Agro Mato Grosso
MT até 2070: o segredo do único estado que cresce enquanto todos os outros encolhem

Único estado com crescimento populacional até 2070, Mato Grosso se destaca pela força do agronegócio, qualificação e geração de empregos, que atraem novos moradores.
Enquanto os estados brasileiros se preparam para encolher nas próximas décadas, Mato Grosso segue em movimento contrário, sendo o único estado que, segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continuará crescendo até 2070 — uma curva que desafia o cenário nacional e já começa a redesenhar cidades, serviços públicos e rotinas no presente.
🔍A projeção demográfica levanta uma questão central: o que faz de Mato Grosso a exceção e como o estado se prepara para o futuro?
Segundo especialistas ouvidos, o ‘segredo’ que mantém Mato Grosso na contramão do país se apoia em três pilares:
- 🌾expansão do agronegócio;
- 🤝geração de empregos na cadeia produtiva;
- 🛬migração de jovens em busca de renda e estabilidade.
Estima-se que o estado vai ultrapassar 5,2 milhões habitantes até 2070, um aumento de quase 44% se comparado com o Censo 2022, quando foram contabilizados 3.658.813 moradores.
A projeção no país é que a população encolha antes do previsto, puxada pela queda da fecundidade e o aumento da população idosa. No entanto, Mato Grosso deve seguir na contrapartida.
Segundo o pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE, Marcio Mitsuo Minamiguchi, enquanto a idade mediana do brasileiro será de 51,2 anos em 2070, em Mato Grosso será de 44,8 anos no mesmo período (veja na tabela mais abaixo).
📈A idade mediana da população de 2023 e 2070
| ESTADO | 2023 | 2070 |
| Rio Grande do Sul | 37,8 | 52,1 |
| Rio de Janeiro | 37,3 | 52,1 |
| Minas Gerais | 36,7 | 52,0 |
| São Paulo | 36,4 | 51,6 |
| Espírito Santo | 35,5 | 49,6 |
| Paraná | 35,5 | 50,6 |
| Santa Catarina | 35,4 | 48,8 |
| Bahia | 34,9 | 52,8 |
| Rio Grande do Norte | 34,5 | 52,6 |
| Distrito Federal | 34,5 | 53,3 |
| Goiás | 34,2 | 49,7 |
| Paraíba | 34,1 | 51,3 |
| Piauí | 33,7 | 52,6 |
| Pernambuco | 33,7 | 51,6 |
| Ceará | 33,5 | 52,1 |
| Sergipe | 33,1 | 52,4 |
| Mato Grosso do Sul | 32,9 | 48,7 |
| Rondônia | 32,1 | 50,3 |
| Mato Grosso | 32,1 | 44,8 |
| Alagoas | 32,0 | 51,4 |
| Tocantins | 31,6 | 50,0 |
| Maranhão | 30,3 | 52,6 |
| Pará | 29,7 | 50,8 |
| Amazonas | 27,6 | 48,7 |
| Acre | 27,4 | 50,6 |
| Amapá | 27,3 | 50,5 |
| Roraima | 26,8 | 46,7 |
Para o sociólogo e professor de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maurício Munhoz, o estado possui um dinamismo econômico singular. Ele explicou que isso mostra a força das cadeias do agronegócio, da agroindústria e dos novos serviços associados, que criam polos regionais capazes de atrair gente de todo o país.
Os pesquisadores ressaltam que políticas públicas têm papel direto nesse processo, seja pela infraestrutura que atrai investimentos, seja pelas áreas em que a expansão populacional já pressiona serviços. Para eles, o futuro demográfico de Mato Grosso dependerá da capacidade de transformar esse crescimento em qualidade de vida.
Quem veio para ficar
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Bernardo Leandro saiu do RS para trabalhar em Mato Grosso e se apaixonou pelas belezas naturais do estado — Foto: Arquivo pessoal
O gaúcho Bernardo Leandro Carvalho Costa, de 32 anos, deixou Triunfo (RS) em fevereiro de 2023 para passar uma temporada em Mato Grosso. A ideia era simples: começar a carreira docente num mercado que, no Sul, encolheu após a pandemia. A primeira vaga apareceu em Barra do Garças (MT).
“Era para ser algo temporário e hoje não desejo sair. A ideia era completar um ano de docência e ir para outro lugar, mas apareceram muitas oportunidades no interior e também na capital e, além disso, me sinto num estado que realmente passa por um ‘boom’ no desenvolvimento. Tive uma recepção muito grande ao ponto de que agora sinto que sou daqui”, relatou.
Bernardo passou de professor em instituição privada para substituto da Universidade Federal, até ser aprovado em um concurso da UFMT, em Cuiabá. No mesmo período, consolidou o trabalho como advogado e criou vínculos com a região.
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Bernardo Leandro Carvalho Costa e Maurício Pedroso Flores, ambos do RS e professores de direito, se conheceram após se mudarem para MT — Foto: Arquivo pessoal
O movimento de chegada também levou a Barra do Garças (MT) o professor universitário de direito, Maurício Pedroso Flores, de 32 anos. Ele soube, por intermédio de Bernardo, de uma vaga pouco antes de concluir o doutorado no Rio Grande do Sul e decidiu tentar, mesmo sem conhecer a cidade.
“Vim com uma mala e um sonho. Não tinha muita ideia do que esperar daqui, mas descobri que é um lugar muito bom, cheio de oportunidades. Hoje sou realmente muito grato a tudo que essa terra me deu e não tenho vontade de sair daqui”, ressaltou.
De acordo com o Censo 2022, o estado recebeu mais de 300 mil novos moradores de outras unidades da federação entre 2010 e 2022 — um dos maiores saldos proporcionais do Brasil. A chegada de tanta gente se justifica, também, pela oportunidade que o mercado de trabalho oferece:
- 💼Emprego: foram criados mais de 56 mil novos postos de trabalho entre janeiro e outubro deste ano, segundo o Caged;
- 📊Ranking: MT é o 2° estado do país com o maior número de empregos com carteira assinada;
- 👦Jovens: em 2024 o estado tinha 628 mil jovens empregados e registrou a menor taxa de desemprego do Brasil (4,05%) para essa categoria, apontou o IBGE;
- 💰Salário: MT teve crescimento no rendimento médio real do trabalho, chegando a R$ 3.507 no terceiro trimestre deste ano.

Secretário de Desenvolvimento Econômico de MT fala sobre geração de empregos
O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, César Miranda, ressaltou que os números demonstram a tendência de crescimento do mercado de trabalho e expansão de diversos setores da economia.
🏡Expansão urbana
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Municípios de MT ampliam moradias e se preparam para o crescimento — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
A chegada de mais gente e o crescimento populacional acelerado pressionam as cidades a ampliarem as moradias. O relatório de déficit habitacional do Brasil, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP), aponta que Mato Grosso precisa de cerca de 120 mil novas casas para dar conta da demanda atual.
Além do programa federal Minha Casa, Minha Vida, o estado colocou em funcionamento o Sistema Habitacional de Mato Grosso (SiHabMT), em 2023, que operacionaliza o programa SER Família Habitação, para acelerar a construção.
Não há um cronograma oficial sobre quando o estado pretende zerar a fila da habitação. No entanto, 79 municípios já aderiram ao programa para receberem os recursos para construção. Desde o início da operação, foram investidos cerca de R$ 95 milhões em subsídios, beneficiando mais de 6 mil famílias.
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Município em expansão trabalha para receber novos moradores — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
À medida que se torna o único estado com crescimento contínuo, Mato Grosso também amplia o mapa de cidades que precisam de infraestrutura. Boa Esperança do Norte (MT), por exemplo, é o município mais novo do Brasil e recebeu R$ 10 milhões do governo, em outubro deste ano, para asfaltar ruas e avenidas, num esforço para acompanhar a velocidade da expansão demográfica.
O objetivo, segundo o prefeito Cabele Francio, é tornar a cidade um modelo do agronegócio no estado.
“Estou com quase todos os projetos prontos, terminando a parte da engenharia para aplicar esses recursos na recapagem das ruas e na construção de uma avenida nova”, explicou.
O município conta com uma população de 5.877 moradores e estreou no ranking populacional superando 1.867 cidades brasileiras em número de habitantes. Um dos potenciais destacados é a produção de grãos, com mais de 700 mil toneladas em uma área estimada de 280 mil hectares.
Outra região que temia por investimentos era o Distrito de Nova Poxoréu, que começou a ser habitado há 15 anos, mas nunca teve um asfalto que ligasse a Primavera do Leste (MT), onde a maioria dos moradores trabalha. Após reunião no fim de novembro deste ano, o governo anunciou um investimento estimado em R$ 7 milhões, destinados às prefeituras para asfaltar os 6 km do trecho de ligação.
“O aluguel em Primavera é mais caro e, por isso, essas pessoas moram no distrito, que é mais barato. Mas elas passam por esse sofrimento de enfrentar lama ou poeira e agora a obra vai garantir mais dignidade”, declarou o prefeito Sergio Machnic, após a reunião.
💰De olho na economia
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As maiores altas no PIB foram registradas no Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%) — Foto: Sistema de Contas Regionais | IBGE
A expansão econômica é outro fator que tende a atrair novas famílias e sustentar o crescimento urbano. Para o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, os investimentos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foram fundamentais para o desenvolvimento do estado nos últimos anos.
“É um estado com muita vocação para a produção de alimentos, terras propícias, homens e mulheres vocacionados e um investimento contínuo a partir da criação do Fethab para a construção de infraestrutura e um crescimento sustentável, principalmente em áreas que têm oportunidades, mas que não tinham infraestrutura. Isso permitiu com que o Mato Grosso tivesse esse crescimento acima da média brasileira”, disse em entrevista a imprensa.
Nos últimos 20 anos, Mato Grosso liderou o crescimento econômico no país. O estado teve média anual de 5,2%, sendo a maior entre todas as unidades da federação. Só em 2023, a economia mato-grossense movimentou R$ 273 bilhões, uma alta de 12,9% — o terceiro maior avanço do Brasil, atrás apenas do Acre e de Mato Grosso do Sul, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), divulgado em 2024 (veja no gráfico acima).
O desempenho fez o estado ganhar espaço no mapa econômico nacional: hoje, responde por 2,5% de todo o PIB brasileiro, o maior salto de participação registrado entre os estados no período de 2002 a 2023.
🧑🌾A força do agronegócio também ajuda a explicar por que mantém uma trajetória de expansão. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do MAPA, seis das dez cidades mais ricas do agronegócio brasileiro estão em território mato-grossense, reflexo direto da liderança nacional na produção de soja, milho e algodão.

Os principais destaques foram:
- 🌽Milho: produção da segunda safra de milho atingiu um recorde de 55,1 milhões de toneladas, um aumento de 12,9% em relação à safra anterior; quase metade da produção nacional;
- 🌱Soja: em seguida aparece a soja, que viu a produção passar de 40,4 milhões de toneladas em 23/24 para 51,3 milhões em 24/25, crescimento de 26,9%;
- 💭e o caroço do algodão, que saiu de 3,7 milhões de toneladas produzidas em 23/24 para 4 milhões de toneladas, variação positiva de 8,3%, enquanto a pluma do algodão variou de 2,6 milhões de toneladas para 2,8 milhões de toneladas, aumento também de 8,3%.
O peso dessa produção é sustentado por uma logística que vem sendo ampliada ano após ano. O Ministério dos Transportes mostra que o estado concentra alguns dos principais corredores de exportação do país, fruto da pavimentação e duplicação de rodovias federais e estaduais, além das concessões que vêm modernizando trechos estratégicos.
Conforme a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), são 33 mil quilômetros de estradas, responsáveis por garantir as ligações entre os 142 municípios, e colocando Mato Grosso como o estado brasileiro com a maior malha rodoviária estadual do país.
Uma das principais obras transforma a BR-163, principal rota do agronegócio, em um corredor logístico mais seguro e eficiente. A estrada é a principal rota de escoamento para os portos do Arco Norte, como Miritituba, no Pará, e de Santos (SP). A duplicação reduz o tempo de viagem e os custos operacionais.
Também está em construção a primeira ferrovia de Mato Grosso. Atualmente, mais de cinco mil trabalhadores contratados pela Rumo Logística concluíram cerca de 70% do projeto. Entre os responsáveis por essa mão de obra está o casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) com os dois filhos após ele ser promovido para atuar na obra. Já no estado, Andriele também foi contratada pela empresa.
“Aqui conseguimos conciliar carreira, rotina familiar e qualidade de vida. A decisão mudou nossa vida, trouxe mais estabilidade para as crianças, ampliou nossas perspectivas profissionais e fortaleceu nossa visão de futuro”, ressaltou Andriele.
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Casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) para trabalhar e morar em Mato Grosso — Foto: Arquivo pessoal
São 743 quilômetros de linha férrea que ligará Rondonópolis a Cuiabá, e Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP), abrindo caminho para uma exportação ainda mais rápida.
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Projeto de implantação da 1ª ferrovia estadual de Mato Grosso — Foto: Secom-MT
Além do estado, o Ministério dos Transportes aplicou investimentos em Mato Grosso com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), já em construção entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT) — e a Ferrogrão, planejada para ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA) e ampliar o escoamento pelo Arco Norte.

Ministro Carlos Fávaro cita a importância dos investimentos em ferrovias em MT
Esse avanço da infraestrutura tem efeito direto na dinâmica populacional: municípios do norte e sul de Mato Grosso vêm atraindo mão de obra de outras regiões, impulsionando tanto a economia local quanto o crescimento urbano nessas áreas que antes eram menos ocupadas.
Onde tudo começa
Ao mesmo tempo em que o agronegócio impulsiona o PIB, Mato Grosso também aposta na base da produção: a agricultura familiar, responsável por boa parte do alimento que chega às mesas e pelo desenvolvimento local.
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Agricultores familiares serão beneficiados com contratação de técnicos para regularização fundiária e ambienta — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Em novembro, foi lançado o MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, programa que prevê US$ 100 milhões em investimentos até 2030, com financiamento do Banco Mundial, para fortalecer cooperativas, ampliar o acesso a mercados e regularizar áreas rurais. A expectativa é que o programa beneficie 15 mil famílias com práticas produtivas mais sustentáveis e geração de renda no campo.
Além de fortalecer quem produz no campo, foram direcionados investimentos para preparar a mão de obra que sustenta essa engrenagem econômica. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) anunciou a ampliação da política de educação profissional e tecnológica, que prevê 15 mil novas vagas para estudantes do ensino médio em cursos voltados justamente para áreas em expansão — da indústria ao agronegócio.
“Até o próximo ano, 22,2% das matrículas do Ensino Médio estarão vinculadas à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), beneficiando estudantes de 108 dos 142 municípios do estado. Para 2027, o objetivo é alcançar 29,7% de participação”, informou a Seduc.
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Estudantes de Mato Grosso se preparam para o mercado de trabalho — Foto: Seduc-MT
Na saúde, o avanço populacional e a formação de novos centros urbanos desencadearam outra prioridade. O IBGE ressaltou que, mesmo que o estado vai ‘envelhecer’ depois dos demais, precisa se preparar.
“O grande desafio, mais do que o volume populacional, é o desafio de uma sociedade envelhecendo. Em termos de políticas públicas, quando a população envelhece, precisa de atenção à saúde. Esse é um dos grandes desafios para o futuro”, alertou o pesquisador Marcio Minamiguchi.
Atualmente, o estado tem seis hospitais públicos em construção, sendo dois em Cuiabá e quatro regionais no interior do estado. O objetivo é descentralizar serviços e ampliar o acesso da população a atendimentos especializados em todas as regiões do estado. Confira na galeria abaixo o andamento de cada obra:
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MT reúne paisagens da Amazônia, Cerrado e Pantanal — Foto: Reprodução
Para além das oportunidades econômicas e estruturais, Mato Grosso reserva belezas naturais que acolhem e aumentam ainda mais o desejo de ficar. O estado reúne três dos principais biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado e Pantanal — e oferece paisagens únicas que atraem turistas do país inteiro.
No Pantanal, considerado Patrimônio Natural da Humanidade, a observação da vida selvagem e os safáris fotográficos se tornaram experiências que colocam o estado na rota do turismo ecológico mundial. Em Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital, cachoeiras, paredões de arenito e trilhas de fácil acesso fazem do parque nacional um dos cartões-postais mais visitados da região Centro-Oeste. No norte, o Parque Estadual do Cristalino preserva uma das áreas mais ricas da Amazônia mato-grossense e se destaca como destino de pesquisadores e apaixonados por natureza.
Com rios de águas cristalinas, cavernas, mirantes e um clima que favorece o turismo durante todo o ano, Mato Grosso transforma quem chega para trabalhar em novos moradores — muitos deles seduzidos pela combinação entre qualidade de vida, oportunidades e um cenário natural que parece não ter fim.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.
As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.
Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.
Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.
Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.
A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.
Agro Mato Grosso
Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.
A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.
Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.
Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.
Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.
“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.
A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.
“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.
A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.
“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).
O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.
Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.
Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.
Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.
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