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27 de julho de 2026

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Manejo Integrado de Pragas pode ser a chave para reduzir perdas e aumentar produtividade da soja

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Foto: Jovenil da Silva/Embrapa

Com a aproximação da safra 2026/27, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) ganha ainda mais importância para os sojicultores. A adoção da técnica permite monitorar a presença de insetos na lavoura e definir o momento correto para o controle, contribuindo para a redução dos custos de produção, o uso mais racional de inseticidas e a manutenção da produtividade.

Para ampliar o conhecimento dos produtores sobre o tema, o Sindicato Rural de Nova Santa Rosa (PR), em parceria com o Serviço de Aprendizagem Rural Senar e a Prefeitura de Nova Santa Rosa, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Infraestrutura, promoverá uma palestra sobre Manejo Integrado de Pragas da soja.

O encontro será realizado no dia 31 de julho, a partir das 8h, no Sindicato Rural de Nova Santa Rosa. Durante a programação, serão apresentadas estratégias para a identificação, o monitoramento e o controle das principais pragas da cultura, além da importância do acompanhamento frequente da lavoura para tomadas de decisão mais assertivas.

Reprodução Prefeitura de Santa Rosa

Segundo os organizadores, o Manejo Integrado de Pragas é uma das principais ferramentas para o controle racional de insetos, aliando eficiência econômica e sustentabilidade no campo. A prática também contribui para retardar o desenvolvimento de resistência das pragas aos inseticidas, favorecendo um sistema de produção mais equilibrado.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo telefone ou WhatsApp (45) 99968-8488. O evento é voltado a produtores rurais e profissionais ligados ao agronegócio interessados em aprimorar o manejo da cultura da soja.

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Preços do milho terão semana decisiva com safra dos EUA e do leste europeu

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho spot teve alta de 4,27% em Chicago na semana passada, enquanto no Brasil o contrato da B3 com a mesma referência mostrou elevação de 2,47%, fechando a R$ 70,58 por saca. No mercado físico, na região do extremo oeste baiano, as cotações encerraram com referência de R$ 56,61 por saca.

O relatório Grainsights, da Grão Direto, mostra os fatores que devem mexer com os preços do cereal no curto prazo. Acompanhe:

  • Pressão da oferta continua: o mercado doméstico de milho continuará sendo ditado pelo ápice da oferta nas próximas semanas. Com Mato Grosso finalizando a colheita dos últimos 10% da área e o Paraná acelerando o passo em dias de sol pleno, a expectativa é que os pátios logísticos serão inundados pelo cereal. “Essa pressão de venda a qualquer custo manterá os preços spot (físicos) fortemente deprimidos no curto prazo”, destaca o documento.
  • Safra dos Estados Unidos: na Bolsa de Chicago, a atenção continuará para a fase de polinização nas Grandes Planícies norte-americanas. Agosto é o mês em que a espiga define o seu tamanho. “Se as previsões climáticas falharem e o calor extremo retornar ao Corn Belt (Cinturão do Milho) de forma prolongada, os fundos de investimento farão compras massivas para cobrir posições vendidas, o que pode gerar um forte repique altista internacional”, ressalta.
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  • Condições das lavouras: a saúde das lavouras norte-americanas continuará sendo medida semanalmente pelo Crop Progress do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Conforme o relatório, o mercado buscará evidências numéricas de que as excelentes notas atuais se traduziram em produtividade real. “Qualquer queda qualitativa reportada pelo governo norte-americano servirá como justificativa imediata para conter as fortes quedas que assombraram a CBOT nas últimas semanas.”
  • Concorrência pesada: o Grainsights indica que a competitividade externa do Brasil será colocada à prova máxima. “Com o aumento substancial da safra na Argentina (estimada em 64 milhões de toneladas), o mercado asiático está abarrotado de opções sul-americanas. Para que as exportações do Brasil reajam e aliviem o mercado interno, os portos de Santos e do Arco Norte precisarão oferecer preços FOB extremamente agressivos e atrativos aos importadores”, afirma.
  • Geopolítica continua no radar: os desdobramentos geopolíticos no Mar Negro seguirão influenciando os prêmios do milho. Segundo o relatório da Grão Direto, se o acordo de paz e a segurança dos corredores marítimos da Ucrânia se consolidarem, grãos do leste europeu voltarão a fluir com facilidade para o Oriente Médio e Europa. “Esse fluxo concorrencial retiraria a pressão compradora que hoje se volta para os Estados Unidos e o Brasil, pesando nas cotações globais.”
  • Macroeconomia e oportunidades: no cenário macroeconômico, o mercado seguirá atento às decisões do Federal Reserve e aos dados de emprego dos Estados Unidos (Payroll), que podem influenciar o dólar e o fluxo de capitais para as commodities. No Brasil, a Selic elevada continua favorecendo os ativos locais, enquanto as preocupações com o cenário fiscal e as tarifas norte-americanas permanecem no radar, embora produtos como carne bovina, café, itens energéticos e aeronaves tenham sido isentos da tarifa adicional de 25%.

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Conab registra vegetação acima da média histórica nas lavouras de inverno

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as lavouras de inverno apresentaram, entre 1 e 21 de julho, índices de vegetação acima da média histórica e do ciclo passado. O resultado foi favorecido pelo clima em boa parte do país, com reflexos também sobre a colheita do algodão e do milho segunda safra. No Rio Grande do Sul, porém, o excesso de chuvas no fim do mês elevou o risco de danos à produtividade.

Os dados constam no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Conab na quinta-feira (23). Segundo o levantamento, o tempo seco predominou na maior parte do Brasil, enquanto os maiores volumes de chuva se concentraram nas regiões Norte e Sul e no litoral leste do Nordeste.

No Norte, o volume de água favoreceu o crescimento da soja e do milho terceira safra no Amazonas e em Roraima. Já no Pará, em Rondônia e no Tocantins, o tempo seco contribuiu para o amadurecimento e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

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Na região Sul, o frio e as geadas ocasionais beneficiaram o início do desenvolvimento do trigo. No Paraná, a boa umidade do solo favoreceu o milho segunda safra. No Rio Grande do Sul, o sol e o tempo firme criaram condições adequadas para o trigo ao longo do período monitorado. Ainda assim, as chuvas fortes registradas no fim de julho elevaram o alerta para danos nas plantas e para lixiviação, processo em que o excesso de água reduz a disponibilidade de nutrientes no solo.

No Nordeste, a seca prejudicou o armazenamento hídrico do solo no Sealba, com efeito sobre as lavouras de feijão e milho terceira safra. No Matopiba, o tempo seco ajudou a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

No Centro-Oeste e no Sudeste, o tempo firme, o ar seco e o frio favoreceram a maturação do algodão e a secagem natural do milho segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, a falta de água no solo atingiu áreas de trigo no sudoeste do estado durante a floração e o enchimento de grãos, etapa decisiva para o potencial produtivo do cereal.

O BMA é elaborado em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), reunindo dados de satélite e observações de campo para apoiar as estimativas mensais de safra.

Fonte: gov.br

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Colheita da safrinha de milho chega a 60% no centro-sul, diz AgRural

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A colheita da safrinha de milho 2026 alcançou 60% da área cultivada no centro-sul do Brasil até quinta-feira (24), segundo levantamento da AgRural. O percentual representa avanço em relação aos 49% registrados uma semana antes, mas segue abaixo dos 68% observados no mesmo período do ano passado.

De acordo com a AgRural, o ritmo dos trabalhos apresentou avanço na semana, embora tenha perdido força em diversas áreas com o retorno das chuvas. As precipitações atrapalharam a operação das máquinas especialmente no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo.

O levantamento mostra que, apesar dessa desaceleração pontual, a colheita continuou avançando no centro-sul. Nas demais áreas produtoras da região, o tempo aberto favoreceu os trabalhos no campo.

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Em partes de Mato Grosso, a retirada da safrinha já está praticamente finalizada, conforme relatou a consultoria. O resultado mantém o acompanhamento da colheita em ritmo de progressão, ainda que com diferença em relação ao desempenho registrado no mesmo intervalo de 2025.

A comparação semanal indica ganho de 11 pontos porcentuais, enquanto o recuo em relação ao ano passado é de oito pontos. O comportamento do clima seguiu como fator determinante para o andamento das operações nas principais regiões produtoras.

Até quinta-feira (24), a colheita da safrinha de milho no centro-sul somava 60% da área, com avanço favorecido pelo tempo aberto em parte das regiões e desaceleração provocada pelas chuvas em áreas como Paraná, Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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