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29 de julho de 2026

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Casa do Agro Brasileiro leva experiência imersiva sobre a soja ao coração de São Paulo

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Divulgação Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) levou, no último sábado (25), a experiência da Casa do Agro Brasileiro ao Shopping Cidade São Paulo, na capital paulista. A iniciativa busca aproximar a população urbana da realidade do campo, mostrando de forma interativa como a soja, o milho e outras matérias-primas agrícolas fazem parte da rotina das famílias brasileiras.

Montada no formato de uma residência, a exposição convida os visitantes a percorrer diferentes cômodos e identificar produtos que têm origem no agronegócio. Além dos alimentos, a experiência destaca a presença da soja e de outras culturas em cosméticos, medicamentos, produtos de higiene, itens de limpeza, tintas, móveis e combustíveis.

Segundo a conselheira fiscal da Aprosoja Mato Grosso, Juliana Barbosa, a ação tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre o setor. “A associação está aqui em São Paulo, dentro do shopping, trazendo a Casa do Agro Brasileiro para que as pessoas possam conhecer um pouco do que nós, produtores rurais, fazemos no estado e que está presente no dia a dia. Muitos não fazem ideia do quanto o agro está inserido na nossa rotina e aqui têm a oportunidade de conhecer”, afirmou.

A programação também contou com a participação do comediante Gui Santana. Natural de Penápolis (SP), o artista destacou a ligação da família com a agricultura e defendeu uma maior aproximação entre o campo e a cidade.

“Eu sempre tive uma relação muito próxima com o agro. Também precisamos ter consciência de que não é como algumas pessoas dizem, que o agro simplesmente desmata. Existe uma preocupação constante em produzir de forma responsável e preservar o meio ambiente”, comentou.

A experiência também surpreendeu visitantes que descobriram novas aplicações da soja no cotidiano. O engenheiro de produção Miguel Pinto Filho afirmou que a visita mudou sua percepção sobre a oleaginosa.

“Eu achava que a soja era utilizada principalmente na fabricação de alimentos, mas vi que ela está presente em produtos de limpeza, higiene, beleza e muitos outros itens. Foi uma experiência muito bacana e completa”, ressaltou.

De acordo com a Aprosoja Mato Grosso, a iniciativa faz parte das ações de aproximação entre a sociedade urbana e o agronegócio, reforçando que a produção agrícola vai muito além das lavouras e está presente em milhares de produtos utilizados diariamente.

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FAO mantém Brasil fora do Mapa da Fome e destaca agricultura familiar

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou, nesta terça-feira (21), em Roma, que o Brasil segue fora do Mapa da Fome da ONU. A informação consta no relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI) 2026”, que também registra avanço no acesso da população brasileira a uma alimentação saudável entre 2021 e 2025.

Segundo a nova edição do SOFI, a prevalência de subnutrição no Brasil permaneceu abaixo de 2,5% da população, faixa usada pela FAO para classificar os países fora do Mapa da Fome. O relatório tem como tema o financiamento da nutrição e a ampliação do acesso a dietas saudáveis.

Os dados mostram que, entre 2021 e 2025, a parcela de brasileiros sem condições financeiras de adquirir uma dieta saudável caiu de 31,2% para 21,1%. Em números absolutos, esse contingente passou de 65,3 milhões para 44,8 milhões de pessoas. Com isso, mais 20 milhões de brasileiros passaram a ter condições de acessar uma alimentação saudável no período.

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A FAO define alimentação saudável como aquela capaz de promover saúde, crescimento, desenvolvimento e bem-estar, além de prevenir deficiências nutricionais, doenças crônicas e doenças transmitidas por alimentos. Para isso, a dieta deve ser adequada, equilibrada, diversificada, moderada e segura para o consumo.

Na apresentação do relatório, a experiência brasileira foi citada como exemplo de abordagem integrada, com políticas de proteção social, geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação do acesso a alimentos saudáveis. Para a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, o resultado mostra que o combate à fome depende de prioridade política e coordenação de ações.

O relatório também destacou o papel estratégico da agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis e na formação de sistemas agroalimentares mais sustentáveis. Entre as políticas citadas estão ampliação do crédito rural, assistência técnica, inovação, acesso a mercados, investimentos em bioinsumos, pesquisa e sistemas agroflorestais.

Durante a apresentação, Fernanda Machiaveli afirmou que os agricultores familiares são agentes centrais na construção de sistemas alimentares mais saudáveis, resilientes e sustentáveis. O protagonismo das mulheres rurais também foi apontado como eixo das políticas públicas voltadas à segurança alimentar, com foco em diversificação produtiva, geração de renda e autonomia econômica.

Fonte: gov.br

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Produtores atingidos por temporal em SP terão crédito de até R$ 150 mil e juros de 3% ao ano

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Produtores rurais da região de Ribeirão Preto (SP) que sofreram prejuízos com o temporal da última sexta-feira (24) poderão acessar uma linha emergencial de crédito de custeio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). O financiamento, anunciado pelo Governo de São Paulo, oferece até R$ 150 mil por produtor, com juros de 3% ao ano.

O prazo para pagamento é de até 72 meses, com carência de até três anos para o primeiro vencimento e parcelas anuais.

A medida é uma das primeiras ações adotadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) após a tempestade. Equipes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) continuam percorrendo propriedades para levantar a dimensão dos prejuízos causados pela chuva intensa, granizo e ventos fortes.

Até o momento, o levantamento preliminar aponta danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas de municípios como Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba. Segundo a secretaria, Taquaritinga concentra os maiores prejuízos registrados até agora.

Como as vistorias ainda estão em andamento, o governo afirma que as medidas de apoio poderão ser ampliadas conforme a necessidade identificada no campo.

Quem pode solicitar o crédito

A linha emergencial é destinada a produtores das atividades agrícola e pecuária que tenham os prejuízos comprovados por um técnico habilitado da Secretaria de Agricultura.

Os recursos podem ser utilizados para:

  • compra de insumos, sementes, mudas e fertilizantes;
  • aquisição de alimentação e medicamentos para os animais;
  • reparos emergenciais em estruturas produtivas;
  • limpeza das áreas atingidas;
  • recomposição de servidões.

“O produtor precisa de suporte para recuperar a produção e voltar a trabalhar. É exatamente isso que o Governo do Estado está fazendo, com a equipe inteira mobilizada para que esse apoio chegue na ponta o mais rápido possível”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Como pedir o financiamento

Para solicitar o crédito, o produtor deve reunir documentos que comprovem os prejuízos, como fotografias, notas fiscais, orçamentos e a relação das perdas. Depois, é necessário procurar uma Casa da Agricultura da CATI ou um escritório do ITESP.

Após a vistoria na propriedade, um técnico elabora a proposta de financiamento.

Feap também mantém linhas para investimento

Além da linha emergencial de custeio, o Feap segue oferecendo financiamentos para reconstrução e modernização das propriedades rurais.

Os valores disponíveis são de até R$ 250 mil para produtores pessoa física, R$ 500 mil para pessoas jurídicas e R$ 800 mil para cooperativas e associações.

Essas linhas têm prazo de pagamento de até 84 meses, carência de até dois anos e juros que variam entre 4,5% e 7,5% ao ano, conforme o perfil do beneficiário. Os recursos podem ser destinados a obras de infraestrutura, implantação ou renovação de culturas, produção animal, compra de equipamentos e investimentos em tecnologia.

O acesso também é feito por meio das Casas da Agricultura da CATI ou dos escritórios do ITESP.

Segundo o governo paulista, as linhas do Feap complementam o crédito disponibilizado pela Desenvolve SP para empresas, agroindústrias e prefeituras atingidas pelo temporal, sem sobreposição do público atendido.

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Arroz sobe no RS, mas chuvas reduzem ritmo das negociações

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Foto: Erasmo Pereira/Epamig

Os preços do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, sustentados pela oferta restrita e pela necessidade de aquisição de matéria-prima por parte das indústrias. É o que aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, os produtores têm negociado apenas lotes pontuais e mantêm postura firme nas vendas, enquanto compradores elevaram os valores ofertados em algumas regiões.

Apesar do cenário de valorização, as chuvas persistentes registradas nos últimos dias dificultaram o carregamento do cereal e limitaram o avanço das negociações, reduzindo a liquidez do mercado.

De acordo com os pesquisadores, a menor disponibilidade do produto e a expectativa de novas altas durante a entressafra seguem mantendo os vendedores retraídos. Ao mesmo tempo, a necessidade de originar matéria-prima levou parte das indústrias a elevar novamente as ofertas, principalmente nas regiões próximas ao porto de Rio Grande.

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