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27 de julho de 2026

Business

Conab registra vegetação acima da média histórica nas lavouras de inverno

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as lavouras de inverno apresentaram, entre 1 e 21 de julho, índices de vegetação acima da média histórica e do ciclo passado. O resultado foi favorecido pelo clima em boa parte do país, com reflexos também sobre a colheita do algodão e do milho segunda safra. No Rio Grande do Sul, porém, o excesso de chuvas no fim do mês elevou o risco de danos à produtividade.

Os dados constam no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Conab na quinta-feira (23). Segundo o levantamento, o tempo seco predominou na maior parte do Brasil, enquanto os maiores volumes de chuva se concentraram nas regiões Norte e Sul e no litoral leste do Nordeste.

No Norte, o volume de água favoreceu o crescimento da soja e do milho terceira safra no Amazonas e em Roraima. Já no Pará, em Rondônia e no Tocantins, o tempo seco contribuiu para o amadurecimento e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

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Na região Sul, o frio e as geadas ocasionais beneficiaram o início do desenvolvimento do trigo. No Paraná, a boa umidade do solo favoreceu o milho segunda safra. No Rio Grande do Sul, o sol e o tempo firme criaram condições adequadas para o trigo ao longo do período monitorado. Ainda assim, as chuvas fortes registradas no fim de julho elevaram o alerta para danos nas plantas e para lixiviação, processo em que o excesso de água reduz a disponibilidade de nutrientes no solo.

No Nordeste, a seca prejudicou o armazenamento hídrico do solo no Sealba, com efeito sobre as lavouras de feijão e milho terceira safra. No Matopiba, o tempo seco ajudou a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

No Centro-Oeste e no Sudeste, o tempo firme, o ar seco e o frio favoreceram a maturação do algodão e a secagem natural do milho segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, a falta de água no solo atingiu áreas de trigo no sudoeste do estado durante a floração e o enchimento de grãos, etapa decisiva para o potencial produtivo do cereal.

O BMA é elaborado em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), reunindo dados de satélite e observações de campo para apoiar as estimativas mensais de safra.

Fonte: gov.br

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Colheita da safrinha de milho chega a 60% no centro-sul, diz AgRural

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A colheita da safrinha de milho 2026 alcançou 60% da área cultivada no centro-sul do Brasil até quinta-feira (24), segundo levantamento da AgRural. O percentual representa avanço em relação aos 49% registrados uma semana antes, mas segue abaixo dos 68% observados no mesmo período do ano passado.

De acordo com a AgRural, o ritmo dos trabalhos apresentou avanço na semana, embora tenha perdido força em diversas áreas com o retorno das chuvas. As precipitações atrapalharam a operação das máquinas especialmente no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo.

O levantamento mostra que, apesar dessa desaceleração pontual, a colheita continuou avançando no centro-sul. Nas demais áreas produtoras da região, o tempo aberto favoreceu os trabalhos no campo.

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Em partes de Mato Grosso, a retirada da safrinha já está praticamente finalizada, conforme relatou a consultoria. O resultado mantém o acompanhamento da colheita em ritmo de progressão, ainda que com diferença em relação ao desempenho registrado no mesmo intervalo de 2025.

A comparação semanal indica ganho de 11 pontos porcentuais, enquanto o recuo em relação ao ano passado é de oito pontos. O comportamento do clima seguiu como fator determinante para o andamento das operações nas principais regiões produtoras.

Até quinta-feira (24), a colheita da safrinha de milho no centro-sul somava 60% da área, com avanço favorecido pelo tempo aberto em parte das regiões e desaceleração provocada pelas chuvas em áreas como Paraná, Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso colhe mais de 13% da área de algodão

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Dos 1,375 milhão de hectares de algodão cultivados na temporada 2025/26, Mato Grosso já colheu 13,11%. É o que aponta o levantamento de colheita da fibra divulgado na última sexta-feira (24) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Conforme o relatório, na variação semanal o avanço foi de 4,75 pontos percentuais. No mesmo período na safra 2024/25 os trabalhos estavam em 9,75% da área. Já a média das últimas cinco safras é de 20,97% para o momento analisado.

Entre as regiões a mais adiantada é a Nordeste com 46,80% da extensão colhida, seguida da Sudeste com 22,12% e do Médio-Norte com 13,21%.

Já a região Noroeste colheu 8,75% e a Centro-Sul 6,05%, enquanto a Oeste 5,60%.

A previsão é que Mato Grosso registre uma produtividade de 310,67 arrobas de algodão por hectare e uma produção de 6,41 milhões de toneladas de algodão em caroço, a terceira maior da série histórica do Imea.


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Agro Mato Grosso

Clima pode ampliar em 91,8% área favorável à lagarta-do-cartucho

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Modelo projeta avanço de Spodoptera frugiperda para latitudes maiores sob cenário de altas emissões de gases de efeito estufa

As mudanças climáticas podem ampliar em até 91,8% a área global com condições favoráveis à lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) até o fim do século. A maior expansão aparece no cenário SSP5-8.5, marcado por emissões elevadas de gases de efeito estufa. O avanço ocorre em direção a latitudes maiores, com deslocamentos para o norte e para o oeste (DOI 10.3390/insects17080772).

A projeção resulta de um modelo de distribuição desenvolvido na plataforma biomod2. Pesquisadores chineses integraram seis algoritmos com melhor desempenho: XGBOOST, Maxnet, Maxent, MARS, GBM e GLM. O modelo conjunto alcançou valor de 0,851 no índice TSS e 0,977 na curva ROC. Os indicadores apontam alta capacidade de discriminar áreas adequadas e inadequadas para a praga.

Área potencialmente favorável

No clima atual, a área potencialmente favorável alcança cerca de 20.260.500 quilômetros quadrados. Esse território corresponde a quase 10% da superfície terrestre global. As principais zonas concentram-se no leste da Ásia e na região centro-sul da América do Norte. Também aparecem áreas no sul da América do Sul, no sul da África, no Sudeste Asiático, na Europa e no leste da Austrália.

As regiões com baixa adequação representam 75,99% do total favorável no cenário atual. Elas ocupam aproximadamente 15.396.800 quilômetros quadrados. As áreas de adequação moderada somam cerca de 3.387.300 quilômetros quadrados. As áreas de alta adequação abrangem 1.476.300 quilômetros quadrados.

Cenários com crescimento

O estudo avaliou três trajetórias climáticas: SSP1-2.6, SSP2-4.5 e SSP5-8.5. Cada trajetória incluiu os períodos de 2041 a 2060, de 2061 a 2080 e de 2081 a 2100. Sob o SSP5-8.5, a área favorável alcança 18,12% da superfície terrestre no último período. Todas as classes de adequação apresentam crescimento nesse cenário.

No SSP1-2.6, a proporção global favorável passa para 14,22% entre 2041 e 2060, 14,61% entre 2061 e 2080 e 14,84% entre 2081 e 2100. A área de baixa adequação cresce de forma contínua. As zonas de alta adequação registram pequena redução.

No SSP2-4.5, as áreas favoráveis ocupam 15,03%, 15,14% e 16,17% da superfície terrestre nos três períodos analisados. O modelo indica aumento das zonas de baixa adequação e pequena variação nas classes moderada e alta.

Temperatura média do trimestre

A temperatura média do trimestre mais úmido apresentou a maior influência sobre a distribuição da praga, com participação de 31,66%. A precipitação do trimestre mais úmido respondeu por 21,23%. A temperatura média do trimestre mais seco contribuiu com 13,90%. A isotermalidade, relação entre a variação térmica diária e a anual, respondeu por 13,59%. As quatro variáveis reuniram 80,4% da importância calculada pelo modelo.

A maior adequação associada à temperatura do trimestre mais úmido ocorreu entre 24,38 e 24,86 graus Celsius. Para o trimestre mais seco, o pico apareceu entre 9,20 e 11,08 graus Celsius. Na precipitação do trimestre mais úmido, o intervalo de maior resposta ficou entre 437,12 e 457,92 milímetros.

Ocorrência da espécie

Os pesquisadores utilizaram 1.763 registros válidos de ocorrência da espécie. Os dados vieram do Global Biodiversity Information Facility, de publicações científicas e de levantamentos de campo. O processamento manteve apenas um registro por célula de 2,5 quilômetros, medida adotada para reduzir a concentração espacial das observações.

A análise do centro geográfico das áreas climáticas favoráveis indicou deslocamento para o norte em todos os cenários. No clima atual, esse centro localiza-se no Chade. No SSP5-8.5, o deslocamento termina na Argélia entre 2081 e 2100, após passagens projetadas pelo Níger e pela Líbia.

A expansão potencial decorre, segundo o estudo, da redução das limitações impostas pelo frio em regiões de média e alta latitude. O aquecimento também pode prolongar o período com temperaturas acumuladas favoráveis durante a estação de cultivo.

Os resultados indicam potencial climático, não intensidade real de infestação. O modelo não incorporou de forma completa a distribuição das culturas hospedeiras, as práticas agrícolas, as migrações sazonais, a competição, a predação e o parasitismo. A adaptação local das populações também pode alterar a resposta regional. Por esse motivo, as projeções apoiam o planejamento de monitoramento, mas não substituem levantamentos de campo e sistemas locais de alerta.

Áreas potencialmente adequadas para Spodoptera frugiperda no cenário SSP1-2.6
Áreas potencialmente adequadas para Spodoptera frugiperda no cenário SSP1-2.6
Áreas potencialmente adequadas para Spodoptera frugiperda no cenário SSP2-4.5
Áreas potencialmente adequadas para Spodoptera frugiperda no cenário SSP2-4.5
Áreas potencialmente adequadas para Spodoptera frugiperda no cenário SSP5-8.5
Áreas potencialmente adequadas para Spodoptera frugiperda no cenário SSP5-8.5
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