Connect with us
11 de julho de 2026

Politica

Bancada de MT derruba veto de Lula e apoia medida bilionária que pode aumentar a conta de luz

Published

on


 Conteúdo/ODOC – A maioria da bancada federal de Mato Grosso votou pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um trecho polêmico do projeto que regulamenta a geração de energia eólica offshore — produzida em alto-mar — e que impunha a contratação obrigatória de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) com até 50 megawatts (MW). A única exceção foi o senador Wellington Fagundes (PL), que se posicionou a favor da manutenção do veto presidencial, alinhado a alertas de especialistas que estimam que a medida pode provocar um impacto de até R$ 140 bilhões até 2050 e elevar a conta de luz em até 3,5%.

O dispositivo vetado previa a contratação compulsória de 4,9 gigawatts (GW) em PCHs, mesmo sem respaldo técnico ou avaliação de demanda. Segundo uma nota técnica assinada por 12 entidades do setor elétrico, a imposição de contratação dessas usinas agrava a atual sobreoferta de energia no país, amplia os cortes de geração de fontes renováveis e gera prejuízos financeiros expressivos ao sistema.

Ainda assim, a maioria dos parlamentares mato-grossenses votou contra o veto, entre eles os deputados federais Coronel Fernanda (PL), Emanuelzinho (MDB), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL). O senador Jayme Campos (União) e o deputado Coronel Assis (União) optaram por voto em branco, que equivale à abstenção e não entra na contagem do quórum.

Além das PCHs, o Congresso também reinseriu outros dispositivos com apoio da bancada, como incentivos à contratação de hidrogênio líquido produzido a partir do etanol na Região Nordeste e à expansão de parques eólicos no Sul, medidas que somam impacto estimado de R$ 33 bilhões. Também foi prorrogado por mais 20 anos o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que pode custar mais R$ 24 bilhões aos cofres públicos. Somados, os vetos já derrubados representam impacto de R$ 197 bilhões até 2050, mas o custo total pode chegar a R$ 545 bilhões caso outros trechos ainda em análise também sejam revertidos.

Entre os pontos ainda pendentes estão a extensão do prazo de funcionamento de usinas a carvão (R$ 92 bilhões), a obrigação de contratação de térmicas a gás (R$ 155 bilhões) e a manutenção de subsídios à energia solar (R$ 101 bilhões). Técnicos alertam que parte significativa desses valores será repassada aos consumidores, com impactos diretos na tarifa de energia nos próximos anos.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agro Mato Grosso

A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

Published

on

Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.

Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.

Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.

A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.

Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.

Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Disputa pelo Senado

Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.

O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.

Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.

Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.

Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.
Continue Reading

Agro Mato Grosso

Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira (24), diz Alckmin

Published

on

mistura de etanol na gasolina deve subir de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), com a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em visita a Mato Grosso, neste sábado (20).

De acordo com Alckmin, o aumento da proporção de etanol no combustível deve ter impacto direto na redução do preço da gasolina, além de trazer benefícios ambientais e estimular o setor agroindustrial brasileiro.

“Tem muito etanol de milho. [O país] produz o etanol e produz o DDG (Grãos Secos de Destilaria). Então, quarta-feira passa a gasolina que tinha 27,5% de etanol e passou para 30%, agora passa para 32%. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer para ração animal”, disse.

Segundo o governo federal, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.

Em abril deste ano, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.

A proposta, segundo o governo, deve melhorar a logística do setor, liberando infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.

A medida integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório voltado à ampliação do uso de energias renováveis e à redução das emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma política elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

Produção de etanol de milho

A produção de etanol de milho no Brasil é um dos pilares da expansão dos biocombustíveis no país. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

O Centro-Oeste é o grande motor da produção, com destaque para Mato Grosso que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional. Em seguida está Goiás e Mato Grosso do Sul.

Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros de etanol, com projeções apontando para um salto superior a 16% em novos ciclos.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

ALMT derruba veto e garante programa MT Trifásico com investimento de R$ 1,4 bilhão

Published

on

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por unanimidade, o veto do Poder Executivo ao projeto de lei que institui o programa MT Trifásico, iniciativa voltada à ampliação da rede elétrica trifásica em áreas rurais e assentamentos do estado. A medida consolida juridicamente um dos maiores projetos de infraestrutura energética já planejados para o setor produtivo mato-grossense.

De autoria do deputado estadual Diego Guimarães, o projeto foi apresentado em novembro de 2024 após demandas apresentadas por produtores rurais, agricultores familiares e representantes do agronegócio preocupados com os problemas provocados pelas redes monofásicas, que frequentemente registram oscilações e interrupções no fornecimento de energia.

Com a decisão dos parlamentares, o programa passa a contar com respaldo legal e fiscalização permanente da Assembleia Legislativa.

Programa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos

O MT Trifásico foi estruturado por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Energisa.

O planejamento prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2030, sendo:

  • R$ 700 milhões aportados pelo Governo de Mato Grosso;
  • R$ 700 milhões investidos pela Energisa.

Os recursos serão destinados à implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas em diversas regiões do estado.

Energia mais estável para o campo

O principal objetivo do programa é substituir gradativamente as antigas redes monofásicas por estruturas mais modernas e eficientes.

A energia trifásica oferece maior capacidade de carga e estabilidade, permitindo a utilização de equipamentos de alta potência utilizados na produção rural.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução das quedas de energia;
  • Menor oscilação no fornecimento;
  • Maior eficiência para sistemas de irrigação;
  • Operação de secadores de grãos e equipamentos agrícolas;
  • Ampliação da agroindustrialização nas propriedades rurais.

Segundo estimativas apresentadas durante o lançamento do programa, cerca de 1,7 milhão de consumidores atendidos pela Energisa poderão ser beneficiados direta ou indiretamente pelos investimentos.

Agricultura familiar também será beneficiada

Além das grandes propriedades rurais, o programa prevê impactos positivos para a agricultura familiar.

Com energia mais estável, pequenos produtores poderão ampliar processos de automação e investir em agroindústrias de pequeno porte, agregando valor à produção local.

A expectativa é que a melhoria da infraestrutura energética estimule novos negócios, gere empregos e fortaleça a economia de diversos municípios mato-grossenses.

Turismo no Pantanal entra no planejamento

Um dos pontos incorporados ao programa é a ampliação da rede trifásica para a região da Transpantaneira, em Poconé.

A medida busca fortalecer a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do turismo sustentável no Pantanal.

Empresários do setor avaliam que a melhoria do fornecimento de energia poderá favorecer hotéis, pousadas, restaurantes e empreendimentos turísticos instalados na região.

Assembleia terá papel na fiscalização

Com a aprovação definitiva da proposta, a Assembleia Legislativa passa a integrar o Conselho Gestor do programa.

O colegiado será responsável por acompanhar a execução dos investimentos e contará também com representantes da:

  • Casa Civil;
  • Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz);
  • Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf);
  • Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

A participação do Legislativo tem como objetivo ampliar a transparência e o monitoramento da aplicação dos recursos.

Infraestrutura energética é vista como estratégica

A modernização da rede elétrica é considerada uma das prioridades para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nos próximos anos.

Maior produtor de grãos do país e líder nacional em diversas cadeias do agronegócio, o estado depende de infraestrutura adequada para ampliar a competitividade do setor produtivo.

A expansão da rede trifásica também é vista como fator importante para atrair novos empreendimentos industriais, estimular investimentos privados e fortalecer a interiorização do desenvolvimento econômico.

Com previsão de execução até 2030, o MT Trifásico deverá se tornar um dos maiores programas de infraestrutura energética rural já implantados em Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT