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5 de maio de 2026

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França diz que Comissão Europeia quer ‘impor’ acordo entre Mercosul e UE

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A ministra francesa da Agricultura elevou o tom nesta quarta-feira (25) contra a Comissão Europeia, que ela acusa de querer “impor” o acordo entre a UE e os países sul-americanos do Mercosul, mas há incertezas sobre a capacidade da França de bloquear esse acordo comercial.

“As preocupações são intensas porque a Comissão quer impor sua vontade. Isso é muito grave. Os Estados não foram realmente envolvidos na negociação. Os agricultores, ainda menos”, indignou-se Annie Genevard ao lado de seu homólogo polonês, Czesław Siekierski, que compartilha suas preocupações.

“Estamos sendo apoiados em nossa luta por Hungria, Áustria, Irlanda, Países Baixos, Romênia, Itália, que expressaram suas grandes preocupações. É necessário que a Comissão tenha maioria qualificada para poder aprovar esse texto. Isso não está garantido”, acrescentou ela, também mencionando o compromisso da Bélgica.

Esses países emitiram reservas, mas nem todos indicaram claramente se se absteriam ou votariam contra.

A minoria de bloqueio – pelo menos quatro Estados-membros do Conselho, representando mais de 35% da população da União Europeia – não parece garantida para a ministra, que afirma, há semanas, estar perto disso, embora “não tenha certeza de nada”, e multiplicou deslocamentos para bloquear a adoção do tratado comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

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“Poderíamos fazer uma declaração conjunta (com o ministro italiano) nesta sexta-feira em Roma. A Itália tem as mesmas reservas que nós”, afirmou ela nesta quarta-feira, embora o país, peso pesado na votação, não tenha indicado claramente sua decisão.

Um responsável europeu afirmou na terça-feira que “a proposta para uma assinatura e conclusão seria adotada pela Comissão antes do final do mês” de junho.

“Alguns falam do dia 30 de junho, não sabemos. Mas, de qualquer forma, se a Comissão se aventurasse a passar rapidamente e impor, ela nos encontrará (…) em seu caminho”, ameaçou Annie Genevard, acrescentando que isso poderia “levar os agricultores de volta às ruas”.

“Que sentido teria uma decisão tomada pela Comissão enquanto uma maioria não seria favorável a ela”, disse ela ainda.

– PAC também “ameaçada” –

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O texto prevê a possibilidade de a UE exportar, em particular, mais carros, máquinas ou bebidas destiladas. Em contrapartida, facilitaria a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.

O comissário europeu da Agricultura, Christophe Hansen, declarou na terça-feira que as garantias para proteger os agricultores de concorrência desleal eram suficientes e rejeitou a ideia de um “protocolo adicional” mencionada pelo presidente Emmanuel Macron durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pressionava por uma rápida adoção.

Nesta quarta-feira, Annie Genevard declarou que seria de responsabilidade do presidente explicar em que consistiria um tal protocolo adicional.

Ela afirmou ter proposto na terça-feira aos 27 ministros da Agricultura, dos quais quinze eram favoráveis, uma medida prevendo uma “cláusula automática” para “todos os tratados de livre comércio” referente aos “limites máximos de resíduos” de pesticidas em produtos importados.

Assim, “nenhum produto tratado” com um pesticida proibido na Europa poderia “passar as fronteiras do mercado europeu”, acrescentou ela sem mais detalhes. Questionada sobre os prazos ou o instrumento legislativo que permitiria introduzir essa cláusula, a ministra não respondeu.

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A crítica de Annie Genevard também se voltou para os “projetos da Comissão sobre a política agrícola comum”, enquanto as negociações sobre a próxima PAC estão apenas começando.

Questionado se esses projetos foram oficialmente comunicados pela Comissão, o ministério não respondeu.

“A PAC está ameaçada em seu orçamento e em seu caráter comum (…)”, alertou a ministra. As hipóteses de uma fusão dos fundos da PAC com fundos direcionados a outros setores e sua renacionalização, mencionadas em Bruxelas há meses sem comunicação oficial da Comissão até agora, “são verdadeiramente um perigo”, segundo Genevard.

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Com ticket médio de R$ 270, mais da metade dos mato-grossenses irá às compras

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Principal data para o comércio varejista do primeiro semestre, o Dia das Mães, que será comemorado no próximo domingo (10), deve levar mais da metade dos consumidores mato-grossenses às compras. Segundo levantamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), 57% da população pretende investir em presentes, com um ticket médio estimado em R$ 270. Ao todo, a movimentação financeira projetada para a economia local é de R$ 409 milhões.

Para a diretora-Superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, o cenário é positivo, mas exige estratégia por parte dos empreendedores. “Os dados mostram que o consumidor continua disposto a comprar, porém mais atento ao preço e ao valor percebido. Isso reforça a importância de o pequeno negócio se preparar, oferecer produtos com boa relação custo-benefício, praticidade e um apelo emocional que dialogue com a data”, destaca.

A preferência do público recai sobre itens tradicionais e de forte apelo afetivo: perfumes lideram as intenções de compra (34%), seguidos por roupas (27%), flores (18%) e chocolates (18%). Entre os fatores decisivos para a compra, o consumidor demonstra maior racionalidade, priorizando a relação custo-benefício e facilidades como combos promocionais e condições de pagamento, embora 50% dos entrevistados planejem celebrar a data com o tradicional almoço em família.

A pesquisa identifica ainda que cerca de 6 em cada 10 consumidores devem deixar a escolha do presente para a véspera da data, o que demanda prontidão no estoque e no atendimento. Um dado relevante para o setor é que os pequenos negócios locais detêm a maior fatia da preferência (29%), superando as lojas online (26%). Esse comportamento ocorre em um cenário onde 72% dos mato-grossenses afirmam estar em situação financeira estável ou superior à do ano passado.

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Diante de um consumo mais criterioso, a recomendação técnica é que os empreendedores foquem na experiência de compra e no atendimento personalizado. Como a decisão é baseada em conexões emocionais, o preparo para converter a alta intenção de consumo em vendas reais passa pela sensibilidade de alinhar oferta e apresentação dos produtos.

História que inspira
No comércio local, histórias como a da empreendedora Geisiane Moraes mostram como o Dia das Mães também carrega significado além das vendas. Atuante no ramo de moda e confecção feminina, ela terá neste ano, o primeiro Dia das Mães, com uma loja física para atendimento direto ao consumidor.

“Meu negócio evolui. Hoje sou empresária, tenho uma loja física e estou só crescendo. Mas nem sempre foi assim, como sacoleira, conciliei o trabalho com a família e a criação dos meus filhos. Já enfrentei muitos desafios”, relata.

O que antes se resumia a televendas e envio de peças no modo condicional, hoje ganha um espaço charmoso, com vitrine, provador e ambiente agradável para receber suas clientes.

Ela conta que, antes a comercialização se resumia a televendas e envio de peças no modo condicional, hoje a loja tem um espaço charmoso, com vitrine, provador e ambiente agradável para receber suas clientes.

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“Este Dia das Mães será especial, pois ter um espaço para recebê-las e também aqueles que vão presenteá-las está alinhado ao que sempre quis oferecer por meio dos meus produtos: autoestima, leveza, qualidade e conforto”, finaliza.

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Mais da metade do país não confia no STF, revela pesquisa

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Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (5) pela RealTime Big Data escancara um problema que o Supremo Tribunal Federal já não consegue mais ignorar: a perda de confiança da população. Segundo o levantamento, 55% dos brasileiros dizem não confiar na Corte — um número que, por si só, já sinaliza desgaste profundo.

Não se trata de um ruído isolado. A desconfiança cresce em meio a decisões polêmicas, embates constantes com o Congresso e episódios que colocam em xeque a imagem de imparcialidade da instituição. Quando a mais alta Corte do país passa a ser vista com suspeita por mais da metade da população, o problema deixa de ser político e passa a ser institucional.

O dado é ainda mais sensível porque o STF ocupa papel central no equilíbrio entre os Poderes. Sem credibilidade, qualquer decisão — por mais técnica que seja — tende a ser questionada nas ruas.

A tentativa de criar mecanismos internos, como um código de ética, surge como resposta ao desgaste. Mas, diante do cenário atual, a pergunta que fica é direta: será suficiente para recuperar a confiança perdida — ou já é tarde demais para conter o abalo na imagem da Corte?

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Operação apura desaparecimento de jovem e possível ligação com facção em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação “My Love”, em Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre o desaparecimento de Karen Anelita Ferreira da Silva, de 25 anos, que não é vista desde o dia 9 de dezembro de 2025.

De acordo com as informações apuradas, o desaparecimento foi comunicado pelo pai da jovem, após ela sair para o trabalho e não retornar para casa. Desde então, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realiza diligências, utilizando análise de imagens, monitoramento e levantamentos de inteligência.

As investigações apontam indícios de que a jovem teria ligação com uma facção criminosa que atua na cidade. Conforme a polícia, ela estaria envolvida no recrutamento de mulheres para transportar drogas até a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.

Ainda segundo a apuração, o desaparecimento pode ter relação com conflitos internos da organização, especialmente desentendimentos com outras mulheres que desempenhavam a mesma função.

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Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis. Nos locais alvos, os policiais encontraram porções de maconha e ecstasy, além de materiais ligados ao tráfico e aparelhos eletrônicos que seriam levados para dentro da unidade prisional.

Duas mulheres, de 31 e 35 anos, foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Uma delas também teve a prisão temporária decretada. Após os procedimentos, ambas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer o desaparecimento, identificar outros envolvidos e responsabilizar os participantes do esquema. O inquérito deve ser concluído no prazo de até 30 dias.

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