicago e pela valorização do dólar. O movimento abriu melhores oportunidades nos portos e contribuiu para destravar negócios, mesmo sem variações expressivas nos preços.

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Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente foi mais favorável à comercialização. “O produtor apareceu mais no mercado hoje, o que ajudou a melhorar o fluxo”, afirmou. Apesar de leve recuo nos prêmios, o impacto sobre os preços físicos foi limitado.

Saiba os preços da soja no Brasil nesta quinta-feira (26):

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 126,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 113,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,50
  • Paranaguá (PR): passou de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): estável em R$ 131,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela valorização do petróleo e por sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos. As exportações semanais americanas superaram as expectativas do mercado, com destaque para as compras da China.

Além disso, fatores geopolíticos e econômicos seguem no radar dos investidores. As incertezas no Oriente Médio continuam dando suporte ao petróleo, enquanto a possível retomada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China aumenta as expectativas para o setor.

À espera do USDA

O mercado também aguarda dados importantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), como o relatório de intenção de plantio, que deve indicar aumento da área de soja no país, e os estoques trimestrais.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, reforçando a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

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Sustentabilidade

Deral projeta 1a safra 2025/26 de milho no Paraná em 3,823 milhões de toneladas – MAIS SOJA

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O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimentoestimou, em seu relatório mensal de março, que a produção da 1a safra de milho 2025/26 no Paraná deve alcançar 3,823 milhões de toneladas, alta de 28% frente às 2,993 milhões de toneladas colhidas na safra anterior (2024/25).

A área plantada foi projetada em 345,2 mil hectares, avanço de 25% sobre os 275,6 mil hectares cultivados em 2024/25. A produtividade média é estimada em 11.074 quilos por hectare, acima dos 10.861 quilos por hectare registrados na temporada passada.

2a safra 2025/26 de milho do Paraná é estimada em 17,540 milhões de toneladas

De acordo com o Deral, em seu relatório mensal de março, a produção da 2a safra de milho 2025/26 no Paraná deve atingir 17,540 milhões de toneladas, recuo de 1% frente às 17,642 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior (2024/25).

A área cultivada foi estimada em 2,865 milhões de hectares, crescimento de 2% em relação aos 2,809 milhões de hectares da safra passada. A produtividade média foi projetada em 6.122 quilos por hectare, abaixo dos 6.285 quilos por hectare registrados em 2024/25.

Fonte: Safras News



 

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Sustentabilidade

Época de semeadura da soja nos Estados Unidos – MAIS SOJA

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A produção de soja nos Estados Unidos (EUA) estende-se, em latitude, desde o norte da Dakota do Norte (49°N) até a Louisiana (30°N) e, em longitude, de Nebraska (104°O) até a Pensilvânia (76°O). De modo geral, o período ideal para a semeadura da soja nessa região compreende a última quinzena de abril e a primeira semana de maio. Nessa janela, o estabelecimento da cultura ocorre de forma mais rápida e uniforme, fator crucial para a consolidação do potencial produtivo (Edreira et al., 2017; Morris et al., 2021).

Segundo Mourtzinis et al. (2019), os produtores americanos semeiam, em média, com 12 dias de atraso em relação à data ótima. Apenas o ajuste dessa janela de semeadura poderia resultar em um incremento de 10% na produtividade média dos EUA. Corroborando essa tese, uma análise de 3.126 lavouras de soja americanas aponta que áreas de alta produtividade são semeadas, em média, sete dias antes das de baixo rendimento, apresentando produtividades de 4,4 t ha-1 e 3,7 t ha-1, respectivamente (Edreira et al., 2017).

A semeadura precoce nos Estados Unidos, geralmente realizada de 20 a abril, tende a resultar em maiores produtividades. Isso ocorre porque o ciclo da cultura se beneficia de uma estação de crescimento mais longa, permitindo o desenvolvimento de um maior número de nós e favorecendo a coincidência entre o início da fase reprodutiva e o período de maior disponibilidade de radiação solar, próximo ao solstício de verão no hemisfério Norte (21 de junho). A redução da produtividade associada à semeadura tardia varia de 1 a 33 kg ha-1 dia-1, conforme o ambiente e os respectivos padrões climáticos sazonais (Figura 1).

Figura 1. Área de cultivo de soja nos Estados Unidos com a data ótima para a semeadura de soja e perda diária de produtividade em semeaduras após a data ótima nos Estados Unidos em ambientes de sequeiro (exceto na região de Nebraska e parte do Kansas, que são lavouras majoritariamente irrigadas).
Fonte: Equipe Field Crops

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Referências:

EDREIRA, J. I. R. et al. Assessing causes of yield gaps in agricultural areas with diversity in climate and soils. Agricultural and forest meteorology, v. 247, p. 170-180, 2017. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0168192317302265>, acesso: 14/02/2026

MORRIS, T. C. et al. Maximizing soybean yield by understanding planting date, maturity group, and seeding rate interactions in North Carolina. Crop Science, v. 61, n. 6, p. 4365-4382, 2021. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/csc2.20603 > , acesso: 14/02/2026

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