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19 de outubro de 2026

Tecnologia do Agro

Começa a colheita do algodão em MT: saiba como o monitoramento climático contribui para uma safra recorde

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Uso de dados e tecnologia digital é fundamental para o sucesso da safra

O Brasil se prepara para uma safra histórica de algodão em 2025. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estão previstas 3,9 milhões de toneladas da pluma, crescimento de 5,7% em relação ao ciclo anterior. Em Mato Grosso, principal produtor do país, a colheita já começou de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), porém ainda em uma fase muito inicial até o momento.

“Não houve um avanço significativo para um desenvolvimento mais extenso da cultura, mas a expectativa é que nesta semana comece a colheita em algumas regiões com mais intensidade e de maneira mais significativa”, afirma Cleiton Gauer, superintendente do Imea.

O monitoramento climático na fase final da lavoura é importante para não haver perdas de potencial produtivo. O relatório de junho de Conab aponta como o clima tem interferido na safra pelo país.

A partir de junho, o clima mais seco em Minas Gerais está favorecendo a qualidade da fibra. Contudo, na Bahia, a diminuição das chuvas tem restringido o desenvolvimento das lavouras, resultando em perdas de rendimento. Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul enfrenta altos índices pluviométricos, o que exige um monitoramento constante de doenças, mas ao norte do estado, a colheita avança bem, uma vez que as chuvas regulares cessaram.

O planejamento da colheita com base no clima é fundamental para garantir uma grande safra de algodão neste ano. A ocorrência de chuva neste período pode prejudicar a qualidade da fibra e trazer impactos negativos no processo de armazenamento da pluma. Por outro lado, se estiver muito seco e quente há maior risco para acidentes e focos de incêndio.

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Para evitar perdas e obter o maior potencial das lavouras, o cotonicultor deve contar com as tecnologias já disponíveis no mercado. A integração de dados das estações meteorológicas das propriedades com modelos de previsão climática confiáveis (por talhão e por hora) é indicada para o sucesso desta fase final da safra.

“Cada vez mais, a tomada de decisão é feita com base em dados. É interessante unir as informações obtidas em um só local, para facilitar a análise. Além disso, o monitoramento das lavouras deve ser feito de maneira contínua, com a alimentação constante deste banco de dados que fica mais rico com o passar do tempo, fornecendo uma visão mais detalhada da realidade do campo”, explica Davi Köhntopp, pesquisador de Produtos Digitais do xarvio® Digital Farming Solutions, marca de agricultura digital da BASF Soluções para Agricultura.

Para reunir os dados de estações meteorológicas, previsão do tempo regionalizada com base em imagens de satélite e até dados das máquinas colhedoras o produtor pode contar com plataformas como o xarvio® FIELD MANAGER. Assim, é possível fazer a leitura das informações num mesmo local.

“Minimizar riscos na colheita é fundamental e o monitoramento climático é uma das ferramentas mais importantes desta etapa. Sabemos que o produtor colhe uma safra e já começa a pensar na próxima. Com as informações, é possível fazer comparações das áreas com mapas de potencial produtivo indicando os melhores talhões e onde será preciso investir mais nos próximos ciclos”, explica Davi.

Digitalização no campo

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A digitalização tem transformado o agronegócio com o uso de ferramentas tecnológicas para tomadas de decisão cruciais. A plataforma xarvio® FIELD MANAGER monitora de perto o desenvolvimento das lavouras, utilizando imagens de drones, satélites e outros dados para oferecer uma visão precisa sobre as plantas em cada parte do talhão. Essa perspectiva detalhada permite ao agricultor identificar problemas rapidamente e agir de forma preventiva, assegurando uma colheita mais bem-sucedida.

Com base nesses dados, o produtor tem mais informações sobre manejos específicos, identificando gargalos e pontos de atenção para a próxima safra. “Ao verificar a variabilidade da minha área e, considerando as previsões de problemas climáticos na safra, posso tomar decisões de manejo mais assertivas, como a semeadura em taxa variável, adiantar ou atrasar um plantio, ou até mesmo mudar a variedade a ser utilizada naquele talhão”, conclui Mariana Borges, gerente Técnica de Vendas do xarvio®.

Essa capacidade de adaptação e planejamento é o que diferencia os produtores que abraçam a digitalização. A tecnologia xarvio® além de aprimorar a gestão da lavoura do algodão, também fortalece a resiliência das lavouras frente aos desafios climáticos, garantindo uma colheita mais produtiva e segura.

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Agro Mato Grosso

Valtra lança sexta geração da Série T com até 245 cv

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Tratores recebem motor CORE75, novas transmissões, SmartTouch Gen2 e conectividade FarmENGAGE

A Valtra apresentou a sexta geração da Série T, com potência de 170 cv a 245 cv, novo motor AGCO Power CORE75, duas opções de transmissão e atualização dos sistemas de operação, automação e agricultura digital. A fabricante direciona os tratores a produtores profissionais e prestadores de serviços.

A nova geração adota uma plataforma desenvolvida para integrar trator, implementos e gerenciamento da propriedade. A linha também recebe o sistema SmartTouch Gen2 e preparação de fábrica para a plataforma PTx FarmENGAGE.

Motor CORE75

O motor AGCO Power CORE75 utiliza seis cilindros e 7,5 litros de cilindrada. No modelo T236, entrega até 245 cv e torque máximo de 1.184 newton-metros.

O conjunto trabalha com o Smart Power Management. O sistema ajusta o comportamento do motor e da transmissão conforme a operação e a preferência selecionada pelo operador. A estratégia busca combinar capacidade de tração e consumo de combustível.

Segundo testes de laboratório da AGCO Power, o CORE75 apresentou redução de até 5% no consumo específico de combustível no ponto de melhor eficiência frente ao motor AGCO Power 74HD da geração anterior. A empresa prevê concluir testes independentes de validação até o final de 2026.

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O operador pode selecionar os modos Eco, Normal ou Power. O motor também trabalha com uma faixa ampla de torque em baixas rotações. Segundo a fabricante, essa característica auxilia na manutenção do desempenho durante mudanças de carga.

Duas opções de transmissão

A sexta geração oferece duas alternativas de transmissão. Uma delas utiliza a transmissão continuamente variável AGCO ML 180. A segunda emprega uma nova transmissão powershift de dez etapas.

As configurações permitem velocidades de transporte de 40, 50 ou 57 quilômetros por hora, conforme a especificação e as regras locais de trânsito.

A plataforma utiliza distância entre eixos de 2.950 milímetros, vão livre do solo de até 575 milímetros e raio de giro de 4,9 metros. O sistema hidráulico fornece vazão de até 200 litros por minuto. O peso bruto máximo permitido alcança 14 mil quilogramas.

SmartTouch Gen2

A nova Série T incorpora o SmartTouch Gen2. A interface utiliza tela sensível ao toque de 12 polegadas e oferece capacidade de processamento dez vezes superior à geração anterior, segundo a Valtra.

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O sistema apresenta tempo de inicialização de 22 segundos. O operador pode configurar telas de trabalho com até 16 quadrantes e criar perfis específicos para operadores, tarefas e implementos.

O SmartTouch Gen2 oferece até 12 botões configuráveis. A interface integra recursos de orientação, ISOBUS e gerenciamento de implementos. Uma função de ajuda apresenta informações adicionais e códigos QR para consulta.

A fabricante também disponibiliza o novo apoio de braço Active Gen2. A solução utiliza comandos dedicados e funções configuráveis. SmartTouch Gen2 e Active Gen2 sincronizam as informações com a tela instalada na coluna A da cabine.

Ajustes durante operações

A sexta geração incorpora recursos de automação voltados ao controle do trator e dos implementos. A lista inclui Tractor Implement Management, Ground Speed Hydraulics e Front Linkage Control.

O Ground Speed Hydraulics vincula funções hidráulicas à velocidade de deslocamento. Outros recursos permitem programar controles e administrar implementos. A estratégia busca reduzir ajustes repetitivos durante as operações.

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A linha também mantém o programa Valtra Unlimited, destinado à personalização de fábrica. A fabricante prevê configurações para agricultura, pecuária, prestação de serviços, atividades florestais e aplicações municipais.

Máquinas conectadas

Os tratores saem de fábrica preparados para o PTx FarmENGAGE. A plataforma permite administrar dados das máquinas, planejamento e comunicação entre escritório e campo.

O sistema permite transferir tarefas, documentação e informações agronômicas. A Valtra também prevê uso do FarmENGAGE em frotas formadas por equipamentos de diferentes fabricantes.

Segundo Johan Grotell, gerente de marketing de produto da Valtra EME, a integração entre máquina, implemento, gestão e dados amplia o uso das tecnologias embarcadas em diferentes operações.

Matti Tiitinen, vice-presidente de vendas e marketing da Valtra EME, afirma que a nova geração buscou atender demandas apresentadas por agricultores e prestadores de serviços. Entre os pontos citados aparecem desempenho, custos operacionais, conectividade, personalização e facilidade de operação.

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Agro Mato Grosso

Fendt avança na automação de máquinas para o algodão

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Portfólio em destaque no Congresso Brasileiro do Algodão reunirá tratores, plantadeira, pulverizador e soluções digitais

A cotonicultura brasileira opera hoje com um dos mais altos níveis de tecnificação do mundo — e é nesse ambiente que a Fendt apresenta seu portfólio durante a 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no país, realizado entre 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

Durante o evento, os visitantes do estande da Fendt, fabricante alemã de maquinário de alta potência e inovação, terão a oportunidade de conhecer as máquinas e tecnologias desenvolvidas para os desafios específicos do algodão, com destaque para os lançamentos mais recentes da marca e para soluções que contribuem para elevar a produtividade, a eficiência operacional e a sustentabilidade no campo.

“O Congresso Brasileiro do Algodão reúne produtores altamente tecnificados e entre os mais exigentes do mundo. Para a Fendt, estar presente nesse ambiente é fundamental para fortalecer o relacionamento com o setor, entender as necessidades do campo e demonstrar como nossas tecnologias podem contribuir para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, afirma Rafael Antonio Costa, diretor Comercial da Fendt.

Entre os destaques estão os novos tratores Fendt 1000 Vario Gen4 e Fendt 800 Vario Gen5, desenvolvidos para atender operações de médias e grandes propriedades. Os modelos incorporam recursos voltados à redução do consumo de combustível, maior conforto ao operador e aumento da eficiência nas atividades agrícolas. A Fendt também apresenta a nova geração da plantadeira Fendt Momentum, equipada com tecnologias de distribuição de peso e controle individual das linhas de plantio, que favorecem a uniformidade da semeadura e a otimização do uso de insumos.

Ainda no campo das operações de alta demanda, a marca destaca o pulverizador autopropelido Rogator 934H, projetado para o elevado número de aplicações exigido pelo algodão. Com alta capacidade operacional e tecnologias que permitem aplicações mais precisas, o equipamento contribui para otimizar o manejo fitossanitário e reduzir custos operacionais.

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A conectividade e a gestão de dados também ganham espaço com as plataformas digitais FarmENGAGE e Panorama, desenvolvidas para integrar informações de máquinas, monitorar operações em tempo real e apoiar a tomada de decisão no campo.

Inovações na lavoura

Outro tema que a Fendt leva ao CBA é o TIM (Tractor Implement Management, na sigla em inglês), conceito de gestão integrada em que o implemento deixa de ser um equipamento passivo e passa a comandar as funções do trator que realizam o trabalho — tomada de força, válvulas auxiliares e levante hidráulico -, além da velocidade de deslocamento e direção, de acordo com o que a operação exige em cada momento. Na prática, a máquina se ajusta sozinha ao trabalho que está sendo executado, sem depender da leitura e da reação do operador.

A aplicação mais recente desse conceito pela Fendt é o projeto de automação do subsolador, em desenvolvimento de acordo com os protocolos ISOBUS atuais. Nele, o implemento atua sobre um mapa de compactação, carregado no monitor do trator, realizando o trabalho conforme profundidade indicada no mapa, uma vez que o subsolador faz os ajustes necessários de profundidade em tempo real. Ao mesmo tempo, o sistema informa a profundidade real executada.

“O resultado esperado é uma descompactação mais precisa, com menor consumo de combustível, menor patinagem e menor desgaste do conjunto — ganhos especialmente relevantes em áreas de cana de açúcar e algodão, onde o tráfego intenso de máquinas pesadas torna o manejo da compactação uma decisão agronômica importante”, destaca Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt e responsável pela apresentação do painel sobre o tema.

A participação da Fendt no Congresso Brasileiro do Algodão também reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento da cadeia produtiva. Há quatro anos, a marca apoia o movimento Sou de Algodão, iniciativa que promove a valorização da fibra nacional e incentiva práticas sustentáveis em toda a cadeia, do campo à indústria têxtil.

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Agro Mato Grosso

Valtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia

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Caravana percorre 206 km pelo Oeste Baiano com modelos históricos e máquinas equipadas com alta tecnologia

A história da mecanização agrícola brasileira estará em movimento durante a quinta edição do Viajando com V de Valtra – Caminhos do Oeste Baiano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, uma caravana com 14 tratores percorrerá 206 quilômetros ligando os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa (BA). Realizada em parceria com a concessionária Nossa, a expedição promoverá um encontro inédito entre tratores clássicos da era Valmet e os mais modernos equipamentos da Valtra, demonstrando a evolução tecnológica do setor em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país.

Pioneira no setor ao se instalar no país em 1960 em Mogi das Cruzes (SP), a trajetória da Valtra reflete os grandes marcos da agricultura nacional. A jornada técnica teve início na Era da Força Bruta e Mecânica Simples (décadas de 1970 e 1980), focada em robustez, motores de injeção mecânica (como a linha MWM), tração 4×2 e postos de operação acavalados com alavancas centrais. A marca promoveu a revolução ergonômica e o pioneirismo do câmbio lateral (finais das décadas de 1980 e 1990) ao introduzir a primeira plataforma plana com câmbio lateral sincronizado do Brasil, além do sistema Multitorque (16×8) e motores de 6 cilindros.

Na sequência, a Consolidação das Séries A, BM e o Conforto Plataformado (anos 2000 a 2010) marcou a transição para a marca Valtra e a padronização dos motores AGCO Power Turbo Intercooler, maior capacidade hidráulica e tração 4×4 (TDA) de série. Atualmente, A Era da Cabine de Alta Tecnologia, Automação e Transmissão CVT (a partir de 2017) representa o salto para a agricultura moderna, trazendo transmissões continuamente variáveis sem escalonamento de marchas, gestão eletrônica Power Control DTM, reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, telemetria e piloto automático centimétrico.

“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Uma viagem pela evolução dos tratores

A diversidade de máquinas será um dos elementos que mais chamará a atenção durante a expedição. A caravana reunirá tratores atuais e modelos históricos, permitindo observar, lado a lado, como a tecnologia agrícola evoluiu ao longo das décadas sem deixar para trás características que sempre fizeram parte da identidade da marca, como robustez, confiabilidade, versatilidade e eficiência.

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Entre os modelos mais atuais estão o A990 Cabinado e o A800 Cabinado, da Série A2R; o BM115 nas versões cabinada e plataformada; o T250, da Série T CVT; o A750 Plataformado, da Série A; e o A134 HiTech, da Série A4 HiTech. A relação também inclui modelos históricos da época da Valmet, como o 85 ID, 1280 Plataformado, 885 Plataformado, 985 Cabinado e 1680.

O resultado é uma composição que representa diferentes perfis de produtor, operações e necessidades do campo. De tratores compactos e versáteis, voltados a atividades como fruticultura e pecuária, a máquinas de maior potência destinadas a operações pesadas e de grande escala, a expedição apresenta um panorama da evolução dos equipamentos agrícolas e da própria trajetória da marca no Brasil.

Um dos exemplos dessa evolução está nos tratores A800 e A990 da Série A2R. A linha combina simplicidade, versatilidade e economia de combustível, com motores trabalhando em alto torque e baixa rotação. Segundo a Valtra, a Série A2R pode proporcionar até 10% de redução no consumo de combustível, além de capacidade de levante até 6% superior às opções de mercado. Os modelos contam ainda com diferentes opções de transmissão e versões com cabine de fábrica, ampliando o conforto para jornadas mais longas.

Já o BM115 cabinado e plataformado representam uma das linhas mais tradicionais da Valtra entre os produtores brasileiros. A família BM é reconhecida pela combinação de robustez, confiabilidade, simplicidade e baixo custo operacional. O BM115 possui 117 cv, motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão de 16 marchas à frente e oito à ré. A tecnologia Multitorque permite rapidez na troca de velocidade de operação e contribui para uma economia de combustível de até 15%, de acordo com a Valtra. A linha está disponível nas versões plataformada e cabinada.

A presença dos BM também reforça o caráter histórico da expedição. A linha tem mais de duas décadas de mercado e ganhou uma edição especial para celebrar os 65 anos da Valtra no Brasil, preservando os atributos que fizeram do modelo uma referência entre os produtores.

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Quando se pensa em alta tecnologia, o T250 CVT simboliza o topo de linha da Valtra em desempenho, potência e inteligência embarcada. Com 250 cv e motor AGCO Power de seis cilindros, o modelo é destinado a operações de maior demanda, como preparo de solo, transporte e plantio em larga escala. Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável (CVT), que ajusta a rotação do motor a partir da velocidade, de acordo com a operação, permitindo trabalhar na faixa mais eficiente do conjunto. A Valtra destaca que a tecnologia pode proporcionar redução de consumo de combustível e maior eficiência operacional.

O T250 também representa a aproximação entre potência e agricultura de precisão. A Série T CVT pode sair de fábrica com piloto automático e recursos voltados ao controle das operações agrícolas, além de oferecer cabine projetada para jornadas prolongadas e integração com tecnologias de gestão e produtividade.

Outro representante da atual geração é o A134 HiTech, de 135 cv. O modelo integra a Série A4 HiTech e combina motor eletrônico AGCO Power de quatro cilindros com transmissão PowerShift, permitindo mudanças de marcha sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem. A configuração foi desenvolvida para proporcionar maior eficiência e reduzir o esforço do operador, além de estar preparada para receber recursos de agricultura de precisão.

A diversidade também aparece no A750 Plataformado, de 75 cv, pensado para operações que exigem agilidade e manobrabilidade, como atividades de agricultura familiar, fruticultura e pecuária. O modelo combina dimensões compactas, facilidade de operação e baixo consumo de combustível, características que ampliam sua versatilidade em diferentes propriedades.

Do 85 ID ao 1680: máquinas que ajudam a contar a história do campo

Se os modelos mais modernos mostram o presente e o futuro da mecanização, os tratores históricos levam para a estrada a memória de diferentes fases da agricultura brasileira.

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Entre eles está o 85 ID, associado à tradição dos tratores Valmet e reconhecido pela simplicidade mecânica, facilidade de manutenção e versatilidade operacional. O modelo foi desenvolvido para atender atividades de transporte, preparo do solo e acionamento de implementos, ajudando a consolidar a reputação de robustez e confiabilidade que acompanha a marca.

O 1280 Plataformado, por sua vez, integra a histórica linha de tratores pesados e foi desenvolvido para operações de maior exigência de tração. Com motor turboalimentado e elevada capacidade de torque, o modelo representa uma geração de máquinas concebidas para trabalhar com implementos de grande porte e enfrentar operações pesadas no campo.

Também estará presente o 885 Plataformado, modelo reconhecido pelo equilíbrio entre peso, potência e aderência. A máquina participou de diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio ao transporte, e ficou marcada pela longevidade de seu motor, facilidade de manutenção e capacidade de trabalho.

Outro clássico da caravana será o 985 Cabinado, trator de aproximadamente 100 cv que marcou época pela robustez mecânica e pela facilidade de manutenção. A versão cabinada representa também um momento importante da evolução dos equipamentos agrícolas, quando o conforto e a proteção do operador passaram a ganhar cada vez mais espaço no desenvolvimento das máquinas.

Fechando esse passeio pela história está o 1680, um dos modelos mais emblemáticos entre os tratores pesados da época Valmet. Desenvolvido para operações de preparo profundo de solo e tracionamento de grandes implementos, o modelo contava com motor turbo de seis cilindros e estrutura robusta, características que fizeram dele uma referência em força, aderência e resistência.

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Uma expedição que atravessa gerações

Desde 2022, o Viajando com V de Valtra percorre diferentes regiões do Brasil. A primeira edição passou pelo Caminho da Fé, em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Em 2023, a caravana esteve nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, percorreu a Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.

A quinta edição mantém a mesma essência: utilizar os tratores como instrumentos para aproximar pessoas, mostrar diferentes realidades agrícolas e valorizar o Brasil que produz.

No Oeste da Bahia, essa história será contada por meio de uma caravana que reúne passado, presente e futuro. De modelos que ajudaram a construir a mecanização brasileira a máquinas equipadas com transmissão CVT, motores com gerenciamento eletrônico e recursos de agricultura de precisão, os tratores mostrarão que a evolução tecnológica não apaga a tradição, mas sim faz parte dela.

Ao longo dos 206 quilômetros, a expedição pretende colocar em evidência não apenas a evolução das máquinas, mas também a evolução do próprio campo brasileiro: um setor que preserva sua história, incorpora novas tecnologias e busca continuamente mais produtividade, eficiência e sustentabilidade.

A edição Caminhos do Oeste Baiano reforça, assim, o propósito do Viajando com V de Valtra de percorrer as principais regiões produtoras do Brasil e dar visibilidade às diferentes histórias que formam o agronegócio nacional. Ao atravessar estradas, fazendas, rios e comunidades, os tratores levam consigo uma mensagem que vai além da tecnologia: a de que cada região tem uma história para contar e que o campo brasileiro é formado por muitas realidades, culturas e gerações que, juntas, ajudam a movimentar o País.

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Agro MT