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Reforma tributária: estamos chegando a 2027, mas a insegurança sobre a carga tributária permanece

Estamos a pouco mais de dois meses de 2027, quando uma nova e importante etapa da reforma tributária entrará em vigor. Entretanto, uma pergunta fundamental continua preocupando o setor produtivo brasileiro: quanto as empresas efetivamente pagarão de tributos sobre suas operações?
A reforma tributária foi apresentada como uma oportunidade de simplificar o sistema, reduzir a burocracia, eliminar distorções e proporcionar maior segurança jurídica. Contudo, às vésperas de mudanças significativas, empresários ainda enfrentam dificuldades para dimensionar os impactos financeiros e operacionais das novas regras.
Estamos falando de contratos negociados agora, mercadorias que serão entregues nos primeiros meses de 2027, investimentos em andamento e compromissos comerciais que exigem planejamento. Como uma empresa pode estabelecer preços, assumir obrigações e projetar sua rentabilidade sem conhecer, com a segurança necessária, os custos tributários envolvidos?
No agronegócio, por exemplo, uma empresa que comercializa insumos agrícolas pode estar negociando o fornecimento de produtos para a próxima safra. O contrato é firmado em outubro, mas a entrega e o faturamento ocorrerão em 2027. Para estabelecer o preço, é necessário considerar os custos de aquisição, transporte, armazenagem e tributação. A falta de clareza sobre a carga tributária efetiva, os regimes diferenciados e o aproveitamento dos créditos pode comprometer diretamente a margem de lucro da operação.
A situação também merece atenção na indústria frigorífica. Imagine um frigorífico que negocia o fornecimento de carne para uma rede de supermercados, com entregas previstas para os primeiros meses de 2027. Além dos custos com matéria-prima, mão de obra, energia, refrigeração e logística, a empresa precisa dimensionar corretamente os efeitos tributários da operação. Dependendo da margem negociada, uma diferença aparentemente pequena na tributação pode comprometer a rentabilidade e até transformar uma operação lucrativa em prejuízo.
É importante esclarecer que a reforma tributária não começa do zero em janeiro de 2027. O ano de 2026 já integra a fase de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Em 2027, está prevista a cobrança da CBS em substituição ao PIS e à Cofins, além de outras alterações relevantes. Já o IBS seguirá um cronograma próprio de transição, com implementação gradual nos anos seguintes.
Ocorre que conhecer o cronograma da reforma não significa conhecer, com a precisão necessária, seus efeitos econômicos sobre cada atividade empresarial. A definição das alíquotas aplicáveis, os regimes específicos e diferenciados, as regras de aproveitamento de créditos, os procedimentos fiscais e a adaptação dos sistemas de apuração são fatores que interferem diretamente na formação dos preços, no fluxo de caixa e na competitividade das empresas.
Não podemos ignorar que o Brasil já impõe enormes desafios a quem produz. Empresas investem, contratam trabalhadores, movimentam a economia, assumem riscos e contribuem para a arrecadação pública. Em contrapartida, precisam de algo fundamental: PREVISIBILIDADE.
A segurança jurídica não pode ser tratada como um benefício concedido ao empresário. Trata-se de uma condição indispensável para o desenvolvimento econômico, a preservação dos investimentos e a geração de empregos.
Na minha avaliação, não é razoável exigir que empresas assumam compromissos comerciais de médio e longo prazo sem que tenham clareza suficiente sobre os custos e procedimentos tributários que deverão observar. Nesse cenário, a elaboração e a revisão dos contratos passam a exigir atenção especial, sobretudo quanto às cláusulas de revisão de preços, aos impactos de alterações legislativas e aos mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico das operações.
Minha recomendação é que os empresários não aguardem janeiro para começar a agir. É necessário revisar contratos, realizar simulações tributárias, avaliar os efeitos sobre o fluxo de caixa, adaptar os procedimentos internos e buscar orientação especializada antes de assumir novos compromissos.
Ressalto que essa preocupação não representa oposição à reforma tributária. O Brasil precisa, efetivamente, de um sistema mais simples, eficiente, transparente e menos burocrático. Entretanto, uma transformação dessa dimensão não pode desconsiderar a realidade de quem precisa produzir, vender, contratar e investir diariamente.
A pouco mais de dois meses de 2027, o alerta que faço é objetivo: o setor produtivo precisa de regras claras, segurança jurídica e condições reais de planejamento. Afinal, quem investe no Brasil precisa saber não apenas quanto custa produzir, mas também quanto custará cumprir suas obrigações tributárias. Sem previsibilidade, não há segurança para investir. E, sem segurança para investir, o desenvolvimento econômico fica comprometido.
João Carlos Vanni Rodrigues, Advogado Tributarista da ZR Advogados
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Cuiabá recebe a 2ª edição do Festival High Tech com R$ 130 mil em prêmios e dublador de Naruto e Dragon Ball

Evento gratuito no Centro de Eventos do Pantanal reúne robótica, e-sports, fliperamas retrô e concursos de cosplay entre os dias 21 e 23 de outubro
Cuiabá recebe, de 21 a 23 de outubro, a 2ª edição do Festival Estadual High Tech – Tecnologia, Indústria e Cultura Digital. Realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), em parceria com o Instituto Brasil, o evento será no Centro de Eventos do Pantanal, com atividades de tecnologia, robótica, jogos eletrônicos, desenvolvimento de games, cultura geek, K-pop e cosplay.
Com entrada gratuita, o Festival High Tech foi estruturado para aproximar diferentes públicos do universo tecnológico e ampliar o acesso a experiências relacionadas à cultura digital. Durante os três dias, estudantes, desenvolvedores, gamers, fãs da cultura geek, profissionais do setor e visitantes poderão circular por diferentes espaços temáticos, acompanhar competições, conhecer projetos e participar das atividades.
Entre os destaques desta edição está a participação de Raul Schlosser, dublador conhecido por dar voz a personagens marcantes da cultura pop, como Jiraiya, de Naruto, Cell, de Dragon Ball Kai, e Wolverine, de Wolverine e os X-Men. A programação também contará com o Vitrine Games MT, espaço dedicado à apresentação de jogos desenvolvidos por criadores e profissionais do setor, contribuindo para dar visibilidade à produção de games em Mato Grosso.
Outro espaço preparado para o público é o Retrô e Digital, que propõe uma conexão entre diferentes gerações de jogadores. O ambiente reunirá dezenas de jogos de tabuleiro, como Perfil, Dixit, Jenga, Splendor, Coup, Telestrations, Uno, Azul, Sagrada e Trio, além de outros títulos de estratégia, raciocínio e interação. O espaço contará ainda com 10 máquinas de fliperama, com mais de 9 mil jogos disponíveis, incluindo clássicos dos anos 1980 e 1990 e títulos de consoles como Super Nintendo, Mega Drive e Master System.
Competições e 130 mil em premiação
O Festival também promete ser palco de competições, estimulando a produção tecnológica e o universo da cultura geek em Mato Grosso. As disputas serão realizadas ao longo dos três dias de programação e distribuirão R$ 130 mil em premiações. Entre as modalidades competitivas estão E-Games, Arena de Inovação e Robótica, Batalha Cosplay e Batalha K-Pop, com premiações destinadas aos primeiros colocados de cada categoria, conforme os critérios estabelecidos nos respectivos regulamentos.
Além das competições, o Festival contará com o Vitrine Games MT, voltado aos desenvolvedores de jogos selecionados, e o Pavilhão Tecnologia e Indústria, espaço destinado à exposição de empresas, instituições, soluções e iniciativas ligadas à tecnologia, inovação e ao setor produtivo.
As inscrições para as modalidades competitivas devem ser realizadas previamente por meio do site do Instituto Brasil. Já quem deseja participar como público, ouvinte ou visitante não precisa realizar inscrição antecipada.
A 2ª edição do Festival Estadual é uma realização do Instituto Brasil em parceria com o Governo de Mato Grosso e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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Jornalista Fred Bruno é atingido de raspão após confusão envolvendo deputado em casa de festas de São Paulo

O jornalista e apresentador Fred Bruno foi atingido de raspão no pé durante uma confusão registrada na madrugada desta segunda-feira (19) na casa noturna Santo Cupido, situada no bairro Itaim Bibi, em São Paulo. O incidente envolveu o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) e terminou com um disparo de arma de fogo no estabelecimento. Apesar do susto e do ferimento leve, o apresentador passa bem e optou por não registrar queixa contra o parlamentar.
De acordo com os relatos formalizados na ocorrência policial, a confusão teve início após o deputado supostamente importar mulheres que frequentavam o local, o que gerou repreensão por parte de outros clientes e evoluiu para uma discussão generalizada antes do tiro. As circunstâncias exatas do disparo ainda são apuradas pela Polícia Civil: enquanto uma versão aponta que Aguiar sacou a arma voluntariamente durante o tumulto, outra linha investigativa sugere que ele teria sofrido uma queda e o armamento disparado de forma acidental.
O boletim de ocorrência detalha que o parlamentar encontrava-se em “estado de exaltação”, oferecendo risco à própria integridade física e à de terceiros, motivo pelo qual foi conduzido por policiais militares ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros. Antes de ir para a casa noturna, Marcelo Aguiar havia participado de um ato político convocado pelo senador Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista.
Além da arma de fogo, que foi apreendida para passar por perícia técnica, as autoridades também recolheram um veículo vinculado ao deputado. O automóvel ostentava uma placa de identificação oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), embora os levantamentos iniciais indiquem que o carro não consta na frota oficial diretamente vinculada ao seu gabinete. Após prestar esclarecimentos na delegacia, o deputado foi liberado, e o caso segue sob investigação para esclarecer todas as responsabilidades sobre o disparo.
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Aulas gratuitas ensinam mulheres a identificar riscos e aplicar técnicas de defesa pessoal na capital

Com mais de 500 alunas ativas, programa da Prefeitura reúne iniciantes e veteranas no aprendizado de imobilizações e rotas de fuga
Programa Lutadoras da Prefeitura reúne veteranas e novas alunas em aulas de defesa pessoal em Cuiabá
O Programa Lutadoras, da Prefeitura de Cuiabá, reúne mulheres em diferentes estágios de aprendizado do jiu-jítsu, desde as que já têm experiência na modalidade até as iniciantes que buscam aprender técnicas de defesa pessoal. As atividades contemplam tanto as participantes veteranas quanto as novas alunas e são realizadas no polo da Secretaria Municipal da Mulher, localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, nº 490, na região central da capital.
Executado pela Secretaria Municipal da Mulher, sob a liderança da secretária tenente-coronel Hadassah Suzannah, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama, o programa oferece mil vagas e aulas gratuitas de jiu-jítsu, judô, karatê, capoeira, muay thai e taekwondo. “A proposta é utilizar o esporte como ferramenta de prevenção à violência contra a mulher. As aulas contribuem para o desenvolvimento da autoconfiança, da autoestima e da autonomia das alunas”.
A professora e faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo coordena o programa e acompanha a evolução das alunas desde a primeira turma. Segundo ela, as mulheres que ingressaram no projeto-piloto avançaram no treinamento e hoje integram uma turma de nível avançado de jiu-jítsu.
Além do aprendizado de técnicas de jiu-jítsu, como armlock (chave de braço), mata-leão (estrangulamento) e americana (chave de ombro), as participantes recebem orientações sobre como agir diante de situações de risco. Entre as recomendações estão observar o ambiente, identificar possíveis rotas de fuga, procurar um local seguro e tentar manter a calma. Quando necessário, as técnicas aprendidas podem ajudar a mulher a se desvencilhar de uma agressão e escapar.
Moradora do bairro Jardim Araçá, Dayanna Rodrigues participa do programa desde a primeira turma e integra o grupo de veteranas. Para ela, a experiência contribuiu para seu desenvolvimento pessoal e trouxe motivação para experimentar uma atividade diferente. “Para mim, tem sido muito bom desde o início. Foi muito bom para o crescimento mental, sentimental e para a autonomia. É a vontade de exercitar, de fazer algo diferente, algo novo. Era algo bem diferente para mim, e estou gostando bastante”, relata.
Kézia Lozano, que ingressou no programa em 2026, considera que as aulas contribuem tanto para a prática de atividade física quanto para o aprendizado de técnicas de defesa pessoal. “É muito bom, tanto para fazer atividade física quanto para aprender realmente a se defender em algum momento de apuro. Com o próprio programa, percebi formas de como poderia ter me defendido de agressões que já sofri. A gente fica mais confiante, tem mais autoestima e se sente mais protegida por saber se defender”, compartilhou Kézia.
O programa “Lutadoras – Fortalecendo a Mulher Cuiabana” foi lançado em 28 de agosto de 2025, com um projeto-piloto que reuniu 80 mulheres. Em 2026, a iniciativa ampliou o atendimento, passando de dois para 17 polos, distribuídos pelas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital. Atualmente, são 515 alunas inscritas em 32 turmas.
Inscrições
As interessadas em participar podem se inscrever por meio do formulário eletrônico disponível no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScirvMsubET3ezSNXi-KOaVLpe0Iwsxbzh0EcSQVv8sFRyx9A/viewform?pli=1. O formulário também pode ser acessado na página principal da Prefeitura de Cuiabá.
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/programa-lutadoras-da-prefeitura-reune-veteranas-e-novas-alunas-em-aulas-de-defesa-pessoal-em-cuiaba
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