Featured
Pivetta diz que Brasil precisa classificar facções criminosas como organização terrorista

Governador afirmou que o governo federal não controla a fronteira com Bolívia, no território com Mato Grosso, o que tornaria a segurança pública frágil
O governador Otaviano Pivetta criticou a posição do presidente Lula sobre a estratégia de combate ao crime organizado. Ele disse que o governo federal precisa declarar as facções criminosas organização terrorista.
Pivetta disse que o país precisa de uma política de segurança pública mais arrojada, para conseguir controlar a criminalidade. Não haveria, por exemplo, em Mato Grosso uma estratégia para coibir a entrada de drogas na fronteira de 900 km com a Bolívia.
“É preciso que o Brasil tenha uma política de combate ao crime organizado que aceite a sugestão de que as organizações criminosas são, sim, organizações terroristas. Nós dependemos do Brasil na segurança pública, de um governo central que assuma os 900 km de fronteira com a Bolívia”, disse.
Pivetta citou como exemplo de ato terrorista a invasão por criminosos à casa do vereador por Rondonópolis, Wesley Cláudio (Novo), na madrugada do dia 28 de setembro. Os bandidos procurariam R$ 1 milhão que o vereador supostamente guardava em casa para comprar votos.
Em 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu a Lula que classificasse organizações criminosas como organizações terrorista, mas o presidente brasileiro rejeitou a proposta. Segundo Lula, PCC e Comando Vermelho não se enquadrariam no formato norte-americano, focado combate às drogas.
Featured
Reforma tributária: estamos chegando a 2027, mas a insegurança sobre a carga tributária permanece

Estamos a pouco mais de dois meses de 2027, quando uma nova e importante etapa da reforma tributária entrará em vigor. Entretanto, uma pergunta fundamental continua preocupando o setor produtivo brasileiro: quanto as empresas efetivamente pagarão de tributos sobre suas operações?
A reforma tributária foi apresentada como uma oportunidade de simplificar o sistema, reduzir a burocracia, eliminar distorções e proporcionar maior segurança jurídica. Contudo, às vésperas de mudanças significativas, empresários ainda enfrentam dificuldades para dimensionar os impactos financeiros e operacionais das novas regras.
Estamos falando de contratos negociados agora, mercadorias que serão entregues nos primeiros meses de 2027, investimentos em andamento e compromissos comerciais que exigem planejamento. Como uma empresa pode estabelecer preços, assumir obrigações e projetar sua rentabilidade sem conhecer, com a segurança necessária, os custos tributários envolvidos?
No agronegócio, por exemplo, uma empresa que comercializa insumos agrícolas pode estar negociando o fornecimento de produtos para a próxima safra. O contrato é firmado em outubro, mas a entrega e o faturamento ocorrerão em 2027. Para estabelecer o preço, é necessário considerar os custos de aquisição, transporte, armazenagem e tributação. A falta de clareza sobre a carga tributária efetiva, os regimes diferenciados e o aproveitamento dos créditos pode comprometer diretamente a margem de lucro da operação.
A situação também merece atenção na indústria frigorífica. Imagine um frigorífico que negocia o fornecimento de carne para uma rede de supermercados, com entregas previstas para os primeiros meses de 2027. Além dos custos com matéria-prima, mão de obra, energia, refrigeração e logística, a empresa precisa dimensionar corretamente os efeitos tributários da operação. Dependendo da margem negociada, uma diferença aparentemente pequena na tributação pode comprometer a rentabilidade e até transformar uma operação lucrativa em prejuízo.
É importante esclarecer que a reforma tributária não começa do zero em janeiro de 2027. O ano de 2026 já integra a fase de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Em 2027, está prevista a cobrança da CBS em substituição ao PIS e à Cofins, além de outras alterações relevantes. Já o IBS seguirá um cronograma próprio de transição, com implementação gradual nos anos seguintes.
Ocorre que conhecer o cronograma da reforma não significa conhecer, com a precisão necessária, seus efeitos econômicos sobre cada atividade empresarial. A definição das alíquotas aplicáveis, os regimes específicos e diferenciados, as regras de aproveitamento de créditos, os procedimentos fiscais e a adaptação dos sistemas de apuração são fatores que interferem diretamente na formação dos preços, no fluxo de caixa e na competitividade das empresas.
Não podemos ignorar que o Brasil já impõe enormes desafios a quem produz. Empresas investem, contratam trabalhadores, movimentam a economia, assumem riscos e contribuem para a arrecadação pública. Em contrapartida, precisam de algo fundamental: PREVISIBILIDADE.
A segurança jurídica não pode ser tratada como um benefício concedido ao empresário. Trata-se de uma condição indispensável para o desenvolvimento econômico, a preservação dos investimentos e a geração de empregos.
Na minha avaliação, não é razoável exigir que empresas assumam compromissos comerciais de médio e longo prazo sem que tenham clareza suficiente sobre os custos e procedimentos tributários que deverão observar. Nesse cenário, a elaboração e a revisão dos contratos passam a exigir atenção especial, sobretudo quanto às cláusulas de revisão de preços, aos impactos de alterações legislativas e aos mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico das operações.
Minha recomendação é que os empresários não aguardem janeiro para começar a agir. É necessário revisar contratos, realizar simulações tributárias, avaliar os efeitos sobre o fluxo de caixa, adaptar os procedimentos internos e buscar orientação especializada antes de assumir novos compromissos.
Ressalto que essa preocupação não representa oposição à reforma tributária. O Brasil precisa, efetivamente, de um sistema mais simples, eficiente, transparente e menos burocrático. Entretanto, uma transformação dessa dimensão não pode desconsiderar a realidade de quem precisa produzir, vender, contratar e investir diariamente.
A pouco mais de dois meses de 2027, o alerta que faço é objetivo: o setor produtivo precisa de regras claras, segurança jurídica e condições reais de planejamento. Afinal, quem investe no Brasil precisa saber não apenas quanto custa produzir, mas também quanto custará cumprir suas obrigações tributárias. Sem previsibilidade, não há segurança para investir. E, sem segurança para investir, o desenvolvimento econômico fica comprometido.
João Carlos Vanni Rodrigues, Advogado Tributarista da ZR Advogados
Featured
Aulas gratuitas ensinam mulheres a identificar riscos e aplicar técnicas de defesa pessoal na capital

Com mais de 500 alunas ativas, programa da Prefeitura reúne iniciantes e veteranas no aprendizado de imobilizações e rotas de fuga
Programa Lutadoras da Prefeitura reúne veteranas e novas alunas em aulas de defesa pessoal em Cuiabá
O Programa Lutadoras, da Prefeitura de Cuiabá, reúne mulheres em diferentes estágios de aprendizado do jiu-jítsu, desde as que já têm experiência na modalidade até as iniciantes que buscam aprender técnicas de defesa pessoal. As atividades contemplam tanto as participantes veteranas quanto as novas alunas e são realizadas no polo da Secretaria Municipal da Mulher, localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, nº 490, na região central da capital.
Executado pela Secretaria Municipal da Mulher, sob a liderança da secretária tenente-coronel Hadassah Suzannah, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama, o programa oferece mil vagas e aulas gratuitas de jiu-jítsu, judô, karatê, capoeira, muay thai e taekwondo. “A proposta é utilizar o esporte como ferramenta de prevenção à violência contra a mulher. As aulas contribuem para o desenvolvimento da autoconfiança, da autoestima e da autonomia das alunas”.
A professora e faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo coordena o programa e acompanha a evolução das alunas desde a primeira turma. Segundo ela, as mulheres que ingressaram no projeto-piloto avançaram no treinamento e hoje integram uma turma de nível avançado de jiu-jítsu.
Além do aprendizado de técnicas de jiu-jítsu, como armlock (chave de braço), mata-leão (estrangulamento) e americana (chave de ombro), as participantes recebem orientações sobre como agir diante de situações de risco. Entre as recomendações estão observar o ambiente, identificar possíveis rotas de fuga, procurar um local seguro e tentar manter a calma. Quando necessário, as técnicas aprendidas podem ajudar a mulher a se desvencilhar de uma agressão e escapar.
Moradora do bairro Jardim Araçá, Dayanna Rodrigues participa do programa desde a primeira turma e integra o grupo de veteranas. Para ela, a experiência contribuiu para seu desenvolvimento pessoal e trouxe motivação para experimentar uma atividade diferente. “Para mim, tem sido muito bom desde o início. Foi muito bom para o crescimento mental, sentimental e para a autonomia. É a vontade de exercitar, de fazer algo diferente, algo novo. Era algo bem diferente para mim, e estou gostando bastante”, relata.
Kézia Lozano, que ingressou no programa em 2026, considera que as aulas contribuem tanto para a prática de atividade física quanto para o aprendizado de técnicas de defesa pessoal. “É muito bom, tanto para fazer atividade física quanto para aprender realmente a se defender em algum momento de apuro. Com o próprio programa, percebi formas de como poderia ter me defendido de agressões que já sofri. A gente fica mais confiante, tem mais autoestima e se sente mais protegida por saber se defender”, compartilhou Kézia.
O programa “Lutadoras – Fortalecendo a Mulher Cuiabana” foi lançado em 28 de agosto de 2025, com um projeto-piloto que reuniu 80 mulheres. Em 2026, a iniciativa ampliou o atendimento, passando de dois para 17 polos, distribuídos pelas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital. Atualmente, são 515 alunas inscritas em 32 turmas.
Inscrições
As interessadas em participar podem se inscrever por meio do formulário eletrônico disponível no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScirvMsubET3ezSNXi-KOaVLpe0Iwsxbzh0EcSQVv8sFRyx9A/viewform?pli=1. O formulário também pode ser acessado na página principal da Prefeitura de Cuiabá.
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/programa-lutadoras-da-prefeitura-reune-veteranas-e-novas-alunas-em-aulas-de-defesa-pessoal-em-cuiaba
Featured
Rede municipal de Cuiabá aplica mais de 931 mil doses de vacinas e amplia proteção a idosos

Ações de multivacinação e cronogramas específicos garantem imunização desde recém-nascidos até o público da terceira idade
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, já aplicou 931.616 doses de vacinas entre janeiro e outubro de 2026. O número reforça o trabalho de vacinação desenvolvido na rede municipal de saúde para proteger a população contra doenças imunopreveníveis.
A imunização contempla diferentes faixas etárias, desde recém-nascidos até idosos, conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
Ao longo do ano, a SMS promoveu mobilizações para ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes. Em abril, a capital realizou o Dia D de vacinação contra a influenza, com a abertura de 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), abrangendo as regiões Sul, Norte, Leste e Oeste, além de distritos e comunidades rurais.
Em agosto, o município promoveu o Dia D de Multivacinação nas 72 USFs, como parte da Campanha Nacional de Multivacinação 2026. A ação teve como público-alvo principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação.
Além disso, a Prefeitura de Cuiabá ampliou a vacinação contra a influenza para o público geral. Com a medida, qualquer pessoa que ainda não recebeu a dose pode procurar uma das 72 Unidades de Saúde da Família da capital para se imunizar.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a vacinação é fundamental para prevenir doenças e reduzir complicações na população.
“Alcançar mais de 931 mil doses aplicadas demonstra a importância do trabalho contínuo de imunização em Cuiabá. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso às vacinas e esteja protegida contra doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação”, afirmou.
Em setembro, Cuiabá ampliou a oferta da vacina Pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais, seguindo as novas diretrizes do Ministério da Saúde. A medida amplia a proteção dos idosos contra doenças pneumocócicas, incluindo formas graves de pneumonia e meningite, e contribui para reduzir complicações e internações.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, ressalta o papel das Unidades de Saúde da Família na oferta dos imunizantes e na orientação dos moradores.
“As 72 Unidades de Saúde da Família são fundamentais para ampliar o acesso à vacinação em todas as regiões da capital. Orientamos a população a manter a caderneta atualizada e procurar a unidade de saúde para verificar quais doses são necessárias, de acordo com a idade e o histórico vacinal”, destaca Cinara Brito.
Para que serve cada vacina?
A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças. Confira a proteção oferecida pelos imunizantes disponíveis na rede municipal, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.
• BCG: protege contra formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa.
• Hepatite B: previne a infecção pelo vírus da hepatite B, que pode causar doenças crônicas no fígado.
• Poliomielite (VIP): previne a paralisia infantil.
• Pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B.
• Rotavírus: previne diarreias graves e desidratação, principalmente em crianças pequenas.
• Pneumocócicas: protegem contra doenças como pneumonia, meningite e outras infecções causadas por pneumococos.
• Meningocócicas C e ACWY: protegem contra doenças meningocócicas, incluindo formas graves de meningite.
• Tríplice viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
• Hepatite A: previne uma infecção viral que atinge o fígado e pode ser transmitida por água e alimentos contaminados.
• Febre amarela: previne a doença viral transmitida por mosquitos, que pode causar complicações graves.
• Influenza: protege contra os vírus da gripe contemplados pela vacina e reduz o risco de complicações.
• Covid-19: ajuda a prevenir formas graves da doença, internações e óbitos.
• HPV: previne infecções pelo papilomavírus humano associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo o câncer do colo do útero.
• Varicela: previne a catapora e suas possíveis complicações.
• Tetraviral: protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
• DTP: protege contra difteria, tétano e coqueluche.
• dT: oferece proteção contra difteria e tétano, inclusive por meio de doses de reforço.
• dTpa: protege contra difteria, tétano e coqueluche, sendo especialmente importante durante a gestação para ajudar a proteger o bebê.
• Vírus sincicial respiratório (VSR): quando indicada durante a gestação, ajuda a proteger o bebê contra infecções respiratórias graves, como a bronquiolite.
• Antirrábica humana: é indicada após exposição de risco à raiva, conforme avaliação do serviço de saúde. O atendimento deve ser procurado imediatamente após mordidas, arranhões ou outras situações de possível exposição.
Alguns imunizantes possuem oferta organizada por unidades e dias específicos. A vacina BCG, por exemplo, segue um cronograma semanal, com aplicação distribuída entre diferentes unidades de segunda a sexta-feira. Já a vacina contra a febre amarela é ofertada às terças e quintas-feiras em unidades específicas da capital.
A vacinação contra a covid-19 também segue uma organização por faixa etária e unidade. A Pfizer Pediátrica, destinada a crianças de 5 a 11 anos, está disponível às segundas-feiras na USF Jardim Imperial, às terças na USF Despraiado, às quartas na USF Parque Ohara e às sextas na Clínica da Família CPA I.
A Pfizer Baby, indicada para crianças de 6 meses a 4 anos, é ofertada em unidades selecionadas da rede municipal, entre elas USFs Nossa Senhora da Guia, Aguaçu, Rio dos Peixes, Coxipó do Ouro, Paiaguás, Cidade Verde, Despraiado, Jardim Florianópolis/União, Pico do Amor, Altos da Serra, Dr. Fábio, Jardim Imperial, Pedra 90, Parque Cuiabá, Osmar Cabral, Parque Ohara, Nico Baracat, São Gonçalo e Quilombo, além da Clínica da Família.
A vacina antirrábica humana está disponível em diversas unidades de saúde e deve ser procurada imediatamente após uma possível exposição ao vírus da raiva, para avaliação e definição do atendimento adequado.
Business22 horas agoAnálise de solo ajuda produtor a economizar com fertilizantes e aumentar a produtividade
Sustentabilidade8 horas agoDólar recupera parte das perdas e melhora parcialmente a paridade exportadora do arroz – MAIS SOJA
Sustentabilidade7 horas agoExportações do agronegócio gaúcho crescem 10% em setembro – MAIS SOJA
Sustentabilidade7 horas agoSoja reage em Chicago após cinco sessões de queda, mas avanço da colheita limita ganhos
Featured6 horas agoSafra recorde de soja pressiona preços, mas El Niño limita quedas no mercado brasileiro
Sustentabilidade6 horas agoCom novas regras tributárias, produtor de soja pode receber menos pela produção – MAIS SOJA
Featured3 horas agoAlex Rodrigues vê espaço para reaproximação entre Podemos e Abilio após eleição da Mesa
Business23 horas agoVocê viu? Cientistas encontram enzima que aumenta em 6 vezes a produção de açúcar

















