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14 de outubro de 2026

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FAO mantém Brasil fora do Mapa da Fome e destaca agricultura familiar

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou, nesta terça-feira (21), em Roma, que o Brasil segue fora do Mapa da Fome da ONU. A informação consta no relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI) 2026”, que também registra avanço no acesso da população brasileira a uma alimentação saudável entre 2021 e 2025.

Segundo a nova edição do SOFI, a prevalência de subnutrição no Brasil permaneceu abaixo de 2,5% da população, faixa usada pela FAO para classificar os países fora do Mapa da Fome. O relatório tem como tema o financiamento da nutrição e a ampliação do acesso a dietas saudáveis.

Os dados mostram que, entre 2021 e 2025, a parcela de brasileiros sem condições financeiras de adquirir uma dieta saudável caiu de 31,2% para 21,1%. Em números absolutos, esse contingente passou de 65,3 milhões para 44,8 milhões de pessoas. Com isso, mais 20 milhões de brasileiros passaram a ter condições de acessar uma alimentação saudável no período.

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A FAO define alimentação saudável como aquela capaz de promover saúde, crescimento, desenvolvimento e bem-estar, além de prevenir deficiências nutricionais, doenças crônicas e doenças transmitidas por alimentos. Para isso, a dieta deve ser adequada, equilibrada, diversificada, moderada e segura para o consumo.

Na apresentação do relatório, a experiência brasileira foi citada como exemplo de abordagem integrada, com políticas de proteção social, geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação do acesso a alimentos saudáveis. Para a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, o resultado mostra que o combate à fome depende de prioridade política e coordenação de ações.

O relatório também destacou o papel estratégico da agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis e na formação de sistemas agroalimentares mais sustentáveis. Entre as políticas citadas estão ampliação do crédito rural, assistência técnica, inovação, acesso a mercados, investimentos em bioinsumos, pesquisa e sistemas agroflorestais.

Durante a apresentação, Fernanda Machiaveli afirmou que os agricultores familiares são agentes centrais na construção de sistemas alimentares mais saudáveis, resilientes e sustentáveis. O protagonismo das mulheres rurais também foi apontado como eixo das políticas públicas voltadas à segurança alimentar, com foco em diversificação produtiva, geração de renda e autonomia econômica.

Fonte: gov.br

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Máximas podem chegar a 36 °C em dois municípios da Bahia

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A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de até 36 °C em dois municípios da Bahia, na janela entre sexta-feira (16) e sábado (17). Em Itapetinga, a máxima prevista fica 8,5 °C acima da normal climatológica; em Teixeira de Freitas, a diferença deve ser de 6,9 °C.

Em Itapetinga (BA), a máxima prevista para sexta-feira (16) é de 36 °C, ante a normal climatológica de temperatura máxima de 27,5 °C. A Climatempo prevê esse patamar de máxima por três dias seguidos.

Para Teixeira de Freitas (BA), a previsão também indica uma sequência de três dias com máxima de 35 °C. Esse é o valor esperado para sábado (17).

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Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras.

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Em Teixeira de Freitas, a normal climatológica de temperatura máxima usada na comparação é de 28,1 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.

Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.

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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.

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Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.

Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.

Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

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Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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