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Com 70 mil pessoas no sábado, AgroFestival injeta R$ 15 milhões na economia de Cuiabá

Evento no Parque Novo Mato Grosso teve final de rodeio, shows sertanejos e infraestrutura gratuita. Último dia de festa acontece neste domingo (9)
O segundo dia do Mato Grosso AgroFestival reuniu cerca de 70 mil pessoas neste sábado (8), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, segundo estimativa do secretário municipal de Cultura e coordenador do evento, Johnny Everson. A programação combinou competições de rodeio, atrações musicais e atividades voltadas às famílias, ampliando o público após a sexta-feira (7), quando aproximadamente 50 mil pessoas passaram pelo local.
Entre os destaques do sábado esteve a competição de rodeio, que reuniu participantes de diferentes localidades. José Edmilson terminou a disputa em primeiro lugar, seguido por João Teodoro, ambos representantes de Cuiabá. A final contou com cinco competidores e premiação total de R$ 20 mil. Na arena, os atletas também falaram sobre a preparação para as montarias. João Paulo Velasco, de 21 anos, explicou o que passa pela cabeça de um competidor nos instantes anteriores à abertura da porteira. “Acho que a gente nem pensa muito quando está lá dentro do brete. A gente só pensa em parar no nosso touro e fazer um ótimo trabalho”, afirmou.
Antes das montarias, os competidores participaram de um momento de oração e reflexão conduzido por Alex Reis de Araújo, fundador do projeto Rodeio da Vida, iniciativa que, segundo ele, está presente há cerca de 20 anos em competições. O competidor Kléber Henrique Marques ressaltou a importância desse momento diante dos riscos envolvidos na atividade. “Antes da competição, antes de montar no touro, a gente precisa ter muita fé. É a oportunidade de estar mais próximo de Deus e entregar a nossa vida nesse momento”, disse.
A zootecnista Carolina Damiati afirmou que pretende retornar ao festival. “O que mais chamou a atenção foi a estrutura e a organização. Muito organizado”, disse. Para a administradora de empresas Ana Maria Mendes, que veio de Mato Grosso do Sul e acompanhava familiares em Cuiabá, a dimensão do evento foi uma surpresa. “Nós não tínhamos ideia do tamanho do evento e do quanto é organizado. O que mais chamou a atenção foi exatamente a dimensão”, relatou.
Na área de mobilidade e segurança viária, agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) desenvolveram a ação preventiva “Amigo da Rodada”. O trabalho incluiu abordagens educativas nos locais de consumo de bebidas alcoólicas e aplicação orientativa do teste do etilômetro. A iniciativa buscou conscientizar os frequentadores sobre os riscos e as penalidades de dirigir após o consumo de álcool, além de incentivar a condução responsável.
O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, avaliou que a infraestrutura e os serviços disponibilizados contribuíram para a participação do público. Entre os pontos citados estão estacionamento e ônibus gratuitos, acesso gratuito à pista e arquibancadas. Para ele, o festival também busca ampliar a compreensão sobre os diferentes grupos que integram a cultura ligada ao campo. “O agro não se divide apenas entre os latifundiários e os grandes produtores; os pequenos também fazem parte. São todos integrantes de um mesmo contexto, de uma cultura agro que é a origem de Mato Grosso e de Cuiabá”, afirmou.
Além da programação cultural e esportiva, a realização do festival tem expectativa de reflexos na economia da Capital. A estimativa apresentada pela organização é de movimentação de cerca de R$ 15 milhões durante os três dias, alcançando setores como hotelaria, comércio, alimentação e serviços. O prefeito Abilio Brunini destacou que a realização do evento amplia esse movimento e cria oportunidades para diferentes segmentos. Segundo ele, a retomada de grandes competições de rodeio e de atrações relacionadas ao campo também reforça a ligação de Cuiabá com a cultura agro.
A programação de sábado ainda contou com apresentações sertanejas, com a dupla Jorge Henrique e Rodrigo e, na sequência, a atração regional Yuri e Gustavo. O Mato Grosso AgroFestival termina neste domingo (9), com atividades previstas das 6h à meia-noite. A expectativa da organização é receber entre 60 mil e 80 mil pessoas no último dia de programação.
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Carreta invade pista, mata motociclista, atinge carro e motorista foge sem prestar socorro

Acidente fatal ocorreu na noite de sábado (8) em Guarantã do Norte. Outras duas pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital
A imprudência no trânsito fez mais uma vítima fatal na BR-163. Na noite deste sábado (8), um motociclista morreu e outras duas pessoas ficaram feridas em um grave acidente envolvendo uma motocicleta, um veículo de passeio e uma carreta, no município de Guarantã do Norte (a 715 km de Cuiabá).
A Polícia Militar foi acionada por volta das 19h50 para atender a ocorrência nas proximidades do Frigorífico Redentor. O cenário no local era de destruição, com os veículos menores arremessados para fora da rodovia.
A Dinâmica da Tragédia
De acordo com o relato do motorista do veículo Celta envolvido na batida, o acidente foi provocado por uma manobra perigosa do motorista da carreta, que trafegava no sentido Guarantã do Norte – Matupá:
A Invasão: O caminhoneiro iniciou uma ultrapassagem sobre outras duas carretas e invadiu a pista contrária.
O Impacto: Durante a manobra em alta velocidade, a carreta atingiu violentamente a motocicleta e, logo na sequência, bateu no Celta, que também vinha no sentido oposto.
A Fuga: O condutor do Celta relatou aos policiais que, após provocar a tragédia, o motorista da carreta não parou para prestar nenhum tipo de socorro. Ele acelerou e fugiu pela rodovia no sentido da cidade de Matupá.
O Resgate das Vítimas
Com a força do impacto, o condutor da motocicleta não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O passageiro que estava na garupa da moto ficou gravemente ferido, apresentando múltiplas fraturas pelo corpo. Já o ocupante do Celta sofreu escoriações e cortes no rosto e no braço. As duas vítimas sobreviventes foram socorridas por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhadas às pressas para o Hospital Municipal de Guarantã do Norte.
A Polícia Militar fez o isolamento da área até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que assumiu a ocorrência. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Polícia Civil e equipes da concessionária Via Brasil também trabalharam no local. As autoridades agora buscam identificar e prender o caminhoneiro foragido.
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Artesanato de Várzea Grande ganha vitrine em shopping e atrai turistas de outros estados

Feirinha “Pacinho das Artes” segue até este domingo (9) no Várzea Grande Shopping, com foco na geração de renda e empoderamento feminino
O artesanato de Várzea Grande está se consolidando como uma verdadeira tradição no município e conquistando cada vez mais o público do Shopping Várzea Grande. Neste fim de semana, os artistas da terra estarão novamente participando da feirinha realizada no local. Mais do que uma vitrine comercial, o evento celebra o empoderamento feminino e a geração de renda para diversas famílias da região.
Com o apoio da Prefeitura Municipal e da Superintendência de Cultura, o Pacinho das Artes acontece quinzenalmente no primeiro piso do shopping, transformando-se em um ponto de encontro entre quem produz com dedicação e quem busca consumir de forma consciente, valorizando a produção local.
A professora Joana de Paula Souza aproveitou a visita ao espaço para encontrar uma lembrança da cidade. “Eu moro em Campinas, mas vim visitar meu irmão que reside em Sinop e resolvi almoçar e dar uma olhada nas vitrines. Fiquei encantada com os produtos expostos aqui, queria levar tudo para casa”, brincou.
A artesã Iraci Cesário destacou que as expositoras estão com novidades para todos os gostos e convidou a população para prestigiar a feira neste fim de semana. “A feira estará de hoje até domingo esperando por vocês, com variedades e muitas opções de presentes”, afirmou.
A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a participação dos artesãos no Shopping Várzea Grande é uma forma de ampliar a visibilidade desses profissionais, além de aproximar moradores e turistas da cultura local.
“Essa feirinha é importante porque valoriza a identidade cultural do município e estimula a economia criativa”, destacou.
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Jogos didáticos transformam o ensino de exatas para crianças em escola municipal

Com a “Batalha Naval”, alunos aprendem a multiplicar brincando, perdem o medo de errar nas contas e desenvolvem o raciocínio lógico
O uso de jogos didáticos no ambiente escolar tem se mostrado uma ferramenta poderosa para transformar o aprendizado de disciplinas exatas. A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Irenice Godoy de Campos Silva, decidiu adotar o jogo Batalha Naval da Multiplicação como projeto pedagógico para o ensino da matemática.
A atividade, que inicialmente parecia apenas uma brincadeira, tem se mostrado um recurso extremamente eficiente para desmistificar a matéria e prender a atenção dos alunos.
“Por ser uma atividade diferenciada os alunos acabam tendo um interesse maior pela disciplina, eles aproveitam mais as aulas quando a professora leva jogos para inserir no aprendizado, dentro ou fora da sala de aula”, explicou a articuladora Juliana Catelli Loura.
A profissional destacou que a dinâmica do jogo batalha naval foi realizada pela professora da oficina de matemática, Osvaldina Maria de Souza Assunção para os alunos do 4º e 5º anos, que participam do projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA).
“Alguns alunos têm dificuldade em trabalhar com os números, porém percebemos que ao aplicar jogos de raciocínio e brincadeiras eles acabam fixando os conceitos e aprendendo a matéria de forma lúdica. E a professora reconhece essa evolução. Os alunos passaram a ter mais motivação e engajamento durante as aulas de matemática”, destacou.
DESAFIO: Ao jogar a batalha naval da multiplicação o aluno não está apenas calculando o resultado de uma operação, ele está prevendo as jogadas do colega, mapeando possibilidades e tomando decisões com base em hipóteses matemáticas. Esse processo retira o peso da obrigatoriedade do erro e do acerto imediato.
Na brincadeira, o erro faz parte da estratégia e funciona como um convite para refazer a conta e tentar novamente. Como resultado, os estudantes aprofundam-se na matemática de maneira mais leve. Ao aprender por meio do lúdico, as crianças assimilam noções de paciência, resiliência diante das derrotas e respeito às regras.
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