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Politica

Taxa de lixo em Cuiabá não vai ser mais cobrada a partir de quinta-feira com fim de decreto

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Conteúdo/ODOC – O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou nesta terça-feira (1) que a taxa de lixo deixará de ser cobrada na capital a partir do encerramento do decreto de calamidade financeira, previsto para esta quinta-feira (3).

A extinção da cobrança foi aprovada pela Câmara Municipal e é uma das principais promessas de campanha de Abilio, que desde o início da gestão vinha criticando a taxa criada na administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

O anúncio ocorre em meio à retomada do equilíbrio fiscal do município, segundo o chefe do Executivo. Com o fim do decreto de calamidade, editado nos primeiros dias de seu mandato para reordenar as finanças da capital, o prefeito afirmou que a cidade voltará a gerar receita suficiente por meio de outras fontes, o que permitirá encerrar a cobrança da taxa.

“Tem muita gente que deve ao município e buscava algum tipo de negociação. Então, ao invés de a gente dar prioridade àquela pessoa que estava fazendo negociação com o município de algumas dessas dívidas, pelo menos no ano de 2025, a gente passou para elas a compensação da taxa do lixo enquanto o município de Cuiabá vai conseguir fazer a arrecadação no ano que vem direto das outras tributações”, explicou o prefeito.

A taxa de coleta de lixo, formalmente chamada de Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (TRSU), foi instituída em 2022 durante o mandato de Emanuel Pinheiro, como forma de atender à determinação do novo Marco Legal do Saneamento Básico.

A cobrança, no entanto, foi alvo de intensas críticas por parte da população e de vereadores da oposição, que apontavam aumento no custo de vida e falta de transparência sobre os critérios da tarifa.

Desde que assumiu a prefeitura, Abilio tem sustentado que a taxa é injusta, especialmente por penalizar moradores de baixa renda. Ele também acusou a antiga gestão de usar o tributo para encobrir rombos financeiros.

Apesar da aprovação da revogação da taxa pela Câmara, havia incerteza quanto à possibilidade de mantê-la suspensa diante do cenário financeiro da capital. O decreto de calamidade servia como justificativa jurídica para suspender a cobrança temporariamente. Agora, com o encerramento do dispositivo, o fim definitivo da taxa será implementado.

A Prefeitura aposta no incremento da arrecadação por outras fontes, como o IPTU e ISS, e em medidas de contenção de gastos e revisão de benefícios fiscais para garantir o equilíbrio das contas públicas.

O assunto ainda pode gerar embates judiciais ou políticos, já que o Marco do Saneamento determina que os municípios devem manter mecanismos de sustentabilidade financeira para os serviços de coleta e destinação de lixo. O prefeito, no entanto, acredita que o município conseguirá manter o serviço sem a taxa, por meio de reorganização orçamentária.



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Agro Mato Grosso

Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.

A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.

Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.

De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.

A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.

Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..

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Politica

PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

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O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias de Reis

Em sessão ordinária desta quinta-feira (19) foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 1875/2025, de autoria do deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que declara a tradicional Folia de Reis como integrante do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso. O projeto também reconhece o município de Dom Aquino como a “Capital Mato-grossense das Folias de Reis”.

“Nós precisamos valorizar e incentivar iniciativas que fortaleçam a Folia de Reis, uma tradição cultural presente em diversos municípios de Mato Grosso. É uma manifestação que faz parte da cultura brasileira, e o nosso estado não é diferente. O objetivo é fortalecer, preservar e dar ainda mais reconhecimento a essa festa”, ressaltou Max Russi.

A tradicional festa ocorre em diversos municípios do estado e é uma das mais emblemáticas do país, trazendo à vida a passagem bíblica da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.

A cidade de Dom Aquino preserva práticas, cantos, trajes, instrumentos e saberes que se mantêm vivos graças à atuação diligente de mestres e brincantes, como são chamados os festeiros.

Com a aprovação da lei, os municípios poderão adotar medidas de incentivo, como a prioridade em programas estaduais de apoio à cultura tradicional e popular, promoção de eventos, festivais e mostras anuais em parceria com o poder executivo municipal, universidades, centros culturais e entidades civis; apoio a ações que incentivem a participação de jovens e a transmissão do saber tradicional.

O projeto segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

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O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.

“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.

A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.

Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.

“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.

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