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9 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

MT até 2070: o segredo do único estado que cresce enquanto todos os outros encolhem

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Enquanto os estados brasileiros se preparam para encolher nas próximas décadas, Mato Grosso segue em movimento contrário, sendo o único estado que, segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continuará crescendo até 2070 — uma curva que desafia o cenário nacional e já começa a redesenhar cidades, serviços públicos e rotinas no presente.

🔍A projeção demográfica levanta uma questão central: o que faz de Mato Grosso a exceção e como o estado se prepara para o futuro?

Segundo especialistas ouvidos, o ‘segredo’ que mantém Mato Grosso na contramão do país se apoia em três pilares:

  • ‍🌾expansão do agronegócio;
  • 🤝geração de empregos na cadeia produtiva;
  • 🛬migração de jovens em busca de renda e estabilidade.

 

Estima-se que o estado vai ultrapassar 5,2 milhões habitantes até 2070, um aumento de quase 44% se comparado com o Censo 2022, quando foram contabilizados 3.658.813 moradores.

A projeção no país é que a população encolha antes do previsto, puxada pela queda da fecundidade e o aumento da população idosa. No entanto, Mato Grosso deve seguir na contrapartida.

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Segundo o pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE, Marcio Mitsuo Minamiguchi, enquanto a idade mediana do brasileiro será de 51,2 anos em 2070, em Mato Grosso será de 44,8 anos no mesmo período (veja na tabela mais abaixo).

Mato Grosso tem uma vantagem em relação ao restante do país, já que vai vivenciar esse contexto de sociedade envelhecida depois do restante. Ele vai poder ver todos os desafios que os estados precursores dessa transição demográfica passaram para depois vivenciar seus próprios desafios
— Marcio Minamiguchi, pesquisador do IBGE

📈A idade mediana da população de 2023 e 2070

ESTADO20232070
Rio Grande do Sul37,852,1
Rio de Janeiro37,352,1
Minas Gerais36,752,0
São Paulo36,451,6
Espírito Santo35,549,6
Paraná35,550,6
Santa Catarina35,448,8
Bahia34,952,8
Rio Grande do Norte34,552,6
Distrito Federal34,553,3
Goiás34,249,7
Paraíba34,151,3
Piauí33,752,6
Pernambuco33,751,6
Ceará33,552,1
Sergipe33,152,4
Mato Grosso do Sul32,948,7
Rondônia32,150,3
Mato Grosso32,144,8
Alagoas32,051,4
Tocantins31,650,0
Maranhão30,352,6
Pará29,750,8
Amazonas27,648,7
Acre27,450,6
Amapá27,350,5
Roraima26,846,7

Para o sociólogo e professor de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maurício Munhoz, o estado possui um dinamismo econômico singular. Ele explicou que isso mostra a força das cadeias do agronegócio, da agroindústria e dos novos serviços associados, que criam polos regionais capazes de atrair gente de todo o país.

A soma dos polos que crescem supera a perda dos municípios que encolhem. Mato Grosso combina alta capacidade de atração econômica, juventude relativa da população e forte demanda por mão de obra. Esses fatores sustentam o crescimento até meados do século
— Maurício Munhoz

Os pesquisadores ressaltam que políticas públicas têm papel direto nesse processo, seja pela infraestrutura que atrai investimentos, seja pelas áreas em que a expansão populacional já pressiona serviços. Para eles, o futuro demográfico de Mato Grosso dependerá da capacidade de transformar esse crescimento em qualidade de vida.

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Quem veio para ficar

 

Bernardo Leandro saiu do RS para trabalhar em Mato Grosso e se apaixonou pelas belezas naturais do estado — Foto: Arquivo pessoal

Bernardo Leandro saiu do RS para trabalhar em Mato Grosso e se apaixonou pelas belezas naturais do estado — Foto: Arquivo pessoal

O gaúcho Bernardo Leandro Carvalho Costa, de 32 anos, deixou Triunfo (RS) em fevereiro de 2023 para passar uma temporada em Mato Grosso. A ideia era simples: começar a carreira docente num mercado que, no Sul, encolheu após a pandemia. A primeira vaga apareceu em Barra do Garças (MT).

“Era para ser algo temporário e hoje não desejo sair. A ideia era completar um ano de docência e ir para outro lugar, mas apareceram muitas oportunidades no interior e também na capital e, além disso, me sinto num estado que realmente passa por um ‘boom’ no desenvolvimento. Tive uma recepção muito grande ao ponto de que agora sinto que sou daqui”, relatou.

Bernardo passou de professor em instituição privada para substituto da Universidade Federal, até ser aprovado em um concurso da UFMT, em Cuiabá. No mesmo período, consolidou o trabalho como advogado e criou vínculos com a região.

Bernardo Leandro Carvalho Costa e Maurício Pedroso Flores, ambos do RS e professores de direito, se conheceram após se mudarem para MT — Foto: Arquivo pessoal

Bernardo Leandro Carvalho Costa e Maurício Pedroso Flores, ambos do RS e professores de direito, se conheceram após se mudarem para MT — Foto: Arquivo pessoal

O movimento de chegada também levou a Barra do Garças (MT) o professor universitário de direito, Maurício Pedroso Flores, de 32 anos. Ele soube, por intermédio de Bernardo, de uma vaga pouco antes de concluir o doutorado no Rio Grande do Sul e decidiu tentar, mesmo sem conhecer a cidade.

Maurício disse  que Mato Grosso o acolheu em todas as frentes: no trabalho, onde surgiram novas oportunidades; e na vida pessoal, com novos amigos, a namorada e até um gato adotado. A saudade do Sul permanece, mas não o suficiente para fazê-lo voltar.

“Vim com uma mala e um sonho. Não tinha muita ideia do que esperar daqui, mas descobri que é um lugar muito bom, cheio de oportunidades. Hoje sou realmente muito grato a tudo que essa terra me deu e não tenho vontade de sair daqui”, ressaltou.

De acordo com o Censo 2022, o estado recebeu mais de 300 mil novos moradores de outras unidades da federação entre 2010 e 2022 — um dos maiores saldos proporcionais do Brasil. A chegada de tanta gente se justifica, também, pela oportunidade que o mercado de trabalho oferece:

  • 💼Emprego: foram criados mais de 56 mil novos postos de trabalho entre janeiro e outubro deste ano, segundo o Caged;
  • 📊Ranking: MT é o 2° estado do país com o maior número de empregos com carteira assinada;
  • 👦Jovens: em 2024 o estado tinha 628 mil jovens empregados e registrou a menor taxa de desemprego do Brasil (4,05%) para essa categoria, apontou o IBGE;
  • 💰Salário: MT teve crescimento no rendimento médio real do trabalho, chegando a R$ 3.507 no terceiro trimestre deste ano.

 

Secretário de Desenvolvimento Econômico de MT fala sobre geração de empregos

Secretário de Desenvolvimento Econômico de MT fala sobre geração de empregos

O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, César Miranda, ressaltou que os números demonstram a tendência de crescimento do mercado de trabalho e expansão de diversos setores da economia.

Consequentemente, isso está atraindo muitos brasileiros que buscam Mato Grosso para dias melhores, que buscam emprego e crescimento profissional
— César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico do estado

🏡Expansão urbana

 

Municípios de MT ampliam moradias e se preparam para o crescimento — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Municípios de MT ampliam moradias e se preparam para o crescimento — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

A chegada de mais gente e o crescimento populacional acelerado pressionam as cidades a ampliarem as moradias. O relatório de déficit habitacional do Brasil, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP), aponta que Mato Grosso precisa de cerca de 120 mil novas casas para dar conta da demanda atual.

Além do programa federal Minha Casa, Minha Vida, o estado colocou em funcionamento o Sistema Habitacional de Mato Grosso (SiHabMT), em 2023, que operacionaliza o programa SER Família Habitação, para acelerar a construção.

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Não há um cronograma oficial sobre quando o estado pretende zerar a fila da habitação. No entanto, 79 municípios já aderiram ao programa para receberem os recursos para construção. Desde o início da operação, foram investidos cerca de R$ 95 milhões em subsídios, beneficiando mais de 6 mil famílias.

Município em expansão trabalha para receber novos moradores — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Município em expansão trabalha para receber novos moradores — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

À medida que se torna o único estado com crescimento contínuo, Mato Grosso também amplia o mapa de cidades que precisam de infraestrutura. Boa Esperança do Norte (MT), por exemplo, é o município mais novo do Brasil e recebeu R$ 10 milhões do governo, em outubro deste ano, para asfaltar ruas e avenidas, num esforço para acompanhar a velocidade da expansão demográfica.

O objetivo, segundo o prefeito Cabele Francio, é tornar a cidade um modelo do agronegócio no estado.

“Estou com quase todos os projetos prontos, terminando a parte da engenharia para aplicar esses recursos na recapagem das ruas e na construção de uma avenida nova”, explicou.

O município conta com uma população de 5.877 moradores e estreou no ranking populacional superando 1.867 cidades brasileiras em número de habitantes. Um dos potenciais destacados é a produção de grãos, com mais de 700 mil toneladas em uma área estimada de 280 mil hectares.

Outra região que temia por investimentos era o Distrito de Nova Poxoréu, que começou a ser habitado há 15 anos, mas nunca teve um asfalto que ligasse a Primavera do Leste (MT), onde a maioria dos moradores trabalha. Após reunião no fim de novembro deste ano, o governo anunciou um investimento estimado em R$ 7 milhões, destinados às prefeituras para asfaltar os 6 km do trecho de ligação.

“O aluguel em Primavera é mais caro e, por isso, essas pessoas moram no distrito, que é mais barato. Mas elas passam por esse sofrimento de enfrentar lama ou poeira e agora a obra vai garantir mais dignidade”, declarou o prefeito Sergio Machnic, após a reunião.

💰De olho na economia

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As maiores altas no PIB foram registradas no Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%) — Foto: Sistema de Contas Regionais | IBGE

As maiores altas no PIB foram registradas no Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%) — Foto: Sistema de Contas Regionais | IBGE

A expansão econômica é outro fator que tende a atrair novas famílias e sustentar o crescimento urbano. Para o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, os investimentos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foram fundamentais para o desenvolvimento do estado nos últimos anos.

“É um estado com muita vocação para a produção de alimentos, terras propícias, homens e mulheres vocacionados e um investimento contínuo a partir da criação do Fethab para a construção de infraestrutura e um crescimento sustentável, principalmente em áreas que têm oportunidades, mas que não tinham infraestrutura. Isso permitiu com que o Mato Grosso tivesse esse crescimento acima da média brasileira”, disse em entrevista a imprensa.

Nos últimos 20 anos, Mato Grosso liderou o crescimento econômico no país. O estado teve média anual de 5,2%, sendo a maior entre todas as unidades da federação. Só em 2023, a economia mato-grossense movimentou R$ 273 bilhões, uma alta de 12,9% — o terceiro maior avanço do Brasil, atrás apenas do Acre e de Mato Grosso do Sul, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), divulgado em 2024 (veja no gráfico acima).

O desempenho fez o estado ganhar espaço no mapa econômico nacional: hoje, responde por 2,5% de todo o PIB brasileiro, o maior salto de participação registrado entre os estados no período de 2002 a 2023.

🧑‍🌾A força do agronegócio também ajuda a explicar por que mantém uma trajetória de expansão. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do MAPA, seis das dez cidades mais ricas do agronegócio brasileiro estão em território mato-grossense, reflexo direto da liderança nacional na produção de soja, milho e algodão.

Os principais destaques foram:

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  • 🌽Milho: produção da segunda safra de milho atingiu um recorde de 55,1 milhões de toneladas, um aumento de 12,9% em relação à safra anterior; quase metade da produção nacional;
  • 🌱Soja: em seguida aparece a soja, que viu a produção passar de 40,4 milhões de toneladas em 23/24 para 51,3 milhões em 24/25, crescimento de 26,9%;
  • 💭e o caroço do algodão, que saiu de 3,7 milhões de toneladas produzidas em 23/24 para 4 milhões de toneladas, variação positiva de 8,3%, enquanto a pluma do algodão variou de 2,6 milhões de toneladas para 2,8 milhões de toneladas, aumento também de 8,3%.

O peso dessa produção é sustentado por uma logística que vem sendo ampliada ano após ano. O Ministério dos Transportes mostra que o estado concentra alguns dos principais corredores de exportação do país, fruto da pavimentação e duplicação de rodovias federais e estaduais, além das concessões que vêm modernizando trechos estratégicos.

Conforme a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), são 33 mil quilômetros de estradas, responsáveis por garantir as ligações entre os 142 municípios, e colocando Mato Grosso como o estado brasileiro com a maior malha rodoviária estadual do país.

Uma das principais obras transforma a BR-163, principal rota do agronegócio, em um corredor logístico mais seguro e eficiente. A estrada é a principal rota de escoamento para os portos do Arco Norte, como Miritituba, no Pará, e de Santos (SP). A duplicação reduz o tempo de viagem e os custos operacionais.

Também está em construção a primeira ferrovia de Mato Grosso. Atualmente, mais de cinco mil trabalhadores contratados pela Rumo Logística concluíram cerca de 70% do projeto. Entre os responsáveis por essa mão de obra está o casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) com os dois filhos após ele ser promovido para atuar na obra. Já no estado, Andriele também foi contratada pela empresa.

“Aqui conseguimos conciliar carreira, rotina familiar e qualidade de vida. A decisão mudou nossa vida, trouxe mais estabilidade para as crianças, ampliou nossas perspectivas profissionais e fortaleceu nossa visão de futuro”, ressaltou Andriele.

Casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) para trabalhar e morar em Mato Grosso — Foto: Arquivo pessoal

Casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) para trabalhar e morar em Mato Grosso — Foto: Arquivo pessoal

O projeto tem data para acabar, mas a ferrovia ainda tem muito a crescer e vai gerar muitas oportunidades. Nosso plano hoje é crescer junto com a ferrovia e com Mato Grosso
— David Prado Córdova

São 743 quilômetros de linha férrea que ligará Rondonópolis a Cuiabá, e Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP), abrindo caminho para uma exportação ainda mais rápida.

Projeto de implantação da 1ª ferrovia estadual de Mato Grosso — Foto: Secom-MT

Projeto de implantação da 1ª ferrovia estadual de Mato Grosso — Foto: Secom-MT

Além do estado, o Ministério dos Transportes aplicou investimentos em Mato Grosso com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), já em construção entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT) — e a Ferrogrão, planejada para ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA) e ampliar o escoamento pelo Arco Norte.

Ministro Carlos Fávaro cita a importância dos investimentos em ferrovias em MT

Ministro Carlos Fávaro cita a importância dos investimentos em ferrovias em MT

Esse avanço da infraestrutura tem efeito direto na dinâmica populacional: municípios do norte e sul de Mato Grosso vêm atraindo mão de obra de outras regiões, impulsionando tanto a economia local quanto o crescimento urbano nessas áreas que antes eram menos ocupadas.

Onde tudo começa

 

Ao mesmo tempo em que o agronegócio impulsiona o PIB, Mato Grosso também aposta na base da produção: a agricultura familiar, responsável por boa parte do alimento que chega às mesas e pelo desenvolvimento local.

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Agricultores familiares serão beneficiados com contratação de técnicos para regularização fundiária e ambienta — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Agricultores familiares serão beneficiados com contratação de técnicos para regularização fundiária e ambienta — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Em novembro, foi lançado o MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, programa que prevê US$ 100 milhões em investimentos até 2030, com financiamento do Banco Mundial, para fortalecer cooperativas, ampliar o acesso a mercados e regularizar áreas rurais. A expectativa é que o programa beneficie 15 mil famílias com práticas produtivas mais sustentáveis e geração de renda no campo.

Além de fortalecer quem produz no campo, foram direcionados investimentos para preparar a mão de obra que sustenta essa engrenagem econômica. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) anunciou a ampliação da política de educação profissional e tecnológica, que prevê 15 mil novas vagas para estudantes do ensino médio em cursos voltados justamente para áreas em expansão — da indústria ao agronegócio.

“Até o próximo ano, 22,2% das matrículas do Ensino Médio estarão vinculadas à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), beneficiando estudantes de 108 dos 142 municípios do estado. Para 2027, o objetivo é alcançar 29,7% de participação”, informou a Seduc.

 

Estudantes de Mato Grosso se preparam para o mercado de trabalho — Foto: Seduc-MT

Estudantes de Mato Grosso se preparam para o mercado de trabalho — Foto: Seduc-MT

Na saúde, o avanço populacional e a formação de novos centros urbanos desencadearam outra prioridade. O IBGE ressaltou que, mesmo que o estado vai ‘envelhecer’ depois dos demais, precisa se preparar.

“O grande desafio, mais do que o volume populacional, é o desafio de uma sociedade envelhecendo. Em termos de políticas públicas, quando a população envelhece, precisa de atenção à saúde. Esse é um dos grandes desafios para o futuro”, alertou o pesquisador Marcio Minamiguchi.

Atualmente, o estado tem seis hospitais públicos em construção, sendo dois em Cuiabá e quatro regionais no interior do estado. O objetivo é descentralizar serviços e ampliar o acesso da população a atendimentos especializados em todas as regiões do estado. Confira na galeria abaixo o andamento de cada obra:

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🌄O paraíso está em MT

MT reúne paisagens da Amazônia, Cerrado e Pantanal — Foto: Reprodução

Para além das oportunidades econômicas e estruturais, Mato Grosso reserva belezas naturais que acolhem e aumentam ainda mais o desejo de ficar. O estado reúne três dos principais biomas brasileiros — AmazôniaCerrado Pantanal — e oferece paisagens únicas que atraem turistas do país inteiro.

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No Pantanal, considerado Patrimônio Natural da Humanidade, a observação da vida selvagem e os safáris fotográficos se tornaram experiências que colocam o estado na rota do turismo ecológico mundial. Em Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital, cachoeiras, paredões de arenito e trilhas de fácil acesso fazem do parque nacional um dos cartões-postais mais visitados da região Centro-Oeste. No norte, o Parque Estadual do Cristalino preserva uma das áreas mais ricas da Amazônia mato-grossense e se destaca como destino de pesquisadores e apaixonados por natureza.

Com rios de águas cristalinas, cavernas, mirantes e um clima que favorece o turismo durante todo o ano, Mato Grosso transforma quem chega para trabalhar em novos moradores — muitos deles seduzidos pela combinação entre qualidade de vida, oportunidades e um cenário natural que parece não ter fim.

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Agro Mato Grosso

Trabalhadores são resgatados de trabalho escravo em MT

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Dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Santa Cruz do Xingu, a 1.092 km de Cuiabá. A operação de fiscalização faz parte da Operação Resgate VI e foi realizada entre os dias 5 e 11 de agosto de 2026 por Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal.

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE), a equipe encontrou um cenário de grave degradação humana e ambiental. O alojamento coletivo consistia em uma estrutura de madeira com quatro quartos e um banheiro, construída ao lado de um curral.

Ainda segundo o órgão, o conjunto das irregularidades ultrapassou a esfera de falhas trabalhistas comuns, configurando submissão a condições degradantes, uma das modalidades do trabalho escravo previstas pelo Código Penal.

Foram identificados no local:

  • Falta de higiene e contaminação: Presença de fezes de roedores, insetos e restos de comida espalhados pelo chão e sobre as camas, além de forte odor do curral vizinho;
  • Dormitórios precários: Colchões velhos e sujos, pedaços de espuma usados como travesseiros, falta de ventilação, ausência de armários e sem fornecimento de roupas de cama;
  • Banheiro sem estrutura: Espaço coberto por moscas, sem água quente, sem descarga funcional, sem limpeza e sem itens básicos de higiene;
  • Risco elétrico grave: Fiação improvisada, oferecendo risco alto de choques e incêndio.

Medidas adotadas

Diante do risco iminente à segurança dos trabalhadores, a fiscalização interditou o alojamento integralmente. O espaço só poderá voltar a funcionar após reforma completa, adequação da fiação, controle de pragas, higienização e instalação de mobiliário adequado.

Como medida imediata de proteção, os dois homens foram retirados da propriedade e levados para um hotel na região. O alojamento temporário, a alimentação e as passagens de retorno às suas cidades de origem foram custeados pelo empregador. As vítimas também receberam atendimento e encaminhamento pela rede de proteção social.

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A fiscalização garantiu a formalização imediata dos contratos de trabalho no eSocial, com pagamento retroativo do FGTS, contribuições previdenciárias e verbas rescisórias. Os trabalhadores terão direito a receber as parcelas do seguro-desemprego especial destinado a resgatados.

O empregador responderá a autos de infração administrativos lavrados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, inclusive o auto específico pela submissão a trabalho análogo à escravidão.

O que diz a lei sobre trabalho análogo à escravidão

De acordo com o Artigo 149 do Código Penal brasileiro, o crime de submeter alguém a condição análoga à de escravo não exige restrição física de liberdade ou uso de correntes. A infração é caracterizada por qualquer um dos fatores abaixo (isolados ou combinados):

  • Trabalhos forçados: Submissão do trabalhador sob ameaça ou coerção;
  • Jornada exaustiva: Exigência de esforço extremo que coloque em risco a saúde ou a vida;
  • Condições degradantes: Violações graves da dignidade, sem garantias mínimas de higiene, saúde, alojamento e descanso;
  • Servidão por dívida: Restrição de locomoção vinculada a débitos ilegais com o empregador.

A lei também pune manobras para reter o trabalhador no local, como retenção de documentos e objetos pessoais, vigilância ostensiva ou proibição do uso de transporte.

Outros casos

Mais de 500 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MT

Em 2025, Mato Grosso registrou o resgate de 627 trabalhadores de condições análogas à escravidãosegundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT). O levantamento também apontou que 716 pessoas tiveram o vínculo de trabalho formalizado após fiscalizações que identificaram irregularidades nos registros.

De acordo com o órgão, foram realizadas 34 operações, que alcançaram 848 trabalhadores em ações de fiscalização relacionadas à jornada de trabalho e ao pagamento de salários. As investigações resultaram no resgate de trabalhadores nos setores rural, de garimpo, da construção civil e da exploração sexual. Os resgates ocorreram nos seguintes municípios:

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  • Porto Alegre do Norte,
  • Cuiabá,
  • Nova Bandeirantes,
  • Nova Maringá,
  • Sorriso,
  • Chapada dos Guimarães,
  • Cláudia.

 

Operação teve início após trabalhadores atearem fogo em protesto contra condições degradantes — Foto: MTE

Operação teve início após trabalhadores atearem fogo em protesto contra condições degradantes — Foto: MTE

O caso que mais chamou atenção durante o ano de 2025 ocorreu em um canteiro de obras, em Porto Alegre do Norte, no mês de agosto, quando 586 trabalhadores foram resgatados após um incêndio em um alojamento revelar condições degradantes e jornadas exaustivas.

Na época, auditores-fiscais encontraram trabalhadores recrutados nas regiões Norte e Nordeste do país em situação degradante, em um canteiro de obras na zona rural do município. As condições nos alojamentos comprometiam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, impedindo o descanso adequado diante do calor intenso da região.

⚠️ Como denunciar?

Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

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Agro Mato Grosso

Bayer acelera inovação em sementes e proteção de cultivos

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A Bayer está implementando o plano, anunciado anteriormente, de levar 10 produtos considerados “blockbusters” ao mercado em 10 anos, marcando o início do lançamento de grandes inovações da divisão agrícola em regiões chave ao redor do mundo. Um deles é um produto que deve entregar um potencial máximo de vendas de pelo menos 500 milhões de euros. Já o inseticida Plenexos™ e o Preceon™ Smart Corn System começaram a ser comercializados. Em soja, o Vyconic™¹ tem introdução prevista para o próximo ano nos Estados Unidos e no Canadá, e a introdução do Intacta 5+™¹ é esperada para a safra 2027/2028 no Brasil.

 

“Estamos cumprindo as promessas que fizemos e levando aos produtores uma nova geração de produtos capazes de transformar o mercado. Ao conectar a inovação em sementes e proteção de cultivos, conseguimos oferecer soluções para a propriedade como um todo, que ajudam os produtores a gerenciar riscos, capturar o potencial produtivo e melhorar o retorno sobre o investimento”, afirmou Rodrigo Santos, membro do Conselho de Administração da Bayer AG e líder global da divisão agrícola. “Seguimos uma estratégia muito criteriosa e diferenciada para cada um de nossos segmentos, considerando diferentes dinâmicas de crescimento, necessidades dos produtores e contextos regionais e competitivos. Como temos escala, vemos a atuação conjunta desses diferentes segmentos de negócio como uma vantagem estratégica significativa — uma vantagem que se reflete no que inovamos e em como podemos atender os produtores.”

 

Preceon™ Smart Corn System, sistema de milho de baixa estatura habilitado digitalmente, já está gerando valor no campo no México, na Itália, na Espanha e nos EUA. Neste ano, terá início o lançamento comercial na Argentina. Ele oferece uma combinação única de benefícios para os produtores, incluindo maior proteção contra eventos climáticos extremos, flexibilidade para plantio em maiores densidades, melhor acessibilidade para equipamentos agrícolas convencionais ao longo da safra e um sistema radicular maior. Tudo isso contribui para a redução do risco agronômico, maior potencial produtivo e melhor retorno sobre o investimento para os produtores. Até 2035, a Bayer tem como meta uma penetração de mercado de mais de 10,5 milhões de hectares (ou 26 milhões de acres). O Preceon™ também é único por incorporar capacidades digitais ao sistema por meio do FieldView™. Mais do que uma plataforma de habilitação comercial, ele funciona como uma ferramenta de colaboração entre produtores e seus consultores agronômicos, ajudando os clientes a alcançarem todo o potencial agronômico e econômico do sistema.

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Plenexos™, um novo inseticida voltado a um amplo espectro de pragas sugadoras, foi introduzido na Colômbia, com México, Brasil e EUA previstos na sequência. Em comparação com outros produtos, os produtores podem usar até 75% menos ingrediente ativo para controlar pragas², o que também ajuda a proteger polinizadores, insetos benéficos e outros organismos não alvo. Com foco em soja, algodão, frutas e hortaliças, espera-se que o Plenexos™ alcance potencial máximo de vendas de 500 milhões de euros até meados da década de 2030.

 

Vyconic™ será a primeira combinação de traits de soja do setor com tolerância a cinco herbicidas. Ele foi desenvolvido para oferecer aos produtores mais flexibilidade em suas opções de controle de plantas daninhas e para gerenciar melhor a pressão de daninhas e a resistência, que se torna cada vez mais problemática. Devido à integração com o pipeline avançado de melhoramento da Bayer, o Vyconic™ será introduzido em variedades elite de alto desempenho que demonstraram aumento de produtividade superior a dois bushels por acre. Isso significa que os produtores poderão obter o valor total tanto do maior potencial produtivo genético quanto da flexibilidade no controle de plantas daninhas mais cedo do que nunca. A Bayer prevê forte adoção do Vyconic™ e o lançamento subsequente do HT5, ajudando a recuperar a posição de liderança em traits na América do Norte até 2032.

 

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Intacta 5+™ também levará cinco tolerâncias a herbicidas aos produtores brasileiros e acrescentará novos traits de proteção contra insetos desenvolvidos especificamente para o mercado brasileiro. Em soja, espera-se que essas soluções e a próxima geração de traits de tolerância a herbicidas, combinadas com a proteção contra insetos, alcancem potencial máximo de vendas superior a 3 bilhões de euros.

 

Outros produtos blockbuster esperados antes do fim da década incluem a proteção de quarta geração contra larva-alfinete do milho, além do herbicida inovador Icafolin, com meta de potencial de vendas de 750 milhões de euros em meados da década de 2030. Em conjunto, os 10 produtos blockbuster abordarão desafios urgentes dos produtores e estão posicionados para contribuir significativamente para o crescimento da Bayer ao longo da próxima década.

 

Bayer avança em pipeline de inovação líder do setor

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Paralelamente a esses lançamentos, a Bayer avança em projetos-chave em seu pipeline de P&D da divisão agrícola e leva inovação aos produtores de forma contínua, introduzindo de 400 a 500 novos híbridos e variedades anualmente. Esse resultado se baseia na plataforma de melhoramento de precisão habilitada por IA da Bayer, que dobra a taxa de melhoria de produtividade de cada nova geração, ou ganho genético, em comparação com o melhoramento histórico, e acelera em três vezes a chegada ao mercado.

 

Os pesquisadores da empresa aprimoraram ainda mais essa abordagem de melhoramento por meio da edição gênica, que utilizam em escala ao integrar a tecnologia desde as etapas iniciais dos processos de melhoramento. Um exemplo é a soja: variedades de maior produtividade podem se tornar mais suscetíveis ao acamamento à medida que a altura da planta aumenta. Por meio da edição gênica, a Bayer está desenvolvendo soja com arquitetura de planta aprimorada para ajudar a enfrentar esse desafio. Essa inovação e o pipeline avançado de melhoramento se combinam para criar conceitos de produto e valor para os produtores, com previsão de chegada ao mercado no início da próxima década.

 

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Como outro exemplo de seu motor de P&D conectado, a Bayer está avançando em novos traits biotecnológicos em conjunto com sua inovação inédita em proteção de cultivos. Em estágio inicial de desenvolvimento, a empresa trabalha em sua sexta geração de tolerância a herbicidas, que também deve incluir tolerância ao seu herbicida blockbuster Icafolin. É a primeira vez que a empresa desenvolve simultaneamente uma nova molécula herbicida e um trait vegetal de tolerância, contribuindo para um sistema holístico de controle de plantas daninhas único no setor.

 

A plataforma de P&D CropKey da Bayer, impulsionada por IA, é um diferencial-chave em proteção de cultivos, permitindo a descoberta de novos modos de ação e o desenho de moléculas direcionadas, com avaliação de eficácia, segurança e sustentabilidade desde o início do processo de P&D. Isso ajudou a criar um pipeline robusto, com mais de 15 novos modos de ação atualmente na fase de pesquisa, impulsionados pela CropKey. Um exemplo é um novo fungicida de amplo espectro para soja com potencial de blockbuster e que agora avançou para a fase II no pipeline.

 

“Seja em sementes, traits ou inovação em proteção de cultivos, a IA está se tornando um habilitador central do modelo de inovação da Bayer, ajudando-nos a avançar na descoberta, melhorar a eficiência do desenvolvimento e traduzir insights biológicos em produtos diferenciados para os produtores com mais rapidez”, afirmou Mike Graham, líder de P&D da Crop Science. “Nossa vantagem é que nossas equipes trabalham a partir dos mesmos insights biológicos, o que nos permite combinar conhecimentos entre disciplinas e acelerar a inovação.”

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A Bayer também está usando suas capacidades únicas de P&D para expandir para áreas adjacentes de crescimento. Com seu portfólio emergente, porém líder, de culturas intermediárias para biocombustíveis, incluindo camelina, colza de inverno e CoverCress™, a empresa contribui para atender à demanda crescente dos mercados de biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação, estimados para quase triplicar, chegando a 40 bilhões de galões até 2040. A Bayer também está avançando em seus planos de vender trigo híbrido na Europa e na América do Norte até o início da década de 2030. Isso abre uma oportunidade em grande parte inexplorada ao levar os benefícios da hibridização a uma cultura cultivada em mais de 202 milhões de hectares (ou 500 milhões de acres) no mundo. Com trigo híbrido, camelina, colza de inverno e CoverCress™, a Bayer está entrando em quatro novas culturas ao mesmo tempo.

 

Bayer segue no caminho certo na execução de seu Five-Year Framework

 

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A abordagem de inovação da Bayer é viabilizada pela execução de sua estratégia Five-Year Framework, que a divisão agrícola anunciou em 2025 para impulsionar crescimento, resiliência e rentabilidade. A empresa continua executando a estratégia, e os esforços começam a entregar resultados tangíveis.

 

A Bayer realizou avanços significativos na redução de custos, que somam quase 400 milhões de euros até o momento, contribuindo para sua meta de melhoria de 1 bilhão de euros no EBITDA antes de itens especiais e apoiando sua ambição de alcançar uma margem de EBITDA antes de itens especiais na faixa percentual de meados dos 20% até o fim da década. As ações incluíram o desinvestimento de cinco ingredientes ativos e a descontinuação de mais de 100 formulações de proteção de cultivos. Além disso, as medidas de fluxo de caixa estão avançando, com reduções de estoque que já somam 500 milhões de euros, apoiando a ambição da Bayer de alcançar fluxo de caixa operacional livre superior a 3 bilhões de euros até 2029.

 

A meta do Five-Year Framework de crescer acima do mercado e entregar mais de 3,5 bilhões de euros em vendas incrementais em moeda constante até o fim da década é apoiada pela entrega contínua de inovação da Bayer, bem como por decisões estratégicas de negócio. Entre os principais motores de crescimento estão híbridos de excelente produtividade lançados todos os anos, adoção acelerada de tecnologia, ganhos de participação de mercado e expansão geográfica de tecnologias comprovadas para mercados da Ásia e da região EMEA. No espaço de proteção de cultivos, a Bayer busca crescimento por meio de iniciativas de acesso ao mercado com foco local, realocação de recursos comerciais para produtos e regiões de crescimento e medidas de gestão de ciclo de vida, como a introdução do Convintro™ nos Estados Unidos, Brasil e Canadá.

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O progresso da Bayer é apoiado por seu modelo operacional DSO, o Dynamic Shared Ownership, que permite decisões mais rápidas e maior clareza de responsabilidades, fortalecendo a capacidade da empresa de liderar a escala das oportunidades habilitadas por IA em todo o negócio. “Nossa estratégia de inovação e nosso Five-Year Framework são construídos sobre execução”, afirmou Rodrigo Santos. “Estamos avançando em relação aos compromissos que assumimos e estamos preparados para liderar o setor e levar valor aos nossos clientes e acionistas, entregando soluções diferenciadas de que os produtores ao redor do mundo precisam.”

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Motorista morre 9 dias após acidente que matou filha e namorada em MT

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O motorista Bruno Arnold, de 30 anos, morreu nesta quarta-feira (9), nove dias após um acidente entre uma caminhonete e um caminhão que matou a filha dele, Liz Antonella Lemes Arnold, de 3 anos, e a namorada, Jamilly Gabriele Fonseca Tisott, de 18 anos, na BR-163, em Jangada, a 80 km de Cuiabá.

Bruno estava internado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) desde o acidente. Segundo a Polícia Civil, o caminhoneiro envolvido na batida foi preso em flagrante por homicídio qualificado. A identidade dele não foi divulgada pela polícia.

Após a morte de Bruno, a Prefeitura de Nobres publicou uma nota nas redes sociais lamentando a perda. Ele era filho de uma servidora do município.

A mãe de Liz também publicou uma homenagem a Bruno nas redes sociais.

“Obrigada pelo pai que você foi para a nossa Liz e por tudo que vivemos juntos. Você se foi junto com a nossa menina. Descanse em paz, cuide da nossa Liz aí no céu”, diz um trecho da mensagem.

 

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O acidente

 

Acidente entre caminhão e S10 deixa dois mortos em Jangada. — Foto: Reprodução

Acidente entre caminhão e S10 deixa dois mortos em Jangada. — Foto: Reprodução

Segundo a investigação, o caminhão teria invadido a pista contrária durante uma ultrapassagem em local proibido, no km 584 da rodovia. Durante a manobra, a roda dianteira direita do caminhão atingiu a região do farol dianteiro da caminhonete.

Com o impacto, a caminhonete saiu da pista e bateu contra um barranco às margens da rodovia. Jamilly e Liz não morreram ainda no local.

A ocorrência foi atendida inicialmente pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caminhoneiro foi conduzido à Delegacia de Rosário Oeste para prestar esclarecimentos.

Após analisar as circunstâncias do acidente, a Polícia Civil decidiu pela autuação em flagrante do motorista por homicídio qualificado. De acordo com a polícia, foram consideradas a gravidade da conduta atribuída ao caminhoneiro e a circunstância de ele ser um motorista profissional, responsável pela condução de um veículo de grande porte.

A investigação aponta que o motorista teria desrespeitado a sinalização, feito a ultrapassagem em local proibido e invadido a pista contrária. Para a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que ele teria assumido o risco de provocar o acidente ao realizar a manobra.

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