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Arroz sobe no RS, mas chuvas reduzem ritmo das negociações

Os preços do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, sustentados pela oferta restrita e pela necessidade de aquisição de matéria-prima por parte das indústrias. É o que aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o Cepea, os produtores têm negociado apenas lotes pontuais e mantêm postura firme nas vendas, enquanto compradores elevaram os valores ofertados em algumas regiões.
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Apesar do cenário de valorização, as chuvas persistentes registradas nos últimos dias dificultaram o carregamento do cereal e limitaram o avanço das negociações, reduzindo a liquidez do mercado.
De acordo com os pesquisadores, a menor disponibilidade do produto e a expectativa de novas altas durante a entressafra seguem mantendo os vendedores retraídos. Ao mesmo tempo, a necessidade de originar matéria-prima levou parte das indústrias a elevar novamente as ofertas, principalmente nas regiões próximas ao porto de Rio Grande.
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Agro Mato Grosso
FMC lança Velitrex® e amplia portfólio para o controle de lagartas

Novo inseticida reúne dois modos de ação complementares para controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento nas principais culturas agrícolas
A FMC, empresa global de ciências para a agricultura, anuncia o lançamento do Velitrex®, novo inseticida desenvolvido para auxiliar os produtores brasileiros no enfrentamento dos principais desafios das lavouras: o controle de lagartas de difícil manejo e a crescente pressão da resistência aos inseticidas.
Desenvolvido especialmente para as condições da agricultura nacional, o Brasil será o primeiro país a receber a tecnologia. O produto chega para compor as estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), ampliando as alternativas disponíveis para culturas como soja, milho, algodão, feijão e outras de grande importância econômica.
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“O cenário de manejo de lagartas tornou-se muito mais complexo nos últimos anos. A seleção de populações resistentes, consequência do uso repetitivo dos mesmos mecanismos de ação, exige novas ferramentas que contribuam para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis. Velitrex® nasce com esse propósito: agregar um novo recurso ao produtor e fortalecer as estratégias de manejo de resistência, principalmente para lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento”, afirma Sérgio Catalano, gerente de produtos inseticidas da FMC.
O diferencial do Velitrex® está na combinação de dois ingredientes ativos com diferentes modos de ação, que atuam de forma complementar sobre as lagartas. “Essa combinação, com modos de ação distintos, age em diferentes sítios do inseto e gera um efeito sinérgico, potencializando o controle das lagartas e contribuindo para estratégias mais eficientes de manejo da resistência”, ressalta Catalano.
De acordo com o gerente, a capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento atende a uma necessidade crescente do campo. “A capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento é um dos atributos mais valorizados pelos produtores, segundo pesquisas de mercado. Isso porque, na prática, nem sempre as condições são ideais para a aplicação, e é comum encontrar populações da praga em diferentes tamanhos em campo, no momento do manejo. Ao oferecer alta eficiência independentemente do estágio de desenvolvimento das lagartas, o Velitrex® proporciona mais flexibilidade operacional, maior segurança nas aplicações e maior versatilidade em comparação a soluções que apresentam melhor desempenho apenas sobre lagartas jovens.”
Manejo da resistência ganha protagonismo
Entre as principais pragas-alvo do Velitrex® está a Spodoptera frugiperda, considerada atualmente uma das espécies mais desafiadoras para a agricultura brasileira. A lagarta-do-cartucho, como é popularmente conhecida, apresenta elevada capacidade de adaptação, ampla distribuição geográfica e rápida multiplicação, além de registros crescentes de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação.
Nesse contexto, a rotação de ingredientes ativos e a integração de diferentes métodos de controle tornam-se práticas fundamentais para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis.
“O manejo da resistência depende da combinação de diferentes estratégias. É fundamental integrar soluções químicas, biológicas, monitoramento e ferramentas de manejo integrado de pragas. Velitrex® amplia esse conjunto de alternativas ao disponibilizar dois modos de ação distintos em uma única solução”, destaca Catalano.
Além da lagarta-do-cartucho, o produto também é recomendado para o controle de importantes espécies como Chrysodeixis includens e Spodoptera eridania, dependendo da cultura.
O novo inseticida da FMC proporciona rápida interrupção da alimentação das pragas, controle eficiente em diferentes tamanhos e efeito residual prolongado, características que oferecem maior flexibilidade operacional ao produtor.
Tecnologia desenvolvida para a realidade brasileira
O inseticida Velitrex® foi concebido considerando os desafios específicos enfrentados pelos produtores nacionais. A expectativa da FMC é que a nova tecnologia se torne uma das principais soluções da companhia para o manejo de lagartas nos próximos anos, fortalecendo seu portfólio voltado à proteção das principais culturas agrícolas brasileiras.
O lançamento, que está previsto para o final deste ano, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para enfrentar os desafios fitossanitários atuais e futuros.
Sobre a FMC
A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a apoiar produtores rurais na produção de alimentos, fibras, rações e combustíveis para uma população mundial em crescimento. Seu portfólio reúne soluções inovadoras em proteção de cultivos, produtos biológicos, nutrição vegetal, agricultura digital e de precisão, permitindo que agricultores enfrentem desafios econômicos e ambientais de forma sustentável. A companhia investe continuamente na descoberta de novos ingredientes ativos, formulações e tecnologias para herbicidas, inseticidas e fungicidas, desenvolvendo soluções cada vez mais eficientes para o campo e para o planeta.
FMC e o logotipo FMC, assim como Velitrex®, são marcas comerciais da FMC Corporation ou de suas afiliadas. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Leia atentamente o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso dos produtos.
Agro Mato Grosso
Virginia Mendes recebeu título de madrinha do FUNDAAF Inclusão Rural

A relação de Virginia Mendes com a agricultura familiar ganhou um reconhecimento em 2025, quando ela recebeu o título de madrinha do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (FUNDAAF 2.2) – Inclusão Rural. O programa é executado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e a Desenvolve MT. A iniciativa é destinada às famílias da agricultura familiar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que apresentam projetos voltados ao incentivo da produção.
Na edição de 2025, foram aprovados 3.589 projetos produtivos, dos quais 2.877 têm mulheres como responsáveis, evidenciando o protagonismo feminino no desenvolvimento da agricultura familiar em Mato Grosso.

Durante o período em que esteve como primeira-dama do Estado, Virginia Mendes participou de agendas e ações relacionadas ao desenvolvimento social e à valorização da agricultura familiar, especialmente em iniciativas voltadas às mulheres do campo, à inclusão produtiva e à geração de oportunidades.
Para Virginia Mendes, incentivar a agricultura familiar significa reconhecer o papel dos pequenos produtores na economia e na produção de alimentos, mas também valorizar histórias de vida como a dela.

“Eu conheço o esforço de cada homem e mulher que vive da agricultura familiar. Fui criada no Rio da Casca, onde minha mãe cultivava hortaliças. Nós nos alimentávamos do que era produzido ali, assim como muitas famílias daquela comunidade. Tenho muito orgulho do tempo em que convivi com aquelas pessoas, porque foi ali que aprendi o valor do trabalho, da simplicidade e da produção rural”, afirmou.
Ela também destacou a importância das políticas públicas voltadas ao setor.
“A agricultura familiar transforma vidas. Quando uma família encontra oportunidades para produzir, conquista mais autonomia, gera renda e contribui para o desenvolvimento do município. Receber o título de madrinha do FUNDAAF Inclusão Rural foi uma honra. As mulheres têm um papel fundamental nesse processo e merecem cada vez mais oportunidades para fortalecer a produção e melhorar a qualidade de vida de suas famílias.”
Entre as produtoras que acompanham o desenvolvimento dessas políticas está a empreendedora de turismo rural Maria Leni de Oliveira, de Jaciara.
“Quem vive da agricultura familiar sabe a importância de existirem políticas públicas voltadas ao pequeno produtor. O reconhecimento dado à agricultura familiar nos últimos anos representou mais oportunidades para quem vive no campo, especialmente para as mulheres. Isso fortalece o trabalho das famílias e valoriza quem produz alimentos e movimenta a economia dos municípios.”
Sobre Virginia Mendes, dona Maria Leni destacou sua participação em iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.

Foto da dona Maria Leni de Oliveira de Jaciara.
“Durante o período em que esteve como primeira-dama do Estado, Virginia Mendes participou de iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Para quem vive no sítio, esse apoio às políticas públicas faz diferença porque amplia as oportunidades para os pequenos produtores e fortalece o trabalho das famílias que vivem da produção rural”, afirmou.
Business
FAO: Brasil já superou meta global de produção de alimentos para 2050

O Brasil já ultrapassou a meta global de aumento da produção de alimentos projetada para 2050, mas isso não significa que o trabalho esteja concluído. Para o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, o desafio agora é transformar os sistemas agroalimentares para garantir que os alimentos cheguem a quem precisa de forma sustentável.
A avaliação foi feita durante palestra promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA).
Segundo Meza, a meta definida pela FAO previa um aumento de 70% na produção mundial de alimentos, tomando como base 2005, para atender ao crescimento da população global até 2050. No caso brasileiro, esse objetivo já foi superado.
“Entre 2005 e 2025, o crescimento da produção de grãos no Brasil foi de cerca de 120%, muito além daquilo que tinha sido planejado”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o país também ampliou sua capacidade de exportação, reforçando sua contribuição para a segurança alimentar mundial.

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O novo desafio da segurança alimentar
Apesar do desempenho brasileiro, Meza destacou que a discussão mundial deixou de estar centrada apenas no aumento da produção.
Segundo ele, o mundo produz alimentos suficientes para abastecer toda a população, mas ainda convive com milhões de pessoas em situação de fome. Ao mesmo tempo, cresce o número de pessoas com sobrepeso e obesidade, reflexo de problemas relacionados ao acesso, à qualidade da alimentação e ao desperdício.
“O esforço agora é transformar o sistema agroalimentar”, afirmou. Para o representante da FAO, essa transformação envolve todos os elos da cadeia, desde a pesquisa, produção e transporte até a indústria, o varejo, os consumidores e a gestão das perdas e desperdícios de alimentos.
Entre os desafios citados por Meza estão a degradação dos solos, a concentração da produção em poucas culturas, as perdas de alimentos durante a cadeia produtiva e o desperdício no consumo, além da necessidade de ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.
Brasil tem papel estratégico
Na avaliação do representante da FAO, o Brasil continuará sendo peça-chave para o abastecimento global de alimentos.
“Não poderíamos pensar, neste momento, o Brasil deixando de cumprir esse esforço constante de colocar mais alimentos no mercado”, disse.
Segundo ele, qualquer instabilidade relevante na produção brasileira, seja por eventos climáticos extremos ou dificuldades de acesso a insumos, pode provocar impactos sobre a oferta mundial e influenciar os preços internacionais dos alimentos.
Comunicação do agro precisa evoluir
Além da produção, Meza dedicou parte da palestra à imagem do agronegócio brasileiro. Embora reconheça que o país seja internacionalmente visto como uma potência agroalimentar, ele considera que ainda há espaço para comunicar melhor os avanços ambientais e sociais da atividade.
“O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura, com preocupação social e ambiental”, afirmou.
Na avaliação dele, o setor deve ocupar de forma mais ativa as discussões internacionais sobre mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável, levando dados e evidências científicas para fortalecer sua credibilidade.
Indicadores para combater narrativas
Como um dos caminhos para fortalecer essa comunicação, Meza sugeriu que o Brasil lidere um debate internacional para a criação de indicadores padronizados sobre sustentabilidade na agropecuária.
A proposta prevê a construção de uma metodologia reconhecida globalmente para medir aspectos como emissões de carbono, conservação ambiental, uso de bioinsumos e redução do desmatamento. Segundo ele, métricas aceitas internacionalmente ajudariam a reduzir questionamentos sobre a produção brasileira e dariam mais transparência às discussões.
“Tendo isso, quem poderia falar o contrário contra o produto Brasil?”, questionou, ao defender que a narrativa sobre o agro seja construída com base em evidências científicas e dados consolidados.
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