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29 de julho de 2026

Business

Produtores atingidos por temporal em SP terão crédito de até R$ 150 mil e juros de 3% ao ano

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Produtores rurais da região de Ribeirão Preto (SP) que sofreram prejuízos com o temporal da última sexta-feira (24) poderão acessar uma linha emergencial de crédito de custeio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). O financiamento, anunciado pelo Governo de São Paulo, oferece até R$ 150 mil por produtor, com juros de 3% ao ano.

O prazo para pagamento é de até 72 meses, com carência de até três anos para o primeiro vencimento e parcelas anuais.

A medida é uma das primeiras ações adotadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) após a tempestade. Equipes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) continuam percorrendo propriedades para levantar a dimensão dos prejuízos causados pela chuva intensa, granizo e ventos fortes.

Até o momento, o levantamento preliminar aponta danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas de municípios como Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba. Segundo a secretaria, Taquaritinga concentra os maiores prejuízos registrados até agora.

Como as vistorias ainda estão em andamento, o governo afirma que as medidas de apoio poderão ser ampliadas conforme a necessidade identificada no campo.

Quem pode solicitar o crédito

A linha emergencial é destinada a produtores das atividades agrícola e pecuária que tenham os prejuízos comprovados por um técnico habilitado da Secretaria de Agricultura.

Os recursos podem ser utilizados para:

  • compra de insumos, sementes, mudas e fertilizantes;
  • aquisição de alimentação e medicamentos para os animais;
  • reparos emergenciais em estruturas produtivas;
  • limpeza das áreas atingidas;
  • recomposição de servidões.

“O produtor precisa de suporte para recuperar a produção e voltar a trabalhar. É exatamente isso que o Governo do Estado está fazendo, com a equipe inteira mobilizada para que esse apoio chegue na ponta o mais rápido possível”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Como pedir o financiamento

Para solicitar o crédito, o produtor deve reunir documentos que comprovem os prejuízos, como fotografias, notas fiscais, orçamentos e a relação das perdas. Depois, é necessário procurar uma Casa da Agricultura da CATI ou um escritório do ITESP.

Após a vistoria na propriedade, um técnico elabora a proposta de financiamento.

Feap também mantém linhas para investimento

Além da linha emergencial de custeio, o Feap segue oferecendo financiamentos para reconstrução e modernização das propriedades rurais.

Os valores disponíveis são de até R$ 250 mil para produtores pessoa física, R$ 500 mil para pessoas jurídicas e R$ 800 mil para cooperativas e associações.

Essas linhas têm prazo de pagamento de até 84 meses, carência de até dois anos e juros que variam entre 4,5% e 7,5% ao ano, conforme o perfil do beneficiário. Os recursos podem ser destinados a obras de infraestrutura, implantação ou renovação de culturas, produção animal, compra de equipamentos e investimentos em tecnologia.

O acesso também é feito por meio das Casas da Agricultura da CATI ou dos escritórios do ITESP.

Segundo o governo paulista, as linhas do Feap complementam o crédito disponibilizado pela Desenvolve SP para empresas, agroindústrias e prefeituras atingidas pelo temporal, sem sobreposição do público atendido.

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Arroz sobe no RS, mas chuvas reduzem ritmo das negociações

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Foto: Erasmo Pereira/Epamig

Os preços do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, sustentados pela oferta restrita e pela necessidade de aquisição de matéria-prima por parte das indústrias. É o que aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, os produtores têm negociado apenas lotes pontuais e mantêm postura firme nas vendas, enquanto compradores elevaram os valores ofertados em algumas regiões.

Apesar do cenário de valorização, as chuvas persistentes registradas nos últimos dias dificultaram o carregamento do cereal e limitaram o avanço das negociações, reduzindo a liquidez do mercado.

De acordo com os pesquisadores, a menor disponibilidade do produto e a expectativa de novas altas durante a entressafra seguem mantendo os vendedores retraídos. Ao mesmo tempo, a necessidade de originar matéria-prima levou parte das indústrias a elevar novamente as ofertas, principalmente nas regiões próximas ao porto de Rio Grande.

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Estudos sobre abelhas ganham espaço em encontro no Rio Grande do Sul

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A pesquisa científica voltada às abelhas vai ganhar espaço próprio durante o 4º Encontro Abelheiro, em Carazinho, no Rio Grande do Sul. A segunda edição da Colmeia Científica reúne trabalhos sobre temas que vão da produção e sanidade à conservação, tecnologia e desenvolvimento rural. Trabalhos de diversas instituições brasileiras podem se inscrever.

A iniciativa recebe estudos de pesquisadores, professores, estudantes e profissionais ligados à apicultura e à meliponicultura de todo o país. As inscrições podem ser feitas até 23 de agosto, e a apresentação dos trabalhos selecionados está marcada para 26 de setembro.

Mais do que levar pesquisas para dentro da programação de um evento do setor, a proposta é aproximar o conhecimento produzido nas instituições da realidade encontrada por quem trabalha com abelhas. A Colmeia Científica é realizada em parceria com o Centro de Ensino Superior Riograndense (CESURG).

Essa aproximação é considerada importante por César de Souza, presidente do Encontro Abelheiro. “Queremos que as pesquisas ultrapassem o ambiente acadêmico e dialoguem diretamente com quem está no campo, produzindo, enfrentando desafios e buscando soluções”, afirma. Para ele, a troca entre pesquisadores e produtores também pode contribuir para o desenvolvimento da atividade.

Ciência acompanha desafios da atividade

A programação contempla pesquisas em áreas bastante diferentes. Estão entre os temas apicultura, meliponicultura, sanidade e bem-estar das abelhas, polinização e conservação, além de produtos das abelhas e tecnologia.

Também há espaço para trabalhos relacionados à extensão, educação e desenvolvimento rural, economia, mercado e empreendedorismo. Biologia e ecologia, sustentabilidade e serviços ecossistêmicos completam parte das linhas temáticas.

Relatos de experiência e iniciativas de inovação no setor apícola e meliponícola também podem ser submetidos. A diversidade de assuntos permite que a produção científica seja apresentada a partir de diferentes perspectivas e necessidades da cadeia.

Os trabalhos devem ser enviados em formato de Resumo Simples e serão avaliados por uma comissão científica formada por especialistas das áreas correspondentes. A relação dos aprovados deve ser divulgada em 5 de setembro.

Conhecimento também fica registrado

A participação não termina com a apresentação durante o encontro. Os resumos aprovados e apresentados serão reunidos nos Anais do Evento, em publicação digital com registro ISBN (International Standard Book Number), assegurando o reconhecimento formal dos trabalhos como produção científica.

Três pesquisas ainda serão escolhidas como Trabalhos Destaque. O reconhecimento pretende valorizar a qualidade dos estudos e estimular a participação de pesquisadores de diferentes regiões brasileiras.

Para Luis Paulo Baldissera Schorr, professor do CESURG Sarandi e coordenador da Colmeia Científica, a diversidade regional pode enriquecer as discussões. “A expectativa é receber trabalhos de diversas instituições brasileiras, ampliando o intercâmbio de experiências e mostrando diferentes olhares sobre a criação de abelhas e os temas relacionados ao setor”, destaca.

A segunda edição também reforça a intenção de ampliar a discussão sobre o papel das abelhas para além da produção de mel. “Abelha não produz apenas mel. Produz alimento, biodiversidade e futuro”, afirma César de Souza.

O 4º Encontro Abelheiro será realizado de 25 a 27 de setembro, em Carazinho (RS). A programação da Colmeia Científica integra o evento no dia 26 de setembro.


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Chuva no fim da colheita ameaça qualidade do café, alerta Cepea

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Foto: Sebastião Afonso da Silva/ Arquivo pessoal

As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café arábica têm dificultado a colheita da safra 2026/27 e levantado preocupações quanto à qualidade dos grãos.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as precipitações vêm afetando especialmente a qualidade da bebida, já que cerca de 30% da produção ainda permanece no campo.

De acordo com pesquisadores do Cepea, em várias regiões o maior volume de chuva de julho se concentrou nos últimos dias do mês, justamente quando a colheita entra na reta final e a varrição passa a concentrar a maior demanda de trabalho.

O Centro de Pesquisas destaca que muitos grãos que já poderiam estar no chão desde o início de julho acabaram expostos às chuvas, tornando-se mais suscetíveis à perda de qualidade. Ainda assim, a dimensão dos prejuízos só poderá ser confirmada à medida que os lotes forem provados, beneficiados e comercializados.

Nos indicadores do Cepea/Esalq desta terça-feira (28), a saca de café arábica foi cotada a R$ 1.782,18, alta de 3,28% no dia e de 12,89% no acumulado do mês. Já o café robusta encerrou o dia a R$ 1.114,00 por saca, com avanço de 2,45% na comparação diária e valorização de 4,92% em julho.

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