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29 de julho de 2026

Business

Estudos sobre abelhas ganham espaço em encontro no Rio Grande do Sul

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A pesquisa científica voltada às abelhas vai ganhar espaço próprio durante o 4º Encontro Abelheiro, em Carazinho, no Rio Grande do Sul. A segunda edição da Colmeia Científica reúne trabalhos sobre temas que vão da produção e sanidade à conservação, tecnologia e desenvolvimento rural. Trabalhos de diversas instituições brasileiras podem se inscrever.

A iniciativa recebe estudos de pesquisadores, professores, estudantes e profissionais ligados à apicultura e à meliponicultura de todo o país. As inscrições podem ser feitas até 23 de agosto, e a apresentação dos trabalhos selecionados está marcada para 26 de setembro.

Mais do que levar pesquisas para dentro da programação de um evento do setor, a proposta é aproximar o conhecimento produzido nas instituições da realidade encontrada por quem trabalha com abelhas. A Colmeia Científica é realizada em parceria com o Centro de Ensino Superior Riograndense (CESURG).

Essa aproximação é considerada importante por César de Souza, presidente do Encontro Abelheiro. “Queremos que as pesquisas ultrapassem o ambiente acadêmico e dialoguem diretamente com quem está no campo, produzindo, enfrentando desafios e buscando soluções”, afirma. Para ele, a troca entre pesquisadores e produtores também pode contribuir para o desenvolvimento da atividade.

Ciência acompanha desafios da atividade

A programação contempla pesquisas em áreas bastante diferentes. Estão entre os temas apicultura, meliponicultura, sanidade e bem-estar das abelhas, polinização e conservação, além de produtos das abelhas e tecnologia.

Também há espaço para trabalhos relacionados à extensão, educação e desenvolvimento rural, economia, mercado e empreendedorismo. Biologia e ecologia, sustentabilidade e serviços ecossistêmicos completam parte das linhas temáticas.

Relatos de experiência e iniciativas de inovação no setor apícola e meliponícola também podem ser submetidos. A diversidade de assuntos permite que a produção científica seja apresentada a partir de diferentes perspectivas e necessidades da cadeia.

Os trabalhos devem ser enviados em formato de Resumo Simples e serão avaliados por uma comissão científica formada por especialistas das áreas correspondentes. A relação dos aprovados deve ser divulgada em 5 de setembro.

Conhecimento também fica registrado

A participação não termina com a apresentação durante o encontro. Os resumos aprovados e apresentados serão reunidos nos Anais do Evento, em publicação digital com registro ISBN (International Standard Book Number), assegurando o reconhecimento formal dos trabalhos como produção científica.

Três pesquisas ainda serão escolhidas como Trabalhos Destaque. O reconhecimento pretende valorizar a qualidade dos estudos e estimular a participação de pesquisadores de diferentes regiões brasileiras.

Para Luis Paulo Baldissera Schorr, professor do CESURG Sarandi e coordenador da Colmeia Científica, a diversidade regional pode enriquecer as discussões. “A expectativa é receber trabalhos de diversas instituições brasileiras, ampliando o intercâmbio de experiências e mostrando diferentes olhares sobre a criação de abelhas e os temas relacionados ao setor”, destaca.

A segunda edição também reforça a intenção de ampliar a discussão sobre o papel das abelhas para além da produção de mel. “Abelha não produz apenas mel. Produz alimento, biodiversidade e futuro”, afirma César de Souza.

O 4º Encontro Abelheiro será realizado de 25 a 27 de setembro, em Carazinho (RS). A programação da Colmeia Científica integra o evento no dia 26 de setembro.


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Business

Arroz sobe no RS, mas chuvas reduzem ritmo das negociações

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Foto: Erasmo Pereira/Epamig

Os preços do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, sustentados pela oferta restrita e pela necessidade de aquisição de matéria-prima por parte das indústrias. É o que aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, os produtores têm negociado apenas lotes pontuais e mantêm postura firme nas vendas, enquanto compradores elevaram os valores ofertados em algumas regiões.

Apesar do cenário de valorização, as chuvas persistentes registradas nos últimos dias dificultaram o carregamento do cereal e limitaram o avanço das negociações, reduzindo a liquidez do mercado.

De acordo com os pesquisadores, a menor disponibilidade do produto e a expectativa de novas altas durante a entressafra seguem mantendo os vendedores retraídos. Ao mesmo tempo, a necessidade de originar matéria-prima levou parte das indústrias a elevar novamente as ofertas, principalmente nas regiões próximas ao porto de Rio Grande.

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Business

Chuva no fim da colheita ameaça qualidade do café, alerta Cepea

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Foto: Sebastião Afonso da Silva/ Arquivo pessoal

As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café arábica têm dificultado a colheita da safra 2026/27 e levantado preocupações quanto à qualidade dos grãos.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as precipitações vêm afetando especialmente a qualidade da bebida, já que cerca de 30% da produção ainda permanece no campo.

De acordo com pesquisadores do Cepea, em várias regiões o maior volume de chuva de julho se concentrou nos últimos dias do mês, justamente quando a colheita entra na reta final e a varrição passa a concentrar a maior demanda de trabalho.

O Centro de Pesquisas destaca que muitos grãos que já poderiam estar no chão desde o início de julho acabaram expostos às chuvas, tornando-se mais suscetíveis à perda de qualidade. Ainda assim, a dimensão dos prejuízos só poderá ser confirmada à medida que os lotes forem provados, beneficiados e comercializados.

Nos indicadores do Cepea/Esalq desta terça-feira (28), a saca de café arábica foi cotada a R$ 1.782,18, alta de 3,28% no dia e de 12,89% no acumulado do mês. Já o café robusta encerrou o dia a R$ 1.114,00 por saca, com avanço de 2,45% na comparação diária e valorização de 4,92% em julho.

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Agro Mato Grosso

Doce de caju e guaraná ralado passam a integrar lista de patrimônios culturais imateriais de Cuiabá

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O prefeito Abilio Brunini (PL) sancionou leis que reconhecem o doce de caju e o guaraná ralado, juntos com seus modos de preparo, como Patrimônios Culturais Imateriais de Cuiabá. Com a medida, os dois produtos passam a integrar a lista de bens culturais protegidos pelo município.

Segundo os projetos sancionados, o objetivo é buscar preservar os conhecimentos relacionados à produção e incentivar a continuidade dessas práticas. As propostas são de autoria da vereadora Maria Avallone (PSDB).

O guaraná ralado já havia sido reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Mato Grosso pela Lei Estadual nº 11.010/2019. Com a sanção da lei municipal, também passa a ter reconhecimento em Cuiabá.

O doce de caju também foi incluído na lista de patrimônios culturais imateriais do município. A vereadora Maria Avalone afirmou que as leis buscam preservar o modo de preparo do doce de caju e do guaraná ralado, além dos conhecimentos relacionados à produção transmitidos entre gerações.

Segundo a parlamentar, as leis também seguem as diretrizes do Plano Municipal de Cultura e preveem ações voltadas à preservação do patrimônio imaterial, ao turismo cultural e à economia criativa.

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