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17 de setembro de 2026

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Maurício Saito destaca papel do Sebrae na transformação do agro em Mato Grosso do Sul

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Foto: Canal Rural/reprodução

O avanço do agronegócio em Mato Grosso do Sul passa cada vez mais pela integração entre inovação, sustentabilidade e fortalecimento dos pequenos negócios. Essa é a avaliação de Maurício Saito, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Mato Grosso do Sul, que defende a atuação da instituição como ponte entre os micro e pequenos empreendedores e os grandes investimentos que chegam ao estado.

Em entrevista ao Planeta Campo Talks, Saito afirmou que o desenvolvimento do setor é resultado da combinação entre empreendedorismo dos produtores, pesquisa científica, políticas públicas e um ambiente favorável aos investimentos.

Evolução da agropecuária

Segundo ele, um dos diferenciais sul-mato-grossenses é a forte base tecnológica voltada à produção agropecuária. O estado reúne três biomas (Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica), cada um com unidades da Embrapa, além de universidades e instituições de pesquisa que contribuem para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à sustentabilidade.

“Essa participação, essa interação entre todas as instituições aqui do estado, juntamente com as instituições do setor produtivo, tem levado o estado a ter uma um crescimento muito sustentado e baseado em de fato sustentabilidade”, destaca Saito.

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Saito também atribui parte desse crescimento ao ambiente de negócios criado pelo governo estadual, baseado em segurança jurídica, diálogo com o setor produtivo e programas de incentivo que estimulam investimentos privados.

Nos últimos anos, segundo ele, Mato Grosso do Sul recebeu mais de R$ 100 bilhões em investimentos industriais, especialmente nos segmentos de celulose e biocombustíveis.

Pequenos negócios como elo da cadeia

Na avaliação do presidente de Saito, a chegada de grandes indústrias amplia as oportunidades para micro e pequenos empreendedores, responsáveis pelo fornecimento de serviços, insumos e produtos às novas plantas industriais.

“Não há como você imaginar a chegada de uma grande planta industrial aqui sem o trabalho realizado pelo pequeno e microempreendedor”, afirma.

É nesse contexto que o Sebrae concentra seus esforços, oferecendo capacitações para que pequenas empresas atendam aos padrões exigidos pelas grandes companhias. Além da qualificação técnica, a instituição atua como articuladora entre fornecedores locais e grandes empreendimentos.

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Saito cita ainda a Rota Bioceânica como uma oportunidade para diversificar a economia estadual, especialmente por meio do turismo. A expectativa é que o novo corredor logístico impulsione segmentos como hotelaria, gastronomia, artesanato e serviços, ampliando a participação dos pequenos negócios nesse processo.

Crise exige preparo para aproveitar oportunidades

Apesar do momento desafiador enfrentado pelo agronegócio, marcado por dificuldades de crédito e cenário internacional instável, Saito avalia que o período também abre espaço para novos negócios.

Segundo ele, o papel do Sebrae é justamente preparar os empreendedores para que estejam estruturados quando o mercado voltar a crescer. Para isso, o conselho da instituição reúne representantes do agronegócio, indústria, comércio, universidades, instituições financeiras e governo estadual, buscando construir estratégias voltadas ao fortalecimento da economia local.

Sustentabilidade e produtividade caminham juntas

Outro ponto destacado por Saito é a meta de Mato Grosso do Sul de alcançar a neutralidade de carbono até 2030. Para ele, o crescimento da produção no estado não ocorreu à custa do desmatamento, mas principalmente pela recuperação de áreas degradadas e pelo aumento da produtividade.

Como exemplo, ele cita a pecuária, que reduziu o tamanho do rebanho bovino ao mesmo tempo em que ampliou a produção de carne, resultado de avanços tecnológicos e maior eficiência dos sistemas produtivos.

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Na agricultura, destacou que a expansão da área cultivada com soja veio acompanhada de ganhos ainda maiores de produtividade, impulsionados pela adoção de tecnologias desenvolvidas por instituições de pesquisa e incorporadas pelos produtores.

Programas como o Precoce MS, voltado à pecuária de qualidade, e os investimentos em etanol de milho também foram apontados como exemplos de uma estratégia que alia competitividade, sustentabilidade e agregação de valor à produção rural.

Transição energética

Saito também ressaltou o papel estratégico de Mato Grosso do Sul na transição energética brasileira. Os investimentos em usinas de etanol de milho e outras iniciativas ligadas à energia renovável reforçam, segundo ele, o posicionamento do estado como referência em desenvolvimento sustentável.

Para o dirigente, a combinação entre empreendedorismo, inovação, pesquisa e políticas públicas continuará sendo determinante para consolidar Mato Grosso do Sul como um dos principais polos do agronegócio brasileiro, com oportunidades crescentes para produtores e pequenos empreendedores.

Trajetória

Nascido em Londrina, Paraná, Saito vive em Mato Grosso do Sul desde 1996. Ao longo de sua trajetória, presidiu o Sindicato Rural de Itaporã, participou da fundação de uma cooperativa em Maracaju, presidiu a Aprosoja-MS e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul). Atualmente, Saito lidera o Conselho Deliberativo do Sebrae no estado.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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