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22 de junho de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de trigo se estabiliza em junho com produtores retraídos e moinhos abastecidos – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo registrou estabilidade nas cotações durante o mês de junho, após as fortes quedas observadas no mês anterior. Segundo o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, o recuo nos preços atingiu um patamar que os produtores passaram a resistir a novas desvalorizações. Com isso, os negócios se tornaram escassos ao longo do mês.

“A queda das cotações em maio chegou a um ponto em que o produtor não aceitou mais recuar. No entanto, os moinhos também não demonstraram interesse em elevar suas ofertas, utilizando como argumento o cenário externo, com preços internacionais em baixa”, explica.

Bento também destacou que o movimento de pressão sobre os preços externos foi influenciado pela entrada da safra do Hemisfério Norte, principalmente da Rússia, e pelas perspectivas de colheitas robustas em países como Estados Unidos, Canadá, Ucrânia e membros da União Europeia. Além disso, a Argentina, mesmo entre safras, ainda dispõe de produto para exportação, contribuindo para o excesso de oferta global.

“O câmbio abaixo de R$ 5,50 e a queda dos preços internacionais deram aos moinhos argumentos suficientes para pressionar as cotações no Brasil. Nesse cenário, o mercado lateralizou: de um lado, o produtor não aceita vender; de outro, os moinhos estão, em geral, abastecidos até a próxima safra”, avalia o analista.

A oferta interna também é limitada. Conforme o analista, o Paraná, principal estado produtor, praticamente já esgotou seus estoques, enquanto o Rio Grande do Sul ainda possui algum volume disponível, mas os produtores estão retraídos diante da insatisfação com os preços praticados.

Tendência de baixa deve piorar no segundo semestre

Para o segundo semestre, a tendência é de pressão adicional sobre os preços com o avanço da colheita da safra nacional, especialmente no Paraná a partir de agosto e, com mais intensidade, no Rio Grande do Sul em outubro.

“A principal diferença do segundo semestre em relação ao primeiro será a entrada da nova safra brasileira e, mais ao final do ano, da safra argentina. A disponibilidade interna deve aumentar e, mantidas as condições atuais de preços internacionais e câmbio, a paridade de importação será o teto para os preços internos. Ou seja, a pressão deve continuar”, afirma Bento.

Apesar disso, o analista chama atenção para a necessidade de acompanhar as condições climáticas, já que a confirmação da safra brasileira ainda depende de variáveis importantes. “Já tivemos geadas no Paraná, excesso de chuvas no Rio Grande do Sul e seca no início do ciclo em áreas do Cerrado. Se houver uma quebra mais severa, o cenário pode mudar, com manutenção da escassez mesmo durante o período de colheita”, alerta.

A estimativa atual da Safras & Mercado é de uma produção nacional próxima a 8 milhões de toneladas, número semelhante ou ligeiramente inferior ao registrado no ano passado. Caso esse volume se confirme, a tendência para o segundo semestre é de continuidade na pressão sobre os preços do trigo no mercado brasileiro.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

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Sustentabilidade

Estudo avalia resistência de cultivares de trigo à brusone – MAIS SOJA

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A Rede de Ensaios Cooperativos acaba de divulgar o resultado da avaliação de cultivares de trigo quanto à resistência à brusone da espiga. Foram realizados dez ensaios a campo em cultivo de trigo de sequeiro, em seis estados do Brasil Central, nas safras 2024 e 2025. O boletim com os resultados foi publicado pela Embrapa Trigo.

O estudo, conduzido pela Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Recorbe), avaliou a reação à brusone de 20 cultivares de trigo em dez ensaios conduzidos nas safras de 2024 (quatro locais) e de 2025 (seis locais). Seguindo um protocolo, as instituições de pesquisa que participam da Recorbe instalaram ensaios, a partir de sementes cedidas pelas empresas obtentoras, para avaliar a brusone em seis estados: Fundação MS (Maracaju, MS), UFLA (Lavras, MG), Coopadap (São Gotardo, MG), IDR (Londrina, PR), Círculo Verde (Luis Eduardo Magalhães, BA), além das unidades da Embrapa Trigo (Uberaba, MG), Cerrados (Planaltina, DF) e Tabuleiros Costeiros (São Miguel dos Campos, AL).

O pesquisador da Embrapa Trigo João Leodato Nunes Maciel explica que foram avaliadas três variáveis no estudo: rendimento de grãos, peso hectolitro (PH) e incidência de brusone na espiga. “Apesar da relação direta entre as variáveis no campo, o grupo de pesquisadores optou por isolar cada uma delas favorecendo aspectos que podem distinguir as cultivares frente à presença da bursone nas lavouras de trigo”.

Desta forma, as cultivares que se destacaram em relação às três variáveis analisadas no estudo foram as seguintes:

  • menor incidência de brusone a campo: TBIO Convicto, ORS Feroz e TBIO Duque;
  • maior rendimento de grãos: TBIO Valente, ORS 1403 e BRS Savana;
  • maior peso do hectolitro: BRS Savana e TBIO Valente.
Figura: Caracterização de cultivares de trigo em ambiente tropical em relação ao rendimento de grãos e à incidência de brusone em espigas sob condições de campo.

RECORBE a Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Recorbe), iniciada em 2018, tem como base a execução de ensaios de campo por empresas ou instituições brasileiras interessadas no tema “reação de cultivares de trigo à brusone”. Entre os parceiros que conduzem os ensaios da rede estão cooperativas, instituições de pesquisa e universidades. O principal objetivo da rede é caracterizar as cultivares de trigo disponibilizadas para os produtores rurais quanto à resistência da brusone da espiga. A coordenação é da Embrapa Trigo que, a cada dois anos de condução dos ensaios, reúne as informações junto ao grupo da Recorbe para elaboração de um boletim técnico, onde são apresentados e analisados os resultados obtidos nos ensaios.


Brusone ainda desafia a triticultura

A brusone do trigo continua sendo um grande desafio nas lavouras brasileiras, cuja redução na produtividade pode chegar aos 63% para uma incidência de 50% nas espigas. Os danos maiores são observados nas lavouras dos estados do Brasil Central, embora também prejudique a cultura de forma relativamente importante nos estados da Região Sul, especialmente no norte do Paraná.

Desde a identificação da doença, em 1985, diversas ações têm sido desenvolvidas no Brasil por instituições de pesquisa, universidades, cooperativas e associações de produtores, com o objetivo de gerar e divulgar conhecimento sobre as melhores opções de manejo e controle da brusone do trigo. Ajustes no calendário de semeadura buscando o escape da brusone no espigamento do trigo, bem como a eficiência no uso dos fungicidas são resultados de pesquisa apresentados frequentemente pelas instituições.

O pesquisador João Leodato Maciel destaca as ações de melhoramento genético no combate à brusone do trigo: “É importante destacar a disponibilização de cultivares de trigo com a sequência 2NS em seu genoma em meados de 2010,  condição que tem permitido ao produtor contar com cultivares com maior resistência à doença”, entretanto, mesmo com os benefícios proporcionados pelo 2NS, o pesquisador lembra que “é preciso manter o monitoramento para as possíveis mutações do fungo, o que pode gerar variantes deste patógeno com capacidade de romper essa resistência”.

Fonte: Embrapa


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Sustentabilidade

Aprosoja MT articula com o Governo solução emergencial para o endividamento rural – MAIS SOJA

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O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, participou, neste sábado (20.06), em Dom Aquino, da cerimônia de inauguração da extensão do trecho ferroviário da Ferronorte, no Terminal Rodoferroviário da Rumo, às margens da BR-070.

Durante a agenda, que contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente da entidade entregou um ofício ao Governo Federal solicitando apoio institucional para a construção de uma solução urgente em relação ao endividamento do setor agropecuário.

No documento, a Aprosoja MT alerta para o agravamento do cenário financeiro enfrentado pelos produtores rurais, marcado pela combinação de queda nos preços das commodities, aumento dos custos de produção, juros elevados, eventos climáticos adversos, compressão das margens operacionais e maior restrição na concessão de crédito para a próxima safra.

A entidade também reforça a necessidade de que o Executivo colabore para a construção de um consenso rápido em torno do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados e trata de mecanismos para renegociação e alongamento de dívidas rurais.

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o momento exige responsabilidade institucional e diálogo efetivo entre os Poderes.

“O vice-presidente Geraldo Alckmin foi receptivo e atencioso com a demanda dos produtores. Levamos a preocupação do setor e colocamos nosso corpo técnico à disposição para contribuir com um diálogo rápido, objetivo e efetivo entre o Executivo e o Legislativo. O setor precisa de uma solução urgente, construída com equilíbrio, para pacificar esse tema e desafogar produtores que estão sendo atingidos em todo o Brasil”, afirmou.

No ofício, a Aprosoja MT também solicita a adoção de medida emergencial, transitória e suplementar à tramitação do PL 5.122/2023, com a suspensão temporária da exigibilidade das dívidas rurais em 2026. A entidade destaca que a proposta não representa perdão de dívida ou anistia, mas uma medida excepcional de estabilização, necessária para evitar o agravamento da inadimplência, preservar o acesso ao crédito e permitir que o Congresso Nacional conclua a análise da matéria com segurança.

Dados citados pela entidade, com base no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), apontam que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural em Mato Grosso somava R$ 108,028 bilhões, dos quais R$ 21,784 bilhões já estavam classificados como saldo problemático. No Brasil, a carteira ativa chegava a R$ 895,183 bilhões, com R$ 186,521 bilhões em saldo problemático.

Para Lucas Costa Beber, a deterioração do crédito rural deixou de ser uma preocupação pontual e passou a representar risco sistêmico para a continuidade da atividade produtiva, especialmente diante da necessidade de capital para o próximo ciclo agrícola.

“A urgência decorre do fato de que o tempo é decisivo no crédito. Quando o produtor fica inadimplente e esse atraso ultrapassa determinados marcos temporais, as provisões bancárias e as regulações prudenciais do sistema financeiro dificultam ainda mais a efetividade de políticas públicas voltadas à renegociação e ao alongamento de dívidas. Esse é um ponto técnico relevante, porque pode inviabilizar a tomada de crédito para o custeio da próxima safra por milhares de agricultores em todo o Brasil. Por isso, precisamos de uma solução rápida, com comprometimento, sensibilidade e diálogo entre todas as esferas do Poder Público”, completou ele.

A Aprosoja MT defende que a construção de uma saída para o endividamento rural deve preservar a segurança jurídica, a estabilidade do crédito e a viabilidade econômica no campo, sem comprometer o abastecimento, a geração de empregos, a arrecadação e a contribuição do setor agropecuário para a economia brasileira.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Médias mensais são as menores do ano – MAIS SOJA

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A pressão de compradores no mercado interno e nos portos, diante do início da colheita da segunda safra, segue influenciando os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em parte das praças, principalmente nas produtoras, as médias da parcial deste mês (até o dia 18) são as menores do ano, em termos nominais.

Segundo o Centro de Pesquisas, consumidores internos seguem atentos ao avanço da colheita de segunda safra, além de indicarem ter estoques para o consumo no curto prazo. Esses agentes têm postergado as negociações, devido às recentes quedas dos preços internacionais, o que reduz a paridade de exportação.

Do lado vendedor, os que não necessitam “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns ainda limitam as negociações, apontam pesquisadores do Cepea.

A atuação do El Niño foi confirmada no Brasil, e o fenômeno climático pode aumentar as chuvas na região Sul do País e trazer irregularidade das precipitações e aumento do calor no Centro-Oeste, justamente em um período importante para a safra verão. Segundo o Cepea, especificamente para o milho, a semeadura pode ser prejudicada no Sul do País; no Centro-Oeste, caso ocorra atraso na safra verão, a semeadura da segunda temporada pode ocorrer fora do período considerado ideal.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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