Connect with us
11 de junho de 2026

Business

‘O Brasil é vítima de narrativas lá de fora que nos prejudicam’, diz senador Marcos Rogério

Published

on


“O produtor para produzir aqui no Brasil tem que se virar nos 30”. A pontuação é do senador por Rondônia, Marcos Rogério (PL). De acordo com o parlamentar, se o país não avançar na construção de um conceito do que é a sua produção, de uma imagem, uma identidade, “nós não vamos vencer as narrativas de quem está lá fora, porque é uma narrativa preconceituosa e uma narrativa de quem pratica guerra comercial”.

Mato Grosso é líder na produção agrícola e nesta safra 2024/25 entre milho e soja deve ultrapassar os 100 milhões de toneladas. Volume, que segundo o governador em exercício do estado, Otaviano Pivetta, era produzido pelo Brasil na virada do milênio há 25 anos atrás.

Os desafios regulatórios da produção no Brasil são inúmeros, desde entraves como demora para liberação de novas tecnologias a problemas de legislação e restrições do mercado internacional, como é o caso da Moratória da Soja por parte da Europa.

Foto: Ana Moura/Canal Rural Mato Grosso

Uma nova biotecnologia chega a levar 10 anos para ser desenvolvido, além mais um tempo para ser aprovada em seu país origem e nos demais países para o qual será comercializada, destacou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini, durante a Abertura Nacional da Colheita – Segunda Safra de Milho nesta quarta-feira (18), em Sorriso, na Fazenda Dois Irmãos/Grupo ABF.

“E isso não é só uma questão de ciência [a demora na liberação], mas de política também. Estamos na dependência da China e da União Europeia em aprovarem tecnologias, como para a lagarta do cartucho. Tem tecnologia na China esperando há cinco anos para ser aprovada”.

O evento é uma realização do Canal Rural Mato Grosso, afiliada do Canal Rural, da Abramilho e da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). A ação integra o Projeto Mais Milho que está em sua 9ª temporada.

Mato Grosso semeou pouco mais de 7,131 milhões de hectares de milho nesta segunda safra 2024/25 e conta com uma projeção de colheita de 50,376 milhões de toneladas, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Uma diferença de aproximadamente 517 mil toneladas em relação à soja.

O cereal, salientou o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, é de grande relevância para Mato Grosso, junto da soja, pois tem contribuído para a sustentabilidade econômica e industrial.

“A economia da região da BR-163 se desenvolveu muito, o IDH, e ações como a Moratória da Soja impedem que municípios pequenos também se desenvolvam. Não há como falar de uma cultura sem a outra. Precisamos nos impor, se não mais restrições virão para outras culturas”.

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Business

Exportação de café do Brasil sobe 3,6% em maio e soma 3,089 milhões de sacas

Published

on


O Brasil exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos de café em maio de 2026, volume 3,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No mesmo comparativo, a receita cambial caiu 16%, para US$ 1,050 bilhão. De acordo com a entidade, o avanço mensal reflete a entrada dos cafés colhidos neste ano, principalmente os canéforas.

Nos 11 primeiros meses do ano safra 2025/2026, os embarques brasileiros somaram 35,373 milhões de sacas, com receita de US$ 13,612 bilhões. Na comparação com o período de julho de 2024 a maio de 2025, houve queda de 17,7% em volume e de 0,7% em receita.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o país exportou 14,745 milhões de sacas, recuo de 12,4% ante as 16,825 milhões embarcadas no mesmo intervalo do ano passado. Os ingressos cambiais somaram US$ 5,552 bilhões, 14,6% abaixo dos US$ 6,498 bilhões apurados no primeiro quinquemestre de 2025.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho está dentro do esperado na transição da entressafra para a nova colheita. Ele afirmou que a alta de maio foi puxada principalmente pelos canéforas, enquanto o movimento com os arábicas deve ser observado a partir dos próximos meses.

Entre os destinos, a Alemanha liderou as compras no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, com 1,911 milhão de sacas, equivalente a 13% do total exportado, apesar de recuo de 10% na comparação anual. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 1,771 milhão de sacas e queda de 38,4%. Itália, Bélgica e Japão completam os cinco principais mercados.

Por tipo de produto, o arábica permaneceu na liderança, com 11,126 milhões de sacas entre janeiro e maio, ou 75,5% do total, mesmo com queda de 21,3% frente ao mesmo período de 2025. Os canéforas somaram 1,891 milhão de sacas, com participação de 12,8% e alta de 86,5%.

O Porto de Santos concentrou 10,728 milhões de sacas embarcadas no primeiro quinquemestre de 2026, o equivalente a 72,8% do total. O complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 23,2%, com 3,419 milhões de sacas.

Ferreira afirmou que, com expectativa de colheita recorde, clima favorável na maior parte do cinturão cafeeiro e entrada da nova safra, o país deve elevar os embarques de café principalmente no segundo semestre. Ele ponderou, contudo, que tensões geopolíticas, defasagem logística portuária e incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos seguem como fatores citados pela entidade para o andamento dos negócios.

Fonte: cecafe.com.br

O post Exportação de café do Brasil sobe 3,6% em maio e soma 3,089 milhões de sacas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Rede Sociotécnica é apresentada para fortalecer a mandiocultura familiar em Mato Grosso do Sul

Published

on


Uma Rede Sociotécnica voltada à mandiocultura familiar foi apresentada em Mato Grosso do Sul durante a Tecnofam 2026, em 11/06/26. Segundo o material divulgado, a proposta busca reunir instituições de pesquisa, assistência técnica, governos, cooperativas e produtores. O objetivo é garantir acesso a manivas sadias e ampliar a competitividade da cadeia produtiva.

De acordo com o conteúdo fornecido, a iniciativa tem como foco estruturar uma articulação entre diferentes agentes ligados à produção de mandioca no estado. Entre os participantes previstos estão instituições de pesquisa, serviços de assistência técnica, governos, cooperativas e produtores.

O eixo técnico destacado no material é o acesso a manivas sadias, ponto diretamente relacionado aos desafios sanitários da mandiocultura. A proposta também menciona o fortalecimento da produção familiar e a ampliação da competitividade da cadeia produtiva.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A apresentação ocorreu na Tecnofam 2026, evento citado como o espaço em que a Rede Sociotécnica foi anunciada. O texto original, no entanto, não informa quais instituições integrarão formalmente a rede, nem detalha cronograma, metas, volume de atendimento ou áreas prioritárias em Mato Grosso do Sul.

Também não há, no material fornecido, detalhamento sobre os problemas sanitários específicos que motivam a iniciativa, nem sobre prazos para implementação, fontes de financiamento ou critérios para acesso dos produtores às manivas. Dessa forma, o conteúdo disponível sustenta a criação da articulação e seus objetivos gerais, mas não permite avançar para estimativas operacionais ou de impacto econômico.

A proposta apresentada na Tecnofam 2026 indica uma ação voltada à organização da mandiocultura familiar e ao enfrentamento de questões sanitárias em Mato Grosso do Sul. O material divulgado não informa prazos, valores, instituições participantes ou impactos diretos já mensurados para os produtores.

Fonte: embrapa.br

O post Rede Sociotécnica é apresentada para fortalecer a mandiocultura familiar em Mato Grosso do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

CNA debate espécies invasoras, borracha natural e incêndios florestais

Published

on


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, em Brasília, nesta quinta-feira (11), iniciativas para o setor florestal durante reunião da Comissão Nacional de Silvicultura. A pauta reuniu temas ligados à lista de espécies exóticas invasoras, ao mercado da borracha natural e ao combate a incêndios florestais. O encontro ocorreu em 11 de junho de 2026.

Um dos principais assuntos foi a atualização da lista de espécies exóticas invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo a assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, a entidade tem atuado para minimizar os impactos dessas listas sobre o setor produtivo. De acordo com a CNA, além da articulação política e da criação de grupos de trabalho, foi elaborado um posicionamento sobre a inclusão de espécies consideradas social e economicamente importantes para o país.

Na reunião, a chefe-adjunta da Assessoria de Relações Institucionais da CNA, Carolina Rebelo, apresentou informações sobre o Projeto de Lei 5900/2025, de autoria do deputado federal Pedro Lupion. Segundo ela, o texto acrescenta dispositivos à Lei nº 14600/2023 para que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) seja o órgão responsável pela análise econômica das espécies de interesse produtivo. Ainda de acordo com Carolina, o projeto foi votado na Câmara com parecer do relator, deputado Pezenti, e seguiu para o Senado, com expectativa de entrar na pauta antes do recesso parlamentar que começa em 18 de julho.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

O presidente da comissão, Antônio Ginack, afirmou que o tema afeta diretamente a silvicultura nacional pelos possíveis efeitos sobre os cultivos de pinus e eucalipto. Segundo ele, a discussão precisa ocorrer com transparência e participação do setor produtivo, com base em critérios técnicos e científicos.

Outro ponto da pauta foi o mercado da borracha natural. Daniel Franciscon, da Datagro, afirmou que as estimativas indicam descompasso entre oferta e demanda pelo 4º ano consecutivo. Segundo ele, a incerteza fiscal e o ciclo eleitoral pressionam o câmbio no 2º semestre e influenciam a alta dos preços da borracha natural. Ele também citou o crescimento dos veículos eletrificados e a possibilidade de ocorrência do El Niño como fatores que reforçam as perspectivas de consumo, enquanto conflitos armados e guerra comercial podem reduzir as expectativas para a demanda global.

Na frente de prevenção, Dito Mário, da Reflore MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), apresentou dados sobre florestas plantadas e estratégias de combate a incêndios florestais. Segundo ele, o Mato Grosso do Sul tem potencial para ampliar o plantio de espécies como soja, cana, eucaliptos, pinos e seringueira. O material cita ainda ações da entidade, como a campanha Fogo Zero, voltada ao trabalho com jovens e crianças.

A reunião concentrou temas regulatórios, de mercado e de prevenção ligados à produção florestal. O material divulgado não informa números de área, volume de produção, preços ou prazos operacionais para as medidas discutidas.

Fonte: cnabrasil.org.br

O post CNA debate espécies invasoras, borracha natural e incêndios florestais apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT