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4 de maio de 2026

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Registro de novos agrotóxicos segue em alta no Brasil, diz Mapa

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Maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o Brasil já aprovou 505 novos registros de pesticidas apenas neste ano, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Entre 2019 e 2022 foram liberados 2.181 novos registros, uma média de 545 ao ano, e a expectativa é que esse número cresça ainda mais com a recente aprovação do Projeto de Lei dos Agrotóxicos pelo Senado, caso seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre outras alterações, o projeto prevê a criação do risco aceitável para substâncias que atualmente têm registro proibido por terem impactos relacionados ao desenvolvimento de câncer, alterações hormonais, problemas reprodutivos ou danos genéticos.

A publicação Atlas dos Agrotóxicos, produzida pela Fundação Heinrich Böll, revela que desde 2016, o Brasil tem batido consecutivos recordes na série histórica de registro de agrotóxicos, que teve início em 2000. Em 2022, foram 652 agrotóxicos liberados, sendo 43 princípios ativos inéditos.

Com a aprovação do PL 1459/2022, as mudanças propostas oficializam a prioridade do Ministério da Agricultura no registro de novos agrotóxicos: a pasta passaria a ser o único órgão registrante dos agrotóxicos, restando ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um papel subordinado de avaliação ou homologação das avaliações.

Embora concorde que o processo de registros atual seja lento, Alan Tygel, da Campanha Contra os Agrotóxicos, acredita que o ideal, na verdade, seria haver mais participação do Ibama, Anvisa e Ministério da Agricultura para análises em vez de flexibilização da lei. “O primeiro ano do Lula causou um descontentamento grande. Esperávamos sinalização de maior preocupação”, avaliou, em nota, Tygel, um dos autores do Atlas dos Agrotóxicos.

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A Anvisa informou na última quarta-feira (6) que um em cada quatro alimentos de origem vegetal no país contém resíduos de agrotóxicos, proibidos ou em níveis superiores ao permitido por lei. O levantamento faz parte de um estudo do Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos, vinculado à Anvisa, que analisou 1.772 amostras de 13 alimentos diferentes  coletados em  79 municípios brasileiros em 2022.

Os resultados mostraram que 41,1% das amostras analisadas no estudo não possuíam resíduos de agrotóxicos, enquanto 33,9% estavam dentro dos limites permitidos. Contudo, 25% apresentaram inconformidades, como a presença de agrotóxicos não autorizados ou em quantidades excessivas. Mais grave ainda, 0,17% das amostras, ou três amostras, apresentaram risco agudo, que, segundo a Anvisa, representa dano à saúde ao ingerir muito alimento com esses insumos em pouco tempo, como numa refeição.

Das 2,6 milhões de toneladas de agrotóxicos utilizadas ao ano no mundo, o Brasil emerge como um dos maiores consumidores desse mercado que movimentou quase 28 bilhões de euros, cerca de R$101 bilhões, apenas em 2020, de acordo com o Atlas dos Agrotóxicos. O  estudo, coordenado pela Fundação Heinrich Böll Brasil, mostra que em 2021, o país se tornou o maior importador mundial dessas substâncias, com um salto de 384.501 toneladas em 2010 para 720.870 toneladas em 2021, portanto, um aumento de 87%.

Saúde pública

O crescimento no uso de agrotóxicos no Brasil coloca o país em uma posição sensível no que diz respeito à segurança alimentar e à saúde pública. A partir de dados da própria Anvisa, o Atlas levantou que entre 2010 e 2019 foram registrados 56.870 casos de intoxicações por agrotóxicos, o que representa uma média de 5.687 casos por ano, ou aproximadamente 15 pessoas intoxicadas diariamente. Entretanto, o próprio Ministério da Saúde do Brasil admite que o número de subnotificações é elevado e que, logo, o número real de pessoas intoxicadas pode ser maior.

Este impacto se dá, também, na saúde de crianças e adolescentes. Cerca de 15% de todas as vítimas de intoxicação por agrotóxicos no Brasil pertencem a esse grupo etário. Entre os bebês, foram 542  intoxicados no período de 2010 a 2019. Além disso, as gestantes também sofreram com esse cenário, com 293 delas  intoxicadas no mesmo período. Com efeitos que se estendem além do próprio corpo, a situação pode afetar a saúde de seus bebês por meio do leite materno e até mesmo antes do nascimento.

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O documento aponta para uma correlação entre a exposição prolongada aos agrotóxicos e o aumento da incidência de doenças crônicas. As evidências indicam uma alta taxa de desenvolvimento de doenças como Parkinson, leucemia infantil, câncer de fígado e de mama, diabetes tipo 2, asma, alergias, obesidade e distúrbios endócrinos.

No curto prazo, a exposição aguda a esses insumos está ligada a uma série de sintomas debilitantes, como fadiga extrema, apatia, dores de cabeça intensas e dor nos membros. Em situações críticas, há o risco de falha de órgãos  vitais, incluindo coração, pulmões e rins.  Aproximadamente 11 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo devido a envenenamentos não intencionais por agrotóxicos.

O Atlas mostra que, no Brasil, o  Sistema Único de Saúde (SUS) pode gastar até R$ 150 por caso de intoxicação por agrotóxicos, totalizando um custo estimado anual de R$ 45 milhões. O custo para o SUS pode chegar a US$ 1,28 para cada US$ 1 investido em pesticidas, a depender do tratamento.

Agrotóxicos no mundo

A exposição a esse risco não se restringe ao Brasil.  Atualmente, estima-se que ocorram cerca de 385 milhões de casos de intoxicações agudas por agrotóxicos a cada ano em todo o mundo; em 1990, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),  o número total de intoxicações era de 25 milhões. A escalada desses números ao longo dos anos pode ser atribuída  ao uso intensificado de agrotóxicos em escala global. Hoje, 11 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo devido a envenenamentos não intencionais.

Desde 1990, a quantidade mundial de agrotóxicos utilizados aumentou em quase 62%, com crescimento  expressivos em regiões específicas: 484% na América do Sul e 97% na Ásia. Essa aceleração no uso de agrotóxicos é particularmente preocupante em regiões do Sul Global, onde as regulamentações ambientais, de saúde e segurança são muitas vezes mais fracas.

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Homem de 30 anos é alvo de medidas protetivas após abusar de enteada enquanto ela dormia

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Vítima relatou que o suspeito entrou em seu quarto e a tocou; adolescente fingiu estar dormindo por medo de reação do agressor

A Polícia Civil conduziu à delegacia, na manhã desta segunda-feira (04.05), um homem, de 30 anos, suspeito de praticar importunação sexual contra sua enteada, de 14 anos, no município de Novo São Joaquim.

O crime ocorreu na última sexta-feira (01.05), quando a vítima estava na residência da mãe, onde passaria o fim de semana. Durante a noite, enquanto dormia em um quarto, a adolescente relatou que o padrasto entrou no local, levantou a coberta e passou a tocá-la nas costas.

A vítima afirmou que percebeu a ação, mas permaneceu imóvel por medo. Ainda segundo o relato, o suspeito teria retornado ao quarto em outras ocasiões, e ficado observando a vítima.

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O caso foi comunicado à Polícia Civil na noite desse domingo (03.05), quando a vítima procurou a Delegacia de Novo São Joaquim acompanhada da mãe, registrou um boletim de ocorrência e solicitou medidas protetivas, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário.

Na manhã dessa segunda-feira (04.05), equipes policiais realizaram diligências para localizar o suspeito, que foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Ele foi interrogado e formalmente cientificado das medidas impostas.

Em depoimento, o suspeito confessou o crime, porém, disse não se recordar dos fatos, alegando que estava sob efeito de álcool.

A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar a prática de importunação sexual e adotar as providências legais cabíveis.

Com Assessoria 

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Operação Caminhos Seguros unifica forças de segurança para proteger crianças em MT

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Planejamento estratégico da Sesp prevê ações repressivas e educativas em todos os municípios do estado a partir desta segunda (04)

As forças de segurança de Mato Grosso realizam, a partir desta segunda-feira (4.5),a Operação Nacional Caminhos Seguros, uma ação integrada voltada ao combate de crimes como abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em todo Estado.A força-tarefa será realizada até o dia 18 de maio, Dia Nacional de Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, conforme planejamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).A ação vai unificar as forças de segurança estaduais e federais com objetivo de intensificar o enfrentamento a todas as formas de violência contra crianças e adolescentes, assegurando maior proteção e o cumprimento legal dos direitos do público alvo.O planejamento da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), prevê ações preventivas, educativas, ostensivas e repressivas, como palestras e blitz educativas. Além disso, será intensificada a fiscalização dos locais denunciados por abuso e exploração de crianças e adolescentes.

Neste período, as policiais militar e civil estarão alinhadas em força-tarefa para o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão e de prisões contra alvos investigados e denunciados por crimes contra o público infanto-juvenil.A operação realizada em Mato Grosso vai atuar de forma alinhada ao Ministério da Justiça, e as denúncias feitas ao Disque 100, neste período, serão direcionadas à força tarefa para fiscalização e investigação imediata.Ao todo 130 policiais civis e militares vão atuar durante e operação em Mato Grosso, que contará também com apoio do Corpo de Bombeiros e Politec.Com Assessoria

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Massa polar avança e pode provocar geada; veja como fica o tempo em maio

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Foto: Pixabay

O mês de maio começa com mudanças no padrão climático nas principais regiões produtoras de soja do Brasil. A previsão indica avanço de uma frente fria, aumento das chuvas no Sul e alerta para risco de geada no Centro-Sul nos próximos dias, de acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller..

De acordo com a análise meteorológica, os maiores volumes de chuva devem se concentrar na região Sul, com destaque para o Paraná. A tendência é de acumulados acima da média ao longo do mês, mantendo o solo com maior umidade em áreas produtoras.

Norte segue com volumes elevados de chuva

Além do Sul, a região Norte também deve registrar acumulados expressivos. Áreas do norte do Pará e de Roraima podem receber entre 100 e 150 milímetros de chuva em apenas cinco dias.

Esse padrão reforça a manutenção de umidade elevada nessas regiões, com continuidade das precipitações ao longo dos próximos dias.

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Calor persiste no Centro-Oeste e Sudeste

Enquanto parte do país registra aumento das chuvas, o calor segue predominando no Centro-Oeste e no Sudeste. As temperaturas máximas devem atingir entre 34 °C e 35 °C com frequência, mantendo o padrão de tempo quente nessas regiões.

No Centro-Sul, apesar das manhãs mais frias, o tempo permanece firme na maior parte dos dias, antes da mudança mais significativa prevista para a próxima semana.

Massa de ar polar pode provocar geada

O principal ponto de atenção está no avanço de uma massa de ar polar previsto para o próximo fim de semana. O sistema deve provocar queda nas temperaturas e aumentar o risco de geada.

As áreas mais suscetíveis incluem a região Sul, o sul de São Paulo e o sul de Mato Grosso do Sul. Também há possibilidade de ocorrência pontual em regiões de maior altitude, como a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense.

Chuvas pontuais avançam para o interior

Entre os dias 10 e 14 de maio, há previsão de um pulso de chuva avançando para áreas do Sudeste e Centro-Oeste, especialmente Minas Gerais e Goiás. No entanto, os volumes devem ser baixos, com acumulados entre 10 e 15 milímetros.

No geral, a tendência indica manutenção do padrão climático nos próximos 10 dias, com chuvas concentradas em regiões específicas e variações de temperatura marcando o início do mês.

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